MAGOS NEGROS E DRAGÕES DO ASTRAL

FLEUR DE LYS

MAGOS NEGROS E DRAGÕES DO ASTRAL

Mago Negro


MAGOS NEGROS

Mago Negro 1

Na verdade, os magos atuam no planeta desde épocas imemoriais.

Sua atuação foi mais intensa no momento histórico da Atlântida e da Lemúria, e muitos deles passaram a operar nos bastidores da história das civilizações humanas.

Considerando que não desejavam de modo algum que a mensagem do Cristo viesse ao encontro dos povos da Terra, tudo fizeram para impedir o desenvolvimento e a difusão da ideia cristã.

A Atlântida e a Lemúria, continentes cuja história ainda não é reconhecida pelos intelectuais da Terra, mas estudada através dos registros mantidos no mundo espiritual, constituem o berço dos magos.

Esse território perdido recebeu os exilados de outros orbes, espíritos detentores de grande bagagem científica e notável domínio mental sobre as forças da natureza, os quais, em seu apogeu, portavam-se de acordo com determinado sistema ético e moral.

Entre os magos, houve os que se distanciaram dos objetivos traçados pelo Conselho dos Bons – como era chamado o colegiado diretor dos ensinos iniciáticos – e se colocaram em desarmonia com os elevados propósitos da vida; por esse motivo, autodenominaram-se magos negros, em contraposição aos adeptos da magia branca ou superior.

As atividades dos lemurianos e atlantes se concentravam sobre os fluidos naturais do planeta Terra, que, muito embora fossem primitivos, primários ou pouco elaborados, em virtude disso mesmo respondiam mais facilmente à ação do seu poder mental disciplinado. 

Era diminuta a população de encarnados, disposta em grupos esparsos pelo orbe, e não havia a fuligem mental de desencarnados, cujo contingente era bem menor e, acima de tudo, composto por almas predominantemente instintivas, ignorantes e ingênuas.

Sendo assim, é nesse ambiente “virgem”, que resguardava relativa simplicidade psíquica, que os magos negros encontraram o campo vibratório que favoreceu seu desenvolvimento e o consequente planejamento de suas operações e organizações.

Ignoravam, contudo, que eram manipulados por outros seres, ainda mais perigosos do que eles: os chefes de legião dos dragões.

Os magos queriam acreditar que eram os senhores absolutos das próprias ações, rejeitando qualquer apelo por parte de seus antigos mentores e mestres.

Mesmo hoje, a maioria dos magos, senão todos, não concebem que são dirigidos por espíritos ainda mais antigos e experientes na arte da sedução mental, como os dragões do mal.

A proximidade dos tempos do exílio planetário, pois que haviam chegado recentemente à Terra, fazia com que os magos atlantes e lemurianos recordassem com razoável nitidez um sem-número de leis e métodos sobre como empregar a energia de seu pensamento para manipular tudo ao seu redor.

Como era de se esperar, essa lembrança foi progressivamente nublada, devido às sucessivas reencarnações e à necessidade de envolvimento na vida social mundana.

Obviamente, com o transcorrer dos séculos e milênios, as grandes civilizações que aportaram no planeta foram perdendo o contato com o conhecimento primordial.

Na Antiguidade, restavam apenas fragmentos desse saber, e muitos dos antigos exilados já haviam retornado ao orbe de origem.

Por essa ocasião, ficaram para trás somente os retrógrados e seus aprendizes, que formaram os colégios de sábios e os templos iniciáticos.

Os magos remanescentes, então sem a lucidez de outrora e distanciados do conhecimento original, agruparam-se em grandes confrarias, de acordo com as afinidades de cada um, formando colegiados.

Perdendo o conhecimento superior devido ao fato de ficarem naturalmente absorvidos nas questões de sobrevivência, os poucos iniciados retiraram-se para os templos antigos, isolando-se em colégios fechados.

Esse movimento se deu nos planos corpóreo e extracorpóreo; neste último, a conspiração de seres do astral formou diversas confrarias, cada qual sob o comando de algum mago que se mostrasse mais apto à condução dos demais.

A partir de então, em ambas as dimensões, tanto os magos brancos quanto aqueles que se identificavam com os elementos de discórdia, no plano astral, viram-se compelidos a associar o poder do pensamento às simbologias. Tal ferramenta foi a solução encontrada para que os novos iniciados compreendessem e empregassem os conceitos da magia.    

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 203/212).


Segundo o Preto-Velho CLEMÊNCIO ao espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

(…) Você ignora que todos utilizamos dos recursos da natureza, colocados à nossa disposição pela divina sabedoria, de acordo com a ética que nos é peculiar?

À manipulação desses recursos mentais, fluídicos, verbais ou energéticos é que denominamos magia.

E, quando alguém se utiliza de maneira desequilibrada ou maldosa do depositário de forças sublimes, dizemos então que se concretiza a magia negra.    

Antigamente, como ainda hoje, em diversos lugares da Terra, alguns irmãos nossos se consorciavam com entidades perversas e se utilizavam de objetos, verdadeiros condensadores de energia, de baixa vibração, com o intuito de prejudicar as pessoas.

Mais tarde surgiram os magos negros, uilizando outros tipos de condensadores magnéticos, também vibrando a prejuízo do próximo. 

Aqui e acolá, surgem, de época em época, aqueles irmãos nossos que se colocam em sintonia com as trevas e, desse modo, tornam-se instrumentos de inteligências vulgares para irradiar o mal em torno de si. São os chamados magos negros, encarnados e desencarnados, grandes médiuns das sombras. 

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 80/81)


DRAGÕES DO ASTRAL

Dragão do Astral

Segundo o Mestre Ascencionado Magíster SERAPHIS BEY, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Eles são seres humanos, integram nossa raça. Inteligentes. Com larga soma de conhecimento das leis divinas e com rara habilidade de manipular as energias naturais. Conhecem a psicologia da alma, avançaram em tecnologia e são tenazes na busca de seus ideais.

Adquiriram o domínio do inconsciente, tornando-se manipuladores dos sentimentos.

Foram transmigrados de vários planetas em levas de bilhões de criaturas rebeldes aos sublimes estatutos de Deus, para recomeçarem a caminhada evolutiva no reerguimento de si próprios perante a consciência.

Chegados à Terra em degredo, formaram castas de rebelião usando as tendências inatas de inconformação com o exílio. Renascidos nos troncos antropológicos mais remotos do que hoje é o continente africano, foram, paulatinamente, resgatando as reminiscências da bagagem intelectiva e social que armazenaram.

Vieram em naves, cuja atual tecnologia mais avançada da ciência supersônica, nem sequer alcança os níveis de engenharia aeroespacial dominada àquele tempo pelos tutores interplanetários que lhes fizeram o transporte galáctico. Um trabalho de minúcias, planejamento e milênios de execução.

Quatro troncos de transmigrados foram decisivos para a construção da história da Terra nos últimos 15.000 anos.

Eles se disseminaram pelos povos da Suméria e Mesopotâmia. Espalharam-se pela Caldeia e depois pelos povos que originaram a família indoeuropéia. Deixaram relatos claros de seu poder criador no Egito, na China, na Índia e na velha civilização greco-romana.

Entre os quatro troncos, dois deles, o ariano e o povo da casa de Israel ou tronco judaico-cristão, sempre estiveram presentes nos mais conhecidos episódios da história humana. Ora como egípcios, ora como hebreus. Ora como romanos, ora como palestinos. Ora como nazistas, ora como judeus.

Tais espíritos se revezaram em uma das mais sangrentas e antigas disputas que transcende a chegada de todos eles a esta casa planetária.

Os arianos como cultores da raça pura e do progresso pelo domínio, amantes do poder, das castas.

Os judeu-cristãos como o grupo mais afeiçoado à religião, amantes do Deus único e também os mais pretensiosos proprietários da verdade.

Nos primeiros, a arrogância nacionalista. Nos segundos, a arrogância religiosa.

Digladiam por milênios afora dando continuidade a uma velha disputa pelo poder. Ambos adoecidos pela vaidade. Os arianos acreditam na força bélica, e os judeu-cristãos na força divina. Religião e armas são duas extremidades de um processo antropológico milenar deste planeta. Ódio e amor. Poder e fé. Velhos arquétipos dominantes nas mentes exiladas.

Foi nessa fieira de ódio e incompreensão, há mais de 10.000 anos, que se organizou a primeira força militar da maldade na Terra.

Eles se denominaram dragões, a mais antiga casta de poder formalizada no astral inferior de nosso orbe.

Descendentes de ambos os troncos de exilados, como facínoras da hipnose coletiva, entrincheiraram-se na revolta e no ódio milenar.

A migração interplanetária é uma ocorrência contínua e natural no universo. Da mesma forma, o ir e vir de comunidades no ambiente terrestre é uma constante.

Houve uma grande reação das trevas com as conquistas do século XX, pelo fato de serem avanços realizados pelos aborígines, o povo da Terra.

As comunidades sombrias zombam desse fato recordando as contribuições que deram ao velho Egito e às civilizações primitivas. Essa insurreição também se deve ao estratégico renascimento corporal de dragões, cujo objetivo seria destruir a humanidade incendiando a cultura, a política e a economia mundial.

Existem embaixadores do Senhor em todos os flancos nos quais haja poder de influência sobre multidões. Uma retaguarda de almas de coração puro e experimentadas na arte de construir o bem foi acionada em regime de prontidão permanente nestes últimos trinta anos.

Os dragões são nossa família pelos elos do coração. Filhos transviados que mendigam amor incondicional. Essa manifestação de amor deve constituir a orientação essencial a quem almeja somar nas oficinas de abnegação e socorro pela iluminação das sombras abissais.

Quando estendemos a mão a um vizinho, quando desenvolvemos um gesto de solidariedade ou educação, quando tornamo-nos um exemplo de cidadão, enfim, quando exercemos a cidadania cósmica, estamos efetivamente cooperando para um mundo melhor e atendendo ao clamor pela regeneração, que acena um futuro promissor em favor da paz mundial.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo – Prefácio de Magíster Seraphis Bey, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 06/10)


Segundo o espírito RAINHA ISABEL DE ARAGÃO (Santa Isabel), por meio do médium Wanderley Oliveira:

Embora a maldade já existisse nas almas transmigradas para o planeta em tempos imemoriais, vamos detectar a presença do mal na Terra como organização social a partir de 10.000 anos atrás.

Lúcifer, o gênio do mal, um coração extremamente vinculado a Jesus, estabeleceu o litígio inicial representando milhões de almas insatisfeitas com as consequências do exílio em outro orbe.

Dominado pela soberba que os expulsou das oportunidades de crescimento em mundos distantes, tomou como bandeira a prepotência de empunhar armas contra o Condutor da Terra, a fim de disputar, em sua arrogância sem limites, por quem ela seria dominada e controlada. Eis o motivo de uma história política, moral e espiritual que se arrasta há milênios.

A estratégia para tal insanidade é manter a humanidade na ignorância espiritual. A inteligência ilimitada desse espírito, que carrega experiência ímpar sobre o destino de multidões, traçou um plano nefando de explorar as próprias fraquezas humanas para retê-la na inferioridade. O fundamento basilar desse plano consiste em colocar o instinto como núcleo estratégico do atraso. Convencer o homem da Terra que não vale a pena mudar de reino, subir o degrau do instinto para a razão. O prazer e a vida, nessa concepção decadente e astuta, residem em se manter na retaguarda dos cinco sentidos com total expressão dos interesses pessoais.

Ações marcantes dessa organização da maldade no mundo podem ser verificadas aproximadamente 1.500 anos antes da vinda do Cristo por ocasião da implantação da noção da justiça divina no mundo, por meio do primeiro código ético enviado pela mediunidade do Mais Alto para a humanidade – os Dez Mandamentos.

A maldade usou toda sua cota de energia para impedir a vinda de Moisés e a difusão dos Dez Mandamentos para os povos.

Criaram, nesse tempo, a Casta dos Justiceiros dentro de uma concepção cruel de justiça feita com as próprias mãos, conseguindo alterar significativa parcela do bem que a Lei Divina poderia ter fermentado nas sociedades daquele tempo.

O símbolo inspirador dessas falanges, fartas de perversidade, é o DRAGÃO, um retrato animalizado da força e do poder que essas criaturas adoecidas trazem no imo de si mesmas.

A figura lendária do dragão surgiu nas crenças mais primitivas que se tem notícia como uma insígnia de poder.

Querem distinção em relação aos aborígines da Terra, considerados um atraso na evolução por parte deles.

O paraíso perdido passou de geração a geração. Muitos voltaram a seus mundos de origem, entre eles Capela. Aqueles que permaneceram formaram séquitos.

Dentre os espíritos exilados, o povo hebreu é o mais exclusivista e crente. Cultores da raça pura e do monoteísmo. Sempre tentaram não se misturar nas mutações étnicas. Não foi por outra razão que Jesus escolheu a árvore de David para nascer. Foi assim estruturada a linhagem psíquica dos espíritos do Cristo – almas exiladas de seu mundo original, vinculadas ao coração de Jesus, e que formaram o tronco judaico-cristão, com perfil moral de acendrado orgulho centrado na ideia do Deus único.

Os dragões justiceiros, como se denominam em suas hostes, fundaram, a esse tempo, a primeira das sete cidades da maldade na psicosfera terrena. Chamada de Cidade do Poder está situada no psiquismo do Velho Mundo, nas portas da psicosfera da Palestina, a antessala do Oriente Médio.

O lugar mais conhecido e onde se praticam as mais infelizes formas de maldade chama-se Vale do Poder, um cinturão psíquico que circula a subcrosta da Terra, onde vegeta uma semi-civilização que onera a economia vibratória do orbe.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 93/98)


Segundo o espírito MATHIAS, um ex-dragão coroado, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Fui coroado dragão e servi a essas hordas por muito tempo, em várias passagens entre uma e outra encarnação. Falarei do que sei no intuito de colaborar.

A extensão desse ambiente chamado Cidade do Poder vai desde o solo sangrento da Palestina até os mais recônditos e sombrios vales da África, onde se situa um dos pontos mais antigos de exílio no planeta, o Egito.

Após a história da crueldade em torno da mensagem do Cristo, nos últimos dois milênios os países europeus estenderam esse cinturão da maldade, que hoje tem seus apêndices por todo o orbe, conquanto seu ponto nuclear de irradiação continue sendo a massa psíquica sob o solo de Israel espraiando-se por todo o Oriente Médio. O mar Mediterrâneo é o endereço de inúmeras bases dessa arquitetura engenhosa e bem planejada.

Calcula-se, atualmente, na Cidade do Poder a população de 45 a 50 milhões de habitantes.

Construções sórdidas que imitam as edificações e ideais de genialidade da Cidade do Poder espalham-se por todos os cantos, adquirindo contornos específicos conforme os interesses de cada região.

Foram sendo criados núcleos tão avançados na subcrosta que muitos adeptos dessas organizações preferiam não regressar ao corpo, acomodando-se às vantagens interesseiras desses locais.

Os dragões pensam que a Terra lhes pertence.

Técnicas eficazes de domínio mental são exercidas como forma de reter seus escravos.

Tudo começou (…) com LÚCIFER e uma multidão de insatisfeitos degredados de outros orbes. Eles contribuíram com o progresso da Terra e se achavam injustiçados com os resultados espirituais de suas atitudes, queriam privilégios.

A Casta dos Justiceiros, pouco a pouco, aperfeiçoou-se e surgiram os dragões legionários, os dragões justiceiros e os dragões conselheiros, ordem que se mantém até hoje.

Nessa hierarquia, os dragões legionários são os generais. Alguns deles não reencarnam há pelo menos 5.000 anos, cumprindo com os mais altos postos da ordem.

Temos os dragões justiceiros ou ministros. E temos os dragões aspirantes, que são os conselheiros.

Cada ministro chefia mil conselheiros ou dragões aspirantes, graduando-se, assim, ao posto de legionário.

Existem mil cargos desse nível, totalizando 1 milhão de dragões legionários – governantes da Cidade do Poder.

Chama-se de DRAGÃO SOBERANO ou legionário soberano quem chefia esse milhão de dragões. É, por assim dizer, o comandante da Cidade do Poder.

Mais conhecido como LÚCIFER, um título de reconhecimento e grandeza perante a casta em homenagem ao dragão-mor que deu origem à casta.

Como temos sete cidades principais desse porte, calcula-se um número em torno de 7 milhões de almas nos alicerces da maldade organizada dos dias atuais. São as sete maiores e mais antigas que patrocinam o mal na Terra. Não são as únicas existentes.

Nesse jogo do poder entre as sete facções, Lúcifer, como hábil manipulador, manteve as rédeas dos dragões legionários, que até hoje são seus escudeiros fiéis, ocupando cargos de destaque em cada uma das cidades.

Cada local, conforme sua função, adota terminologias próprias. Por exemplo, na cidade do prazer, os justiceiros são chamados de servos de Baco ou dragões da luxúria.

Egito Antigo, Cruzadas, Templários, Inquisição, Noite de São Bartolomeu formam alguns dos reflexos das trevas sob tutela dos dragões abismais, que cada dia mais buscam possuir as rédeas da Terra em suas mãos. Os justiceiros são os mesmos soldados de deus da Idade Média cujo objetivo era defender a mensagem do Cristo.

Todavia, a maldade é frágil e instável. As hordas que ergueram a polis do mal começaram a digladiar entre si. Podem ser disciplinados, mas não sabem ser éticos.

A vinda do Cristo ao mundo foi a segunda grande derrota na concepção dos asseclas de Lúcifer. Fragilizados por não conseguirem impedir a vinda de Jesus, criaram cisões e se enfraqueceram.

O próprio Mestre enfrentou Lúcifer no deserto por quarenta dias e noites. Essa batalha de que os homens nem sequer imaginam as nuances mudou o destino de toda a humanidade.

Assim, dentro da mesma plataforma de exploração da inferioridade moral dos homens, nos últimos 15.000 anos, surgiu, em sete linhas distintas, o poderio da maldade descentralizada na seguinte ordem cronológica: o PODER, cujo núcleo é o apego e a arrogância.

O PRAZER, envolvendo as ilusões da fisiologia carnal. A VAIDADE, explorando o individualismo. A VIOLÊNCIA, voltada para vampirizar pela agressividade e pelo ódio. A MENTIRA, insuflando a hipocrisia nas intenções. A DESCRENÇA, fragilizando a fé nos corações e criando a sensação de abandono e impotência. A DOENÇA, incendiando o corpo de dor. Juntas, formam a causa moral de todos os males do planeta em todos os tempos e latitudes.

A história da migração das almas que planejaram o mal na Terra acontece há aproximadamente 40.000 anos.

Quatro troncos principais definiram caracteres raciais, quais sejam: os egípcios, os indo-europeus, os hebreus e os indianos.

Para compreender o ponto essencial desse segundo período das ideias espíritas no mundo, temos de recorrer aos caracteres morais do tronco JUDAICO-CRISTÃO – a classe mais orgulhosa dentre as quatro ramificações. Extremamente aferrados ao costume de serem os mais preparados para entender a vontade divina. A propósito, eram os únicos monoteístas entre os grupos exilados.

A índole rebelde e hermética patrocina até hoje a crença judaica, aguardando um Senhor que os colocará no lugar que julgam merecer diante da humanidade terrena. Renascidos em outros segmentos que aceitam Jesus como Mestre, partiram para o outro extremo da escala do orgulho humano de suporem ser os donos da verdade absoluta.

Por sua vez, a família INDO-EUROPEIA, era o grupo dos capelinos mais revoltados com o exílio. Odeiam a figura de Jesus. Acusam o Mestre de não lhes cumprir a promessa de amparo em um local de recomeço onde pudessem reinar com seu conhecimento. É a classe que mais domínio mental possui dentre os exilados.

FOI DESSE RAMO QUE SURGIRAM OS DRAGÕES.

Uma das mais antigas propostas dos dragões, que são egressos principalmente do tronco indo-europeu entre os exilados de Capela, é exatamente a escravidão das almas mais crentes em Jesus, isto é, o tronco judaico-cristão ou a casa de Israel.

Em conluio com espíritos do tronco egípcio e indiano dos capelinos, patrocinaram desatinos contra os amantes do Cristo. O objetivo é exatamente humilhar os seguidores de Jesus ou todos aqueles que Nele depositam a esperança do Messias Salvador.

Ao longo de todas as épocas, vamos assistir a inúmeros episódios históricos que são repetições desse cenário moral entre grupos de almas rivais no campo religioso e político. Em todos eles a tônica é a justiça fria e aplicada com rigor.

A escravidão no Egito, narrada pela história obedeceu a iniciativas desse quilate. No Império Romano as algemas foram novamente colocadas no povo judeu. A Idade Média, foi um longo período de escravidão dessas almas no mundo espiritual no intuito de fazerem uma raça dominada.

A prisão de Lúcifer, como era conhecida, foi resultado de mil anos da história humana em plena idade das trevas.

Os dragões, logo após a queda do Império Romano, fundaram a mais ampla penitenciária de todos os tempos sob a crosta do Velho Mundo chamada VALE DO PODER, um local de escravização sem precedentes na história da Terra, uma sombra tenebrosa da Cidade do Poder. Tudo isso como atitude de revanche em razão da detenção de um séquito de legionários soberanos vinculados ao poder romano.

Uma classe de luciferianos – como também eram conhecidos os dragões legionários – foi detida pelas forças protetoras do orbe, que impediram os seus planos nefandos de domínio da Terra. Isso causou ira aos milhões de seguidores que, receosos de regressar ao corpo, e sob comando da falange draconiana, resolveram digladiar com o Cristo, humilhando seus seguidores e sua mensagem no mundo. Basta lançar um olhar para a idade medieval e teremos uma noção do que aconteceu nesse sentido.

No iniciar da Idade Média, cumpriu-se o que está no Apocalipse capítulo 20, versículos 1 a 3, 7 e 8 que narra:

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.” (…) “E acabando os mil anos, satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra (…)”

Foram realmente mil anos de idade de trevas. Pavor e atrocidades. Até que no século XV, graças à nova intervenção de Jesus no roteiro de aperfeiçoamento do planeta, a história humana iniciou um trajeto de glórias sem precedentes.

A equipe de luciferianos aprisionada foi libertada igualmente.

Iniciou-se um novo degredo e muitos desses foram os primeiros a ser novamente recambiados a outros orbes.

Como resquício de toda essa história, milhões de almas amantes do Cristo ainda permaneceram nas celas infectas do Vale do Poder no psiquismo do Velho Mundo.

O movimento de libertação desses bolsões de almas afeiçoadas ao Evangelho e carentes de redenção consciencial foi denominado como TRANSPORTE DA ÁRVORE EVANGÉLICA.

Regressam ao seio da comunidade espírita brasileira. O mesmo tronco espiritual. Vários galhos conforme experiências grupais. Folhas diversas devido à natureza individual. Sob a tutela dos missionários do exemplo moral, como Bezerra de Menezes, estão construindo a maior comunidade inspirada nas ideias universalistas do Espiritismo em terras brasileiras.

A missão espiritual inicialmente conferida à Palestina foi transferida para o solo virgem do Brasil.

Mais uma das medidas tomadas pelo Condutor do planeta. O mensageiro do Cristo, Helil, um dos expoentes espirituais das questões sociais da Terra, foi incumbido por Jesus de preparar esse transporte de esperança. No século XV, foram tomadas as primeiras medidas.

A descoberta, a organização política, a miscigenação étnica e, posteriormente, no virar do século XIX, as sementes da nova doutrina em terras brasileiras.

Helil é um dos arquitetos de todo o planejamento dessa transmigração de Capela. Foi o espírito que sempre representou Jesus perante o espírito aflito e angustiado dos exilados. Espírito de larga envergadura moral, já reencarnou algumas vezes na Terra. Muito afeiçoado ao povo ariano desde o exílio. Cada raça teve um representante de larga envergadura espiritual que lhes tutela os caminhos. João Evangelista, o discípulo amado do Cristo, é o guia da Casa de Israel.

Portanto, os últimos quinhentos anos foram tempos decisivos na história espiritual do planeta, objetivando a inauguração das sendas da regeneração. O poderio dos dragões e o exclusivismo dos espíritos amantes do Cristo pertencentes ao grupo da Casa de Israel estavam com o tempo marcado.

O mesmo grupo, portanto, que desde a Palestina aguardava o Messias em carruagens de fogo, regressa agora mais intensamente comprometido espiritualmente nos ambientes da doutrina.

Cansados de si mesmos e oprimidos pelos danos às suas próprias consciências.

Os integrantes da Casa de Israel formam a vaidosa aristocracia espiritual, enquanto os arianos manifestam o arrogante orgulho de raça. A altivez de um lado e a violência de outro, nesses dois grupos, respondem pelos mais sanguinários episódios da história humana. Desde Roma até os focos atuais, que logo serão conhecidos na Alemanha, passando pelos desatinos das Cruzadas, ora na política interesseira, ora na religião de fachada, especialmente no ocidente, são todas etnias refratárias em aceitar o amor como caminho de redenção.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 88/100)


IMPÉRIO DO DRAGÃO

Umbral

Após a caída ou descida do Ser Espiritual do Reino Virginal ou universo astral, vários desses mesmos Seres Espirituais tornaram-se, através da revolta e insubmissão de que eram possuídos, marginais desgarrados de toda uma sistemática evolutiva.

A esses Seres Espirituais foram dadas as zonas internas de todos os planetas similares à Terra, isto é, suas zonas subcrostais.

Todos eles eram filhos da revolta, gênios do mal, insubmissos da própria deidade, sendo pois os “filhos do dragão”.

Assim aconteceu em todos os locus do universo astral. Essa foi uma das formas que a Misericórdia Divina encontrou para reajustar seus filhos desgarrados, atraindo-os para as zonas mais superficiais, ao mesmo tempo que equilibrava e aferia os ditos pontes vivas, que também tornar-se-iam, agora de forma declarada, marginais do universo.

Muitas e muitas vezes as hostes do dragão, habitantes das zonas condenadas do universo, até o dia em que se reequilibrarem vibratoriamente, tentarão invadir a superfície cósmica, através das correntes mentais desequilibradas dos ditos marginais do Universo. 

Mas sempre esbarrarão em verdadeira barreira cósmica, que como guardiã os impede de realizar esse intento.

Dessa forma, simplificadamente, é que surgiu no universo astral, em todos os locus, o império das sombras e das trevas, que nada mais são do que zonas de desequilíbrio e ignorância em que habitam os agentes da revolta e insubmissão, claro que temporárias, pois SÓ O BEM É ETERNO.

Dissemos que as zonas condenadas do Cosmo tinham verdadeiras barreiras vibratórias e também tinham, é claro, seus donos vibratórios, como Guardiães, enviados dos Orishas Superiores (vide Hierarquia Espiritual).

No sistema solar relativo ao planeta Terra, esse 7 Guardiães da Luz para as Sombras, através da misericórdia do Cristo Jesus, arrebanharam vários milhares, milhões de marginais, e os colocaram na roda das reencarnações, visando restabelecer-lhes o equilíbrio de há muito perdido.

Desçamos (…) ao encontro do centro da Terra, onde há o comando do Reino do Mal, dos insubmissos e revoltados. Embora o núcleo da Terra seja incandescente, do ponto de vista astral, nessa região, há locus de enregelar, tão distantes se encontram esses locais da ação do Sol.

(…) Quando dizemos Reino do Mal e dos insubmissos, não estamos querendo dizer de um estado permanente.  O Mal, como sabemos, é a ausência, no tempo-espaço, do Bem. O mal é apenas resultado da inconsciência das criaturas. 

Assim, as Falanges do Mal vivem e existem dando cumprimento à própria Lei Maior. Um dia, a força da mesma Lei os arrastará de novo à superfície para sofrer por sua vez e viver.

Esses são os Emissários do Dragão, símbolo das forças do mal, insubmissos aos poderes do Cordeiro Divino.

Há sempre, no fundo da Terra, um ser-dragão que domina o reino dos dragões. Isso não é somente no planeta Terra; em todos os mundos de vibração semelhante à da Terra, existem os Emissários ou Filhos do Dragão, ou seja, aqueles que não aceitam as Leis Divinas e só evoluem sob a força compulsória dessa mesma Lei.

São seres terríveis, perversas Entidades que governam essa zona com intensa crueldade. Incapazes de cumprir as Leis Divinas, organizam-se para o mal.

Escravizam e fazem sofrer quem por lá habita. Essa região é o verdadeiro império do dragão, com toda sua corte de malfeitores universais milenares.

Mesmo assim, os Emissários da Luz podem, não todos, é claro, descer a essas zonas ou império do dragão, apenas para fiscalizar ou para aprendizado.

Nessa zona, não interferimos com as humanas criaturas, tanto as que se comprazem de sua situação quanto as revoltadas e infelizes que são as escravas dessa zona.

O que há, vez por outra, é o “fogo purificador” que desce a essas zonas trevosas, visando libertar alguns “escravos” já conscientes de seus erros milenares e que já reconhecem que só o Bem é o caminho para a Libertação.

Fora essas esporádicas descidas, não há entrechoques entre os povos do Cordeiro Divino e os do Dragão. Há respeito, com vigília mútua.

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, p. 343 e 351)


(…) Em todas as épocas da humanidade o Dragão simbolizou as forças do mal ou a legião de seres revoltados que lutam contra Jesus.

Há sempre no fundo da Terra um Dragão que domina o Império dos Dragões mas isto não é somente na Terra, em todos os mundos de vibração semelhante à Terra existem os filhos do dragão, ou seja, aqueles que não querem aceitar a lei de Deus e só evoluem sob a força compulsória da mesma lei.

Os terríveis dragões, perversas entidades que governam (…) ermos com intensa crueldade. Incapazes de cumprir as leis de Deus, organizam-se para o Mal. Escravizam e fazem sofrer.

Os dragões vivem porque as leis divinas pemitem que eles vivam e fazem sofrer porque as leis divinas permitem que façam sofrer. Um dia, a força mesma da lei, os arrastará de novo à superfície para sofrer por sua vez e viver.

São seres maus, perversos, terríveis. Endurecidos por muitos milênios de maldade.

(Rafael Américo Ranieri, O Abismo, 11ª edição, Editora da Fraternidade, Guaratinguetá/SP – 1997, p. 20/23)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 22.05.2018

 

 

 

2 comentários sobre “MAGOS NEGROS E DRAGÕES DO ASTRAL

  1. Geraldo Conrado dos Santos

    Muito interessante, não sabia que essas ordens dos dragões existiam e,que lutam contra o messias… gostaria de saber se os opositores de Jesus como: fariseus, saduceus,alguns dos sacerdotes eram dessa ordem… gostaria de me aprofundar no assunto….desde já agradeço pelo conhecimento dispensado…vida longa e próspera!!!

    Curtido por 1 pessoa

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