O PODER DAS ORAÇÕES

FLEUR DE LYS

O PODER DAS ORAÇÕES

Crianças em Prece


SEGUNDO AS ESCRITURAS

Criança em Prece


BÍBLIA SAGRADA

E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado.

Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.

(Tiago 5:15-16)

 

E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.

(Mateus 21:22)


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Pergunta nº 658 – A prece é agradável a Deus?

A prece é sempre agradável a Deus quando é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para ele, e a prece do coração é referível à que se pode ler, por bela que seja, se a lês mais com os lábios que com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando é dita com fé por e sinceridade. Mas não creiais que ele seja tocado pelo homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que isso seja, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.

Pergunta nº 660 – A prece torna o homem melhor?

Sim, porque aquele que ora com fervor e confiança é mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia os bons Espíritos para o assistir. E um socorro que não é jamais recusado, quando pedido com sinceridade.

O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas creem que todo o mérito está na extensão da prece, e fecham os olhos sobre seus próprios defeitos. A prece, para elas, é uma ocupação, um emprego de tempo, mas não um estudo delas mesmas. Não é o remédio que é ineficaz, mas a maneira como é empregado.

Pergunta nº 662 – Pode-se orar utilmente por outrem?

O Espírito daquele que ora age por sua vontade de fazer o bem. Pela prece, ele atrai para si os bons Espíritos que se associam ao bem que quer fazer.

Pergunta nº 663 – As preces que fazemos por nós mesmos podem mudar a natureza de nossas provas e desviar-lhes o curso?

Vossas provas estão entre as mãos de Deus e há as que devem ser suportadas até o fim, mas, então, Deus tem sempre em conta a resignação. A prece chama para vós os bons Espíritos, que vos dão forças para suportá-las com coragem, e elas vos parecem menos duras.

Já o dissemos: a prece não é jamais inútil, quando ela é bem feita, porque fortalece, e é já um grande resultado. Ajuda-te, e o Céu te ajudará, sabes isso.

Aliás, Deus não pode mudar a ordem da Natureza ao capricho de cada um, porque aquilo que é um grande mal sob o vosso ponto de vista mesquinho e a vossa vida efêmera, é, frequentemente, um grande bem na ordem geral do Universo. Depois, quantos males não há de que o homem é o próprio autor por sua imprevidência ou por suas faltas! Ele é punido pelo que pecou. Entretanto, os pedidos justos são mais frequentemente atendidos, como não pensais. Credes que Deus não vos tem escutado porque ele não fez um milagre por vós, enquanto ele vos assiste por meios tão naturais que vos parecem o efeito do acaso ou da força das coisas.

Frequentemente, ou o mais frequentemente mesmo, ele vos suscita o pensamento necessário para vos tirar da confusão.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Deus pode, pois, consentir com certos pedidos, sem derrogar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre à sua vontade.

Seria ilógico concluir desta máxima: “Seja o que for que peçais na prece, crede que vos será concedido”, que basta pedir para obter, como seria injusto acusar a Providência se não atender a toda súplica que lhe é feita, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem.

Ora, se o sofrimento é útil à sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.

O que Deus concederá ao homem, se ele lhe pedir com confiança, é a coragem, a paciência e a resignação. Também lhe concederá os meios de se livrar por si mesmo das dificuldades, mediante ideias que fará que os Espíritos bons lhe sugiram, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, conforme esta máxima: “Ajuda-te, que o Céu te ajudará”, e não os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das próprias faculdades. Entretanto, na maioria das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por um milagre, sem nada fazer de sua parte.

A prece é uma invocação. Por intermédio dela o homem entra em comunicação, pelo pensamento, com o ser a quem se dirige.

As preces feitas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos Espíritos bons são reportadas a Deus.

Para compreendermos o que se passa em tal circunstância, precisamos imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que ocupa o Espaço, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe um impulso da vontade; é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao Infinito. Quando, pois, o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado, ou de desencarnado para encarnado, estabelece-se uma corrente fluídica entre um e outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.  

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que se estabelecem relações a distância entre encarnados.

Pela prece o homem atrai o concurso dos Espíritos bons, que vêm sustentá-lo em suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas.

O homem se acha então na posição de alguém que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas guardando a liberdade de segui-los ou não. Deus quer que seja assim, para que o homem tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal.

A prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar à prece é desconhecer a bondade de Deus; é recusar, para si, a sua assistência e, para os outros, abrir mão do bem que lhes pode fazer.

Do coração do egoísta, daquele que ora com os lábios, podem sair apenas palavras, mas não os impulsos de caridade que dão à prece todo o seu poder.

O poder da prece está no pensamento. Não depende de palavras, nem de lugar, nem do momento em que seja feita.

A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e têm o mesmo objetivo.

Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, oram como verdadeiros irmãos em Deus, de sorte que a prece que dirijam a Deus terá mais força do que a das cem outras.

A prece só tem valor pelo pensamento que lhe está conjugado. Ora, é impossível conjugar um pensamento qualquer àquilo que não se compreende, pois o que não se compreende não pode tocar o coração.

Para que a prece toque, é preciso que cada palavra desperte uma ideia; ora, a palavra que não é entendida não pode despertar ideia nenhuma.

(Allan Kardec/trad.: Evandro Noleto Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, p. 315/322)


PRECE

LIGAÇÃO COM O PAI CRIADOR

Uma eficiente maneira de conseguir a ligação entre a criatura e o Pai Criador é a oração ungida de sentimentos nobres.

A emissão da onda mental dirigida a Deus com vigor e humildade, vence os espaços infinitos e é captada pelo Genitor Celeste, que a responde, utilizando-se de idêntica vibração, que é recebida de imediato.

Não são as palavras que vestem o pensamento, muitas vezes desnecessárias, que significam algo, se, por acaso, o sentimento de amor não as acompanhar.

Mais importantes do que as formas e as fórmulas convencionais são a intenção, o conteúdo intrínseco de que se constitui a prece.

Não será, portanto, pelo muito orar, repetindo palavras de contínuo, mas pelo orar bem, que a prece propicia benefícios inimagináveis, favorecendo a criatura com recursos desconhecidos e poderosos.

Pensa-se, invariavelmente, que a função da prece é de peditório, tendo-se em vista as necessidades reais e as imaginárias, rogando-se auxílio e soluções para os desafios existenciais, que fazem parte do processo de crescimento moral e espiritual a que todos são submetidos.

Em razão desse conceito equivocado, ora-se, apenas quando as dores e as dificuldades ameaçam, quando o indivíduo sente-se destituído de recursos para os enfrentamentos do dia a dia.

A prece não irá resolver os dilemas, os problemas, os desesperos. Revestida, porém, de unção, produz uma real ligação entre o orante e o Senhor da Vida, na qual, de imediato, se auferirá bem-estar, inspiração para encontrar soluções, reforço de energia, de modo que esses recursos contribuirão para o equacionamento da dificuldade e do desafio evolutivo.

É justo que a prece, por si mesma, não solucione os problemas humanos, o que redundaria em prejuízo moral àquele que ora, porquanto este necessita de lutar, a fim de aprender e conquistar o infinito.

O Espírito necessita somente da emissão do pensamento, que deve ser saudável, a fim de sincronizar com a Mente Divina, espalhada no Universo, estabelecendo-se a verdadeira identificação.

A prece não te evitará os sofrimentos, não impedirá que experimentes os testemunhos de reparação, mas te facultará melhor enfrentá-los e superá-los com alegria e gratidão.

Na condição de mecanismo de apoio para os acontecimentos e de estímulo para os cometimentos, usa a oração como hábito de banhar-te nas sublimes ondas do oceano do Amor Divino, e vencerás com galhardia as provas e as expiações do teu roteiro de elevação.

(Divaldo Franco/Joanna de Ângelis, Iluminação Interior, 3ª edição, Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador/BA – 2015, p. 161/165)


A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder.

A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação.

Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.

(Francisco Cândido Xavier/André Luiz, Missionários da Luz, 45ª edição, 6ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2017, p. 69/70)


Orar ainda é o melhor remédio contra as investidas do mal. Além de o poder da oração nos elevar à conexão direta com a força suprema que rege o universo, à qual chamamos Deus e Pai, uma vivência sadia, de acordo com os ensinamentos de Nosso Senhor em seu Evangelho, faz com que se erga um tipo de aura ou barreira em torno de nós, dificilmente permeável aos ataques dos representantes do mal.

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 37)


BENEFÍCIOS DAS ORAÇÕES

Quando alguém ora, quase sempre são verbalizados os anseios da mente e do coração, facultando melhor concentração, especialmente naqueles que não estão acostumados à reflexão profunda. Sem dúvida, que não se trata de palavras memorizadas e repetidas sem qualquer emoção, com o pensamento distanciado, não participativo.

Acostumando-se à dependência de favores, a criatura transfere para Deus as suas necessidades, sem a resolução firme de solucioná-las, utilizando-se da prece como recurso persuasório, a fim de conseguir benefícios que os pode adquirir quando envida esforços e trabalho bem direcionado.

Não é essa a essência da oração. Ela tem como objetivo franquear ao Espírito as possibilidades de entendimento da vida e sua autoiluminação, como decorrência do bem-estar haurido nos momentos de integração na consciência Cósmica, com a qual permanece em perfeita união.

A oração, portanto, não pode ser colocada a serviço do atendimento dos desejos, normalmente infantis, da solução de interesses, nem sempre louváveis, mas revestir-se de emoções de louvor, de entrega, de submissão aos impositivos da Lei de Causa e de Efeito. Pudesse alterar as consequências advindas da irreflexão, proporcionando ventura ao infrator, saúde ao rebelde e insensato, e estaria defraudando o equilíbrio universal.

Em face disso, o momento de prece é de interação, de doação e de escuta, a fim de que sejam captadas as diretrizes existenciais que podem auxiliar na escalada ascensional.

Na síntese apresentada por Jesus, na oração dominical dirigida a Nosso Pai, está fixada a submissão à Sua vontade, em razão de não haver ainda no ser humano a necessária sabedoria para saber o que lhe é de melhor, aquilo que é mais importante para o seu processo de evolução (…). Quando a prece faculta a submissão à Sua vontade, há um enriquecimento espiritual do orante que o capacita aos enfrentamentos perturbadores com serenidade e grande alegria, por entender que fazem parte do processo de crescimento espiritual que lhe é necessário.

Invariavelmente, há uma associação entre orar e pedir, raramente para louvar ou agradecer.

Pudesse ou devesse a oração curar todos os males humanos, especialmente as enfermidades, e a existência no planeta seria impossível, em face da superpopulação, desde que a morte seria expulsa, desaparecendo a conjuntura que leva de retorno ao Grande Lar aqueles que de lá procedem.

A cura está adstrita a diversos fatores que a oração auxilia a tornar-se realidade, tais como: ampliação da saúde, mas não eliminação da doença, moratória orgânica e psíquica, no entanto, prosseguimento da luta e da recuperação dos débitos morais, diminuição das dores e dos conflitos, robustecendo o ânimo para melhores condições de superação da inferioridade…

As dúlcidas vibrações que decorrem da comunhão com Deus através da oração, beneficiam aquele que estabelece o vínculo, como também todos aqueles aos quais direciona o pensamento, envolvendo-os nas mesmas ondas de energia benéfica.

Desse modo, considerando as várias ocorrências de curas resultantes da interferência da prece, pode-se concluir que sempre será Deus a realizá-las, nada obstante os Bons Espíritos possam intermediar as bênçãos restauradoras e as emanações do orante contribuam para os resultados favoráveis.

Esse amor que se dedica ao próximo, que se expande como perfume penetrante, igualmente contribui em favor da restauração das energias do enfermo, bem como vitaliza aquele que o cultiva.

A oração, ungida de amor e de interesse pelo bem-estar de outrem, a entrega da solução que deverá vir a Deus, são recursos essenciais para os resultados ditosos, mesmo que não se lhe opere o restabelecimento orgânico desejado.

O mais importante será sempre a comunhão espiritual com a Fonte Geradora da Vida, da qual resultará o incomparável bem-estar que se pode fruir.

Jesus curou incontável número de enfermos que Lhe vieram buscar o auxílio, recomendando sempre que não volvessem aos descalabros morais que se permitiam, e apesar disso, não impediu que envelhecessem, que as organizações físicas se lhes degenerassem e a morte lhes adviesse porque são fases do processo evolutivo a que todos se encontram submetidos.

(Divaldo Franco/Joanna de Ângelis, Iluminação Interior, 3ª edição, Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador/BA – 2015, p. 131/134)


Em alguns casos, bem mais raros, pode haver necessidade de se dar passes em doentes situados a distância.

Esse é um processo que mais se enquadra em trabalho de magia teúrgica e a ele aqui nos referimos unicamente por amor ao método, visto que no Espiritismo não há, realmente, necessidade do emprego desses passes, porque, em vez de o fazer, basta que se formule uma prece em benefício do doente, dando sua localização; com esses elementos, os Espíritos protetores tomarão a si a assistência do doente, esteja ele onde estiver.

(Edgard Armond, Passes e radiações – Métodos espíritas de cura, 5ª edição, 5ª reimpressão, Editora Aliança, São Paulo/SP – 2017, p. 133)


Os Espíritos sofredores reclamam preces e estas lhes são proveitosas, porque, verificando que há quem pense neles, sentem-se menos abandonados, menos infelizes. Mas a prece tem sobre eles uma ação mais direta: reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela reparação e pode desviar-lhes o pensamento do mal. É nesse sentido que a prece pode não apenas aliviar, como abreviar seus sofrimentos.

(Allan Kardec/trad.: Evandro Noleto Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, p. 320)


ORAÇÃO AO “PAI NOSSO”

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino inseto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.

Venha o teu reino!

Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar.

Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infração delas deixa de ocasionar fatais conseqüências.

Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações.

Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam.

Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão.

Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra.

Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.

Dá-nos o pão de cada dia.

Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.

O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.

Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.”

Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.

Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo.

Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti.

Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.

Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei.

Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.

Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.

Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.

Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo.

Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.

Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste.

Afasta, igualmente, do nosso espírito a idéia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos,

graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado.

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.

Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa?

Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes.

Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!”

Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. Bendito seja teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências,

os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso.

Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projeta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.

Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos.

Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem.

Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos. É inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele.

Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa alma.

O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso.

O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem.

Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.

(Allan Kardec/trad.: Guillon, O Evangelho segundo o Espiritismo, p. 496/504)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 22.03.2020

ESPIRITISMO E UMBANDA

FLEUR DE LYS

ESPIRITISMO E UMBANDA

ESPIRITISMO


ESPIRITISMO

ESPIRITISMO 2

A TERCEIRA REVELAÇÃO 


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“Não vim destruir a lei.”

O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra não mais como coisa sobrenatural, mas, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma multidão de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso mesmo, relegado para o domínio do fantástico e do maravilhoso.

O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica com facilidade.

A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés; a do Novo Testamento está personificada no Cristo. O Espiritismo é a Terceira Revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, e por uma multidão inumerável de intermediários.

Portanto, o Espiritismo é obra do Cristo, que Ele mesmo preside, assim como preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra.

Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade transpor as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, as trevas voltaram. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantes aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus alicerces; o trovão ribombará. Sede firmes!

(Allan Kardec, tradutor Evandro N. Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, 2ª edição, 2ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF 2014, 39/40, 43.)


Desde cinquenta anos se tem estabelecido uma íntima e frequente comunicação entre o nosso mundo e o dos Espíritos. Soergueram-se os véus da morte e, em lugar de uma face lúgubre, o que nos apareceu foi um risonho e benévolo semblante.

Falaram as almas; sua palavra consolou muitas tristezas, acalmou bastantes dores, fortaleceu muita coragem vacilante. O destino foi revelado, não já cruel, implacável como o pretendiam antigas crenças, mas atraente, equitativo, para todos esclarecido pelas fulgurações da Misericórdia divina.

O Espiritismo representa uma fase nova da evolução humana. A lei que, através dos séculos, tem conduzido as diferentes frações da humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximar-se, começa a fazer sentir no Além os seus efeitos. Os modos de correspondência que entretêm na Terra os homens vão-se estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisível, enquanto não atingem, mediante novos processos, as famílias humanas que povoam as terras do Espaço.

O Espiritismo não é somente a demonstração, pelos fatos, da sobrevivência; é também o veículo por que descem sobre a humanidade as inspirações do mundo exterior.

Com o Espiritismo, as faculdades, que foram outrora o privilégio de alguns, se difundem por um grande número. A mediunidade se propaga; mas de par com as vantagens que proporciona, é necessário estar advertido dos seus escolhos e perigos.

Há, na realidade, dois Espiritismos. Um nos põe em comunicação com os Espíritos superiores e também com as almas queridas que na Terra conhecemos e que foram a alegria da nossa existência. É por ele que se efetua a revelação permanente, a iniciação do homem nas leis supremas. É a fonte pujante da inspiração, a descida do Espírito ao envoltório humano, ao organismo do médium que, sob a sagrada influência, pode fazer ouvir palavras de luz e de vida, sobre cuja natureza é impossível o equívoco, porque penetram e reanimam a alma e esclarecem os obscuros problemas do destino.

Há, em seguida, um outro gênero de experimentação, frívolo, mundano, que nos põe em contato com os elementos inferiores do mundo invisível e tende a amesquinhar o respeito devido ao Além. É uma espécie de profanação da religião da morte, da solene manifestação dos que deixaram o invólucro da carne.

Força, entretanto, é reconhecer: ainda esse Espiritismo de baixa esfera tem sua utilidade. Ele nos familiariza com um dos aspectos do mundo oculto. Os fenômenos vulgares, as manifestações triviais fornecem às vezes magníficas provas de identidade; sinais característicos se evidenciam e forçam a convicção dos investigadores. Não nos devemos, porém, deter na observação de tais fenômenos senão na medida em que o seu estudo nos seja proveitoso e possamos exercer eficiente ação sobre os Espíritos atrasados que a produzem.

O vasto império das almas está povoado de entidades benfazejas e maléficas; elas se desdobram por todos os graus da infinita escala, desde as mais baixas e grosseiras, vizinhas da animalidade, até os nobres e puros Espíritos, mensageiros de luz, que a todos os confins do tempo e do Espaço vão levar as irradiações do pensamento divino. Se não sabemos ou não queremos orientar nossas aspirações, nossas vibrações fluídicas, na direção dos seres superiores, e captar sua assistência, ficamos à mercê das influências más que nos rodeiam, as quais, em muitos casos, têm conduzido o experimentador imprudente às mais cruéis decepções.

Se, ao contrário, pelo poder da vontade, libertando-nos das sugestões inferiores, subtraindo-nos às preocupações pueris, materiais e egoísticas, procuramos no Espiritismo um meio de elevação e aperfeiçoamento moral, poderemos em tal caso entrar em comunhão com as grandes almas, portadoras de verdades; fluidos vivificantes, regeneradores nos penetrarão; alentos poderosos nos elevarão às regiões serenas donde o Espírito contempla o espetáculo da vida universal, majestosa harmonia das leis e das esferas planetárias.

As revelações de Além-túmulo são concordes em um ponto capital: depois da morte, como no vasto encadeamento de nossas existências, tudo é regulado por uma lei suprema. O destino, feliz ou desgraçado, é a consequência de nossos atos. A alma edifica por si mesma o seu futuro. Por seus próprios esforços se emancipa das materialidades subalternas, progride e se eleva para a luz divina, sempre mais intimamente se identificando com as sociedades radiosas do Espaço, e tomando parte, por uma colaboração constantemente mais extensa, na obra universal.

O Espiritismo oferece esta inapreciável vantagem de, ao mesmo tempo, satisfazer a razão e ao sentimento.

O Espiritismo amplia a noção de fraternidade. Demonstra por meio de fatos que ela não é unicamente um mero conceito, mas uma lei fundamental da natureza, lei cuja ação se exerce em todos os planos da evolução humana, assim no ponto de vista físico como no espiritual, no visível como no invisível. Por sua origem, pelos destinos que lhes são traçados, todas as almas são irmãs.

Sentimo-nos mais bem amparados na prova, porque aqueles que em vida nos amavam, nos amam ainda além do túmulo e nos ajudam a carregar o fardo das misérias terrestres. Não estamos deles separados senão em aparência. Na realidade, os humanos e os Invisíveis caminham muitas vezes lado a lado, através das alegrias e das lágrimas, dos êxitos e reveses. O amor das almas que nos são diletas nos envolve, nos consola e reanima.

Muitas vezes, são nossos parentes – pai, mãe, um irmão mais velho – que do Além nos vêm guiar e consolar, chamar-nos a atenção às imperfeições de nossa natureza, fazer-nos sentir a necessidade de nos reformarmos.

O Novo Espiritualismo, apoiado na Ciência, é o portador dessa concepção, dessa revelação em que se fundem e revivem, sob as formas mais simples e elevadas, as grandes concepções do passado, os ensinos dos messias enviados pelo Céu à Terra. E aí estará um novo elemento de vida e regeneração para todas as religiões do globo.

Toda crença deve ser baseada em fatos. As manifestações das almas libertadas da carne, e não a textos obscuros e envelhecidos, é que se deve pedir a revelação das leis que regem a vida futura e a ascensão dos seres.

As religiões do futuro terão por fundamento a comunhão dos vivos e dos mortos, o ensino mútuo de duas humanidades.

A solidariedade que vincula os vivos da Terra aos do Céu se estenderá pouco a pouco a todos os habitantes do nosso globo, e todos comungarão um dia em um mesmo ideal realizado.

A alma humana aprenderá a conhecer-se em sua natureza imortal, em seu futuro eterno. Espíritos, de passagem por esta Terra, compreenderemos que o nosso destino é viver e progredir incessantemente, através do infinito dos espaços e do tempo, a fim de nos iniciarmos sempre e cada vez mais nas maravilhas do universo, para cooperarmos sempre mais intimamente na obra divina.

Compenetrados destas verdades, saberemos desprender-nos das coisas materiais e elevar bem alto as nossas aspirações. Sentir-nos-emos ligados aos nossos companheiros de jornada, na grande romaria eterna, ligados a todas as almas pela cadeia de atração e de amor que a Deus se prende e a todos nos mantém na unidade da vida universal.

Acima das pequenas pátrias terrestres veremos desdobrar-se a grande pátria comum: o céu iluminado.

De lá nos estendem os braços os Espíritos superiores. E todos, através das provas e das lágrimas, subimos das obscuras regiões às culminâncias da divina luz. O carreiro da misericórdia e do perdão está sempre franqueado aos culpados. Os mais decaídos podem-se reabilitar, pelo trabalho e pelo arrependimento, porque Deus é justiça; Deus é amor.

Assim a revelação dos Espíritos dissipa as brumas do ódio, as incertezas e os erros que ainda nos envolvem. Faz resplandecer sobre o mundo o grande sol da bondade, da concórdia e da verdade!

(Léon Denis, No Invisível, 26ª edição, 1ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 07/11, e 114/120)


O Espiritismo contém apenas dois aspectos: o metafísico e o científico. O aspecto religioso não pertence à doutrina, pertence apenas ao homem, de vez que foi este que formou a religião.

Cristo veio à Terra para implantar, naquela humanidade atrasada, as normas efetivas das grandes Leis Cósmicas de redenção espiritual.

Passaram-se dois mil anos e a humanidade continua na mesma ignorância dos valores eternos, agravada pelo desprezo aos sublimes ensinamentos recebidos naqueles tempos.

Como o processo para a seleção espiritual dos valores conquistados pelo homem se aproximava, o Alto determinou, mais de um século antes dos eventos trágicos começarem, alertar objetivamente toda a humanidade – como última oportunidade para o posicionamento da criatura ao lado do bem.

Com ajuda para esse desideratum, o conhecimento da existência desse mundo desconhecido, que é o mundo dos Espíritos, tornava-se fundamental.

Por isso, o mundo Espiritual localizou-a [a Doutrina Espírita], inicialmente, nas luzes culturais da Europa, esperando que o mundo científico, capacitado para essas pesquisas experimentais, logo se interessasse pela novidade chegada pelas manifestações dos Espíritos e pela análise objetiva de arautos do gabarito de Kardec, Denis…

Hoje, não mais existe a Doutrina de Kardec em terras da velha Europa.

No entanto, nem tudo se perdeu, pois essa mesma doutrina medrou e floresceu intensamente no Brasil desde fins do século XIX.

O descerramento do mundo dos Espíritos – essa fabulosa realidade tornada palpável -, fez com que a humanidade alcançasse em cem anos, no campo da Filosofia e no da Ciência do Espírito, tal progresso como aquele que o homem conquistou nos últimos dois mil anos!

Quando as luzes do Evangelho começaram a despertar as consciências, através das revelações racionais emanadas do mundo espiritual, sobre as consequências das vivências fora e dentro das leis cósmicas, é que verdadeiramente a meta foi definida, o caminho a seguir apontado e as leis espirituais desvendadas.

Quando ela [a Doutrina Espírita] foi estruturada, em meados do século XIX, o Mundo da Espiritualidade Maior planejou todo um processo complexo e muito mais importante do que apenas falar com os mortos. Esse objetivo transcendental constituía-se na “salvação” do maior número possível de criaturas nos momentos angustiosos do “fim dos tempos”.

O interesse do Alto é que o maior número de criaturas mudem o rumo de sua conduta e voltem-se para o Cristo, a fim de não serem banidas da Terra, conforme aconteceu em Capela há quarenta mil anos.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 26/43)


UMBANDA

UMBANDA

Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Desde que os negros foram tirados de sua terra, na África, vieram para o Brasil com o rancor e o ódio em seus corações, pois muitos foram enganados pelo homem branco e feitos prisioneiros e escravos, feridos em sua dignidade, distantes da pátria e dos que amavam. Foram transcorrendo os anos de lutas e dores, e o negro mantinha, em seus costumes e na religião, a invocação das forças da natureza, as quais chamavam de orixás, espécie de deuses a quem cultuavam com todo o fervor de suas vidas. Aprenderam com o tempo a se vingar de seus senhores e déspotas, através de pactos com entidades perversas e com a magia negra, que outra coisa não era senão as energias magnéticas empregadas de forma equivocada. Dessa maneira, o culto inicial aos orixás foi se transformando em métodos de vingança, em pactos com entidades trevosas, que assumiam o papel dessas forças da natureza, ou orixás, disseminando o que se chamava de candomblé, que, na época, era um disfarce para uma série de atividades menos dignas no campo da magia.

Com o tempo, foi-se formando uma atmosfera psíquica indesejável no campo áurico do Brasil, que havia sido destinado a ser a pátria do Evangelho redivivo, onde estava sendo transplantada a árvore abençoada do cristianismo pelas bases eternas do espiritismo. A psicosfera criada no ambiente espiritual da nação foi de tal maneira violenta que entidades ligadas aos lugares de sofrimento nas senzalas encarnavam e desencarnavam conservando o ódio nos corações, com exceção daquelas que entendiam o aspecto espiritual da vida.

Assim, a magia negra foi se espalhando em forma de culto pelas terras brasileiras. De norte a sul do país, as oferendas, os despachos, ou ebós, eram oferecidos pelo pai de santo, pelos mestres do catimbó ou de outros cultos que proliferavam a cada dia, criando uma crosta mental sobre os céus da nação.

Nos planos etéricos da vida, reuniram-se então entidades de alta hierarquia com o objetivo de encontrar uma solução para desfazer a egrégora negativa que se formava na psicosfera do Brasil. A magia negra deveria ser combatida, e seus efeitos destrutivos haveriam de ser desmanchados, de maneira a transformar os próprios centros de atividades dos cultos degradantes em lugares que irradiassem o amor e a caridade, única forma de se modificar o panorama sombrio. Havia necessidade de que espíritos esclarecidos se manifestassem para realizar tal cometimento. E, assim, foram se apresentando, uma a uma, aquelas entidades iluminadas que haveriam de modificar suas formas perispirituais, assumindo a conformação de pretos-velhos e caboclos, e levariam a mensagem de caridade através da umbanda, cujo objetivo inicial seria o de desfazer a carga negativa que se abatia sobre os corações dos homens no Brasil. A umbanda seria o elo com o Alto; penetraria aos poucos nos redutos de magia negra ou nos terreiros de candomblé, os quais ainda se mantinham enganados quanto às leis de amor e caridade, e iria transformando, com as palavras de um preto-velho ou as advertências do caboclo, os sentimentos das pessoas.   

Na palavra de um caboclo ou de um preto-velho, a lei de causa e efeito é ensinada por meio de Xangô, que simboliza a justiça; a reencarnação torna-se mais compreensível às pessoas mais simples quando o preto-velho fala de sua outra vida como escravo e da oportunidade de voltar à Terra em novo corpo para ajudar seus filhos.  

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Tambores de Angola, 3ª edição, 36ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 135/139)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Era seu sonho trabalhar na Marinha, principalmente após concluir o curso propedêutico e já contar 17 anos de idade. Contudo, alguma coisa parecia querer modificar seus planos. Algo estranho ocorria em seu interior; vozes pareciam repercutir em sua mente, e ele temia estar ficando louco.

Mesmo assim resolveu que iria ingressar na escola da Marinha. Não poderia voltar atrás com seu sonho. Começou então a caminhada em direção a seu ideal, que se esboçava naqueles dias que marcaram o ano de 1908, início do século XX. Zélio de Moraes era um jovem sonhador.

O jeito era levar o rapaz para uma consulta com o Epaminondas. Era um tio de Zélio, que trabalhava como coordenador do hospício de Vargem Grande.

Nada resolveu. Nova tentativa deveria realizar-se.

Zélio foi encaminhado a um padre conhecido da família. Exorcismos e benzeções foram feitos, mas nada de o demônio sair; em breve chegariam à conclusão de que nada daquilo surtiria efeito. Mesmo o padre desistiu logo, pois percebeu que suas rezas nada valiam para aquele caso.

O rapaz novamente retornou ao lar, após insucessos das tentativas paroquianas.

Outras técnicas e exorcismos foram aplicados, mas o tal demônio de fala mansa não arredava o pé: Zélio não melhorava de jeito nenhum.

A família, desesperada, já procurava qualquer tipo de ajuda. Sem importar de onde vinha, se fosse para ajudar a resolver o caso de Zélio, qualquer auxílio seria bem-vindo.

Um dia, quando Zélio estava no meio de um de seus “ataques”, a família já completamente apavorada resolveu procurar o centro espírita, como último recurso.

Era a Federação Kardecista de Niterói.

Ali chegaram com o rapaz no dia 15 de novembro de 1908, e quem os recebeu foi exatamente o presidente, o Sr. José de Souza.

A princípio a família Moraes ficou bastante inquieta com a situação. Na época, o simples fato de visitar um centro espírita já era algo assustador, devido ao preconceito e ao desconhecimento. Entre uma conversa e outra, descobriram que o Sr. José de Souza era alguém importante na Marinha.

Ali mesmo, na Federação, Zélio de Moraes agitou-se todo, e, como nas demais vezes, deu-se o chamado “ataque” que os familiares tanto temiam.

O presidente, através da vidência, logo percebeu que se tratava do fenômeno da incorporação e que um ou mais espíritos se revezavam falando através do jovem rapaz. Eram manifestações involuntárias, já que o médium não detinha controle consciente sobre o fenômeno.

Conduzido pelo Sr. Souza a uma reunião, Zélio já se encontrava em transe. O dirigente divisava claramente imagens e cenas que ocorriam em torno do médium, e a presença de uma entidade comunicante:

– Quem é você que fala através deste médium? E o que deseja?

– Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro. Vim para inaugurar algo novo e falar às pessoas simples do coração.

– Você se identifica como um caboclo, talvez um índio, mas eu vejo em você restos de vestes de um sacerdote católico. Não estará disfarçando sua aparência? Vejo-lhe o corpo espiritual.

– Sei que pode me ver. Mas asseguro-lhe que o que você percebe em mim são os sinais de uma outra existência, anterior a esta na qual adquiri a aparência indígena. Fui sacerdote jesuíta, e, na ocasião, meu nome era Gabriel Malagrida. Fui acusado de bruxaria pela Igreja, sacrificado na fogueira da Inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas, em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo nas terras brasileiras.

– E podemos saber seu nome?

– Para que nomes? Vocês ainda têm necessidade disso? Não basta a minha mensagem?

– Para nós seria de muita ajuda saber com quem falamos. Quem sabe podemos ajudar mais sabendo também algo mais detalhado?

– Se é preciso que eu tenha um nome, digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existem caminhos fechados. Venho trazer a aumbandhã, uma religião que harmonizará as famílias, unirá os corações, falará aos simples e há de perdurar até o final dos séculos.

– Mas que religião nova é esta e por que fazer o médium sofrer assim?

A nova religião virá, e não tardará o tempo em que ela falará aos corações mais simples e numa linguagem despida de preconceito. Entre o povo dos morros, das favelas, das ruas e dos guetos, será entoada uma cantiga nova. O povo receberá de seus ancestrais o ensinamento espiritual em forma de parábolas simples, diretamente da boca de pais-velhos e caboclos. Quanto ao que você chama de sofrimento do médium, é apenas uma fase de amadurecimento de sua mediunidade. Vocês é que interpretam como sofrimento; para nós, é apenas uma forma de adaptarmos o aparelho mediúnico ao trabalho que espera por ele. Depois, todo esse incômodo cessará. O que tiver de vir, virá.

– Mas se já existem tantas religiões no mundo e também temos o espiritismo, você acha que mais uma religião contribuirá para alguma coisa positiva? Por que essa forma fluídica de caboclo ou, como você diz, de pai-velho? Isso é necessário?

– Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu a morte como o grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso ou humilde se igualam na morte, mas vocês, que são preconceituosos, descontentes por estabelecer diferenças apenas entre os vivos, procuram levar essas diferenças até além da morte. Por que não podem nos visitar os humildes trabalhadores do espaço se, apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra, também trazem importantes mensagens da Aruanda? Por que não receber os caboclos e pretos-velhos? Acaso não são eles também filhos do mesmo Deus?

– O que você quer dizer com a palavra Aruanda?    

Aruanda é o mundo espiritual, e os trabalhadores da Aruanda são todos aqueles que levantam a bandeira do amor e da caridade.

Depois demais algumas perguntas feitas pelo dirigente da reunião espírita, o caboclo continuou:

Este planeta mais uma vez será varrido pela dor, pela ambição do homem e pelo desrespeito às leis de Deus. A guerra logo irá fazer suas vítimas. As mulheres perderão a honra e a vergonha. Uma onda de sangue varrerá a Europa, e, quando todos acharem que o pior já foi atingido, uma outra onda de sangue, muito pior do que a primeira, envolverá a humanidade, e um único engenheiro militar será capaz de destruir, em segundos, milhares de pessoa. O homem será vítima de sua própria máquina de destruição.

– Vejo que você se faz um profeta…

– Assim como previ o terremoto de Lisboa em 1755, trago hoje em minhas palavras um pouco do futuro do mundo; mas agora já não podem matar o corpo, pois este está morto. Vivo como espírito e como caboclo trago uma nova esperança. Amanhã, na casa onde meu médium mora, haverá uma mesa posta para toda e qualquer entidade que queira ou que precise se comunicar; independentemente daquilo que haja sido em vida, será bem-vinda. Espíritos de sacerdotes, iniciados e sábios tomarão a forma de simples pais-velhos ou caboclos, e levaremos o consolo ao povo necessitado.

– Parece mais uma igreja que você fundará na Terra…

– Se desejar, poderá chamar de igreja; para nós é apenas uma tenda, uma cabana.

– E que nome darão a essa igreja?

Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois, da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da aumbandhã.

– Por que dar o nome de tenda a essa igreja? Por que inventar novos nomes? Isso não irá complicar mais ainda para a população? – o Presidente José de Souza queria extrair mais alguma coisa da entidade.

As igrejas dos homens e os templos construídos pelo orgulho humano são muito imponentes. Chamaremos de tenda o local de reunião; um lugar simples e humilde, como simples e humildes devemos trabalhar para ser.

No dia seguinte, a família Moraes se reuniria em sua sala e, juntamente com eles, um grupo de espíritas curiosos que chegaram para ver como seria a nova religião.

Aqueles que se sentiram atraídos pelas palavras do caboclo perceberam a arrogância de certos dirigentes e foram obrigados a decidir se ficariam no antigo centro espírita ou se fariam parte da tenda, da nova religião.

Durante os trabalhos, vários médiuns incorporaram caboclos, crianças ou pais-velhos.

E nascia assim o comprometimento de Zélio de Moraes com a aumbandhã ou, simplesmente, umbanda.

Uma religião tipicamente brasileira, considerando-se o tipo psicológico com o qual se apresentam as entidades veneráveis que fizeram da umbanda uma fonte de luz e sabedoria para as pessoas que sintonizam com suas verdades.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 23/30)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ANGOLA, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Na virada do século 19 para o século 20 o Espiritismo consolidou-se no Brasil.

Transporto da França para cá, adotou naturalmente a linguagem e os traços culturais inerentes ao nosso país, sofrendo, nas práticas doutrinárias, um ascendente filosófico católico e um formato europeu, no que diz respeito a se organizar de forma elitista por atrair, a princípio, pessoas cultas.

Essas características com as comunicações mediúnicas de intelectuais, doutores e padres se encontravam no exercício da mediunidade, poucas vezes fugindo dessa produção mais seleta.

A organização do Espiritismo como movimento focado na comunidade obedeceu fortemente a esse formato.

É como se aqueles que trouxeram a doutrina para nosso país fossem, todos eles, grandes missionários com elevação espiritual acentuada, quando, na verdade, eram os espíritos mais comprometidos com as tragédias religiosas dos últimos dois mil anos no planeta, especialmente no Velho Mundo. O orgulho humano adornou de miragens a história do Espiritismo no solo brasileiro.

É aqui que surgem duas medidas maravilhosas dos planetas espirituais que, já antecipando essa possível e quase inevitável elitização e institucionalização das ideias espíritas no Brasil, trouxeram ao nosso país: a Umbanda, em 1908, e Francisco Cândido Xavier, em 1910.

Com a Umbanda, tivemos um canal para os espíritos sábios e simples do coração enriquecerem as fileiras do espiritualismo, bem como abrir canais àqueles que trafegam nos pátios da imortalidade.

No entanto, já na implantação da Umbanda, seu sacerdote e fundador, Zélio de Moraes, foi coibido por pessoas preconceituosas de receber essas entidades. E até hoje, o ranço permanece entre muitos espiritualistas e umbandistas.

Se não fosse a Umbanda, muitos médiuns não teriam vez, muitas pessoas jamais teriam contato com os espíritos e não despertariam para as noções de imortalidade; além disso, a mediunidade nos dias atuais estaria prisioneira das reuniões frias e secretas que se realizariam na maioria das casas espíritas, com o único objetivo de doutrinar – leia-se catequizar – entidades.

A missão da Umbanda é muito similar à de Paulo de Tarso em relação à Casa do Caminho, que foi a de pregar aos gentios e sair do formalismo de Jerusalém, levando o Evangelho e Jesus aos não judeus.

Com Chico Xavier tivemos uma referência moral de humanidade e também de mediunidade livre para incentivar caminhos que, absolutamente, a elite não aprovaria.

Com o tempo, os grupos mais influentes do país se curvaram, a contragosto, às muitas ideias e posturas de Chico, o qual, até o fim de sua vida física, continuou tendo problemas com essa fatia endurecida do movimento espírita.

Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo, assim que desencarnaram, respectivamente em 11 de abril de 1900 e 1º de novembro de 1918, foram convocados pelas equipes celestes e pelo próprio Cristo com o objetivo de compor essa frente de serviço para integração de forças e quebra de barreiras entre Umbanda, Espiritismo e outras religiões.

A partir de então, Caboclos, Pretos-Velhos e, sobretudo, Exus, na condição de Guardiões – com grande capacidade de penetração nas regiões subcrostais -, passaram a compor as equipes e a atuar incógnitos nos centros espíritas porque os Pretos-Velhos e suas equipes eram rejeitados e muitas vezes continuam sendo, com tarja de espíritos atrasados da Umbanda.

Os protetores espirituais que servem a Jesus, há mais de sessenta anos, procuram assiduamente as tendas umbandistas para trabalhos de vulto que nem sempre conseguem executar nas reuniões espíritas por conta do engessamento de conceitos que se estabeleceu nos primeiros setenta anos da chegada dos princípios básicos da doutrina ao Brasil.

Por conta da fidelidade doutrinária exagerada e nociva, que afasta os grupos da espontaneidade, e do desejo de abrir os horizontes do mundo espiritual, boa parte dos grupos doutrinários mediúnicos se transformou em câmaras secretas de contato formal com o mundo espiritual.

Enquanto isso, a Umbanda rasgou os véus da mediunidade, levando ao povo o consolo, a espiritualidade, a fé e a sensibilidade. 

A mediunidade no Espiritismo é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto é, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade se processa mais no plano intelectivo.

Em razão disso, atuam mais em um gênero de tarefa espiritual, enquanto na Umbanda há uma especialização nos trabalhos do astral inferior contra as falanges do mal.

É da experiência espírita kardecista que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as ideias com seu próprio vocabulário e não totalmente com a característica dos espíritos comunicantes, embora algumas vezes isso ocorra.

A faculdade mediúnica do médium, ou cavalo na Umbanda, é muito diferente do médium kardecista, considerando-se que entre os principais trabalhos da Umbanda está o de atuar nas hordas inferiores do mal, no submundo das energias degradantes.

Os médiuns umbandistas lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forças ocultas negativas com sabedoria.

Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges do mal, valem-se dos elementos da natureza, tais como as energias das ervas, das essências, defumações e das oferendas nos diversos reinos da natureza, que são expressões das energias dos Orixás, dos colares imantados e dos rituais de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poderem estar em condições de desempenhar sua tarefa.

Contam com extrema sensibilidade na fé, na proteção dos seus guias e protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que atingem a escala da ação dos espíritos das falanges negras, recebendo desses grupos perseguição sistemática.

Por isso, a proteção dos filhos de terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos exus, conhecedores das manhas e das astúcias das falanges do mal.

Sua atuação é permanente na crosta terrena e vigiam atentamente os médiuns umbandistas contra investidas do mal, certos de que a defesa ainda é precária pela ausência de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas, seja na Umbanda, no Espiritismo ou em que religião for.

Os chefes de legião, falanges, subfalanges, grupamentos, colunas, subcolunas, e integrantes de colunas, também assumem pesados deveres e responsabilidades na segurança e proteção de seus médiuns.

Daí as fortes descargas fluídicas que se processam nos terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e das cachoeiras, da defumação dos médiuns e do ambiente, bem como por meio da água fluidificada.

Apesar do orgulho dos espíritas que, historicamente, menosprezaram o valor das práticas umbandistas, situando-as como um degrau atrasado na esteira da evolução espiritual, a Umbanda foi uma iniciativa de Jesus e assumiu a função de um Paulo de Tarso nos dias atuais, realizando o serviço cristão por fora dos preceitos incontestáveis criados no movimento espírita em torno do Espiritismo, que foi exageradamente formalizado e cerceado no contato livre com a imortalidade.

A Umbanda abriu os cadeados da mediunidade e seus médiuns mergulharam nos planos astrais inferiores, onde Jesus mais trabalha pela regeneração do planeta.   

A Linha de Direita é composta pelos falangeiros dos Orixás, os Pretos-Velhos, os Caboclos, os Boiadeiros, as Crianças, os Marinheiros, os Baianos, os Orientais, entre outros.

A Linha de Esquerda é o Povo de Rua, os espíritos Guardiões, que são os Exus, as Pombagiras, os Ciganos, os Exus Mirins, as Pombagiras Mirins, os Malandros, entre outros.

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 66/70, 75/78 e 130/131)


ESPIRITISMO E UMBANDA

UMBANDA 2

Segundo o espírito PAI JOÃO DE ANGOLA, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Uma visão real da imortalidade vai revelar o papel dos Guardiões no surgimento do Espiritismo na França, bem como a missão da Umbanda, mais especialmente dos exus, no aparecimento do Espiritismo no Brasil.

O mal organizado agiu com todas as suas cartas para impedir o nascimento da doutrina em solo brasileiro.

Allan Kardec, além da proteção direta do Espírito de Verdade, era assessorado por guardas intergalácticos dos falangeiros do Arcanjo Miguel, seres de outras esferas terrestres que, sob a tutela do Cristo, fizeram a proteção do codificador a fim de que conseguisse consolidar a mensagem espírita no planeta.

As referências sobre esse lado sombrio e sua força de oposição são ignoradas pela maioria dos adeptos espíritas.

O processo não se deu como mera realização de um planejamento de anjos, foi uma guerra entre o bem e o mal.

Existe uma integração muito avançada entre os espíritos da Umbanda e os do Espiritismo em suas atuações no mundo físico. Essa separação no mundo dos homens é uma prova da desatualização de informações acerca das contínuas e profundas mudanças que se operam em nosso plano, desde meados do século 20.

A Umbanda seria a esquerda, para afrontar as sombras que atuam contra a luz, e o Espiritismo seria a direita, abrindo caminhos ao pensamento humano na direção da luz.

Umbanda e Espiritismo, sem dúvida, formam as asas de equilíbrio do processo do Consolador Prometido anunciado pelo Cristo.

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 127/129)


APOMETRIA, ESPIRITISMO E UMBANDA

ESCADA

A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 16)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Mesmo que o conhecimento da apometria capacite tecnicamente os centros e suas equipes mediúnicas a solucionar certos problemas ligados às obsessões complexas, sem conscientização e espírito de pesquisa a técnica falhará, cedo ou tarde.

É preciso colocar coração, vida e motivação superior no trabalho; em outras palavras, amor.

Sem isso, as campanhas do quilo e os passes espíritas ou os rituais e as benzeções da umbanda serão meras muletas psicológicas; práticas repetidas como se fossem fórmulas santificadoras, mas destituídas de eficácia.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 167)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 24.05.2018

EXUS – Guardiões do Karma

FLEUR DE LYS

EXUS

Guardiões do Karma

Exu


FORMAS DE ATUAÇÃO

Na Terra, as condensações energéticas formadas pela comunhão de pensamentos seriam nefastas se não houvesse a atuação das vibrações ditas Exus, desfazendo as correntes astral-mentais negativas, que são plasmadas dia e noite sem trégua.

Todavia, indicaremos, de um modo geral, a atuação das entidades ditas exus quando autorizadas dentro da lei de causa e efeito, e com o merecimento conquistado por aqueles que estão sendo amparados por suas falanges: desmancham e neutralizam trabalhos de magia negra, desfazem formas-pensamentos mórbidas, retém espíritos das organizações trevosas e desfazem as habitações dessas cidadelas; removem espíritos doentes que estão vampirizando encarnados; retiram aparelhos parasitas, reconfiguram espíritos deformados em seus corpos astrais; desintegram feitiçarias, amuletos, talismãs e campos de forças diversos que estejam vibrando etericamente; atuam em todo campo da magia necessário para o restabelecimento e equilíbrio existencial dos que estão sendo socorridos.

A espiritualidade como um todo abarca todos vós, e a cada um é dado de acordo com a sua capacidade de entendimento.

Evidente que a sinagoga, a igreja, a loja, o centro, o terreiro ou o templo são meras denominações que localizam os homens em seus ideais espirituais. Nesse sentido, o Exu da Umbanda é o mesmo em todos os lugares.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 67/68, 86/87)


Há muitos espíritos que na Terra tiveram experiência na carreira militar ou em alguma outra função que lhe propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião. Do lado de cá, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência.

Muitos militares do passado, comprometidos com o mau uso do poder e da autoridade, são convocados e convidados a se reeducarem nas falanges dos guardiões, reaprendendo seu papel. Para tanto, defendem as obras da civilização em geral, o patrimônio cultural e as instituições beneméritas. Outros espíritos, que dominaram certos processos e meios de comunicação quando encarnados, são convidados e estimulados a trabalhar nos vários laboratórios e bases de comunicação a serviço dos guardiões.

Generais, guerreiros, soldados, comandantes ou os simples recrutas, das diversas forças armadas da Terra são aproveitados com a experiência que adquiriram. Transcorrido o tempo natural de transição, após a morte física, apresentamos a esses espíritos a oportunidade de se refazerem emocional e moralmente.  

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 118/119)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Na concepção original do termo, não se classifica exu em um tipo de entidade.

É um princípio vibratório que obrigatoriamente participa de tudo. É dinâmico e está em tudo que existe. É a força que impõe o equilíbrio às criaturas que ainda têm carmas negativos a saldar. E, sendo assim, abrange uma enorme parcela no Cosmo imensurável.

Cada um dos filhos tem o seu exu individual. Cada orixá com seus correspondentes vibratórios tem seus exus. É o exu, o executor das Leis Cósmicas.

A função de exu consiste em solucionar, resolver todos os trabalhos, encontrar os “caminhos” apropriados, “abri-los” ou “fechá-los” e fornecer sua ajuda e poder a fim de mobilizar e desenvolver junto à existência de cada indivíduo a sua situação cármica, bem como as tarefas específicas atribuídas e delegadas a cada um dos guias e protetores.

Infelizmente, existe muita confusão e controvérsia sobre os exus.

Na época mais cruel da escravatura dos negros, muitos fugiam e se abrigavam nas florestas. Esses esconderijos, locais de ajuntamento de escravos fugidos, na mata cerrada, ficaram conhecidos como “mocambos”.

Logo após a alforria dos negros, muitos homens mais destacados na sociedade de outrora começaram a espezinhar os ex-escravos chamando-os de “mocambos”, ou seja, rebaixando-os a fugitivos da lei.

O desdém que se estabeleceu para com esses irmãos foi de tal monta, que vários estabelecimentos comerciais e hospitais das principais capitais da época tinham em suas entradas placas com os dizeres “mocambos metidos a gente não são bem-vindos”, maneira desdenhosa encontrada de afrontar a liberdade que alcançava uma parcela importante para a sociedade da época.

Não muito diferente de outrora, e em igualdade preconceituosa dissimulada, como se tratassem de fugitivos das Leis do Cristo, muitos filhos nos dias de hoje classificam como exus as entidades espirituais que não são bem-vindas; espíritos sofridos, como obsessores de aluguel, que são um tanto violentos pois estão hipnotizados por grande poder mental que os subjuga, e com sérias deformações astrais, que se apresentam nas atividades mediúnicas em algumas casas que apregoam “fora da caridade não há salvação”.

Reconhecemos que há maior exigência dos médiuns e dirigentes nesses casos, mas os filhos não devem esquecer que tais “deformados” e sombrios espíritos são dignos de todo respeito e carinho, devendo ser tratados como “gente” do Cristo Jesus e recepcionados com o coração mais exaltado de amor e júbilo do que nas ocasiões em que os mentores aureolados de luz se fazem presentes, já que são mais necessitados do magnetismo animal para se “recomporem”.

Levam a efeito a caridade socorrista como fazia o Divino Mestre na Terra com os leprosos, aleijados, tuberculosos e loucos; a todos, atendendo com amor e dedicação esmerada, sem receio de contágios doentios.

Esses espíritos sofredores foram e são submetidos aos capatazes e torturadores das organizações malévolas e escravizantes do submundo inferior que habitam o Umbral. Verdadeiramente não tem nada a ver com os genuínos exus da Umbanda.  

Embora os espíritos que atuem na egrégora umbandista tenham a denominação de exus, não o são verdadeiramente, pois a vibração de exu em si não se relaciona com o mundo da forma diretamente, mas sim por intermédio de entidades espirituais que atuam como “procuradores” na magia de cada exu, e que se relacionam com as sete vibrações dos orixás (…).

São os genuínos exus da Umbanda que garantem a segurança dos trabalhos, mantém a organização e a disciplina e são grandes “combatentes” quando em atividades socorristas e de resgates nas organizações malévolas do Umbral Inferior. 

Os exus da Umbanda não têm nada a ver com espíritos maldosos, embora não sejam o melhor exemplo de delicadeza amorosa aos olhos dos filhos. São espíritos um tanto endurecidos pela excessiva vivência passada nos rituais de enfeitiçamentos da magia negra, pois já foram destemidos magos. 

Têm para si pesados carmas gerados por eles próprios, e evoluem no caminho do bem como todos. Realizam desmanchos e mantém a integridade física, etérica e astral dos médiuns a que se vinculam por compromissos evolutivos mútuos e por fortes laços de ancestralidade, pois ambos já se serviram nos descaminhos da magia usada em proveito próprio e para desgraça de outrem

São eficazes “exaustores”, preservando os médiuns de energias deletérias. 

(Norberto Peixoto/Vovó Maria Conga, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 188/194)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ANGOLA, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Nas vielas e bordéis que se vestem de palácios de ouro ou nas choupanas do vício e da luxúria, seguem eles com olhos bem abertos.

Lá vão eles, senhores exus, de pose alegre e palavras de arrepiar, com a missão de desembaraçar a vida de muita gente.

Seja homem forte, franzino ou “matutão”, mulher ligeira – como Maria Padilha ou Cigana das Sete Saias -, são todos guerreiros e guerreiras do Senhor com olhos de felino, coração de leão e força de garanhões.

E do alto das clareiras, nos nobres planos da vida, onde brilha a luz dos olhos de Jesus, um raio desce em direção aos pântanos da dor e da loucura humana, iluminando o passo de cada exu que tem a humildade de fazer o que muitos, sequer, saberiam começar.

Salve os magos do bem! Salve os exus, magos do além!

São forças brutas descomunais nos caminhos que exigem coragem e determinação.

Benfeitores e mensageiros de Oxalá.

Salve os Orixás das sombras, eleitos pela vida para fazerem a roda andar quando a evolução trava, pois os exus são movimento e transporte de Graças Divinas para o caminhar.

Em lugares sombrios onde pouca gente consegue entrar, eles avançam com sua magia e destemor. São agentes petulantes e sabidos, senhores da alegria e da coragem.

Ninguém vê um exu triste ou sombrio. Seu sorriso é defesa pura, sua música é ciência que destrói as forças da maldição. 

Exus são causadores da luz, zeladores das contas cámicas e defensores da paz.

Enquanto os homens aguardam a justiça de Xangô nos reinos elevados dos prudentes e sensatos, os exus são aplicadores da lei que retiram o mal onde é para florescer lírios de bondade. Eles aproximam o bem de quem cultiva o canteiro da vida com as boas obras.

Onde a luz do amor não penetra, por respeito aos costumes do mal, eles são cartas que vêm do mais alto com uma mensagem de Deus para onde for, regendo e conduzindo os destinos de todos nós.

É com reverência aos seus serviços em nome do amor que pedimos a Oxalá toda força e purificação aos destinos dessas almas que servem à luz, destacados para sanear os pátios do purgatório e do inferno profundo em nome de Jesus.

Os espíritos que costumam se dizerem exus e fazem o mal, associados a falanges dos magos negros ou cientistas do mal, são escravizados, assalariados ou mais conhecidos na Umbanda como quiumbas – desordeiros e marginais no mundo espiritual.

Os quiumbas são espíritos ainda muito ligados às sensações físicas e alguns carregam perturbações mentais e emocionais graves. Em geral, são corruptos e se apropriam de nomes de entidades de grande expressividade nas regiões astrais inferiores para poderem se impor.

Utilizam o nome dos dragões, dos exus e até de entidades de grande elevação espiritual.

Costumam usar aparência assustadora e transfiguram-se nas mais bizarras formas para causar medo e abusar das pessoas por meio de intimidações e cobranças descaridosas.

Mas o tema “exus” é muito complexo.

Mesmo aqueles que são graduados Guardiões, por algum motivo ou necessidade, podem possuir ou mesmo se utilizar de uma fisionomia de impacto pertencente a um conjunto de regras estabelecidas, inerente às suas hierarquias, as quais devem ser observadas.

Apesar de não possuírem chifres, tridentes e aparência diabólica, alguns desses trabalhadores podem adotar algo dessas expressões, nem sempre estéticas e até intimidadoras, para o cumprimento de suas atividades em regiões do submundo.

É fato que eles são de temperamento forte, às vezes até agressivos, mas nesse caso, mesmo com algumas condutas menos polidas, estão a serviço dos orientadores da luz e sob acompanhamento cuidadoso, porque a função dessas entidades é executar tarefas de alcance vibratório muito pesado. Podem ocorrer casos em que alguns desses espíritos estejam no início de uma mudança para melhor, meio lá, meio cá, no que diz respeito a trabalhar para o bem.

Os exus são considerados, pelos pesquisadores da Umbanda, como Guardiões da Lei de Justiça, da ordem e da disciplina, e no Candomblé como Orixá, uma força da natureza representativa do elemento ativo, vitalizador, a força yang.

Os exus também podem ser conceituados como uma linha vibratória cósmica cujo propósito é abrir caminhos para o equilíbrio.

Nas equipes de Bezerra de Menezes, Maria Modesto Cravo, Eurípedes Barsanulfo, Ermance Dufaux, André Luiz e várias outras entidades espirituais, muito conhecidas nas comunidades espírita e espiritualista, temos sempre a presença dos Guardiões. Eles cumprem, principalmente, as funções de defesa, limpeza energética mais densa e ação disciplinadora.

Os exus e Guardiões têm dois traços emocionais em comum: a força e a justiça.

Além desses traços emocionais, são espíritos com poder mental muito desenvolvido. 

Na maioria dos casos foram médiuns, alquimistas, magos, bruxos, exímios manipuladores de energia em suas encarnações passadas.

Existem também os Exus Pombagiras, que trabalham com a força feminina, sempre buscando o equilíbrio, seu objetivo primordial.

Por isso, a proteção dos filhos de terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos exus, conhecedores das manhas e das astúcias das falanges do mal.

Sua atuação é permanente na crosta terrena e vigiam atentamente os médiuns umbandistas contra investidas do mal, certos de que a defesa ainda é precária pela ausência de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas, seja na Umbanda, no Espiritismo ou em que religião for.

Os chefes de legião, falanges, subfalanges, grupamentos, colunas, subcolunas, e integrantes de colunas, também assumem pesados deveres e responsabilidades na segurança e proteção de seus médiuns.

Daí as fortes descargas fluídicas que se processam nos terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e das cachoeiras, da defumação dos médiuns e do ambiente, bem como por meio da água fluidificada.

Eles são espíritos detentores de habilidades mentais para abrir e fechar portais*. Por conta do nível de suas características morais, são imponentes, fortes, destemidos e algumas vezes até rudes de tão diretos.

Captam habilmente a energia da injustiça, pois a farejam com a mente. Mais do que pensamentos e emoções, são capazes de ler as intenções por trás delas e, por essa razão, desenvolveram a capacidade de saber quem mente e quem fala a verdade.

Penetram com extrema facilidade nas memórias cármicas do corpo mental inferior e dominam a arte de aumentar a energia vital das pessoas, seja buscando na natureza ou mesmo em outros encarnados.

Em virtude de sua força mental, interrompem processos de magias, dissolvem energias tóxicas da aura, eliminam bactérias astrais que se alojam nos chacras e são capazes de, em minutos, promover um asseio de energia deletérias, das quais uma pessoa levaria anos para se livrar.

Porém, apesar de serem reconhecidos por essas qualidades de ordenadores e regentes de leis, têm suas gradações morais. 

Sua função é decantar a negatividade desse planeta. São autênticos lixeiros do astral e executores dos destinos humanos.

Uma visão real da imortalidade vai revelar o papel dos Guardiões no surgimento do Espiritismo na França, bem como a missão da Umbanda, mais especialmente dos exus, no aparecimento do Espiritismo no Brasil.

O mal organizado agiu com todas as suas cartas para impedir o nascimento da doutrina em solo brasileiro.

Allan Kardec, além da proteção direta do Espírito de Verdade, era assessorado por guardas intergalácticos dos falangeiros do Arcanjo Miguel, seres de outras esferas terrestres que, sob a tutela do Cristo, fizeram a proteção do codificador a fim de que conseguisse consolidar a mensagem espírita no planeta.

As referências sobre esse lado sombrio e sua força de oposição são ignoradas pela maioria dos adeptos espíritas.

O processo não se deu como mera realização de um planejamento de anjos, foi uma guerra entre o bem e o mal.

Sem os Guardiões e os exus não teríamos hoje a Doutrina Espírita no plano físico.

Eles fizeram o papel anônimo de zeladores do patrimônio espiritual das Obras Básicas, enfrentando os mais complexos e ousados planos das trevas para arruinar as chances de implantação das luzes do Espiritismo ao esclarecimento do pensamento humano e da ampliação da fé racional entre os homens.

*Os portais são campos energéticos que permitem passagem a dimensões diferentes no astral.

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 14/16, 18/22, 77/78, 98/99, 127 e 130)


Como algumas formas de apresentação na Umbanda – notadamente as de Pretos Velhos e de Crianças – são “ocupadas” por espíritos que vibram em certas frequências mais sutis, ficam “impedidas” de atuar em determinados sítios vibracionais – de sofrimentos das humanas criaturas encarnadas e desencarnadas e onde se exigem intensos desmanches energéticos, sob pena de se imporem pesados rebaixamentos vibratórios que seriam motivo de esforço desnecessário, pela regularidade exigida nesse tipo de atuação nas lides umbandistas. Para tanto, se utilizam da “serventia” dos Exus como instrumentos e agentes da magia – como se fossem partes, mas cada um na sua faixa de caridade e ação energética, se “complementando” no ideal de amparo e socorro àqueles que fazem jus diante dos tribunais cósmicos. Isso não significa que as entidades Exus sejam menos evoluídas do que as demais e muito menos que não possam existir espíritos iluminados, libertos completamente do ciclo reencarnatório, atuando por amor a nós como Exus. 

Exu, sendo o senhor dos caminhos abertos, transmite o conhecimento e a sabedoria necessários à realização de um bom destino na existência ampla – humana na Terra (Ayê) e espiritual no Plano Astral (Orun). Por isso é aquele que “abre” os caminhos para quem recorre a ele em busca de alívio às suas dores e sofrimentos, quando estão desorientados e confusos, sem senso de direção. Há que se considerar que Exu abre os caminhos, mas não os cria. Os caminhos foram criados antes do espírito reencarnar e pertencem ao seu programa de vida, à cabaça da existência espiritual. Ou seja, Exu abre e mostra os caminhos, mas não dá os passos por ninguém, pois cada um deve aprender a caminhar com seus próprios pés. Logo, Exu não facilita nem prejudica, ele “simplesmente” é executor do destino, doa a quem doer, o que, por vezes, o faz ser incompreendido.

Exu “transita no mundo dos mortos” e age em nosso auxílio. Devemos compreender que a morte não é só física, cadavérica, com cemitérios e ritos fúnebres.

A atuação de Exu nos processos de morte se refere à renovação, pois tudo no universo humano tem um início e um fim: fatos, projetos, circunstâncias, conflitos – são ciclos que nascem e morrem.

Há que se esclarecer que Exu zela por valores éticos e reconhece o poder de melhoramento dos seres humanos. Todavia, apoia e favorece as mudanças pessoais, indispensáveis à prática de virtudes que alicerçam o bom caráter. Quando isso está ausente, Exu não aprecia e não apoia, pois a indisciplina e a desorganização não fazem parte de sua ação. Ao contrário, ele retifica, faz a sombra vir à tona para o indivíduo se aprumar, mesmo que aparentemente isso possa parecer maldoso, pois Exu, acima de tudo, é justo, doa a quem doer. 

Há de se ter bem claro que Exu não faz mal a ninguém, ao menos os verdadeiros. Quanto aos espíritos embusteiros e mistificadores que estão por aí, encontram sintonia em mentes desavisadas e sedentas por facilidades de todas as ordens.

Os Exus atuam diretamente no nosso lado sombra e são os grandes agentes de assepsia das zonas umbralinas. 

Em seus trabalhos, cortam demandas, desfazem feitiçarias e magias negativas feitas por espíritos malignos, em conluio com encarnados que usam a mediunidade para fins nefastos. Auxiliam nas descargas, retirando os espíritos obsessores e encaminhando-os para entrepostos socorristas nas zonas de luz no Astral, a fim de que possam cumprir suas etapas evolutivas em lugares de menos sofrimento.

Essas abnegadas entidades, que buscam acima de tudo a evolução, são comparadas a demônios, a entidades malignas, e tendenciosas que se vendem em troca de bebidas alcoólicas e despachos em encruzilhadas.

Quem pensa estar agradando a Exu com tais “mimos” está, na realidade, simplesmente alimentando fluídica e energeticamente espíritos desqualificados que se aproveitam do desconhecimento de criaturas que ainda imaginam que religião se faz somente com o dia a dia e seguindo a “tradição” oral distorcida passada de geração a geração.

Os verdadeiros Exus da Umbanda são espíritos que, de tanta humildade, nem mesmo se melindram com essas distorções grosseiras das quais são vítimas; estão sempre prontos para penetrar em ambientes onde outros espíritos já mais evoluídos teriam dificuldades para ir em virtude do descenso vibratório que se faria necessário.

Transitam com desenvoltura pelos mais intrincados caminhos do umbral inferior investidos da proteção de serem representantes do Cristo na Luz, resgatando aqueles espíritos que se fazem merecedores após esgotarem sua negatividade nos lodaçais umbralinos.

Quando lhes é conveniente, utilizam-se inclusive da própria roupagem fluídica que lhes é imputada pelas crendices populares, que podem transformá-los visualmente em criaturas de “meter medo” até nos maiores crentes do Astral inferior ou nos desavisados que possuem a mediunidade de vidência.

Graças às falanges desses trabalhadores incansáveis, é possível levar a caridade aos irmãos necessitados em milhares de locais que laboram com a segurança conferida pelos guardiões que cercam o perímetro dos centros espiritualistas, enquanto outros fazem o transporte dos desencarnados que já estão em condições para os devidos locais de refazimento ou evolução.

Ao término dos trabalhos no plano físico, muitas vezes o trabalho no Astral está recém iniciando, tal a importância dessas entidades nos desmanchos de magia, descargas energéticas e incursões às camadas inferiores.

Seria muito complicado e, por que não dizer, impossível às entidades de outras linhas trabalharem sem os Exus garantindo o transcorrer tranquilo das mesmas junto à crosta.

Constituem uma força Astral nada desprezível e organizam-se à semelhança de um exército, com seus diversos departamentos hierárquicos. 

Há necessidade de se estabelecer ordem e disciplina em todos os domínios do Universo. Dessa forma, a falange dos guardiões desempenha uma função de zelar pela harmonia, a fim de evitar o caos no mundo Astral terrícola. Reflitamos que a presença de representantes da ordem atuando como forças disciplinadoras nas regiões inferiores é imprescindível, se levado em conta o estado atual da evolução planetária. Poderíamos imaginar como seriam nossas atividades espirituais sem a dedicação e o trabalho dos Exus guardiões? Imaginemos ruas, quadras, bairros, cidades ou países sem policiamento, sem disciplina, sem ordem alguma…

Existem barreiras magnéticas de proteção e falanges espirituais zelando pelos desligamentos. Consideremos que as tumbas mortuárias são quase inexpugnáveis, salvo nos casos em que são permitidas as violações no Astral. 

Tenhamos em mente que determinados espíritos, suicidas indiretos (como os alcoolistas, os viciados em drogas e os motoristas que ultrapassaram os limites de segurança e acabaram morrendo prematuramente), não cumpriram o prazo necessário de permanência nos corpos físicos, já que vieram programados com um quantum de energia para “x” anos de vida. Quando interrompem essa programação, mesmo que inconscientemente, têm de cumprir o prazo de vida restante ficando seus perispíritos “grudados” nos despojos carnais, ou seja, não serão desligados dos restos cadavéricos até que expire o tempo de vida que ainda teriam que viver.

Nesses casos, os Exus de cemitérios – de calunga – zelarão pela integridade das tumbas mortuárias, como também acompanharão e assistirão de perto os desligamentos daqueles que têm merecimento.  

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 23, 25, 36, 111, 119/120, 124/125, 131/132)


Segundo o espírito MARIA MODESTO CRAVO, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Eles são implacáveis, determinados e severos sempre que necessário; no entanto, equilibram-se continuamente no fio da honestidade.

Sabem exatamente o que corrigir quando alguém abusa; como cooperar ao faltar apoio; como buscar, nas dobras quânticas do tempo, a razão de alguma dor, com profunda noção de causa e efeito, o que lhes permite servir como agentes da lei cármica.

Exercem um trabalho muito especializado nas furnas do mal, enfrentando situações extremamente hostis.

Deve-se ter muito amor no coração para realizar o que só os exus são capazes de fazer, pois, graças a eles, o amor está presente nas trevas.

Pessoas negligentes caminham seguramente para o egoísmo e os tempos novos do planeta exigem desprendimento, postura altruísta e ativa. A dor nesse cenário cumpre papel edificante.

Porém, a liberação dessas contas exige vigília e medidas justas para conduzir a personalidade acomodada a novos aprendizados.

Os exus cumprem esse papel de forma irretocável.

São senhores do carma, sentinelas da justiça e entidades que servem ao amor nos terrenos mais ásperos dos caminhos humanos.

Cientes de que as raízes profundas do mal que se alastra no mundo físico estão nas zonas astrais da crueldade intencional, cabe aos exus mergulhar nos labirintos e portais do submundo para trabalhar por dias melhores e pela reorganização das esferas onde se localizam a desordem e o desamor.

(Wanderley Oliveira, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 10/12)


Exus Guardiões

ORIGEM E ATUAÇÃO NA ZONA DAS SOMBRAS

Muitas e muitas vezes as hostes do dragão, habitantes das zonas condenadas do universo, até o dia em que se reequilibrarem vibratoriamente, tentarão invadir a superfície cósmica, através das correntes mentais desequilibradas dos ditos marginais do Universo. 

Mas sempre esbarrarão em verdadeira barreira cósmica, que como guardiã os impede de realizar esse intento.

Dessa forma, simplificadamente, é que surgiu no universo astral, em todos os locus, o império das sombras e das trevas, que nada mais são do que zonas de desequilíbrio e ignorância em que habitam os agentes da revolta e insubmissão, claro que temporárias, pois SÓ O BEM É ETERNO.

Dissemos que as zonas condenadas do Cosmo tinham verdadeiras barreiras vibratórias e também tinham, é claro, seus donos vibratórios, como Guardiães, enviados dos Orishas Superiores (vide Hierarquia Espiritual).

No sistema solar relativo ao planeta Terra, esses 7 Guardiães da Luz para as Sombras, através da misericórdia do Cristo Jesus, arrebanharam vários milhares, milhões de marginais, e os colocaram na roda das reencarnações, visando restabelecer-lhes o equilíbrio de há muito perdido.

Muitos deles, após reencarnarem dezenas de vezes, recuperaram esse equilíbrio, sendo logo atraídos ou chamados a trabalhar dentro da faixa vibratória afim aos 7 Guardiães da Luz para as Sombras, visando recuperar-se definitivamente perante as Leis Universais.

Assim é que, das noites escuras da insubmissão e do erro, surgem no plano astral do planeta Terra, após passarem por verdadeira aurora renovadora e saneadora, atraídos que foram pelos 7 Guardiães da Luz para as Sombras, aqueles que seriam os agentes da justiça ou disciplina kármica – Exu, que firmou as suas 7 Espadas (poder e justiça) nas 7 Encruzilhadas, que são os caminhos de seu reino (os 7 Entrecruzamentos Vibratórios, ou as Linhas de Força, que se entrecruzam).

Assim, surgiram no planeta Terra os Exus, legiões de Espíritos na fase de elementares, isto é, Espíritos em evolução dentro de certas funções kármicas.

O karma, como sabemos, tem reajustes e cobranças, essas são feitas pelos Exus, que assim fazendo cooperam para o equilíbrio da Lei, equilibrando também suas próprias necessidades perante essa mesma Lei.

(…) Os Exus não são, como muitos querem, Espíritos irresponsáveis, maus, diabólicos ou trevosos. Os verdadeiros maus e trevosos são aqueles a quem eles arrebanham, controlam e frenam.

Com isso, não estamos afirmando que Exu só faça o bem, segundo o conceito corrente de bem. Exu, na verdade, está acima do conceito do bem e do mal, porém ligado ao conceito de JUSTIÇA.

Assim, o bem e o mal são condições necessárias ao seu próprio aprendizado e equilíbrio perante as Leis Cósmicas. Esses são os aspectos que eles enfrentam, quer para um lado, quer para outro, desde que isso entre na órbita de suas funções kármicas, pois nunca fazem nada por conta própria. São sempre mandados a operar ou intervir em certos reajustes, cobranças, etc. 

É dentro dessas condições que operam os Exus; aparentemente prestam-se aos trabalhos de ordem inferior, porém necessários, porque tudo tem seus paralelos e veículos executores. O Filho de Fé atento deve estar observando que as funções de Exu são de importância vital para o karma coletivo, grupal e individual, não podendo ser Exu, portanto, um Ser Espiritual trevoso, agente do mal.

Ao contrário, é ele um Ser Espiritual com responsabilidades definidas perante o contexto da Lei Kármica, executor fiel das ordenações de cima para baixo, emissário executor da luz para as sombras e dessas para as trevas.

Exu, até em muitos e muitos casos, é responsável pelo reencarne e desencarne aqui no planeta Terra, técnico que é nesse mister.

Os 7 Orishas estenderam aos seus Guardiães da Luz para as Sombras o comando das ações, das cobranças e reajustes kármicos.

Esses, por sua vez, arrebanharam logo que puderam aqueles que foram marginais do universo, agora regenerados e necessitando da complementação nas suas fichas kármicas e que, após esse complemento ou reajuste, se libertariam da função kármica de atuação como Exu.

Assim, as 7 Entidades ditas Exus Cabeças de Legião são:

  • Exu 7 Encruzilhadas;
  • Exu Tranca-Ruas;
  • Exu Marabô;
  • Exu Gira Mundo;
  • Exu Pinga Fogo;
  • Exu Tiriri;
  • Exu Pomba-Gira.

Esses Exus denominados Coroados, formam a Coroa da Encruzilhada. São coroados pois são os mais elevados dentro da Hierarquia dos Exus, ou componentes da Cúpula dos Exus, ditos Guardiães. Receberam a coroa do compromisso de serem os Agentes da Justiça Kármica e Agentes da Magia Cósmica.

Os 7 Exus Guardiães Cabeças de Legião comandam um verdadeiro exército, dividido em planos, subplanos, grupos, subgrupos e colunas.

Na verdade, a Coroa da Encruzilhada é formada por 49 Exus, os quais se dividem ou entrosam dentro das 7 Vibrações Originais ou 7 Linhas.

Os 7 Exus Cósmicos são:

EXU CÓSMICO

ORIXÁ

Exu 7 Encruzilhadas Orixalá
Exu Tranca Ruas Ogum
Exu Marabô Oxossi
Exu Gira Mundo Xangô
Exu Pinga Fogo Yorimá
Exu Tiriri Yori
Exu Pomba-Gira Yemanjá

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, 343/348)


Bombogira

BOMBOGIRA

(Pombagira)

A Bombogira, na Umbanda, é a contraparte feminina de Exu. Originalmente, na estrutura cosmogônica nagô, Exu é masculino, não existindo Exu feminino. Ocorre que a Umbanda sofreu influência também de origem bantu – Angola -, que tem divindades chamadas inquices (nkise), entre elas Aluvaiá, Bombogira, Vangira, Pambu Njila.

Naturalmente, por associação, a Umbanda, tendo surgido no estado do Rio de Janeiro, de forte influência africana bantu, foi absorvendo em seu panteão a figura de Bombogira, dando oportunidade a uma plêiade de espíritos comprometida em se manifestar na polaridade feminina – mulheres – vir a trabalhar no mediunismo.

Entendemos a Bombogira como mensageira junto aos Orixás femininos, trabalhando na magia que envolve principalmente aspectos a serem ajustados por desequilíbrio das humanas criaturas: abortos, traições amorosas, feitiços sexuais… O fato de algumas dessas entidades, em seu passado, terem sido prostitutas não as desmerece, assim como Maria de Magdala (Maria Madalena) foi a grande apóstola de Jesus.

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 152/153)


As “Pombagiras” são entidades vistas como a personificação das forças da natureza.

Ela equivale à força feminina de exu, especializada em amor e relacionamentos por ser a Orixá do desejo e dos estímulos.  Têm personalidade forte, são poderosas…

(Wanderley Oliveira, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 22 – nota de rodapé) 


Exu Caveira 2

EXU CAVEIRA

A realização do desmancho das organizações trevosas, algo muito complexo pelo meio inóspito em que acontece, requer certa “especialização” que somente os Exus alcançaram, tal qual a polícia convoca o técnico arrombador para abrir o cofre de que ninguém conhece o segredo ou o desarmador de bombas que poucos se atrevem a chegar perto!

Os Exus “caveira” atuam no limite entre a vida carnal, que se esvai, e a vida além-túmulo, que inicia.

Pensemos em nossas cidades sem o recolhimento do lixo urbano, sem policiamento ostensivo ou sem o trabalho da guarda penitenciária, e teremos um quadro semelhante do que seria o Plano Astral sem os trabalhos dos prestimosos Exus.

Muitas são as frentes de trabalho ofertadas a espíritos que necessitam de um “salto” evolutivo. Pela natural consequência das leis de causalidade que regem a harmonia cósmica, os espíritos que atuam numa legião de Exus “caveira” têm carmas semelhantes, embora distintos, o que torna impossível elencar um a um.

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 158/161)


Linha de Esquerda

COM A PALAVRA, OS EXUS

Exu SETE, por meio do médium Robson Pinheiro:

“Exu é uma palavra comum ao vocabulário do candomblé e dos demais cultos de influência africana, usada também em algumas tendas de umbanda. Mas os nomes, em si mesmos, têm a finalidade apenas de nos identificar; não é importante que nos chamem deste ou daquele jeito.

Na umbanda e no candomblé somos chamados de exus, porém, em outras doutrinas ou religiões os nomes mudam. Não faz diferença, somos apenas guardiões a serviço do bem, da justiça e da paz.

De qualquer forma, é interessante observar o sentido original do termo exu, que representa, no contexto da mitologia africana, o princípio negativo do universo, em oposição a orixá, que seria a polaridade positiva.  Os exus são, por outro lado, entidades que atuam como elemento de equilíbrio e de ligação com o aspecto negativo da vida e com os seres que se apresentam como marginais do plano astral.

Na verdade, Exu é uma força da natureza, a contrapartida de Orixá. Tudo é duplo na natureza, tudo possui a polaridade positiva e a negativa: homem e mulher, masculino e feminino, luz e sombra ou yang yin, na terminologia chinesa.

Assim sendo, para a cultura africana, Orixá representa o lado positivo, enquanto Exu, o lado negativo. Repare: negativo, e não mal; apenas o oposto, a polaridade. Exu é força de equilíbrio da natureza.

Como entidade reencarnante ou como espírito imortal, exu representa a abertura de todos os caminhos e a saída de todos os problemas, Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas, e também é vaidoso e viril.

Ocorre entre nós algo semelhante ao que acontece em um exército, no qual há os militares mais conscientes de suas responsabilidades e também aqueles recentemente alistados, sem consciência tão ampla assim. De um lado, temos os exus superiores, guardiões mais responsáveis, que não se prestam a objetivos frívolos nem compactuam com os chamados despachos ou ebós, recurso compartilhado por ignorantes dos dois planos da vida. De outro, estão os exus menores, aqueles que poderíamos chamar de recrutas, e os guardiões particulares, que, não tendo ainda maiores esclarecimentos, são subordinados ao alto comando. No entanto, todos têm seu livre-arbítrio, e, vez por outra, esses guardiões de vibração inferior entram em sintonia com os homens e médiuns ignorantes, estabelecendo com eles uma ligação energética doentia ou infeliz.”

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 123/125)


Exu JOÃO CAVEIRA, por meio do médium Norberto Peixoto:

“(…) Tive várias encarnações, mas uma me marcou especialmente e me trouxe às faixas vibratórias “infernais” onde hoje atuo. Vim para o Brasil numa nau portuguesa. Era um jovem príncipe nagô e fui retirado de minha nação e clã, perdendo o cetro sacerdotal que herdaria do meu pai. Cá chegando, fui misturado com escravos de outras origens e etnias africanas, o que me causou muito ódio. Eu, um príncipe de alta ascendência étnica do Ketu, no meio da plebe, numa senzala!

(…) Trabalhei arduamente na plantação e colheita de cacau, pois era muito forte e alto. Logo caí nas graças do patrão, dono da fazenda, que me prometeu alforria se eu me tornasse capataz dos escravos. Assim, eu, um espécime de negro nagô da raiz da antiga e pujante cidade do Ketu, tornei-me o maior algoz do meu povo e de todas as outras nações africanas no interior da Bahia, prestando serviços para inúmeros fazendeiros escravistas. Perseguia os ritos religiosos e não dava trégua aos fugitivos, até capturá-los de volta. Eu era muito bom em persegui-los e meu passatempo predileto era trazê-los de volta e decapitá-los, deixando suas cabeças expostas em galhos de árvores para urubus se alimentarem, ou em cima de formigueiros para as formigas vorazes rapidamente devorarem os olhos e sobrarem dois buracos horripilantes nas faces. Para um nagô, isso é a pior coisa que pode acontecer: não aplicar o ritual do axexê aos mortos. Dessa forma, eles não se tornariam amoruns, ou seja, habitantes de Orum – o céu em nossa crença.  

(…) Eu os tornava, com requintes de sadismo e crueldade, espíritos presos na crosta, mendigos do além-túmulo, sem lugar adequado para existirem, contrariando suas crenças religiosas. 

Ao desencarnar, assassinado pelos negros escravos numa cilada no meio da plantação de cacau, tive meu corpo decapitado e os pedaços foram jogados para os cachorros. No outro lado da vida, sofri nas mãos de todos aqueles que assassinei, até o dia em que caí exaurido e chorei copiosamente, pedindo perdão aos Orixás do meu clã. Nesse momento, apareceu na minha frente meu pai, que tinha ficado na África e que eu nunca mais tinha visto. Sacerdote zeloso para com os orixás e para com o nosso clã e a nossa crença, me abraçou calorosamente a apresentou-se como Pai João das Almas, me dizendo: ‘Agora sou um pescador de Olurum, que é o Deus onipotente, que nos deu vida e não faz separação. Todos somos filhos d’Ele e irmãos de uma mesma família. Sendo filhos da mesma mãe e do mesmo pai espiritual, não pode haver diferença entre nós e a todos são dadas as mesmas oportunidades de redenção.’

(…) Com suas palavras doces e sábias, ele me perguntou: ‘Queres ajuda daquele que acredita no que profanaste em tua última e recente vida?’

Em prantos, disse que sim e caí em seu colo.

Acordei no Astral em uma estação socorrista nagô ligada ao Brasil. Em pouco tempo, fiquei forte e recuperado como o jovem de outrora.

Informaram-me que estava se formando uma nova religião no Brasil, decorrente da perseguição religiosa e da proibição dos negros e dos índios de se manifestarem através da mediunidade. Deram-me a oportunidade de trabalhar em uma legião de Exus caveira e também um novo nome, passando eu a ser, simbolicamente, mais um João como muitos outros, embora com uma história própria, como todos os demais. Então, desde o início do século passado, cá estou no Astral brasileiro, sob a bandeira da Divina Luz, a Umbanda. Já poderia ter reencarnado, mas pela urgência e pelo tamanho da empreitada assistencial nas zonas trevosas do orbe (que cada vez se avolumam mais nestes tempos chegados), do lado de cá vou ficando, com bênçãos dos Orixás Exu e Oxalá.”         

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 158/161)


Exu CAVEIRA, por meio do médium André Cozta:

“Da porta do cemitério ao Cruzeiro das Almas, ando e posso perceber quão triste é o resultado de uma vida inteira no plano material dominada pela vaidade, pelo ego e pela ilusão.

Vejo espíritos que perambulam, choram, urram de dor. Sofrem pelos mais variados motivos. Não aceitam a condição em que se encontram, mas também nada fizeram, enquanto encarnados, para trilhar um caminho melhor.

Sou incompreendido, taxado de demônio, porque sou um aplicador da Lei, um servidor do Divino Pai Omolu. Ele é um Orixá também muito deturpado no plano material pelo mito que o define como uma divindade má e implacável, um demônio.

O homem, especialmente em função das religiões mentalistas, conseguiu afastar-se de Deus, da grande Verdade que é nosso Pai Criador.

Quem pode me ver ou, ao menos, sentir minha presença, se não estiver esclarecido, dirá que há um espírito maligno por perto.

Maligno é o preconceito que separa a humanidade e, invariavelmente, conduz essas pessoas ao habitat onde impera a ignorância: as trevas humanas.

Mas, infelizmente, preciso dizer aos senhores e senhoras que leem esta mensagem, que as trevas não estão somente sob os seus pés. Habitam os íntimos de muitos de vocês.

Alguém poderá dizer: ‘Como posso eu, um cristão, adorador de Deus, ter trevas em meu interior? O que o senhor está falando é uma heresia!’

E eu retruco: ‘Infelizmente, muitos de vocês, ainda que pensem desta forma, estão cultivando um pedaço das trevas em suas almas, quando usam da língua para o próprio benefício e quando disseminam o preconceito.’

Aquele que olha para um semelhante, um irmão seu em Deus, com superioridade, está atravancando a evolução do Todo, que é a Criação do Pai.

Assim começam, sempre, os grandes problemas que hoje assolam o plano material.

Se você enxerga um Exu trabalhador como eu e se apavora, tenha certeza, você trabalhou muito, mesmo que inconscientemente, para a construção desse arquétipo.

Quando se deparar comigo, seja no cemitério, num trabalho de Umbanda ou Quimbanda, ou até mesmo nas trevas, estará olhando para o seu interior.

Não tenha medo do meu corpo esquelético, porque posso ser seu amigo e ajudá-lo a subir, a galgar novos degraus na sua escala evolutiva. Mas também posso ser aquele que aplicará a Lei de Deus, deixando-o nas trevas até que você se reforme interna e consciencialmente.

Só dependerá de você, tenha certeza!

Por isso, encerro esta mensagem suplicando a todos os humanos encarnados que joguem o preconceito para baixo dos pés, para bem fundo, a fim de que caia onde deve ficar, nos domínios da ignorância. E que olhem para o Alto, elevem o pensamento ao Pai e se comprometam em retribuir para a constante evolução da Criação.

Deixe o amor fluir. Então, olhará para mim e verá um amigo, um irmão que quer ajudá-lo a trilhar seu caminho sem percalços.

Venha! E, se precisar, apoie-se no meu cetro. Ele estará sempre à sua disposição, desde que queira ser mais um filho de Deus atuando dentro e em prol da Lei d’Ele.

Eu sou Exu Caveira!”

(André Cozta, O Anfitrião do Campo-Santo, 1ª edição, Madras Editora, São Paulo/SP – 2014, p. 13/15)


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FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 21.05.2019

 

 

 

 

 

CORDÕES ENERGÉTICOS

FLEUR DE LYS

CORDÕES ENERGÉTICOS


CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Quando as pessoas estabelecem relações umas com as outras, criam cordões, a partir dos chakras, que se ligam.Tais cordões existem em muitos níveis do campo áurico em adição do astral. Quanto mais longa e profunda for a relação, tanto mais numerosos e fortes serão os cordões.

Quando as relações terminam esses cordões se dilaceram, causando, não raro, grande sofrimento.

Nas ligações harmônicas (saudáveis), os cordões apresentam-se: brilhantes; carregados de energias; coloridos; flexíveis; resistentes, e as energias fluem com normalidade e tranquilamente.

Nas ligações desarmônicas, os cordões apresentam-se com anomalias: são rígidos; desenergizados e esgotados; finos; quebradiços; com aparelhos; desconectados, vibrando em situações de passado ou presente, a pessoas, coisas materiais ou eventos; enrolados; sujos e com lamas; enosados; viscosos, opacos; pegajosos; com ganchos; rasgados e com bolhas; filetados; calibrosos, etc.

Encontramos também a presença de obsessores vampiros sugando energias através dos cordões.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 30/31, e 129)


CORDÃO DE PRATA

Cordão de Prata

Seja qual for a distância a que estiver do corpo, o espírito mantém-se ligado a ele por esse cordão de que falam iniciados de todas as épocas e até mesmo a bíblia.

Antes que se rompa o cordão de prata,

Que se despedace a lâmpada de ouro,

Antes que se quebre a bilha na fonte,

E que se fenda a roldana sobre a cisterna…

(Eclesiastes, 12:6).

Se se rompe, porém, a morte chega. Irreversível.

Segundo relatos de espíritos, quando entidades superiores rompem esse cordão, por ocasião da morte, produz-se relâmpago de luz intensa, pela liberação de energia.

Constituído por alguma forma de energia de alta intensidade, este fio luminoso e brilhante se liga ao corpo físico através do duplo etérico, no qual se enraíza através da cabeça e de miríades de conexões filiformes que abrangem toda a estrutura etérica.

Ele não se rompe e mantém o espírito como dono e diretor do corpo: através de processo maravilhoso, ainda não desvendado, todas as funções vitais do nosso organismo são preservadas.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 70)


Sua ligação é na base da nuca. O cordão astral é o responsável pelo movimento do corpo astral, ele é a sede do inconsciente ou criptoconsciência, que é a força inteligente que manipula o Corpo Astral.

Quando o cordão de prata se rompe acontece a morte física.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 208)


Durante o sono físico, o corpo Astral se desprende naturalmente do corpo físico e passa a funcionar como um veículo independente da consciência, embora ambos continuem ligados pelo chamado cordão de prata ou fio dourado – entramos no mundo dos sonhos, no qual fazemos nossa viagem astral.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 23)


Sob a influência magnética, os laços que prendem a alma ao corpo se vão afrouxando pouco a pouco. Quanto mais profunda é a hipnose, o transe, mais se desprende e se eleva a alma.

Parece que a energia necessária para produzir esses fenômenos é haurida no corpo físico, a que se acha ligada a forma fantásmica por uma espécie de cordão fluídico, seja qual for a distância a que se encontre. A existência desse laço é atestada pelos videntes e confirmada pelos Espíritos. Tão sutil é ele que, a cada sensação um pouco viva que afete o corpo material, a alma, bruscamente atraída, retoma posse deste imediatamente. Esse ato constitui o despertar.

(Léon Denis, No Invisível, 26ª edição, 1ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 123, 141/142)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Fio de tessitura finíssima, estruturado em matéria sutil, forma uma ponte de contato entre o ser imortal, em corpo astral ou perispírito, e o corpo.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 185)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 14.05.2018

MAGOS NEGROS E DRAGÕES DO ASTRAL

FLEUR DE LYS

MAGOS NEGROS E DRAGÕES DO ASTRAL

Mago Negro


MAGOS NEGROS

Mago Negro 1

Na verdade, os magos atuam no planeta desde épocas imemoriais.

Sua atuação foi mais intensa no momento histórico da Atlântida e da Lemúria, e muitos deles passaram a operar nos bastidores da história das civilizações humanas.

Considerando que não desejavam de modo algum que a mensagem do Cristo viesse ao encontro dos povos da Terra, tudo fizeram para impedir o desenvolvimento e a difusão da ideia cristã.

A Atlântida e a Lemúria, continentes cuja história ainda não é reconhecida pelos intelectuais da Terra, mas estudada através dos registros mantidos no mundo espiritual, constituem o berço dos magos.

Esse território perdido recebeu os exilados de outros orbes, espíritos detentores de grande bagagem científica e notável domínio mental sobre as forças da natureza, os quais, em seu apogeu, portavam-se de acordo com determinado sistema ético e moral.

Entre os magos, houve os que se distanciaram dos objetivos traçados pelo Conselho dos Bons – como era chamado o colegiado diretor dos ensinos iniciáticos – e se colocaram em desarmonia com os elevados propósitos da vida; por esse motivo, autodenominaram-se magos negros, em contraposição aos adeptos da magia branca ou superior.

As atividades dos lemurianos e atlantes se concentravam sobre os fluidos naturais do planeta Terra, que, muito embora fossem primitivos, primários ou pouco elaborados, em virtude disso mesmo respondiam mais facilmente à ação do seu poder mental disciplinado. 

Era diminuta a população de encarnados, disposta em grupos esparsos pelo orbe, e não havia a fuligem mental de desencarnados, cujo contingente era bem menor e, acima de tudo, composto por almas predominantemente instintivas, ignorantes e ingênuas.

Sendo assim, é nesse ambiente “virgem”, que resguardava relativa simplicidade psíquica, que os magos negros encontraram o campo vibratório que favoreceu seu desenvolvimento e o consequente planejamento de suas operações e organizações.

Ignoravam, contudo, que eram manipulados por outros seres, ainda mais perigosos do que eles: os chefes de legião dos dragões.

Os magos queriam acreditar que eram os senhores absolutos das próprias ações, rejeitando qualquer apelo por parte de seus antigos mentores e mestres.

Mesmo hoje, a maioria dos magos, senão todos, não concebem que são dirigidos por espíritos ainda mais antigos e experientes na arte da sedução mental, como os dragões do mal.

A proximidade dos tempos do exílio planetário, pois que haviam chegado recentemente à Terra, fazia com que os magos atlantes e lemurianos recordassem com razoável nitidez um sem-número de leis e métodos sobre como empregar a energia de seu pensamento para manipular tudo ao seu redor.

Como era de se esperar, essa lembrança foi progressivamente nublada, devido às sucessivas reencarnações e à necessidade de envolvimento na vida social mundana.

Obviamente, com o transcorrer dos séculos e milênios, as grandes civilizações que aportaram no planeta foram perdendo o contato com o conhecimento primordial.

Na Antiguidade, restavam apenas fragmentos desse saber, e muitos dos antigos exilados já haviam retornado ao orbe de origem.

Por essa ocasião, ficaram para trás somente os retrógrados e seus aprendizes, que formaram os colégios de sábios e os templos iniciáticos.

Os magos remanescentes, então sem a lucidez de outrora e distanciados do conhecimento original, agruparam-se em grandes confrarias, de acordo com as afinidades de cada um, formando colegiados.

Perdendo o conhecimento superior devido ao fato de ficarem naturalmente absorvidos nas questões de sobrevivência, os poucos iniciados retiraram-se para os templos antigos, isolando-se em colégios fechados.

Esse movimento se deu nos planos corpóreo e extracorpóreo; neste último, a conspiração de seres do astral formou diversas confrarias, cada qual sob o comando de algum mago que se mostrasse mais apto à condução dos demais.

A partir de então, em ambas as dimensões, tanto os magos brancos quanto aqueles que se identificavam com os elementos de discórdia, no plano astral, viram-se compelidos a associar o poder do pensamento às simbologias. Tal ferramenta foi a solução encontrada para que os novos iniciados compreendessem e empregassem os conceitos da magia.    

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 203/212).


Segundo o Preto-Velho CLEMÊNCIO ao espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

(…) Você ignora que todos utilizamos dos recursos da natureza, colocados à nossa disposição pela divina sabedoria, de acordo com a ética que nos é peculiar?

À manipulação desses recursos mentais, fluídicos, verbais ou energéticos é que denominamos magia.

E, quando alguém se utiliza de maneira desequilibrada ou maldosa do depositário de forças sublimes, dizemos então que se concretiza a magia negra.    

Antigamente, como ainda hoje, em diversos lugares da Terra, alguns irmãos nossos se consorciavam com entidades perversas e se utilizavam de objetos, verdadeiros condensadores de energia, de baixa vibração, com o intuito de prejudicar as pessoas.

Mais tarde surgiram os magos negros, uilizando outros tipos de condensadores magnéticos, também vibrando a prejuízo do próximo. 

Aqui e acolá, surgem, de época em época, aqueles irmãos nossos que se colocam em sintonia com as trevas e, desse modo, tornam-se instrumentos de inteligências vulgares para irradiar o mal em torno de si. São os chamados magos negros, encarnados e desencarnados, grandes médiuns das sombras. 

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 80/81)


DRAGÕES DO ASTRAL

Dragão do Astral

Segundo o Mestre Ascencionado Magíster SERAPHIS BEY, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Eles são seres humanos, integram nossa raça. Inteligentes. Com larga soma de conhecimento das leis divinas e com rara habilidade de manipular as energias naturais. Conhecem a psicologia da alma, avançaram em tecnologia e são tenazes na busca de seus ideais.

Adquiriram o domínio do inconsciente, tornando-se manipuladores dos sentimentos.

Foram transmigrados de vários planetas em levas de bilhões de criaturas rebeldes aos sublimes estatutos de Deus, para recomeçarem a caminhada evolutiva no reerguimento de si próprios perante a consciência.

Chegados à Terra em degredo, formaram castas de rebelião usando as tendências inatas de inconformação com o exílio. Renascidos nos troncos antropológicos mais remotos do que hoje é o continente africano, foram, paulatinamente, resgatando as reminiscências da bagagem intelectiva e social que armazenaram.

Vieram em naves, cuja atual tecnologia mais avançada da ciência supersônica, nem sequer alcança os níveis de engenharia aeroespacial dominada àquele tempo pelos tutores interplanetários que lhes fizeram o transporte galáctico. Um trabalho de minúcias, planejamento e milênios de execução.

Quatro troncos de transmigrados foram decisivos para a construção da história da Terra nos últimos 15.000 anos.

Eles se disseminaram pelos povos da Suméria e Mesopotâmia. Espalharam-se pela Caldeia e depois pelos povos que originaram a família indoeuropéia. Deixaram relatos claros de seu poder criador no Egito, na China, na Índia e na velha civilização greco-romana.

Entre os quatro troncos, dois deles, o ariano e o povo da casa de Israel ou tronco judaico-cristão, sempre estiveram presentes nos mais conhecidos episódios da história humana. Ora como egípcios, ora como hebreus. Ora como romanos, ora como palestinos. Ora como nazistas, ora como judeus.

Tais espíritos se revezaram em uma das mais sangrentas e antigas disputas que transcende a chegada de todos eles a esta casa planetária.

Os arianos como cultores da raça pura e do progresso pelo domínio, amantes do poder, das castas.

Os judeu-cristãos como o grupo mais afeiçoado à religião, amantes do Deus único e também os mais pretensiosos proprietários da verdade.

Nos primeiros, a arrogância nacionalista. Nos segundos, a arrogância religiosa.

Digladiam por milênios afora dando continuidade a uma velha disputa pelo poder. Ambos adoecidos pela vaidade. Os arianos acreditam na força bélica, e os judeu-cristãos na força divina. Religião e armas são duas extremidades de um processo antropológico milenar deste planeta. Ódio e amor. Poder e fé. Velhos arquétipos dominantes nas mentes exiladas.

Foi nessa fieira de ódio e incompreensão, há mais de 10.000 anos, que se organizou a primeira força militar da maldade na Terra.

Eles se denominaram dragões, a mais antiga casta de poder formalizada no astral inferior de nosso orbe.

Descendentes de ambos os troncos de exilados, como facínoras da hipnose coletiva, entrincheiraram-se na revolta e no ódio milenar.

A migração interplanetária é uma ocorrência contínua e natural no universo. Da mesma forma, o ir e vir de comunidades no ambiente terrestre é uma constante.

Houve uma grande reação das trevas com as conquistas do século XX, pelo fato de serem avanços realizados pelos aborígines, o povo da Terra.

As comunidades sombrias zombam desse fato recordando as contribuições que deram ao velho Egito e às civilizações primitivas. Essa insurreição também se deve ao estratégico renascimento corporal de dragões, cujo objetivo seria destruir a humanidade incendiando a cultura, a política e a economia mundial.

Existem embaixadores do Senhor em todos os flancos nos quais haja poder de influência sobre multidões. Uma retaguarda de almas de coração puro e experimentadas na arte de construir o bem foi acionada em regime de prontidão permanente nestes últimos trinta anos.

Os dragões são nossa família pelos elos do coração. Filhos transviados que mendigam amor incondicional. Essa manifestação de amor deve constituir a orientação essencial a quem almeja somar nas oficinas de abnegação e socorro pela iluminação das sombras abissais.

Quando estendemos a mão a um vizinho, quando desenvolvemos um gesto de solidariedade ou educação, quando tornamo-nos um exemplo de cidadão, enfim, quando exercemos a cidadania cósmica, estamos efetivamente cooperando para um mundo melhor e atendendo ao clamor pela regeneração, que acena um futuro promissor em favor da paz mundial.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo – Prefácio de Magíster Seraphis Bey, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 06/10)


Segundo o espírito RAINHA ISABEL DE ARAGÃO (Santa Isabel), por meio do médium Wanderley Oliveira:

Embora a maldade já existisse nas almas transmigradas para o planeta em tempos imemoriais, vamos detectar a presença do mal na Terra como organização social a partir de 10.000 anos atrás.

Lúcifer, o gênio do mal, um coração extremamente vinculado a Jesus, estabeleceu o litígio inicial representando milhões de almas insatisfeitas com as consequências do exílio em outro orbe.

Dominado pela soberba que os expulsou das oportunidades de crescimento em mundos distantes, tomou como bandeira a prepotência de empunhar armas contra o Condutor da Terra, a fim de disputar, em sua arrogância sem limites, por quem ela seria dominada e controlada. Eis o motivo de uma história política, moral e espiritual que se arrasta há milênios.

A estratégia para tal insanidade é manter a humanidade na ignorância espiritual. A inteligência ilimitada desse espírito, que carrega experiência ímpar sobre o destino de multidões, traçou um plano nefando de explorar as próprias fraquezas humanas para retê-la na inferioridade. O fundamento basilar desse plano consiste em colocar o instinto como núcleo estratégico do atraso. Convencer o homem da Terra que não vale a pena mudar de reino, subir o degrau do instinto para a razão. O prazer e a vida, nessa concepção decadente e astuta, residem em se manter na retaguarda dos cinco sentidos com total expressão dos interesses pessoais.

Ações marcantes dessa organização da maldade no mundo podem ser verificadas aproximadamente 1.500 anos antes da vinda do Cristo por ocasião da implantação da noção da justiça divina no mundo, por meio do primeiro código ético enviado pela mediunidade do Mais Alto para a humanidade – os Dez Mandamentos.

A maldade usou toda sua cota de energia para impedir a vinda de Moisés e a difusão dos Dez Mandamentos para os povos.

Criaram, nesse tempo, a Casta dos Justiceiros dentro de uma concepção cruel de justiça feita com as próprias mãos, conseguindo alterar significativa parcela do bem que a Lei Divina poderia ter fermentado nas sociedades daquele tempo.

O símbolo inspirador dessas falanges, fartas de perversidade, é o DRAGÃO, um retrato animalizado da força e do poder que essas criaturas adoecidas trazem no imo de si mesmas.

A figura lendária do dragão surgiu nas crenças mais primitivas que se tem notícia como uma insígnia de poder.

Querem distinção em relação aos aborígines da Terra, considerados um atraso na evolução por parte deles.

O paraíso perdido passou de geração a geração. Muitos voltaram a seus mundos de origem, entre eles Capela. Aqueles que permaneceram formaram séquitos.

Dentre os espíritos exilados, o povo hebreu é o mais exclusivista e crente. Cultores da raça pura e do monoteísmo. Sempre tentaram não se misturar nas mutações étnicas. Não foi por outra razão que Jesus escolheu a árvore de David para nascer. Foi assim estruturada a linhagem psíquica dos espíritos do Cristo – almas exiladas de seu mundo original, vinculadas ao coração de Jesus, e que formaram o tronco judaico-cristão, com perfil moral de acendrado orgulho centrado na ideia do Deus único.

Os dragões justiceiros, como se denominam em suas hostes, fundaram, a esse tempo, a primeira das sete cidades da maldade na psicosfera terrena. Chamada de Cidade do Poder está situada no psiquismo do Velho Mundo, nas portas da psicosfera da Palestina, a antessala do Oriente Médio.

O lugar mais conhecido e onde se praticam as mais infelizes formas de maldade chama-se Vale do Poder, um cinturão psíquico que circula a subcrosta da Terra, onde vegeta uma semi-civilização que onera a economia vibratória do orbe.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 93/98)


Segundo o espírito MATHIAS, um ex-dragão coroado, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Fui coroado dragão e servi a essas hordas por muito tempo, em várias passagens entre uma e outra encarnação. Falarei do que sei no intuito de colaborar.

A extensão desse ambiente chamado Cidade do Poder vai desde o solo sangrento da Palestina até os mais recônditos e sombrios vales da África, onde se situa um dos pontos mais antigos de exílio no planeta, o Egito.

Após a história da crueldade em torno da mensagem do Cristo, nos últimos dois milênios os países europeus estenderam esse cinturão da maldade, que hoje tem seus apêndices por todo o orbe, conquanto seu ponto nuclear de irradiação continue sendo a massa psíquica sob o solo de Israel espraiando-se por todo o Oriente Médio. O mar Mediterrâneo é o endereço de inúmeras bases dessa arquitetura engenhosa e bem planejada.

Calcula-se, atualmente, na Cidade do Poder a população de 45 a 50 milhões de habitantes.

Construções sórdidas que imitam as edificações e ideais de genialidade da Cidade do Poder espalham-se por todos os cantos, adquirindo contornos específicos conforme os interesses de cada região.

Foram sendo criados núcleos tão avançados na subcrosta que muitos adeptos dessas organizações preferiam não regressar ao corpo, acomodando-se às vantagens interesseiras desses locais.

Os dragões pensam que a Terra lhes pertence.

Técnicas eficazes de domínio mental são exercidas como forma de reter seus escravos.

Tudo começou (…) com LÚCIFER e uma multidão de insatisfeitos degredados de outros orbes. Eles contribuíram com o progresso da Terra e se achavam injustiçados com os resultados espirituais de suas atitudes, queriam privilégios.

A Casta dos Justiceiros, pouco a pouco, aperfeiçoou-se e surgiram os dragões legionários, os dragões justiceiros e os dragões conselheiros, ordem que se mantém até hoje.

Nessa hierarquia, os dragões legionários são os generais. Alguns deles não reencarnam há pelo menos 5.000 anos, cumprindo com os mais altos postos da ordem.

Temos os dragões justiceiros ou ministros. E temos os dragões aspirantes, que são os conselheiros.

Cada ministro chefia mil conselheiros ou dragões aspirantes, graduando-se, assim, ao posto de legionário.

Existem mil cargos desse nível, totalizando 1 milhão de dragões legionários – governantes da Cidade do Poder.

Chama-se de DRAGÃO SOBERANO ou legionário soberano quem chefia esse milhão de dragões. É, por assim dizer, o comandante da Cidade do Poder.

Mais conhecido como LÚCIFER, um título de reconhecimento e grandeza perante a casta em homenagem ao dragão-mor que deu origem à casta.

Como temos sete cidades principais desse porte, calcula-se um número em torno de 7 milhões de almas nos alicerces da maldade organizada dos dias atuais. São as sete maiores e mais antigas que patrocinam o mal na Terra. Não são as únicas existentes.

Nesse jogo do poder entre as sete facções, Lúcifer, como hábil manipulador, manteve as rédeas dos dragões legionários, que até hoje são seus escudeiros fiéis, ocupando cargos de destaque em cada uma das cidades.

Cada local, conforme sua função, adota terminologias próprias. Por exemplo, na cidade do prazer, os justiceiros são chamados de servos de Baco ou dragões da luxúria.

Egito Antigo, Cruzadas, Templários, Inquisição, Noite de São Bartolomeu formam alguns dos reflexos das trevas sob tutela dos dragões abismais, que cada dia mais buscam possuir as rédeas da Terra em suas mãos. Os justiceiros são os mesmos soldados de deus da Idade Média cujo objetivo era defender a mensagem do Cristo.

Todavia, a maldade é frágil e instável. As hordas que ergueram a polis do mal começaram a digladiar entre si. Podem ser disciplinados, mas não sabem ser éticos.

A vinda do Cristo ao mundo foi a segunda grande derrota na concepção dos asseclas de Lúcifer. Fragilizados por não conseguirem impedir a vinda de Jesus, criaram cisões e se enfraqueceram.

O próprio Mestre enfrentou Lúcifer no deserto por quarenta dias e noites. Essa batalha de que os homens nem sequer imaginam as nuances mudou o destino de toda a humanidade.

Assim, dentro da mesma plataforma de exploração da inferioridade moral dos homens, nos últimos 15.000 anos, surgiu, em sete linhas distintas, o poderio da maldade descentralizada na seguinte ordem cronológica: o PODER, cujo núcleo é o apego e a arrogância.

O PRAZER, envolvendo as ilusões da fisiologia carnal. A VAIDADE, explorando o individualismo. A VIOLÊNCIA, voltada para vampirizar pela agressividade e pelo ódio. A MENTIRA, insuflando a hipocrisia nas intenções. A DESCRENÇA, fragilizando a fé nos corações e criando a sensação de abandono e impotência. A DOENÇA, incendiando o corpo de dor. Juntas, formam a causa moral de todos os males do planeta em todos os tempos e latitudes.

A história da migração das almas que planejaram o mal na Terra acontece há aproximadamente 40.000 anos.

Quatro troncos principais definiram caracteres raciais, quais sejam: os egípcios, os indo-europeus, os hebreus e os indianos.

Para compreender o ponto essencial desse segundo período das ideias espíritas no mundo, temos de recorrer aos caracteres morais do tronco JUDAICO-CRISTÃO – a classe mais orgulhosa dentre as quatro ramificações. Extremamente aferrados ao costume de serem os mais preparados para entender a vontade divina. A propósito, eram os únicos monoteístas entre os grupos exilados.

A índole rebelde e hermética patrocina até hoje a crença judaica, aguardando um Senhor que os colocará no lugar que julgam merecer diante da humanidade terrena. Renascidos em outros segmentos que aceitam Jesus como Mestre, partiram para o outro extremo da escala do orgulho humano de suporem ser os donos da verdade absoluta.

Por sua vez, a família INDO-EUROPEIA, era o grupo dos capelinos mais revoltados com o exílio. Odeiam a figura de Jesus. Acusam o Mestre de não lhes cumprir a promessa de amparo em um local de recomeço onde pudessem reinar com seu conhecimento. É a classe que mais domínio mental possui dentre os exilados.

FOI DESSE RAMO QUE SURGIRAM OS DRAGÕES.

Uma das mais antigas propostas dos dragões, que são egressos principalmente do tronco indo-europeu entre os exilados de Capela, é exatamente a escravidão das almas mais crentes em Jesus, isto é, o tronco judaico-cristão ou a casa de Israel.

Em conluio com espíritos do tronco egípcio e indiano dos capelinos, patrocinaram desatinos contra os amantes do Cristo. O objetivo é exatamente humilhar os seguidores de Jesus ou todos aqueles que Nele depositam a esperança do Messias Salvador.

Ao longo de todas as épocas, vamos assistir a inúmeros episódios históricos que são repetições desse cenário moral entre grupos de almas rivais no campo religioso e político. Em todos eles a tônica é a justiça fria e aplicada com rigor.

A escravidão no Egito, narrada pela história obedeceu a iniciativas desse quilate. No Império Romano as algemas foram novamente colocadas no povo judeu. A Idade Média, foi um longo período de escravidão dessas almas no mundo espiritual no intuito de fazerem uma raça dominada.

A prisão de Lúcifer, como era conhecida, foi resultado de mil anos da história humana em plena idade das trevas.

Os dragões, logo após a queda do Império Romano, fundaram a mais ampla penitenciária de todos os tempos sob a crosta do Velho Mundo chamada VALE DO PODER, um local de escravização sem precedentes na história da Terra, uma sombra tenebrosa da Cidade do Poder. Tudo isso como atitude de revanche em razão da detenção de um séquito de legionários soberanos vinculados ao poder romano.

Uma classe de luciferianos – como também eram conhecidos os dragões legionários – foi detida pelas forças protetoras do orbe, que impediram os seus planos nefandos de domínio da Terra. Isso causou ira aos milhões de seguidores que, receosos de regressar ao corpo, e sob comando da falange draconiana, resolveram digladiar com o Cristo, humilhando seus seguidores e sua mensagem no mundo. Basta lançar um olhar para a idade medieval e teremos uma noção do que aconteceu nesse sentido.

No iniciar da Idade Média, cumpriu-se o que está no Apocalipse capítulo 20, versículos 1 a 3, 7 e 8 que narra:

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.” (…) “E acabando os mil anos, satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra (…)”

Foram realmente mil anos de idade de trevas. Pavor e atrocidades. Até que no século XV, graças à nova intervenção de Jesus no roteiro de aperfeiçoamento do planeta, a história humana iniciou um trajeto de glórias sem precedentes.

A equipe de luciferianos aprisionada foi libertada igualmente.

Iniciou-se um novo degredo e muitos desses foram os primeiros a ser novamente recambiados a outros orbes.

Como resquício de toda essa história, milhões de almas amantes do Cristo ainda permaneceram nas celas infectas do Vale do Poder no psiquismo do Velho Mundo.

O movimento de libertação desses bolsões de almas afeiçoadas ao Evangelho e carentes de redenção consciencial foi denominado como TRANSPORTE DA ÁRVORE EVANGÉLICA.

Regressam ao seio da comunidade espírita brasileira. O mesmo tronco espiritual. Vários galhos conforme experiências grupais. Folhas diversas devido à natureza individual. Sob a tutela dos missionários do exemplo moral, como Bezerra de Menezes, estão construindo a maior comunidade inspirada nas ideias universalistas do Espiritismo em terras brasileiras.

A missão espiritual inicialmente conferida à Palestina foi transferida para o solo virgem do Brasil.

Mais uma das medidas tomadas pelo Condutor do planeta. O mensageiro do Cristo, Helil, um dos expoentes espirituais das questões sociais da Terra, foi incumbido por Jesus de preparar esse transporte de esperança. No século XV, foram tomadas as primeiras medidas.

A descoberta, a organização política, a miscigenação étnica e, posteriormente, no virar do século XIX, as sementes da nova doutrina em terras brasileiras.

Helil é um dos arquitetos de todo o planejamento dessa transmigração de Capela. Foi o espírito que sempre representou Jesus perante o espírito aflito e angustiado dos exilados. Espírito de larga envergadura moral, já reencarnou algumas vezes na Terra. Muito afeiçoado ao povo ariano desde o exílio. Cada raça teve um representante de larga envergadura espiritual que lhes tutela os caminhos. João Evangelista, o discípulo amado do Cristo, é o guia da Casa de Israel.

Portanto, os últimos quinhentos anos foram tempos decisivos na história espiritual do planeta, objetivando a inauguração das sendas da regeneração. O poderio dos dragões e o exclusivismo dos espíritos amantes do Cristo pertencentes ao grupo da Casa de Israel estavam com o tempo marcado.

O mesmo grupo, portanto, que desde a Palestina aguardava o Messias em carruagens de fogo, regressa agora mais intensamente comprometido espiritualmente nos ambientes da doutrina.

Cansados de si mesmos e oprimidos pelos danos às suas próprias consciências.

Os integrantes da Casa de Israel formam a vaidosa aristocracia espiritual, enquanto os arianos manifestam o arrogante orgulho de raça. A altivez de um lado e a violência de outro, nesses dois grupos, respondem pelos mais sanguinários episódios da história humana. Desde Roma até os focos atuais, que logo serão conhecidos na Alemanha, passando pelos desatinos das Cruzadas, ora na política interesseira, ora na religião de fachada, especialmente no ocidente, são todas etnias refratárias em aceitar o amor como caminho de redenção.

(Wanderley Oliveira/Maria Modesto Cravo, Os Dragões, o diamante no lodo não deixa de ser diamante, 1ª edição, Editora Dufaux, Belo Horizonte/MG – 2009, p. 88/100)


IMPÉRIO DO DRAGÃO

Umbral

Após a caída ou descida do Ser Espiritual do Reino Virginal ou universo astral, vários desses mesmos Seres Espirituais tornaram-se, através da revolta e insubmissão de que eram possuídos, marginais desgarrados de toda uma sistemática evolutiva.

A esses Seres Espirituais foram dadas as zonas internas de todos os planetas similares à Terra, isto é, suas zonas subcrostais.

Todos eles eram filhos da revolta, gênios do mal, insubmissos da própria deidade, sendo pois os “filhos do dragão”.

Assim aconteceu em todos os locus do universo astral. Essa foi uma das formas que a Misericórdia Divina encontrou para reajustar seus filhos desgarrados, atraindo-os para as zonas mais superficiais, ao mesmo tempo que equilibrava e aferia os ditos pontes vivas, que também tornar-se-iam, agora de forma declarada, marginais do universo.

Muitas e muitas vezes as hostes do dragão, habitantes das zonas condenadas do universo, até o dia em que se reequilibrarem vibratoriamente, tentarão invadir a superfície cósmica, através das correntes mentais desequilibradas dos ditos marginais do Universo. 

Mas sempre esbarrarão em verdadeira barreira cósmica, que como guardiã os impede de realizar esse intento.

Dessa forma, simplificadamente, é que surgiu no universo astral, em todos os locus, o império das sombras e das trevas, que nada mais são do que zonas de desequilíbrio e ignorância em que habitam os agentes da revolta e insubmissão, claro que temporárias, pois SÓ O BEM É ETERNO.

Dissemos que as zonas condenadas do Cosmo tinham verdadeiras barreiras vibratórias e também tinham, é claro, seus donos vibratórios, como Guardiães, enviados dos Orishas Superiores (vide Hierarquia Espiritual).

No sistema solar relativo ao planeta Terra, esse 7 Guardiães da Luz para as Sombras, através da misericórdia do Cristo Jesus, arrebanharam vários milhares, milhões de marginais, e os colocaram na roda das reencarnações, visando restabelecer-lhes o equilíbrio de há muito perdido.

Desçamos (…) ao encontro do centro da Terra, onde há o comando do Reino do Mal, dos insubmissos e revoltados. Embora o núcleo da Terra seja incandescente, do ponto de vista astral, nessa região, há locus de enregelar, tão distantes se encontram esses locais da ação do Sol.

(…) Quando dizemos Reino do Mal e dos insubmissos, não estamos querendo dizer de um estado permanente.  O Mal, como sabemos, é a ausência, no tempo-espaço, do Bem. O mal é apenas resultado da inconsciência das criaturas. 

Assim, as Falanges do Mal vivem e existem dando cumprimento à própria Lei Maior. Um dia, a força da mesma Lei os arrastará de novo à superfície para sofrer por sua vez e viver.

Esses são os Emissários do Dragão, símbolo das forças do mal, insubmissos aos poderes do Cordeiro Divino.

Há sempre, no fundo da Terra, um ser-dragão que domina o reino dos dragões. Isso não é somente no planeta Terra; em todos os mundos de vibração semelhante à da Terra, existem os Emissários ou Filhos do Dragão, ou seja, aqueles que não aceitam as Leis Divinas e só evoluem sob a força compulsória dessa mesma Lei.

São seres terríveis, perversas Entidades que governam essa zona com intensa crueldade. Incapazes de cumprir as Leis Divinas, organizam-se para o mal.

Escravizam e fazem sofrer quem por lá habita. Essa região é o verdadeiro império do dragão, com toda sua corte de malfeitores universais milenares.

Mesmo assim, os Emissários da Luz podem, não todos, é claro, descer a essas zonas ou império do dragão, apenas para fiscalizar ou para aprendizado.

Nessa zona, não interferimos com as humanas criaturas, tanto as que se comprazem de sua situação quanto as revoltadas e infelizes que são as escravas dessa zona.

O que há, vez por outra, é o “fogo purificador” que desce a essas zonas trevosas, visando libertar alguns “escravos” já conscientes de seus erros milenares e que já reconhecem que só o Bem é o caminho para a Libertação.

Fora essas esporádicas descidas, não há entrechoques entre os povos do Cordeiro Divino e os do Dragão. Há respeito, com vigília mútua.

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, p. 343 e 351)


(…) Em todas as épocas da humanidade o Dragão simbolizou as forças do mal ou a legião de seres revoltados que lutam contra Jesus.

Há sempre no fundo da Terra um Dragão que domina o Império dos Dragões mas isto não é somente na Terra, em todos os mundos de vibração semelhante à Terra existem os filhos do dragão, ou seja, aqueles que não querem aceitar a lei de Deus e só evoluem sob a força compulsória da mesma lei.

Os terríveis dragões, perversas entidades que governam (…) ermos com intensa crueldade. Incapazes de cumprir as leis de Deus, organizam-se para o Mal. Escravizam e fazem sofrer.

Os dragões vivem porque as leis divinas pemitem que eles vivam e fazem sofrer porque as leis divinas permitem que façam sofrer. Um dia, a força mesma da lei, os arrastará de novo à superfície para sofrer por sua vez e viver.

São seres maus, perversos, terríveis. Endurecidos por muitos milênios de maldade.

(Rafael Américo Ranieri, O Abismo, 11ª edição, Editora da Fraternidade, Guaratinguetá/SP – 1997, p. 20/23)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 22.05.2018

 

 

 

APOMETRIA

FLEUR DE LYS

APOMETRIA

Apometria é Amor


 HISTÓRICO E CONCEITO

José Lacerda de Azevedo
Dr. José Lacerda de Azevedo

Em 1965, veio a Porto Alegre, o Dr. Luiz Rodrigues, cidadão porto-riquenho, de profissão farmacêutico-bioquímico, residente no Rio de Janeiro, onde desenvolvia estudos sobre o psiquismo.

O Dr. Rodrigues contatou com o Sr. Conrado R. Ferrari, então Diretor Presidente do HEPA (Hospital Espírita de Porto Alegre) e apresentou-lhe uma nova técnica de desdobramento e atendimento no mundo espiritual a qual ele denominava Hipnometria.

Demonstrou a um grupo de espíritas eminentes que, mediante uma contagem acompanhada de impulsos magnéticos dirigidos pela mente e com fim nobre, era possível provocar desdobramento espiritual de médiuns ou de pessoas comuns, e conduzi-los a hospitais do mundo espiritual para atendimento de patologias diversas.

Dr. José Lacerda de Azevedo, nascido em 12.6.1919 (1919 – 1999), formado em medicina pela UFRGS em 1951, cirurgião, ginecologista e, mais tarde, clínico geral renomado, homem de sólida cultura, com conhecimentos aprofundados em Matemática, Física, Química, Botânica, História Geral, História da França, História do Cristianismo, História da I e II Guerras Mundiais, foi o responsável pelo desenvolvimento e fundamentação científica da Apometria. Dr. Lacerda tinha formação e vivência espírita desde a juventude.

Dr. Lacerda de Azevedo adotou o termo Apometria (do grego “apo” = além de, separar, e “metron” = medida), por entender que o termo Hipnometria era impróprio por dar a ideia de hipnose, que não tem qualquer relação com as técnicas de Apometria.

A Apometria é um conjunto de procedimentos terapêuticos, fundamentados em leis, organizados por Dr. José Lacerda de Azevedo, em 1965, no Hospital Espírita em Porto Alegre, RS, ampliados e desenvolvidos por seus seguidores.

Trata-se de uma técnica anímica que faculta, por intermédio da sintonia mental, o acesso aos registros do agregado perispiritual e, através da incorporação, tratar as desarmonias psíquicas e espirituais (personalidades negativas dissociadas da consciência, desarmonias provocadas por espíritos, e distúrbios da mediunidade).

(J. S. Godinho, Iniciação Apométrica, Terapêutica Medianímica, 4ª ed., Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 39/40 e 46)


Imediatamente, o Dr. José Lacerda testou a metodologia com dona Yolanda, sua esposa e médium de grande sensibilidade.

Utilizando uma criteriosa metodologia, aliada à sua sólida formação doutrinária e à observação constante dos fenômenos, aprimorou solidamente a técnica inicial (Hipnometria), designando-a por “Apometria”.

Identificou-se, na época, um grande complexo hospitalar na dimensão espiritual, denominado Hospital Amor e Caridade, de onde partiam o auxílio e a cobertura aos trabalhos assistenciais dirigidos por ele, para sanar os “distúrbios espirituais”.

A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 15/16)


 OBJETIVOS DA APOMETRIA

Resumimos, nesta obra restrita, grande cópia de experimentos de todo tipo com esses homens imateriais, tendo por objetivo, em primeiro lugar, anular a ação maléfica e predatória de algumas dessas criaturas desencarnadas sobre o comum dos mortais.

Nessa tentativa caridosa adquirimos condições de capturar almas dedicadas ao mal, tratá-las dos males e das deformidades de que eram portadoras, orientá-las e conduzi-las para locais preparados para recebê-las.

O tratamento espiritual dos males físicos dar-se-á através do corpo magnético – o corpo etérico – transformando inteiramente a medicina oficial futura.

No momento presente, temos a satisfação de apresentar aos leitores, estudiosos e praticantes do Espiritismo, uma nova forma de abordagem do problema de relacionamento dos espíritos com os homens carnais. O processo clássico inverteu-se. Agora nós é que vamos abordar o mundo astral de maneira volitiva, dinâmica e objetiva. 

Deixamos a passividade sonolenta das sessões espíritas convencionais e assumimos o comando das ações, abrindo todo um mundo novo de possibilidades insuspeitadas no relacionamento entre nossos dois planos.

Ao mesmo tempo, podemos capturar obsessores, malfeitores, “exus”, delinquentes de toda ordem, assim como subjugar os temíveis magos negros e neutralizar exércitos arregimentados para a prática de toda espécie de atrocidades.

E não é só a captura dessas entidades dedicadas ao mal que vale, pois podemos, também, destruir suas bem-organizadas bases operacionais do Umbral, verdadeiras fortalezas, donde partem para suas ações nefastas, grandes levas de malfeitores, através da emissão, da nossa parte, de poderosos fluxos de energia altamente destrutivos para essas organizações.

Igualmente, por meio dessas forças manipuladas pela mente, costumamos anular os “trabalhos” de imantação magnética inferior da magia negra, fixadas em objetos, amuletos, vestes da criatura magiada, bem assim como os alimentos que, sub-repticiamente, dão para a pessoa visada ingerir. 

Trata-se, realmente, de uma guerra. A guerra contra as Trevas que querem apossar-se integralmente do Planeta; guerra contra o mal organizado do mundo espiritual inferior, sobretudo agora, que esses seres espiritualmente inferiores estão sendo “libertados por um pouco de tempo”, conforme o Apocalipse.

Faz-se urgente, portanto, empreender ações muito mais efetivas e objetivas de parte dos trabalhadores encarnados com os espíritos, de maneira a minimizar os efeitos do mal sobre a sociedade atual.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 13, 28, e 39 a 41)


REGRA DE OURO DA APOMETRIA: AMOR

Amor

Como fundamento de todo esse trabalho – como, de resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o alicerce. Sempre.

As técnicas que apontamos são eficientes, não temos dúvidas.

O controle dessas energias sutis é fascinante, reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós.

Mas se tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais: ao lado da caridade, e como consequência natural dela, deverá se fazer presente a humildade, a disposição de servir no anonimato. Se faltar amor e disposição de servir pelo prazer de servir, corremos perigo de incorrer na má aplicação das técnicas e do próprio caudal de energia cósmica, tornando-nos satânicos por discordância com a Harmonia Universal.

Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos, somente através dela, experimentadores e operadores podem desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos secretos da Natureza, com adequada utilização dessas “forças desconhecidas”.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 153)


A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 16)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Mesmo que o conhecimento da apometria capacite tecnicamente os centros e suas equipes mediúnicas a soluiconar certos problemas ligados às obsessões complexas, sem conscientização e espírito de pesquisa a técnica falhará, cedo ou tarde.

É preciso colocar coração, vida e motivação superior no trabalho; em outras palavras, amor.

Sem isso, as campanhas do quilo e os passes espíritas ou os rituais e as benzeções da umbanda serão meras muletas psicológicas; práticas repetidas como se fossem fórmulas santificadoras, mas destituídas de eficácia.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 167)


LEIS DA APOMETRIA

PRIMEIRA LEI: Lei do Desdobramento Espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.

Técnica: Nesta lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos, a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões.

A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através da contagem em voz alta – tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete – ou seja, contagem de um a sete.


SEGUNDA LEI: Lei do Acoplamento Físico.

Enunciado: Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada (o comando, se acompanhando de contagem progressiva), dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico.

Técnica: Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiramente a sua volta para perto do corpo físico. Em seguida, projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo em que se comanda a reintegração no corpo físico.

Caso não seja completada a reintegração, a pessoa sente tonturas, mal-estar ou sensação de vazio, que pode durar algumas horas. Via de regra há reintegração espontânea e em poucos minutos (mesmo sem comando); não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce atração automática sobre o corpo astral. Apesar disso, não se deve deixar uma pessoa desdobrada, ou, mesmo, mal acoplada, para evitar ocorrência de indisposições de qualquer natureza, ainda que passageiras. Assim, ao menor sintoma de que o acoplamento não tenha sido perfeito, ou mesmo que se suspeite disso, convém repetir o comando de acoplamento e fazer nova contagem.

Pelo que observamos em milhares de casos, bastam sete a dez impulsos de energia (contagem de um a sete, ou dez) para que se opere tanto o desdobramento como a reintegração no corpo físico.


TERCEIRA LEI: Lei da Ação à Distância pelo Espírito Desdobrado (Lei das Viagens Astrais).

Enunciado: Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado.

Técnica: Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo em que se emite energia com contagem lenta. Ele se desloca, seguindo os pulsos da contagem, até atingir o local estabelecido. Como permanece com a visão psíquica, transmite, de lá, descrições fiéis de ambientes físicos e espirituais, nestes últimos se incluindo a eventual ação de espíritos sobre encarnados.

Esse tipo de desdobramento exige certos cuidados com o corpo físico do médium, que deve ficar em repouso – evitando-se até mesmo que seja tocado.


QUARTA LEI: Lei da Formação dos Campos de Força.

Enunciado: Toda vez que mentalizamos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos através da contagem, formar-se-ão campos de força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador imaginou.

Técnica: Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo de força simples, duplo ou triplo, e com frequências diferentes – conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar essa técnica para proteger ambientes de trabalho e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes.


QUINTA LEI: Lei da Revitalização dos Médiuns.

Enunciado: Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado.

Técnica: Pensamos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo físico para o organismo físico do médium ou colocamos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo uma contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital – oriunda de nosso próprio metabolismo – é transferida de nosso corpo para o médium.


SEXTA LEI: Lei da Condução do Espírito Desdobrado, de Paciente Encarnado, para os Planos Mais Altos, em Hospitais do Astral.

Enunciado: Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias magnéticas*.

* Peia é prisão de corda ou ferro que segura os pés das bestas.

Técnica: É comum desdobrar-se um paciente, a fim de conduzi-lo ao plano astral superior (para tratamento em hospitais) e encontrá-lo, já fora do corpo, completamente envolvido em sudários aderidos ao seu corpo astral, laços, amarras e toda a sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores interessados em prejudicá-lo. Nesses casos, é necessária uma limpeza perfeita do corpo astral do paciente, o que pode ser feito, e de modo muito rápido, pelos espíritos dos médiuns desdobrados. Se estes não puderem desfazer os nós ou não conseguirem retirar esses incômodos obstáculos, o trabalho será feito pelos socorristas que nos assistem.


SÉTIMA LEI: Lei da Ação dos Espíritos Desencarnados Socorristas sobre os Pacientes Desdobrados.

Enunciado: Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, dessa forma, se encontram na mesma dimensão espacial.

Técnica: Estando os pacientes no mesmo universo dimensional dos espíritos protetores (médicos, técnicos e outros trabalhadores), estes agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos tendem a ser mais precisos, e as operações cirúrgicas astrais também são facilitadas, pois quase sempre o espírito do paciente é conduzido a hospitais do astral que dispõem de abundante equipamento, recursos altamente especializados, com emprego de técnicas médicas muito aperfeiçoadas.

A Apometria, desdobrando os pacientes para serem tratados, concorre decisivamente para o êxito de seu tratamento espiritual – e poderá constituir-se em importante esteio no tratamento dos espíritos.


OITAVA LEI: Lei do Ajustamento de Sintonia Vibratória dos Espíritos Desencarnados com o Médium ou com Outros Espíritos Desencarnados, ou de Ajustamento de Sintonia Destes com o Ambiente para Onde, Momentaneamente, Forem Enviados.

Enunciado: Pode-se fazer ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou com espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes.

Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo em que se comanda a ligação psíquica.

Por essa técnica, estabelece-se a sintonia vibratória entre sensitivo e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação.

Se o espírito visitante tiver padrão vibratório muito baixo ou se estiver sofrendo muito, o médium baixa sua tônica vibratória ao nível da entidade e fica nessa situação até que ela se retire. Tão logo aconteça a desincorporação, devemos elevar o padrão vibratório do médium. Se isso não for feito, o sensitivo ficará ainda por algum tempo sofrendo as limitações que o espírito tinha, manifestando sensações de angústia, opressão, mal-estar, etc., em tudo semelhante às da entidade manifestada.

 

Em trabalhos de desobsessão, as circunstâncias muitas vezes fazem com que seja necessário levar espíritos rebeldes a confrontar-se com situações constrangedoras do Passado ou Futuro, de modo a esclarecê-los. Esses nossos irmãos revoltados costumam não aceitar esse constrangimento, talvez porque não queiram se reconhecer como personagens dos dramas escabrosos que lhes são mostrados – avessos que são às admoestações, ainda que amoráveis. Nesses casos, procuramos fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no Passado, para que possam bem compreender a desarmonia que geraram e suas conseqüências. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia estabelece-se. E haverá de permanecer até que o campo vibratório se desfaça, por ordem do operador, com a volta da entidade ao Presente. Quando isso ocorrer, nosso irmão revoltado pacificar-se-á, completamente esclarecido. Não poderia ser de outra forma: a transformação espiritual é automática quando ele vê as cenas e as sente, revivendo-as. A visão do encadeamento kármico implica iluminação instantânea.


NONA LEI: Lei do Deslocamento de um Espírito no Espaço e no Tempo.

Enunciado: Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do Passado, acompanhando-o de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no Tempo à época do Passado que lhe foi determinada.

Técnica: Costumamos fazer o espírito regressar ao Passado, para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel e outros eventos anteriores à existência atual, no objetivo de esclarecê-lo sobre as leis da Vida. Há ocasiões em que temos que lhe mostrar as injunções divinas que o obrigam a viver em companhia de desafetos, para que aconteça a harmonização com eles, além de outras consequências benéficas a sua evolução.

O conhecimento, aqui ou no plano espiritual, é Luz. Tão logo se esclarece, sentindo, sobre o funcionamento da Lei do Karma, qualquer sofredor desencarnado dá um passo decisivo em sua evolução, pois se elucidam suas dolorosas vivências passadas com todo o cortejo dos não menos dolorosos efeitos.

Também usamos técnica, e com grande proveito, para conduzir magos negros ao Passado, a fim de anular os campos energéticos que receberam em cerimônias de iniciações em templos.


DÉCIMA LEI: Lei da Dissociação do Espaço-Tempo.

Enunciado: Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico kármico (km) negativo – ficando, imediatamente, sob a ação de toda a energia km de que é portador.

Técnica: Chamamos de km o peso específico do karma do indivíduo, isto é, a energia kármica negativa de que está carregado. Constitui a massa kármica a resgatar, de uma determinada pessoa; por ser assim individual, consideramo-la específica. O fator m indica a massa maléfica desarmônica.

Essa lei é importante porque nela se baseia uma técnica para tratamento de obsessores simples, mas renitentes.

Observamos que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo, dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons nos átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, mas, sim, por saltos, até que consegue instalar-se num espaço do futuro hostil (Espaço frequentemente ocupado por seres horrendos, compatíveis com a frequência vibratória do recém-chegado viajante).

Nesses casos de dissociação do Espaço-Tempo, ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o Tempo, a carga kármica a resgatar – que normalmente seria distribuída ao longo do Tempo, 300 anos, por exemplo – fica acumulada, toda ela e de uma só vez, sobre o espírito. Essa é a causa da sensação de terrível opressão de que começa a se queixar. Desse incômodo, mas momentâneo mal-estar podemos nos servir, apresentando-o como prova das consequências dos seus atos e de sua repercussão negativa na harmonia cósmica.

A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas, por pulsos rítmicos e através de contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo em que se lhe dá ordem de saltar para o Futuro (Essa técnica só deve ser usada em espíritos desencarnados, visando a esclarecê-los).

O salto quântico acontece imediatamente, e o espírito passa a se ver no novo ambiente, sentindo-lhe a profunda hostilidade. Dá-se o abrupto encontro com toda a massa kármica negativa, com grande incômodo para o culpado.

Devemos ter muito cuidado com o espírito durante esse encontro. Se o desligarmos do médium de repente, sem preparação, será literalmente esmagado pelo campo energético acumulado. Seu corpo sofrerá destruição, transformando-se em “ovóide”. Para desligar o espírito do médium, devemos fazê-lo, antes, retornar lentamente para a época presente.

Esse processo é fácil de ser entendido. Ao ser projetado para o futuro, o espírito passa a viver em uma nova equação de Tempo, de vez que o futuro ainda não foi vivido por ele, mas seu karma negativo (km) continua a sobrecarregá-lo. Como esse km ainda não foi resgatado, também não foi distribuído ao longo do Tempo, fica condensado e acumulado sobre seu corpo astral, comprimindo-o. Se, de repente, o desligarmos do médium, toda a massa negativa (ainda não espalhada em outras encarnações) precipita-se sobre ele de uma vez só. E ei-lo reduzido a “ovóide”.

Explicamos melhor. É como se esse espírito possuísse um caminhão de tijolos a ser descarregado ao longo de sucessivos amanhãs, mas que tivesse atirada toda essa carga de uma vez, sobre sua cabeça – por acidente. O esmagamento seria inevitável.


DÉCIMA PRIMEIRA LEI: Lei da Ação Telúrica sobre os Espíritos Desencarnados que Evitam a Reencarnação. 

Enunciado: Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

Técnica: A adaptação ao meio é da dinâmica da Vida. Dela, de seus vários níveis de complexidade e degraus evolutivos, se ocupam as ciências biológicas. Mas a fonte da Vida é o Espírito. E o meio do Espírito é a Eternidade. Cada vez que reencarna – mergulhando num determinado Tempo do Planeta, de um certo país, de uma comunidade, família e humanos com quem irá conviver – a cada nova germinação na Matéria, o Espírito tem um reencontro com cósmicas e eternas opções. Ou evolui, aumentando a Luz de si mesmo, que conquistou através de anteriores experiências na noite dos tempos, ou involui, fabricando suas próprias sombras e as dores e horrores que terá de suportar para reajustar-se à Harmonia Cósmica, que perturbou. De tempos em tempos, de ciclo em ciclo, passos grandes ou pequenos vão sendo dados. E o Espírito sempre avança, embora eventuais retrocessos.

Quando um ser humano se atira a variados crimes, perversões e vícios, de modo a retroceder alguns degraus na evolução, sabe-se que ele sentirá, ao desencarnar, todo o fardo das consequências. Seu espírito tomará forma adequada ao meio que ele próprio se construiu: terá um corpo astral degradado, disforme, monstruoso.

Mas tais fenômenos de deterioração da forma, sendo relativamente rápidos, também são passageiros. Vistos da Eternidade, têm a duração de uma moléstia curável. O espírito, mais tempo ou menos tempo, reintegra-se ao fluxo reencarnatório e, assim, vivendo e morrendo, vivendo e morrendo, reconquista o Caminho perdido.

Muito mais séria – porque irreversível – é a pavorosa deformação que sofrem os espíritos que transgridem sistematicamente a Lei da Reencarnação. Não é fenômeno comum, pois somente entidades sumamente negativas, e dotadas de mente poderosa – como, por exemplo, os magos negros – têm condições e temeridades bastantes para desprezar e recusar a Vida.

Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das reencarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnantes, as experiências na carne; quem prefere as ilusões do Poder, através do domínio tirânico de seres encarnados ou desencarnados (ou de vastas regiões do astral inferior), aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta. E afunda-se nele, em trágico retrocesso.

Esse fenômeno só acontece com espíritos detentores de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos. Espíritos inteligentes, de grande poder mental, mas inferiores, pois ainda sujeitos à roda das encarnações e dependentes delas para subir na escala evolutiva. Nos espíritos superiores que, por mérito evolutivo, não mais precisam encarnar, esse tipo de degradação jamais acontece.  Eles estão redentos: escapam ao magnetismo do Planeta, em razão do grau de desmaterialização que já atingiram.


DÉCIMA SEGUNDA LEI: Lei do Choque do Tempo.

Enunciado: Toda vez que levarmos ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação do Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da sequência do Tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado.

O deslocamento cria tensão de energia potencial entre a situação e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece; apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação ambiental que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, sai do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão espaço-temporal. Recebe em cheio, então, a energia potencial criada pelo deslocamento. Essa energia é suficientemente forte para destruir sua estrutura astral, através do choque que se produz. E ele se reduz a ovóide, vestido apenas de suas estruturas espirituais superiores: corpo átmico, búdico e mental superior.

Para que um espírito não sofra tal agressão quando submetido a tratamentos no Passado, é necessário trazê-lo lentamente de volta ao Presente, através de contagem regressiva.

Técnica: É a mesma descrita em leis anteriores: emprego de pulsos energéticos através de contagem.


DÉCIMA TERCEIRA LEI: Lei da Influência dos Espíritos Desencarnados, em Sofrimento, Vivendo ainda no Passado, sobre o Presente dos Doentes Obsidiados.

Enunciado: Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora.

Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos.

Nunca se deve esquecer que obsessor, ou qualquer sofredor, só se atende uma única vez. Se bem feito o tratamento, com assistência espiritual devida, todos os espíritos malfazejos são retirados definitivamente – num único contato. Deixar obsessores soltos, após breve esclarecimento evangélico (como se faz em sessões kardecistas), é um erro. Não é com um simples diálogo de alguns minutos que se demovem perseguidores renitentes (ou magos negros). Reafirmamos: esse procedimento clássico torna o trabalho inócuo. E até prejudicial.

A remoção de todos esses seres pode ser feita em algumas sessões.

Se o doente, depois, não apresentar melhoras definitivas, devemos dar início ao estudo de suas encarnações anteriores. Para tanto, abrimos a frequência dessas encarnações, para atendimento aos espíritos que estacionaram no Tempo. Todos eles, quase sempre, são profundos sofredores. Alguns ainda se encontram acorrentados em masmorras, outros vivem em cavernas ou se escondem em bosques, temerosos, famintos, esfarrapados. Eles maldizem quem os prejudicou, formando campos magnéticos de ódio, desespero e dor, profundamente prejudiciais.

Quando o enfermo encarnado recebe o alívio que se segue ao afastamento dos espíritos mais próximos – os que estão na atual encarnação – esse alívio não se consolida, porque as faixas vibratórias de baixa frequência, oriundas do Passado, refluem e se tornam presentes, por ressonância vibratória.  O enfermo encarnado, partícipe ou causante daqueles passados barbarismos, continua a receber as emanações dessas faixas de dor e ódio. Sente, também ele, íntima e indefinida angústia, sofrimento, desespero. E somente terá paz se o Passado for passado a limpo.

De encarnação a encarnação, vai-se limpando essas faixas do Passado. Espíritos enfermos, dementados e torturados, são recolhidos para o Tempo presente e internados em Casas de Caridade do astral, para tratamento eficiente. E ao final, quando o enfermo encarnado manifesta sinais de que sua cura se consolida, o persistente trabalho de desobsessão – aprofundando-se no Passado – terá conduzido à regeneração e à Luz centenas, quando não milhares de irmãos desencarnados*.

* Vale citar, novamente, que o paciente necessita colaborar com o tratamento, seguindo as orientações que lhe são dadas, com o objetivo de se instruir e evangelizar. A reforma íntima é sempre o melhor remédio.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 170/194)


 TÉCNICAS APOMÉTRICAS

Para ilustração do leitor, arrolamos algumas dessas técnicas e procedimentos:

  • Apometria
  • Acoplamento do espírito desdobrado
  • Dialimetria
  • Pneumiatria
  • Despolarização dos estímulos da memória
  • Viagens astrais sob comando
  • Técnica de sintonia psíquica com os espíritos
  • Incorporação entre vivos
  • Dissociação do Espaço-Tempo
  • Técnica de impregnação magnética mental com imagens positivas
  • Regressão no Espaço e no Tempo
  • Técnica de mobilização de energias para os espíritos operadores
  • Técnica de revitalização dos médiuns
  • Teurgia
  • Tratamentos especiais para magos negros
  • Tratamento de espíritos em Templos do Passado
  • Utilização dos espíritos da natureza
  • Esterilização espiritual do ambiente de trabalho
  • Técnica de condução dos espíritos encarnados, desdobrados, para hospitais do astral
  • O médium como transdutor-modulador
  • Diagnósticos psíquicos – telemnese
  • Imposição das mãos – magnetização curativa
  • Passes magnéticos
  • Cura das lesões no corpo astral dos espíritos desencarnados
  • Técnica de mobilização de energia cósmica
  • Técnica de emissão de energia à distância
  • Cirurgias astrais
  • Técnica de destruição de bases astrais maléficas
  • Técnica de inversão dos “spins” dos elétrons do corpo astral de espíritos desencarnados
  • Materialização de objetos no plano astral
  • Queima de objetos no plano astral
  • Cromoterapia no plano astral
  • Estudo do mediunismo à luz da Física Quântica
  • Campos de força (tetraédricos/gravitacionais)
  • Arquecriptognosia

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 347/348)


 O PODER DA MENTE (FORÇA DO PENSAMENTO)

Poder da Mente

Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. (…) Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. (…) Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.

(Allan Kardec, A Gênese, Cap. 14, item 14)


Livre no reservatório do Espaço, a infinita energia cósmica está permanentemente a nossa disposição.

Apesar disso, essa inesgotável energia constitui uma força em estado potencial, infinito campo de algo que escapa ao nosso entendimento: energia em repouso, altamente moldável, sensível às forças que tiveram atuação sobre ela. E a mente, a mente sob ação da vontade, é a ferramenta operatriz que move, molda e direciona – com ilimitado poder – a energia desse oceano infinito.

Se o operador, em consciente ação volitiva, comandar mentalmente a aglutinação dessa energia, chegará o momento em que há de acontecer um acúmulo ou intensificação dessa potencialidade (com geração de um estado de desequilíbrio em relação ao meio), e a energia estará pronta para ser projetada, moldada, ou manipulada da forma que bem se desejar, de modo a criar as coisas. Se, por exemplo, desejarmos criar alimento para saciar um espírito esfomeado, bastará projetar o pensamento sobre o infinito oceano de energia e retirar dele “algo” que, condensado pela vontade, se transformará nas iguarias que desejarmos servir

É assim, exatamente assim, que espíritos superiores constroem casas, mobiliários, veículos, etc., no mundo astral. 

Mas observemos que todas as nossas realizações têm origem na mente; tudo é sempre, antes, fruto de nossa imaginação, e se concretiza por ato de vontade.

No nosso mundo físico, tudo leva mais tempo para ser construído, pois é preciso vencer a matéria e a inércia de sua massa. No astral, tudo se faz rapidamente.   

A mente, portanto, é uma das forças de que se utiliza a técnica apométrica. Ou melhor, uma usina de força.

Com essa fonte de energia a sua disposição (porque seu próprio corpo), o operador apométrico pode formar poderosos campos de força magnéticos para contenção de espíritos rebeldes, dementados e levas de malfeitores astrais. Como outro exemplo, apontamos o fornecimento dessa energia física a médiuns desdobrados, impelindo-os em viagens astrais no cumprimento de missões.

Ao se condensar o plasma cósmico (talvez seja esta a melhor denominação para a energia cósmica indiferenciada, Espaço), um rebaixamento de frequência produz-se em sua massa, de modo que esse plasma, já agora transformado em energia radiante por ação da energia grosseira desfechada pelo corpo físico, através do ato de vontade, passa a funcionar como onda portadora; tornando-se fluxo contínuo, sob comando da mente orientada pela vontade.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 144/146, e 153/155)


A Apometria, como já dissemos, consiste, fundamentalmente, na utilização da força do pensamento. Força essa, que é capaz de deslocar quantidades significativas de energia sob o comando e o controle do mentalista, realizando, assim, um trabalho capaz de produzir o que deseja e o que imagina por determinação firme de uma vontade disciplinada.

O pensamento tem no fluido universal o meio condutor de que se serve através do qual alcança e realiza tudo o que foi almejado pela mente que lhe deu origem. Não está sujeito às limitações do espaço e do tempo, tal como conhecemos, mas aos limites da capacidade e da imaginação da mente que o produz e o irradia. O que for pacientemente idealizado, mais dia ou menos dia, será plasmado e o alvo que foi focalizado pelo pensamento projetado será alcançado.

Temos, então, que a força do pensamento é diretamente proporcional à quantidade de energia que o mentalista é capaz de dinamizar. A imaginação, o sentimento, a vontade e a concentração são importantes atributos da energia do pensamento e indissociáveis dela.

Já dissemos que o pensamento é uma força que tem um ponto de aplicação, direção e sentido. Agora reforçamos que o comando é uma ordem de uma vontade capaz de deslocar e de pôr em movimento quantidades significativas de energia para um determinado fim.

Uma mente serena e disciplinada pode se concentrar nos detalhes de sua criação, lançando de si a imagem que idealizou para que se projete com toda a clareza e nitidez com que foi concebida. Uma mente preocupada com conflitos internos ou externos não conseguirá se concentrar adequadamente nos detalhes da criação pretendida. Um grupo de atendimento, formado por pessoas nessas condições, ao se unir para uma produção conjunta obterá uma criação incompleta e fragmentada, muito aquém do que a espiritualidade espera.

Na formação dos campos de força para qualquer aplicação, a presença de energias densas, assim como a ação das forças telúricas sempre presentes, são obstáculos reais para a constituição deles. A força aplicada pelo dirigente terá que vencer todos esses obstáculos oferecidos pelas forças que se opõem à constituição das proteções necessárias.

A força impulsiva, de que nos fala Kardec, é a força de vontade de quem opera posta em ação na dinamização das próprias energias anímicas.

Quando uma ordem de comando para uma dada formação ideoplástica se apoiar na força mental de mais de um servidor, poderemos ter a surpresa de ver que a projeção resultante não corresponde à imagem idealizada por aquele que deu a ordem. A falta de concentração e de conhecimento prévio do que se deseja projetar como já foi discutido, constitui-se num obstáculo real nos processos de ação e criação mental conjunta.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 196/197, 199 e 327)


Pensamentos repetitivos de preocupações, ressentimentos e mortificações resultam em regiões estagnadas do corpo mental, formando áreas de verdadeiras feridas mentais e dificultando a circulação de energia. Pessoas dotadas de tais pensamentos ficam prisioneiras das próprias ruminações mentais, resultando em muitas doenças psicossomáticas, além de serem campos férteis para atrações de entidades astrais, culminando em processos obsessivos.

O pensamento tem força, podendo chegar a grandes distâncias ou criar uma atmosfera psíquica capaz de influir no corpo mental de pessoas suscetíveis e ambientes. Quanto mais nítido, forte e constante o pensamento, maior seu poder de transmissão, e quanto mais elevado, maiores a frequência e a distância atingida. Por isso, a grande responsabilidade pelo que pensamos, pois poderá acrescentar energias salutares ao nosso corpo mental e, pelo seu poder, influenciar beneficamente tanto o ambiente como as pessoas, ou, então, disseminar o ódio, rancor e destruição.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 25)


A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante à intenção com que é provocada. Alguém já disse que todo pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc.).

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 33/34)


ENERGIAS DE ENCARNADOS SOBRE DESENCARNADOS

As formas de energia variam constantemente e podem ser aplicadas sobre todos os objetos materiais existentes no planeta, da mesma forma que sobre os objetos imateriais de existência ontológica comprovada – os Espíritos – variando apenas as dimensões matemáticas compatíveis.

Dessa forma, podemos aplicar energia sobre os Espíritos com resultados surpreendentes, necessitando unicamente que essa energia esteja nos parâmetros desses espíritos.

No entanto, a energia do pensamento e da vontade irá atingir em cheio uma entidade espiritual, como vemos diariamente.

Os médiuns e todos os componentes das sessões espíritas são espectadores passivos. Mesmo quando se dirigem aos espíritos, conservam nitidamente essa passividade.

Esse tipo de abordagem mediúnica vige em todas as sessões kardecistas, umbandistas e mesmo nas africanas.

No entanto, prezados leitores, as mensagens assim veiculadas perdem muito de sua força energética, grande parte de seu conteúdo e quase toda sua essência, ao transpor a barreira da matéria.

Trata-se de um simples fenômeno físico, fácil de ser entendido, pois a energia livre do plano astral, ao enfrentar a barreira dimensional da matéria física, necessita de grande acúmulo energético para a transposição desse limiar, de vez que a densidade magnética desta última é imensa, fruto do somatório da energia gravitacional de seus componentes subatômicos – prótons, nêutrons, elétrons – que, em seu conjunto, constituem os átomos materiais.

Consequentemente, a atuação do habitante do mundo astral sobre o mundo físico onde vivemos exige concentração energética avantajada (para os padrões deles), cuja maior parte é absorvida pela densidade magnética da matéria, como dissemos.

Partindo do Mundo Astral, a ação dos espíritos sobre os homens encarnados se enfraquece em função da densidade da matéria.

Inversamente, a ação dos homens sobre o mundo dos espíritos se processa com extrema energia. Seu dinamismo energético permite a destruição de bases umbralinas, organizações “físicas” do astral e a captura de espíritos rebeldes.

Não é mais de cima para baixo o contato espírita, mas daqui por diante, o fato espírita dar-se-á de baixo para cima. A iniciativa partirá do mundo físico para o plano astral.

Qual será a vantagem dessa inversão de ação? – poderão perguntar os senhores.

Dentre outras vantagens, a principal reside no processo energético posto em jogo, pois enquanto o processo clássico exige dos espíritos grande cópia de energia, a fim de franquearem a barreira magnética da matéria, este último oferece imenso caudal energético oriundo, em sua maior parte, do corpo físico do operador encarnado e, em alguma porção, dos circunstantes. Essas energias, habilmente manipuladas pelo operador, produzem resultados espantosos no mundo astral.

A atuação desse volumoso fluxo de forças permite que se façam verdadeiros milagres entre os espíritos, quando convenientemente aplicadas.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 18, 36/37, e 39/40)


Segundo o espírito RAMATIS, por meio do médium Norberto Peixoto:

Os espíritos benfeitores não conseguem interceder diretamente na matéria densa pela sutileza de suas vibrações. Precisamos de veículos intermediários que liberem as energias condensadas necessárias para interferirmos nesses meios densos. Através de vossas mentes, que atuam do plano físico para os mais sutis, conseguimos interferir do mais rarefeito para o mais sólido, pois estamos lidando com meios de diferente coesão molecular astral e etérica, embora o princípio mantenedor seja único em sua fonte, a energia que provém do infinito reservatório cósmico.

Assim são os médiuns desdobrados, que pelas suas forças mentais propiciam as correntes etéreo-astrais necessárias para movimentarmos as energias no mundo da forma próximo da dimensão vibratória do Plano Astral.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 195/196)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 15.04.2018

 

A ORIGEM DA HUMANIDADE NA TERRA, REENCARNAÇÕES E AS TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

FLEUR DE LYS

ORIGEM DA HUMANIDADE NA TERRA, REENCARNAÇÕES E AS TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

Erg


O PLANETA ERG E A PRÉ-HISTÓRIA ESPIRITUAL DA TERRA

Por evos sem fim, desde (…) tempos imemoriais, travou-se em mundos e dimensões diferentes da nossa, assim como no Astral da Terra, incansáveis embates entre o bem e o mal, dando origem inclusive a muitos dos enunciados bíblicos, como, por exemplo, a Guerra nos Céus.

Na luta por um lugar para a continuidade de suas raças, muitos desses seres vieram, por falta de opção, em diferentes épocas, parar no Astral de nosso planeta.

Outros vieram por amor, por ordem dos maiorais sidéreos da Grande Federação Galática, com a missão de planejar e construir a vida no único planeta capaz, na época, de abrigar vida como a conhecemos, e em todo Sistema Solar: eram os ergs remanescentes das primeiras demandas; os jardineiros cósmicos que tinham como lar e base de suas operações estelares a grande cidade de cristal de Kendom-Sylá, em Vênus.

Muito depois deles, através dos tempos, vieram outros espíritos missionários para trazer a mente ou corpo mental àquele povo em estado ainda animalesco, sem consciência de si próprio, oriundo dos astrais inferiores ou ainda degredados de outros planetas, os quais chamamos hoje de homens das cavernas, reencarnados na primitiva Lemúria, no grande continente de Mu.

Eram os venusianos, comandados pelo venerável espírito Sanat Kumara, que ainda hoje continua sendo o espírito da mais alta estirpe na condução de nossa civilização: o Senhor do Mundo.

Mais tarde, outros seres celestiais aportaram na Terra com suas grandes vimanas voadoras para guiar aqueles seres ainda primitivos, muitos ainda empedernidos nos lamaçais da ignorância e do mal, mas já com o discernimento de suas individualidades, o que permitia vôos mais altos para a evolução espiritual na época das últimas raças lemurianas e depois na Atlântida.

Com paciência infinita e amor inabalável, eram os mestres vindos das constelações de Órion, das Plêiades e de Sírius, que voltam ao planeta tempos incontáveis depois de sua primeira tentativa, para fazer aqui florescer uma grande civilização, desaparecida posteriormente em grande cataclismo em função de seu atraso moral, o que jogou a Terra num isolamento que durou mais de três milhões de anos, e da qual existem incríveis registros paleontológicos.

Grandes lutas, grandes sacrifícios, grandes embates entre os senhores da luz e os das sombras aconteceram, sendo que seus resquícios podem ser sentidos até hoje nas derradeiras tentativas dos magos negros de arrastar os homens para as trevas e para a aniquilação total desta humanidade que ainda se debate em grandes dramas coletivos, fruto de um sistema de crenças de moralidade duvidosa, em que a competição se sobrepõe à cooperação, ao amor e à fraternidade entre os povos e as raças.

Continentes inteiros soçobraram sob o rugir dos ventos furiosos e das explosões dos vulcões, arrastando populações inteiras, enquanto outros se soerguiam do fundo dos mares.

O planeta Erg foi da maior importância nos primórdios do Sistema Solar.

A Grande Federação Galática, que supervisionava a evolução de todos os sistemas solares, de todos os esquemas de evolução de nossa galáxia, outorgou aos espíritos solares, que alguns denominam engenheiros siderais, a missão de planejar e construir a vida em todos os planetas do Sistema Solar.

A Erg, o mais antigo e adiantado, coube o trabalho da semeadura dos demais planetas. Sua humanidade altamente evoluída propiciou as condições para a proliferação da vida em todos os seus reinos.

No planeta Terra, ainda em formação, os ergs modificaram sua estrutura mineral, iniciando no incipiente reino vegetal o fenômeno da fotossíntese, imprescindível ao surgimento do reino animal.

No planeta Vênus aumentaram a densidade da camada de ozônio, modificando a atmosfera e criando uma espessa camada protetora, a fim de atenuar o Sol abrasador que impedia que a vida se manifestasse.

 

A opináutica, termo por nós empregado para designar a técnica das viagens intergaláticas nos corredores dimensionais de espaço-tempo, já era dominada há séculos pelos morgs, raça altamente evoluída sob o aspecto científico, que habitava um planeta de pequenas dimensões, cuja órbita era em torno de um Sol duplo. 

Os morgs, orgulhosos de seu poder quase ilimitado, consideravam-se deuses onipotentes a quem tudo era permitido, e começaram a procurar um novo planeta para migrarem e continuarem seu esplendoroso progresso.

Depois de terem explorado toda a sua galáxia, começaram a visitar o universo paralelo ao seu, concluindo que somente o planeta Erg, situado no mesmo espaço de Morg, mas em outra dimensão, oferecia condições adequadas e ideais para uma ocupação.

Começaram, então, a enviar naves não tripuladas para esse hiperespaço, monitoradas de seu planeta, invisíveis para os habitantes de Erg, mapeando e esgotando tudo o que dizia respeito àquele astro.

Devemos (…) relatar o que aconteceu por ocasião da explosão de Erg.

Tanto os habitantes desse planeta, que desencarnaram em consequência da hecatombe nuclear, como os morgs, causadores indiretos da destruição total do planeta, foram encaminhados pelos dirigentes planetários para os mundos astrais dos planetas Vênus e Terra, respectivamente, permanecendo em estado de vida suspensa por evos sem conta.

É fácil compreender por que os morgs foram para o mundo astral do planeta Terra e os ergs para o de Vênus: esse acontecimento fazia parte do plano já elaborado pelos dirigentes planetários, para a posterior povoação e o avanço evolutivo desses dois planetas.

Os ergs, em um futuro ainda muito distante, após ter percorrido os sete subplanos astrais do planeta Vênus, deveriam ser encaminhados ao plano astral da Terra, durante o período da grande Atlântida, fato ocorrido há um milhão de anos atrás, para povoar esse enorme continente.

Aos morgs, por efeito de carma, caberia encarnar ao final da terceira raça-raiz, a chamada raça lemuriana, ocupando aqueles corpos toscos e embrutecidos, para, como resgate, possibilitar os primeiros passos evolutivos dessa humanidade nascente.

O planeta Vênus, situado entre Mercúrio e a Terra, chamado também de estrela da manhã e pelos povos antigos de Lúcifer (o portador da luz) (…) recebe duas vezes mais calor do que a Terra.

Foi nesse astro que os ergs pousaram seus barcos aéreos, na parte central do planeta.

A evolução dessa nova raça, no planeta Vênus, ocorreu no sentido totalmente oposto ao verificado no planeta Terra, sempre orientada pelos ergs, que passaram a ser vistos como deuses.

Vênus não conheceu a luta pela existência, a seleção natural; a sobrevivência do mais forte jamais aconteceu. As lutas pela conquista dos territórios, pelos acasalamentos, pela alimentação, enfim, toda e qualquer disputa era analisada pelos ergs, e qualquer anomalia era imediatamente suprimida. Essas primeiras humanidades, se é que se pode usar essa denominação, eram monitoradas em todo os sentidos.

Eram considerados como deuses e cercados de grande mistério. Nas poucas vezes em que foram vistos, sempre provocavam temor e veneração, sentimentos que costumavam alimentar para conseguir com mais facilidade seus objetivos.

(…) Os Ergs não conheciam aquilo que chamamos de morte, e renovavam sua energia vital pelo poder do pensamento.

Finalmente, decorridos evos sem conta, o estágio espiritual aconteceu, ficando a cadeia de evolução de Vênus em condições de abrigar os primeiros homens espiritualizados, que adoravam seus deuses, os ergs.

Após a edificação da Kendom Silá, os cientistas começaram a explorar todos os planetas do Sistema Solar. A primeira grande obra de engenharia cósmica foi (…) um satélite artificial oco (…) colocado em órbita de Marte, com rotação anti-horária, a fim de equilibrar o planeta, que com a explosão de Erg teve seu eixo deslocado, com uma inclinação bastante acentuada, de mais de quarenta graus.

Somente após essa importante obra de engenharia galática, começou a exploração do planeta azul, a Terra.

(…) Quando os ergs se reuniam na cidade de Kendom Silá, criavam um corpo físico. A portentosa e bela cidade de cristal já se encontrava construída no mundo etérico de Vênus.

O planeta Vênus encontrava-se ao final de sua sétima sub-raça, da sétima raça-raiz ou raça-mãe. A grande maioria de sua humanidade havia atingido o grau de Adepto da Grande Confraria Cósmica, enquanto o planeta Terra estava no final de sua terceira raça-raiz, a dos lemurianos.

Várias entidades de orbes adiantadíssimos do Cosmo, como seres das Plêiades, da constelação de Órion, de Sírius, da constelação do Cocheiro, ou seja, de Capela, e uns poucos cientistas de Erg, que voluntariamente se apresentaram para essa missão, foram enviados ao planeta Terra, para lá se unirem aos habitantes terrenos a fim de acelerar a evolução no planeta.

O plano astral do planeta Vênus era, nessa época, totalmente diferente do planeta Terra, especialmente o Umbral. Lá seus habitantes desencarnados não alimentavam paixões e desejos exacerbados ou intensos, o que não dividia de forma acentuada os seus subplanos.

Na época em que começaram os grandes expurgos e migrações das constelações de Capela, Sírius e das Plêiades, em diferentes períodos, se encaminharam para diversas regiões do globo terráqueo seis milhões de morgs, egos de arquétipo de cor alaranjada, para o continente da Lemúria; três milhões de egos, de arquétipo de cor dourada, os provenientes de Capela, Sírius e Plêiades, para a grande Atlântida; concluindo essa migração, três milhões de egos de arquétipo de cor rosa, os ergs, encarnaram na raça Tolteca. Sem contar com os seres de Órion, que já se encontravam há séculos nesse planeta. 

A batalha no mundo astral foi terrível, e esse acontecimento foi narrado de forma alegórica e simbólica pelos vedas, sendo denominado de Guerra nos céus entre os Suras e Assuras.

A terceira raça-raiz, a lemuriana, foi a sombra brilhante dos deuses desterrados em nosso globo, depois dessa alegórica guerra nos céus, assim denominada por causa da incompreensão dos seres humanos atuais.

Foi a luta entre o espiritual e o psíquico e o psíquico e o físico.

Aqueles que dominaram os princípios inferiores, os ergs, subjugando o corpo, uniram-se aos “filhos da luz”. 

Os que caíram vítimas de sua natureza inferior, os morgs, converteram-se em escravos da matéria, as primeiras sub-raças atlantes, onde encarnaram os primeiros “irmãos das sombras”. 

O carma “nasce” com essa guerra nos céus, pois as humanidades primevas ainda eram inocentes e ignorantes do mundo exterior, ainda não tinham criado causas, por conseguinte, não tinham também colhido efeitos.

Todas essas entidades encarnaram na grande Atlântida. Os oriundos de Morg juntaram-se aos espíritos exilados da constelação de Capela, enquanto os procedentes de Erg uniram-se aos que emigraram das constelações de Sírius, Plêiades e Órion, propiciando uma evolução ao continente atlante.

Como os espíritos solares ainda não tinham terminado o trabalho referente à evolução do planeta Terra, convocaram voluntários para concluir essa operação.

Apresentaram-se os chamados Bne Aleim, espíritos libertos das Rondas de esquemas anteriores do Sistema Solar.

Eles foram denominados pelos homens de anjos rebeldes, sendo Azazel o chefe dessa legião de seres superiores. Era necessário dotar a nascente humanidade de poderes que jamais alcançaria, se não fosse o amor desses abnegados seres.

Cada um deles inspirou aos homens uma faculdade. Azazel doou à espécie humana o poder da premonição; Amazarac as artes mágicas, tanto positivas como negativas; Amers o significado dos signos, mitos e alegorias. Finalmente o sétimo dessa legião, Asaradel, instruiu os homens sobre a influência da Lua sobre certos fenômenos que ocorrem em toda a superfície do planeta.

Esses seres, oriundos de orbes evoluidíssimos, junto com os venusianos, tendo à frente o mestre Aramu Muru, criaram os primeiros templos da Luz, que posteriormente se localizaram na América do Sul, no Peru e Império Amazônico de Paititi.

Esses templos vieram a se constituir em academias, onde era estudada a ciência do verbo, que é a própria Lei Matemática do Criador. Ela é essa própria Lei de onde tudo provém, o princípio incognoscível de todas as leis. 

Só muito mais tarde esses templos foram usados para a prática da magia branca, quando começaram a atuar os irmãos da sombra. 

Durante a terceira sub-raça atlante, os toltecas, gigantes cor de cobre, com a intervenção dos Bne Aleim e Aramu Muru e seus discípulos, aconteceu um progresso evolutivo extraordinário, mudanças fundamentais para o avanço intelectual e espiritual dessa raça.

Nesse período, começam a aparecer as nações separadas. Grupos de indivíduos com idéias similares ocuparam várias regiões do grande continente atlante, fundando impérios que floresceram com grande esplendor. Realizaram inúmeras migrações, e fundaram na arcaica Caldéia e no Peru suntuosas cidades, magníficas civilizações.

Adoradores do Sol, aproveitaram sua energia para vários fins: cruzamento de animais, plantas e frutos, conseguindo espécies novas, usadas no seu consumo.

Quetzalcoalt, Viracocha e Pacal Votan, da constelação das Plêiades, irão para a região sul do planeta azul.

Antulio, Nayarana e Payê-Suman de Sírius irão para a Atlântida, Rama, dessa mesma Constelação, irá para o vale do Indo.

Numa, da Constelação do Cocheiro, Capela, irá para Mu. Para esse mesmo continente irá Aramu Muru de Vênus, antes de se dirigir definitivamente para Tawantinsuyo.

Zarathusta, Oanes, Melkisedek, da Constelação de Órion, para a região do rio Nilo.

Karttikeia e nosso Schua-Y-Am-B’uva, oriundos do extinto planeta Erg, irão para a Etiópia.

Payê-Suman depois da Atlântida irá para o Baratzil, para Paititi, sendo responsável por essa terra.

Por último, As-Hor, Skyrus e Milarepa, da constelação da Ursa Maior, irão para a região Norte do continente americano, que abrigará no futuro povos migrantes da raça vermelha.  

Dirigiram suas potentes energias para o mundo astral do planeta e atuaram sobre aqueles que se encontravam desdobrados do sono físico nesse plano. Foram escolhidos os que detinham alguma influência e poder de mando: governadores, reis, generais comandantes.

Foram provocando vários sonhos recorrentes nesses eleitos, determinando que deveriam migrar, indicando o local exato para onde deveriam seguir, o número de pessoas, a condução adequada e a data para o início do êxodo parcial. Todos julgaram esses sonhos uma intuição ou inspiração divina. Quando cessou a atuação energética dos mestres cósmicos, já em grande parte da grande Atlântida começava a migração para as mais diferentes partes do globo terrestre.

Essa orientação indireta dos extraterrestres, para a maioria dos habitantes da grande Atlântida, serviu como preparação para as migrações. Posteriormente, inspirados por esses mestres cósmicos, grandes levas de atlantes migraram para a África, Ásia, Américas e região do Mediterrâneo, onde surgiram inúmeras civilizações.

No futuro, Lanka iria fazer parte de uma das grandes ilhas, Ruta, que restaria do afundamento da grande Atlântida, recordada apenas na longínqua memória de seus poucos sobreviventes. As regiões, províncias e países da grande Atlântida, inclusive as chamadas Terras Roxas do rei Zagreu, desapareceram por entre explosões e maremotos, delas quase mais nada restando.

Esses mestres extraterrenos, unindo-se aos seres humanos, não só promoveriam um grande progresso civilizatório, mas também iriam conduzir essa primitiva humanidade da fase infantil à fase adulta.

Sabiam que essa união os tornaria prisioneiros da matéria, sujeitos à Lei de Causa e Efeito, até que o planeta atingisse sua espiritualização total, ou seja, libertar-se da proteção do espírito planetário de Vênus. Então todos esses seres voltariam para a região do Cosmo de onde procederam.

O amor afastou esses grandes seres de seus orbes de origem, e esse exílio voluntário tornou possível ao planeta Terra continuar sua evolução e aos homens não ficarem órfãos, sem um lar planetário.

Aqueles já previamente escolhidos, por meio de uniões e modificações em seus DNA, seriam os precursores de uma nova sub-raça, os semitas originais. Era desígnio dos dirigentes planetários que uma parte dessa raça posteriormente migrasse para a região do Nilo, o antigo Egito, onde viria a florescer a grande civilização, que nos chega na época atual totalmente fragmentada e desfigurada, dando-nos apenas uma pálida idéia de seu esplendor.

A outra leva de migrantes, semitas originais, iria localizar-se na Arábia, instalando-se próximo ao Mar Morto, onde hoje é Israel.      

Os extraterrestres provenientes da constelação das Plêiades, mestre Viracocha e Pascal Votan, criaram a adiantada e esplendorosa civilização de Tihuanaco, que atingiu o ápice da cultura com suas realizações no terreno da ciência, arquitetura, política e organização social, que até hoje intrigam os cientistas.

Aramu Muru, quando lá chegou com seus discípulos, não encontrou quase mais nada dessa grandiosa civilização.

Mestre Toth, da constelação de Alfa do Centauro, uniu-se aos semitas originais que haviam sido conduzidos para as regiões montanhosas ao norte da Aztlan, para depois migrarem para a região do rio Nilo (…).

Os mestres da constelação da Ursa Maior, Skyrus e Milarepa, fizeram surgir no norte da América e Canadá uma brilhante civilização, restando dela apenas os chamados índios peles-vermelhas.

No Mediterrâneo, vários mestres galáticos deram sua contribuição. Podemos citar Oanes e Melkisedek de Órion, que implantaram as grandes civilizações dos persas e dos caldeus.

Rama de Sírius atuou na Índia milenar.

Enquanto isso, o continente de Aztlan (…) pouco a pouco foi se desintegrando. Os vulcões inativos entraram em erupção, e o fundo dos mares se enrugou.

Isso provocou inúmeros maremotos que acabaram ocasionando o rompimento da grande Atlântida, que afinal se viu reduzida a duas enormes ilhas, Ruta e Daitya.

 

Aqueles dias foram de intensa movimentação no grande continente da Atlântida. Mestre Toth, da constelação de Órion, conduziu o rei Ravana de Lanka e grande parte de seus súditos, todos procedentes de Erg, para a região Norte, zona montanhosa, onde os separou em duas grandes levas.

A primeira migrou para o deserto próximo ao rio Nilo, dirigida por ele próprio; a segunda, guiada pelos mestres da constelação da Ursa Maior, Skyrus e Milarepa, para a América do Norte, onde hoje se localiza o Canadá.

O primeiro grupo se espalhou pela árida região e fundou duas grandes civilizações, conhecidas atualmente como Egito e Etiópia.

O segundo grupo se estabeleceu na região gelada próxima ao lago Winnippeg, na América do Norte, dando nascimento ao primitivo povo iroquês.

Duas sub-raças de Aztlan tomaram parte nessas migrações: a vermelha, os toltecas, e a negra, os tlavatlis.

Essas migrações deram início ao plano mestres galáticos, a fim de preservar a espécie humana dos cataclismos que iriam se abater sobre a Atlântida.   

Nessa época, aproveitando os exilados procedentes da constelação da Capela e a maioria dos encarnados vindos de Morg, o mago Oduarpa fortaleceu sua posição perante a Confraria dos Irmãos da Sombra.

Itaoca, a cidade das pedras, situava-se a treze quilômetros da costa do Baratzil, antes da catástrofe que se abateu sobre a Atlântida.

Pouco depois da primeira batalha contra Oduarpa, quando o grande continente foi rompido em dois, os efeitos se fizeram sentir em quase toda a costa; enquanto algumas regiões desapareciam no fundo do oceano, outras emergiam, mudando totalmente o contorno do litoral. 

As terras que se elevaram nessa região, atualmente o estado do Piauí, fizeram que Itaoca ficasse localizada aproximadamente a cento e oitenta quilômetros de sua posição original.

Três milhões de ergs de arquétipo rosa foram encaminhados para o planeta Terra ao continente atlante, encarnando na terceira sub-raça, denominada tolteca.

Foram selecionados também duzentos e cinquenta ergs de arquétipo de coloração azul, para encarnar na região montanhosa de Ruta, na quinta sub-raça, os semitas originais.  

Esses ergs seriam os precursores da chamada “família espiritual”.

Essa coletividade de ergs, na Atlântida, foi a primeira encarnação chamada gêmea, de egos com o mesmo adiantamento espiritual; mas como seres livres, obedecendo ao livre-arbítrio de cada um, criaram o primeiro carma coletivo, que iria se perpetuar pelos séculos afora.  

Quarenta e quatro ergs não aceitaram os ensinamentos de seus mentores, e negaram-se a migrar para a região do rio Nilo. Esse magno acontecimento, de grande importância para as civilizações futuras, a criação do esplêndido Império Egípcio, ocorreu em 70.000 antes de Cristo.

A segunda reunião dessa família espiritual aconteceu em Ophir e Ibez, cidades localizadas no grande Império Paititi, no Baratzil (Brasil), no interior da Amazônia e no atual Mato Grosso. 

Seguiu-se um longo período sem encarnações coletivas, até que todos se reuniram novamente em uma colônia atlante, denominada Terra das Araras Vermelhas, na costa do atual estado do Espírito Santo, no Brasil.

Após séculos de dispersão em encarnações isoladas, voltam os ergs a vestir a matéria na velha Grécia, quase conseguindo o que havia sido planejado. Mesmo com o auxílio prestimoso do instrutor Phidias (…), que os preparou para o primeiro contato com o mestre Pitágoras, que propiciou a todos os rudimentos dos conhecimentos esotéricos, essa família espiritual não conseguiu atingir aquilo a que estava destinada. 

Os séculos se passaram; no auge do Império Romano, numa pequena cidade da Judéia, encarnam novamente os errantes nômades do Cosmo, a família espiritual de ergs.

Nas cinco nações iroquesas, que do Canadá, onde viviam inicialmente, migraram para onde hoje se situa o território dos Estados Unidos, retornou mais uma vez um grande mestre, com o nome Haiawata. Este conduziu essa nação pele-vermelha para uma união universalista, quase conseguindo atingir o despertar da consciência coletiva no povo de Erg.

Na conturbada Revolução Francesa, reúnem-se novamente as famílias espirituais. Outra vez falha o projeto dos dirigentes planetários. É preciso esclarecer bem que os planos dos dirigentes não falham, porque eles não intervêm diretamente nos destinos dos humanos. Aquilo que denominamos de falha, fica por conta do livre-arbítrio individual e coletivo.

Nesse período da história da humanidade (…) podemos constatar que alguns ergs seguiram as instruções de um grande mestre da Confraria Branca, o conde de Saint Germain.

Tornaram-se os precursores da consciência aquariana no planeta, modificando o velho modelo monárquico, e anunciaram para o mundo os anseios de liberdade, igualdade e fraternidade. 

(Roger Feraudy, Prefácio de Maria Teodora Ribeiro Guimarães, ERG, o décimo planeta – a pré-história espiritual da humanidade, Editora do Conhecimento, Limeira/SO- 2005). 


OS PRIMEIROS HOMENS NA TERRA (Os Exilados)

Primeiras Encarnações

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores. 

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes.

Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz de Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa Misericórdia.

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel, A Caminho da Luz, 38ª edição, 4ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2016, p. 28/29)


A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é a alfa da constelação.

Conhecida desde a mais remota antiguidade, Capela é uma estrela gasosa (…) e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos.

Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída.

Na realidade, a ciência ignora a data e o local do aparecimento do verdadeiro tipo humano, como também ignora qual o primeiro ser que pode ser considerado como tal.

O elo, portanto, entre o tipo animal mais evoluído e o homem primitivo, se perde entre o Pitecantropo, que era bestial, e o Homo Sapiens que veio 400 mil anos mais tarde.

Em resumo, eis a evolução do tipo humano:

  • Símios ou primatas;
  • Tipo evoluído de primata – Procônsul – 25 milhões de anos;
  • Homo Erectus – Pitecantropo e Sinantropo – 500 mil anos;
  • Homo Sapiens – Solo, Rodésia, Florisbad, Neandertal – 150 mil anos;
  • Homo Sapiens sapiens – Swanscombe, Kanjera, Fontéchevade, Cro-Magnon e Chancelade – 35 mil anos.

É bem de ver que se houvesse existido esse tipo intermediário, inúmeros documentos fósseis dessa espécie existiriam, como existem de todos os outros seres vivos, e, assim, como houve e ainda há inúmeros símios, representantes do ponto mais alto da evolução dessa classe de seres, também haveria os tipos correspondentes, intermediários entre uns e outros.

Se a ciência, até hoje, não descobriu esses tipos intermediários é porque eles realmente não existiram na Terra: foram plasmados em outros planos de vida, onde os Prepostos do Senhor realizaram a sublime operação de acrescentar ao tipo animal mais perfeito e evoluído de sua classe os atributos humanos que, por si sós – conquanto aparentemente e inicialmente invisíveis – dariam ao animal condições de vida enormemente diferentes e possibilidades evolutivas impossíveis de existirem no reino animal, cujos tipos se restringem e se limitam em si mesmos. 

Assim, sabemos agora que esta humanidade atual foi constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que veio evoluindo lentamente, através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies, ascendendo trabalhosamente da Inconsciência para o Instinto e deste para a Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os “primatas” foram o tipo anterior mais bem definido; e outra categoria, composta de seres mais evoluídos e dominantes, que constituíram as levas exiladas da Capela, o belo orbe da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, além dos inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal.

Esses milhões de ádvenas para aqui transferidos (…) eram detentores de conhecimentos mais amplos e de entendimentos mais dilatados, em relação aos habitantes da Terra, e foram o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para a prática da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora.

Mestres, condutores, líderes, que então se tornaram das tribos humanas primitivas, foram eles, os Exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto sem completo êxito.

Aliás, essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo (…).

Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes da Capela que (…) deviam dali ser expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe.

Foram as cortes de Lúcifer que, avassaladas pelo orgulho e pela maldade, se precipitaram dos céus à terra, que daí por diante passou a ser-lhes a morada purgatorial por tempo indefinido.

E após a queda, conduzidos por entidades amorosas, auxiliares do Divino Pastor, foram os degredados reunidos no etéreo terrestre e agasalhados em uma colônia espiritual, acima da crosta, onde, durante algum tempo, permaneceriam em trabalhos de preparação e de adaptação para a futura vida a iniciar-se no novo ambiente planetário.

Logo, após, os primeiros contatos que se deram com os seres primitivos e, reencarnados os capelinos nos tipos selecionados já referidos, verificou-se de pronto tamanha dessemelhança e contraste, material e intelectual, entre essas duas espécies de homens, que sentiram aqueles imediatamente a evidente e assombrosa superioridade dos ádvenas, que passaram logo a ser considerados super-homens, semideuses, Filhos de Deus, como diz a gênese mosaica, e, como é natural, a dominar e dirigir os terrícolas.

De trogloditas habitantes de cavernas e de tribos selvagens aglomeradas em palafitas, passaram, então, os homens, sob o impulso da nova direção, a construir cidades nos lugares altos, mais defensáveis e mais secos, em torno das quais as multidões aumentavam dia a dia.

Tribos nômades se reuniam aqui e ali, formando povos e nações, com territórios já agora mais ou menos delimitados (…).

(…) Os degredados – aqui mencionados como Filhos de Deus – encarnando no seio de habitantes selvagens do planeta, não levaram em conta as melhores possibilidades que possuíam, como conhecedores de uma vida mais perfeita e, ao desposarem as mulheres primitivas, adotaram seus costumes desregrados e deixaram-se dominar pelos impulsos inferiores que lhes eram naturais.

Chegaram numa época em que as raças primitivas viviam mergulhadas nos instintos animalizados da carne e, sem se guardarem, afundaram na impureza, não resistindo ao império das leis naturais que se cumpriam irrevogavelmente como sempre sucede.

Assim, pois, a experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral, malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário, elevando-o a níveis mais altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário, correram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes couberam como tarefa redentora.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 17/18, 36/38, 60/63, 68/69, 93/94, 97)


Agora, podemos apresentar um esboço das cinco raças que viveram no mundo, antes e depois da chegada dos capelinos. São as seguintes:

1ª) A raça formada por espíritos que viveram no astral terreno, que não possuíam corpos materiais, e, por isso, não encarnaram na Terra. Característica fundamental: “astralidade”.

2ª) A raça formada por espíritos já encarnados, que desenvolveram forma, corpo e vida própria, conquanto pouco consistentes. Característica fundamental: “semi-astralidade”.

3ª) Raça Lemuriana – Estabilização de corpo, forma e vida, e acentuada eliminação dos restos da “astralidade inferior”. Com essa raça começaram a descer os capelinos. Não se conhecem as sub-raças.

4ª) Raça Atlante – Predomínio da materialidade inferior. Poderio material. Grupos étnicos: romahals, travlatis, semitas, acádios, mongóis, turanianos e toltecas.

5ª) Raça Ariana – Predomínio intelectual. Evoluiu até o quinto grupo étnico, na seguinte ordem: indo-ariana > acadiana > caldaica > egípcia > européia.

Apesar de pertencermos à Quinta Raça ainda existem na crosta planetária povos representantes das raças anteriores (terceira e quarta) em vias de desaparecimento, nos próximos cataclismos evolutivos.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 123/125)


Todos esses processos experimentais primeiros, até o estabelecimento definitivo da via para o Ser Espiritual que iria encarnar no planeta Terra constituindo a sua primeira humanidade, ficaram patenteados na então chamada RAÇA PRÉ-ADÂMICA.

Então, nessa Raça Pré-Adâmica, temos os mais diversos experimentos, tendo a face terrena observado verdadeiro “laboratório genético”, inclusive com formas descomunais e com morfologias aberrantes, com suas desproporções estaturo-ponderaisTivemos nessa época verdadeiros gigantes, tão bem retratados na mitologia, já que todo mito, no fundo, vela uma verdade. 

A forma se estabeleceu mais ajustada na Raça que sucedeu a Pré-Adâmica, isto é, na RAÇA ADÂMICA.

Com a forma mais aperfeiçoada, na Raça Adâmica, começaram, juntamente com os Filhos da Terra, a encarnar os primeiros estrangeiros, a priori de planetas mais evoluídos que o nosso de nossa própria galáxia.

Alguns vieram de Marte, já que Marte era paragem obrigatória de todos os Seres Espirituais desgarrados de nossa galáxia quando impulsionados a encarnar no planeta Terra. Era como uma “passagem vibratória obrigatória”, e após esse reajuste vibratório encarnavam no planeta Terra.

Eram todos de pele vermelha, provavelmente estando aí o porquê de dizer-se que o homem foi feito de barro, o qual tem essa cor. Os próprios Filhos da Terra, com suas tribos, eram de cor vermelha, e os estrangeiros vieram a encarnar nessas tribos primitivas, mesmo fazendo uso de vestimentas físicas ainda não totalmente aperfeiçoadas.

Não importando a forma física, logo foram lançando seus ensinamentos e, como só poderia ser, tornaram-se condutores tribais, sendo seus líderes ou CHEFES. Eram seus Pais Maiores, eram seus Condutores.

Ensinaram-lhe a LÍNGUA BOA, polissilábica e eufônica, a qual tinha relação com certos fenômenos da própria Natureza e suas Leis Regulativas.  Essa primeira língua polifonética e polieufônica, obedecendo a um metro sonoro divino e sendo chamada de ABANHEENGA – aba (homem), nheenga (língua sagrada) -, foi a base para todas as demais línguas que seriam faladas na Terra. Esse fenômeno da primeira “língua raiz” teve início no Brasil, através do Tronco Tupy, sendo seus Condutores chamados de tabuguaçus, em verdade tu babá guaçu – (nosso Pai-Condutor – nosso Patriarca). 

Estávamos na 2ª Raça-Raiz, a Raça Adâmica, lembrando que a 1ª foi a Pré-Adâmica. Após 7 sub-raças, a Raça Adâmica cede vez a outra Raça, a 3ª Raça-Raiz, a RAÇA LEMURIANA.

Essa Raça se caracteriza pelo início dos processos de conscientização e aplicação das LEIS DIVINAS (…).

Estamos já no meio da 4ª Sub-Raça Lemuriana, com quase todo o planeta ocupado pela humanidade, quando surgiram no planeta estrangeiros de outra galáxia, os quais, em tempos passados, tinham orientado outros planetas de nossa galáxia, muito principalmente os mais evoluídos, tais como Saturno, Júpiter, etc.

Assim, num dos mundos de uma galáxia distante, sua coletividade afim tinha alcançado níveis evolutivos inimagináveis, tinham banido o “Caim” definitivamente de seus egos. Quando digo que tinham banido, digo a grande maioria, pois uma minoria retardatária ainda não o havia feito. Haviam tido as mesmas oportunidades que os outros, as mesmas condições, mas não tinham conseguido o nível dos demais.

Como a evolução não cessa, aqueles que evoluíram continuavam a evoluir, não sendo do direito e da justiça que esperassem até uma equiparação integral de todos.

Assim, desceram para o planeta Terra. Entendamos que os estrangeiros dessas Pátrias distantes já estavam presentes na Raça Adâmica, e na Lemuriana apenas vieram em maior número, e de várias galáxias.

Assim, esses Seres Espirituais, em plena Raça Lemuriana, ficariam em contato com os simples, pois perto deles, a humanidade terrestre, em sua grande maioria, eram bem simples. Digo em sua grande maiorira, pois os Filhos da Terra sempre foram em maior número em termos de contingentes de Seres Espirituais.

Muitos daqueles Seres elevados, que havíamos chamado de Tubaguaçus, já de há muito  não reencarnavam no planeta Terra; uns já tinham voltado a seus planetas de nossa própria galáxia, outros aos seus “mundos distantes” em galáxias que não a nossa. Alguns tinham ficado no plano astral do planeta Terra e, em conjunto com a Hierarquia Crística, ajudavam na evolução do planeta, ou melhor, de sua humanidade.

Assim, entendemos que muitas arestas tinham sido aparadas na Raça Lemuriana, e que é no final dessa Raça que surgem os grandes MAGOS, que eram conhecedores profundos das Leis que regem a mecânica do Micro e do Macrocosmo, e sobre eles podiam interagir.

Mantinham contato direto com seus superiores. Eles mesmos tinham poderes que,em relação aos demais, eram supranormais.

Assim, extinguia-se a Raça Lemuriana, abrindo passagem para a RAÇA ATLANTE, a qual seria poderosa por sua sabedoria e grandes feitos cósmicos.

Mas, por motivos vários, dentre os quais citaremos a interferência de Seres Espirituais de baixa estirpe, foram os atlantes se perdendo em mesquinhos e comezinhos desejos, o egoísmo, a inveja, o autoritarismo e muito principalmente o magismo como Força Negra para atacar e subjugar seus iguais em condições de menor poder.

Houve verdadeiras GUERRAS NEGRAS, em que o ódio e o sangue varriam templos que possuíam um passado glorioso e sagrado.

As reações não se fizeram demorar, sob a forma de grandes catástrofes, hecatombes sem fim. Era a própria Terra que, como força de reação, tentava expulsar seus “marginais”, já que eles haviam trazido um clima de ódio e vingança, e ativado “marginais cósmicos” de todas as partes.

Tinham também manipulado de forma agressiva e inferior os vários reinos da Natureza, e com eles os Seres Espirituais que estagiavam nos sítios da Natureza, acarretando-lhes um karma pesado e negro, fazendo-os encarnar já com pesados débitos, devido a grandes delitos em que foram veículos de seus manipuladores.

  

Assim, o planeta viu cair por terra a portentosa Raça Atlante, a qual não soube manter-se acima dos desejos inferiores e belicosos de outros seres que faziam parte também de nossa humanidade.

Foi uma Era onde o egoísmo e o personalismo substituíram a cooperação e a fraternidade.

No caso da Raça Atlante, arrasada pelos próprios atos desmesurados, surge a RAÇA ARIANA, como a possível restauradora da Tradição Oculta que se esvaíra.

É grande no Astral a expectativa por essa 5ª Raça Raiz, a expectativa de reaver à humanidade a dignidade perdida.

Surgem as raças de epiderme clara. Temos nessa época os vermelhos em menos número, os negros em decadência quase completa e os amarelos, que seriam o equilíbrio, parecendo amedrontados, reagindo sempre agressivamente.

Mas no Egito, na Índia, na própria Europa e na América surgem os Grandes Patriarcas; não nos esqueçamos que Prepostos de Jesus fixaram seus Fundamentos, como RAMA, como KRISHNA, como PITÁGORAS, como JETRO, como MOISÉS, como DANIEL, todos eles preparando, como realmente prepararam, o advento do próprio MESTRE JESUS, o Qual, com Seu sangue, viria redimir essa humanidade ingrata.

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, p. 53/57)


AS PRIMEIRAS ENCARNAÇÕES


OS LEMURIANOS: A TERCEIRA RAÇA MÃE

Lemúria

Já vimos que a encarnação dos capelinos se deu, em sua primeira fase e mais profundamente entre os Rutas, habitantes da Lemúria e demais regiões do Oriente, povos estes que apresentavam elevada estatura, cor escura, porte simiesco e mentalidade rudimentar.

Esses detalhes, mormente a compleição física, ficaram também assinalados na Gênese.

“Havia naqueles dias gigantes na Terra; e também depois, quando os Filhos de Deus tiveram comércio com as filhas dos homens e delas geraram filhos. (Gênese, 6:4)

Nada há de estranhar, porque nos tempos primitivos tudo era gigantesco: as plantas, os animais, os homens. Estes, principalmente, tinham que se adaptar ao meio agreste e hostil em que viviam e se defender das feras existentes e da inclemência da própria Natureza; por isso, deviam possuir estatura e força fora do comum.

Os Lemurianos e os Atlantes tinham estatura elevada e os homens de Cro-Magnon (…) possuíam, em média, 1,83m, ombros muito largos e braços muito curtos e fortes, bem menores que as pernas (…).

As construções pré-históricas, como os dólmens, menires, pirâmides etc. eram de dimensões e peso verdadeiramente extraordinários, e somente homens de muita desenvoltura física poderiam realizá-las e utilizá-las (…).   

(…) A experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral, malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário, elevando-o a níveis mais altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário, correram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes couberam como tarefa redentora.

E, então, havendo se esgotado a tolerância divina, segundo as leis universais de justiça, sobrevieram as medidas reparadoras, para que a Terra fosse purificada e os espíritos culposos recolhessem, em suas próprias consciências, os dolorosos frutos de seus desvarios.

Em consequência, o vasto continente da Lemúria, núcleo central da Terceira Raça, afundou-se nas águas, levando para o fundo dos abismos milhões de seres rudes, vingativos, egoístas e animalizados.

Este continente, chamado na literatura indiana, antiga Shalmali Dvipa, compreendia o sul da África, Madagascar, Ceilão, Sumatra, Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia e Polinésia, foi a primeira terra habitada pelo homem

Os Lemurianos da Terceira Raça-Mãe eram homens que apenas iniciavam a vida em corpo físico neste planeta; não possuíam conhecimento algum sobre a vida material, pois utilizaram corpos etéreos nos planos espirituais donde provinham, com os quais estavam familiarizados. Dessa forma, suas preocupações eram todas dirigidas para esta nova condição de vida, desconhecida e altamente objetiva.

A maior parte da população vivia em condições primitivas, análogas às dos animais, e as formas físicas que acabavam de incorporar, facilmente degeneraram para a selvageria (…).

A Lemúria desapareceu 700 mil anos antes do alvorecer da Idade Terciária.

Desse cataclismo, todavia, milhares de Rutas se salvaram, ganhando as partes altas das montanhas que ficaram sobre as águas e passaram, então, a formar inumeráveis ilhas no Oceano Índico e no Pacífico, as quais ainda permanecem (…).

Nessas novas regiões os sobreviventes se estabeleceram e se reproduziram formando povos semi-selvagens que, mais tarde, com o suceder dos tempos, foram dominados pelos Árias – os homens da Quinta Raça – quando eles invadiram a Pérsia e a Índia, vindos do Ocidente.

Os descendentes desses sobreviventes Ruta, mais tarde, na Índia, no regime de castas instituído pelo Bramanismo, constituíram a classe dos “Sudras” – os nascidos dos pés de Brama – parte dos quais veio a formar a casta desprezada dos párias, ainda hoje existente.

Outra leva de sobreviventes desse cataclismo ganhou as costas norte-africanas, emergidas das águas, passando aí a constituir vários povos, negros de pele luzidia, também até hoje existentes.

Após esses tremendos e dolorosos acontecimentos, os Prepostos do Senhor ultimaram novas experiências de cruzamentos humanos no Oriente, a fim de estabelecer novos tipos de transição para a formação de raças mais aperfeiçoadas, utilizando-se de novas gerações de emigrados que continuaram a encarnar nessas regiões.

Formaram-se, assim, no planalto do Pamir, no centro da Ásia, os núcleos desses novos tipos que, em seguida, foram sendo impelidos para o sul, descendo através da Pérsia, da Caldéia e Palestina, de onde alcançaram em seguida o Egito; e por todos esses lugares foram estabelecendo bases avançadas de novas civilizações e novas raças humanas.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 94/95, 97/103)


OS ATLANTES: A QUARTA RAÇA MÃE

Atlântida

Extinta dessa forma, em sua grande massa, a Terceira Raça habitante do Oriente, levantou-se, então, no Ocidente, o campo da nova civilização terrestre, com o incremento das encarnações dos exilados na Grande Atlântida, o “habitat” da Quarta Raça, onde prepostos do Cristo já haviam, antecipadamente, preparado o terreno para esses novos surtos de vida planetária.

Assim, pois, deslocava-se para essa nova região o progresso do mundo, enquanto os remanescentes da Terceira Raça, inclusive os tipos primitivos, continuaram a renascer nos povos retardados de todo o globo (…).

E, da mesma forma como sucedera em outras partes, na Atlântida, os exilados, a partir dessa deslocação de massas, seguiram lentamente sua rota evolutiva e, apesar de mais evoluídos e menos selvagens que os rutas do Oriente, nem por isso primavam por uma conduta mais perfeita.

Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha-escura ou amarela (…), e excessivamente orgulhosos.

Desde que se estabeleceram como povos constituídos, nesse vasto continente, iniciaram a construção de um poderoso império onde, sem demora, predominaram a rivalidade intestina e as ambições mais desmedidas de poderio e de dominação.

Por outro lado, desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para sua época, que passaram a aplicar aos serviços dessas ambições inglórias; e, de tal forma se desenvolveram suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários Missionários do Alto para intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais justas e construtivas às suas atividades sociais.

Segundo consta de algumas revelações mediúnicas, ali encarnou duas vezes, sob os nomes de Anfion e de Antúlio, o Cristo planetário, como já o tinha feito, anteriormente, na Lemúria, sob os nomes de Numu e Juno, e como o faria, mais tarde na Índia, como Krisna e Buda e na Palestina como Jesus.

Porém, triunfaram as forças inferiores e a tal ponto se generalizaram os desentendimentos entre os diferentes povos, que se impôs a providência da separação de grandes massas humanas, mormente entre: a) romahals; b) turanianos; c) mongóis; d) travlatis, refluindo parte deles para o norte do continente de onde uma parte passou à Ásia, pela ponte ocidental do Alasca, localizando-se principalmente na China, e outra parte alcançou o continente Hiperbóreo, situado, como já vimos, nas regiões árticas, ao norte da Europa, que nessa época apresentavam magníficas condições de vida para os seres humanos.

No seio da grande massa que permaneceu na Atlântida, formada pelas outras três sub-raças: a) toltecas; b) semitas; e c) acádios, o tempo, no seu transcurso milenário, assinalou extraordinários progressos no campo das atividades materiais, conquanto, semelhantemente ao que já sucedera no Oriente, as sociedades desses povos tinham se deixado dominar pelos instintos inferiores e pela prática de atos consideráveis, de orgulho e de violência.  

Assim, então, lastimavelmente degeneraram, comprometendo sua evolução.

Lavrou entre eles tão terrível corrupção psíquica que, como consequência, ocorreu novo e tremendo cataclismo: a Atlântida também submergiu.

Os atlantes possuíam um profundo conhecimentos das Leis da Natureza, mormente das que governam os três elementos, terra, água e ar.

Eram, também, senhores de muitos segredos da metalurgia. As suas cidades eram ricas em ouro e alguns de seus palácios eram feitos desse metal.

Cultivavam a magia negra e utilizavam-se grandemente dos elementais e de outros seres do submundo.

O apogeu da civilização atlante teve a duração de 70 mil anos e exerceu profunda influência na história e na religião de todos os povos pré-históricos que habitaram o Mediterrâneo e o Oriente Próximo. (…) Os chineses, mongóis em geral, inclusive os javaneses, são na Ásia os remanescentes desses povos no seu período de natural decadência etnográfica.

Por último, quanto aos habitantes sobreviventes desses dois cataclismos, resta dizer que parte se refugiou na América sobrelevada, vindo a formar os povos astecas, maias, incas e peles-vermelhas em geral, ainda hoje existentes; parte alcançou as costas norte-africanas, vindo a trazer novo contingente de progresso aos povos ali existentes, principalmente aos egípcios; e uma última parte, finalmente, a de importância mais considerável para a evolução espiritual do planeta, ganhou as costas do continente Hiperbóreo, para leste, onde já existiam colônias da mesma raça, para ali emigradas anteriormente (…).

Assim, com esses acontecimentos terríveis e dolorosos, extinguiu-se a Quarta Raça e abriu-se campo às atividades daquela que a sucedeu, que, sobre todas as demais, foi a mais importante e decisiva para a incipiente civilização do mundo.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 105/109, 114/117)


OS ÁRIAS: A QUINTA RAÇA MÃE

Com a chegada dos remanescentes da Atlântida, os povos Hiperbóreos ganharam forte impulso civilizador e, após várias transformações operadas no seu tipo fundamental biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos com os tipos-base, já previamente selecionados pelos auxiliares do Cristo, conseguiram estabelecer os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura elegante e magnífica, cabelos ruivos, olhos azuis, rosto de feições delicadas.

(…) A Quinta Raça foi a última, no tempo, e a mais aperfeiçoada, que apareceu na Terra, como fruto natural de um longo processo evolutivo, superiormente orientado pelos Dirigentes Espirituais do planeta.

Ao se estabelecerem no centro da Europa os Hiperbóreos, logo a seguir e antes que pudessem definitivamente se fixar, foram defrontados pelos negros que subiam da África, sob a chefia de conquistadores violentos e aguerridos, que abrigavam suas hordas sob o estandarte do Touro, símbolo da força bruta e da violência.

Essas duas raças que assim se enfrentavam, representando civilizações diferentes e antagônicas, preparavam-se para uma guerra implacável, uma carnificina inglória e estúpida, quando os poderes espirituais do Alto, visando mais que tudo preservar aqueles valiosos espécimes brancos, portadores de uma civilização mais avançada e tão laboriosamente selecionados, polarizaram suas forças em Rama, jovem sacerdote do seu cultoo primeiro dos grandes enviados históricos do Divino Mestre – dando-lhe poderes para que debelasse uma terrível epidemia que lavrara no seu povo e adquirisse junto deste, enorme prestígio e respeito.

(…) Rama assumiu a direção efetiva do povo, levantou o estandarte do Cordeiro – símbolo da paz e da renúncia – e, no momento julgado oportuno, conduziu-o para os lados do Oriente, atravessando a Pérsia e invadindo a Índia, desalojando os Rutas primitivos e aí estabelecendo, sob o nome de Árias, os homens da gloriosa Quinta Raça.

Esses mesmos homens (…) plantaram os fundamentos de uma civilização mais avançada que todas as precedentes.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 121/123)


OS POVOS PRINCIPAIS

Após essas impressionantes depurações, os remanescentes humanos agrupados, cruzados e selecionados aqui e ali, por vários processos, e em cujas veias já corria, dominadoramente, o sangue espiritual dos Exilados da Capela, passaram a formar quatro povos principais, a saber: os árias, na Europa; os hindus, na Ásia; os egípcios, na África e os israelitas, na Palestina.

Os árias, após a invasão da Índia, para onde se deslocaram, como vimos, sob a chefia de Rama, aí se estabeleceram, expulsando os habitantes primitivos, descendentes dos Rutas da Terceira Raça, e organizando uma poderosa civilização espiritual que, em seguida, se espalhou por todo o mundo.

Deles descendem todos os povos de pele branca que, um pouco mais tarde, conquistaram e dominaram a Europa até o Mediterrâneo.

Os hindus se formaram de cruzamentos sucessivos entre os primitivos habitantes da região, que fecundamente proliferaram após as arremetidas dos árias para o Ocidente e para o sul, e dos quais herdaram conhecimentos espirituais avançados e outros elementos civilizadores.

Os egípcios – os da primeira civilização – detentores da mais dinâmica sabedoria, povo que, como diz Emmanuel: “Após deixar o testemunho de sua existência gravado nos monumentos imperecíveis das pirâmides, regressou ao paraíso de Capela.”

E finalmente os israelitas, povo tenaz, orgulhoso, fanático e inamovível nas suas crenças; povo heroico no sofrimento e na fidelidade religiosa (…).

Povo que até hoje padece, como nenhum outro dos exilados, por haver desprezado a luz, quando ela no seu seio privilegiado brilhou, segundo a Promessa, na pessoa do Divino Senhor – o Messias.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 135/136)


REENCARNAÇÕES

Reencarnação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo.”

A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição.

Acreditavam que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se.

Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama de reencarnação.

Com efeito, ressurreição pressupõe o retorno à vida do corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.

A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo, novamente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.

No Espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Felizes por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros.

A encarnação apenas os separa momentaneamente, porque, ao regressarem à erraticidade, reúnem-se novamente como amigos que voltam de uma viagem.

Muitas vezes, até, seguem juntos na mesma encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem pelo seu mútuo adiantamento.

E se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam

A união e afeição que existem entre parentes são um indício da simpatia anterior que os aproximou.

Deus permite, nas famílias, (…) encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns, e de progresso para outros. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que destes recebem.

Se alguns fraquejam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas a esperança não está de todo perdida. Ajustados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, portanto, estreitamento dos laços de afeição.

Com a pluralidade de existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.

(…) No estado errante, isto é, no intervalo das existências corpóreas, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que está ligado pelo seu grau de evolução. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, conforme seja mais ou menos materializado.

Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos. Por isso, dá a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas aptidões, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de agir.

Mas a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório; é uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros degraus da iniciação e gozam mais cedo do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam o seu progresso, podendo, pela obstinação que demonstrem, prolongar indefinidamente a necessidade de reencarnar, e é então que a encarnação se torna um castigo.

Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência. Contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido, e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, a encarnação é um castigo, pela necessidade que ele tem de prolongar sua estada nos mundos inferiores e infelizes. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, pode não apenas abreviar a duração da encarnação material, como também transpor de uma só vez os degraus intermediários que o separam dos mundos superiores.

A encarnação, ademais, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si e para outros. Deus, cujas leis são todas soberanamente sábias, nada faz de inútil.

Pela reencarnação no mesmo globo, quis Ele que os mesmos Espíritos, ao se encontrarem novamente, tivessem oportunidade de reparar seus erros recíprocos.

Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer os laços de família sobre base espiritual, apoiando numa Lei da Natureza os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.

(Allan Kardec, tradutor Evandro N. Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, 2ª edição, 2ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 61/71)


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

132 – Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação.

A encarnação tem também outro objetivo que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.  

133 – Os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem, têm necessidade da encarnação?

Todos foram criados simples e ignorantes; instruíram-se nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito.

134 – Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta das dificuldades da vida corporal?

Eles alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do Espírito; quanto menos tenha de imperfeições, menos tem de tormentos. Quem não é invejoso, nem ciumento, nem avarento, nem ambicioso, não terá os tormentos que nascem desses defeitos.

167 – Qual o objetivo da reencarnação?

Expiação, aprimoramento progressivo da Humanidade, sem o que, onde estaria a justiça?

168 – O número de existências corporais é limitado, ou o Espírito se reencarna perpetuamente?

A cada nova existência o Espírito dá um passo no caminho do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.

169 – O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?

Não, aquele que caminha depressa se poupa das provas. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas porque o progresso é quase infinito.

172 – Nossas diferentes existências corporais se passam todas sobre a Terra?

Não, não todas, mas nos diferentes mundos; a que passamos neste globo não é a primeira nem a última, e é uma das mais materiais e das mais distanciadas da perfeição.

173 – A alma, a cada nova existência da vida corporal, passa de um mundo a outro ou pode viver várias vezes sobre o mesmo globo?

Pode reviver muitas vezes sobre o mesmo globo se não é bastante avançada para passar para um mundo superior.

176 – Os Espíritos depois de terem encarnado em outros mundos, podem encarnar neste sem jamais terem passado por aqui?

Sim, como vós em outros mundos. Todos os mundos são solidários; o que não se faz num, pode-se fazer noutro.

178 – Os Espíritos podem reviver corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram?

Sim, quando devem cumprir uma missão para ajudar o progresso, e, nesse caso, aceitam com alegria as tribulações dessa existência, visto que lhes fornecem um meio de progredir.

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Perguntas e Respostas)


Percebam o que ocorre nas encarnações e reencarnações vivenciadas na Terra.

O renascer é a didática para que o espírito aprenda com as provações, e eleve-se pelo esquecimento que anima o perdão e incentiva a evolução. Apenas as provações não atingem seus propósitos quando aqueles que deveriam ser beneficiados entregam-se, pelo livre-arbítrio, à revolta contra a pertinência divina. E abraçar a antítese de Deus é colocar-se ao serviço das trevas, simbolicamente ao lado esquerdo de Jesus.  

O espírito é colocado em seu primeiro berço, a matéria, onde poderá ter as suas primeiras noções de limite e distância, vindo futuramente a entender sobre o que é o infinito. Da mesma maneira que sua compreensão a respeito do tempo na vida física lhe concederá no futuro o conceito do que vem a ser espaço atemporal e eternidade.

Também à medida que desenvolve seu raciocínio passa a não se contentar em ficar limitado ao campo denso, imaginando além do que é muitas vezes considerado possível, tornando-se criativo e transcendendo as fronteiras materiais, ingressando assim na esfera da mente abstrata.

Dessa forma, o espírito vai aos poucos entendendo sobre si mesmo, sobre o Universo e sobre Deus. E, gradualmente, sobre o seu próprio potencial junto à criação divina, na construção de seu microcosmo.

Portanto, a primeira encarnação é a colocação de um espírito recém-nascido em seu primeiro berço. Onde, por ser ainda imaturo, cometerá inúmeras faltas, precisando retornar a outros berços, creches e escolas pelas reencarnações até que aprenda.

O caminho natural daí em diante atravessa diversas escolas, da mesma forma como uma criança na Terra ingressa no maternal, no primário, e posteriormente na universidade. E cada plano material, através dos incontáveis planetas existentes para esse fim, constitui-se numa escola a ser frequentada.

A Terra é uma escola, Marte é outra um pouco mais avançada com vida espiritual, assim como a vida pulsa em bilhões de planetas em todo o Universo “conhecido” pelo homem, onde espíritos frequentam cursos pertinentes aos seus estágios mentais.

E cada planeta, conforme o estado evolutivo que se apresenta, possui ciclos que correspondem numa escola aos anos letivos. Tais ciclos diferem de um planeta para outro, em função das necessidades carmáticas de seus habitantes.   

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004)


TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

Transição Planetária

Já dissemos e mostramos que, de tempos em tempos, periodicamente, a humanidade atinge um momento de depuração, que é sempre precedido de um expurgo planetário, para que dê um passo avante em sua rota evolutiva.

Estamos, agora, vivendo novamente um período desses e, nos planos espirituais superiores, já se instala o divino tribunal; seu trabalho consiste na separação dos bons e dos maus, dos compatíveis e incompatíveis com as novas condições de vida que devem reinar na Terra futuramente.

Todos aqueles, enfim, que possuírem em seus perispíritos a luminosidade reveladora da renovação, esses passarão para a direita; poderão fazer parte da nova humanidade redimida; habitarão o mundo purificado do Terceiro Milênio, onde imperarão novas leis, novos costumes, nova mentalidade social, e no qual os povos, pela sua elevada conduta moral, tornarão uma realidade viva os ensinamentos do Messias.

Quanto aos demais, (…) serão relegados a mundos inferiores, afins, onde viverão imersos em provas mais duras e acerbas, prosseguindo na expiação de seus erros, com os agravos da obstinação.

Todavia, a misericórdia, como sempre, os cobrirá, pois terão como tarefa redentora o auxílio e a orientação das humanidades retardadas desses mundos, com vistas ao apressamento de sua evolução coletiva.

Então, como sucedeu com os capelinos, em relação à Terra, assim sucederá com os terrícolas em relação aos orbes menos felizes, para onde forem degredados e, perante os quais como antigamente sucedeu, transformar-se-ão em Filhos de Deus, em anjos decaídos.

Assim, o expurgo destes nossos tempos – que já está sendo iniciado nos planos etéreos – promoverá o alijamento de espíritos imperfeitos para outros mundos e, ao mesmo tempo, a imigração de espíritos de outros orbes para este.

Os que já estão vindo agora, formando uma geração de crianças tão diferentes de tudo quanto tínhamos visto até o presente, são espíritos que vão tomar parte nos últimos acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em perspectiva; porém, os que vierem em seguida, serão já os da humanidade renovada, os futuros homens da intuição formadores de nova raça – a sexta – que habitará o mundo do Terceiro Milênio.

Os cataclismos antigos eram necessários para o sofrimento coletivo tanto quanto os modernos, visto que o homem pouca coisa evoluiu em todo esse tempo, e o sofrimento continua sendo o elemento mais útil ao seu progresso espiritual.

Mas todos estes cataclismos, segundo o que consta dos livros sagrados das religiões e anúncio de profetas de reputada sabedoria, deverão repetir-se, e novos corpos celestes entrarão em cena provocando novas desgraças.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 167/169, 172/173)


Sabe-se que poucos aproveitarão a oportunidade de regenerar-se e que, se fosse hoje a finalização do processo de transição planetária, apenas dez por cento da humanidade continuariam encarnando na Terra.

(Geazi Amais, Apometria e Desdobramento Múltiplo, Editora Madras, São Paulo/SP – 2015, p. 57)


(…) Cada planeta, conforme o estado evolutivo que se apresenta, possui ciclos que correspondem numa escola aos anos letivos. Tais ciclos diferem de um planeta para outro, em função das necessidades carmáticas de seus habitantes.   

Cada ciclo incorpora na humanidade novos espíritos ainda em aprendizado primário, os quais substituem outros que deixaram o orbe, seja indo para encarnações no astro intruso ou para planos mais evoluídos. Essa nova geração, juntamente com os que permanecerem na Terra, vindos do ciclo anterior, terá como missão reconstruir o planeta.

(…) Inúmeros espíritos de luz encarnam no decorrer dos ciclos para levar ensinamentos científicos e religiosos, de modo a alavancar a dinâmica do desenvolvimento do orbe. Se não fosse assim, o progresso tecnológico poderia ser bem mais lento em determinados ciclos.

(…) A cada ciclo, novas levas de espíritos são transferidos para o orbe terrestre com a finalidade de prosseguirem em seus estágios probatórios. 

Por um lado eles trazem também códigos genéticos que contribuem para a formação mais aprimorada do DNA local, sendo uma forma de interação dinâmica das várias civilizações que constituem o Universo. Mas, por outro lado, muitos fraquejam na realização de suas missões, trazendo ainda para o planeta angústias, guerras, e outras situações de sofrimento.

Cada ciclo tem uma humanidade diferente das demais, apenas com alguns representantes da humanidade anterior, os quais são aqueles que “repetiram o ano escolar”. Tudo se renova: hábitos, idiomas, religiões, modismos, entre outros itens.

Para atingir estágios mais elevados, os espíritos precisam emigrar para outros orbes de dimensão diferente, não ficando mais na Terra.

Entretanto, se aqui permanecem é porque ainda não conseguiram transmutar em seus duplo-etéreos as imperfeições mais graves trazidas de encarnações anteriores, na própria Terra ou em outros planetas.

Quando o astro intruso passou pela última vez, há 13 mil anos, também realizou forte procedimento higienizador no planeta, e muitos benefícios foram implantados pela espiritualidade e por aqueles que migraram para a Terra trazendo novos conhecimentos. Os quais formaram a nova humanidade, a atual.

Inúmeros espíritos que se encontram encarnados na Terra, ou mesmo desencarnados ao redor dela, encontram-se em verdadeiro estado de alienação espiritual, descuidando-se sobremaneira de suas evoluções. Adotam comportamentos voltados para vícios e outras imperfeições, que não se traduzem efetivamente como atitudes agressivas contra terceiros, mas contra eles mesmos.

Sendo assim, em alguns casos a encarnação no astro intruso seria demasiadamente pesada para eles. E a solução é a permanência por certo período no âmbito etéreo do astro, sofrendo com as vibrações negativas, entretanto sem a necessidade de encarnar. Até que desembarquem em algum planeta mais condizente com seus estados ainda imperfeitos. É o caso em que o astro intruso funciona como um grande ônibus cósmico.

Espíritos reincidentes podem, assim, regressar à esfera do astro intruso, quantas vezes for necessário, para que despertem a razão sobre seus estados evolutivos rudimentares.

(…) Todos os encarnados e desencarnados que tiverem decretado o próprio juízo final, pelas imprudências e imperfeições que desenvolveram no planeta, estarão sintonizados com o astro, independentemente do fato de estarem encarnados ou não.

A única diferença é que os encarnados que migrarem serão conduzidos de volta ao mundo etéreo pelos processos de elevada violência, que sacudirão o planeta pela aproximação do astro. A rigor, o presente cotidiano da Terra, com o aumento da violência urbana, guerras epidemias e desequilíbrios naturais, já é pequena amostra do porvir dos próximos anos, quando o astro estará cada vez mais perto e suas vibrações negativas mais intensas.

Considere-se, ainda, o fato de que inúmeros irmãos embrutecidos que desencarnaram recentemente na Terra, não terão nova chance no planeta tão cedo, estando já prontos a ingressar na esfera magnética do astro que os conduzirá embora.

No contexto global, todos os que se encontram encarnados na Terra, ou mesmo os desencarnados em planos espirituais sintonizados com o plasma denso, serão atingidos de alguma forma, isso é inevitável.

Mas o nível de influência sobre cada espírito decorre de seu estado evolutivo.

A força de atração será maior sobre aqueles que apresentam, em seus registros vibratórios, sintonia adequada com as energias que emanam do astro, configurando alta correlação positiva em termos de hipótese matemática, que fornecerá os indícios sobre aqueles que de fato serão afastados do planeta.

Aqueles que embarcarem no astro poderão, nas passagens seguintes por outros planetas, serem alocados nesses orbes, por já terem adquirido o conhecimento necessário sobre suas imperfeições, pedindo por socorro e novas chances em planetas mais evoluídos. Da mesma forma que outros espíritos são meramente transportados por esse ônibus do infortúnio, mas que se transforma com o tempo em cárcere da salvação, despertando mentes obscuras para seus estados reais de desespero e desamor.

Quanto àqueles que embarcarem a partir da Terra, só retornarão ao planeta após nova passagem do astro intruso dentro da órbita programada (…). Antes disso não será possível, dadas as condições terríveis que cercam seus espíritos. Poderão desembarcar antes em outros planetas (…), mas não na Terra.

A exemplo do que ocorreu em outras épocas, serão verificadas ondas migratórias para a Terra, inclusive de alguns que partiram do planeta há milênios e agora voltam conduzidos pelo próprio astro. Outros fluxos migratórios partirão de determinados planetas em direção à Terra, tal qual aconteceu com os retirantes de Siryus e de Capela.

Os códigos genéticos contarão com dados que antes não eram conhecidos na Terra, favorecendo o progresso do planeta na construção de uma sociedade mais evoluída do que a anterior, uma nova raça.

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004, p. 06/11, 25, 29, 32, 40)


O ASTRO INTRUSO (“PLANETA CHUPÃO”)

Transição Planetária

O astro intruso é um divisor de águas, que termina com a ascensão de uma sociedade contaminada pela violência e pela falta de amor, geradoras de doenças físicas e psíquicas. E aqueles que evoluíram para o mal vão entender o resultado de suas escolhas, pelos frutos amargos que colherem no astro intruso. Vão experimentar do próprio remédio que aplicaram a terceiros na Terra. Essa evolução, por meio do negativo pelo qual optaram, servirá então para lhes mostrar o que o mal representa, concedendo-lhes o saber para que aprendam a sublimar o bem.

Portanto, o astro intruso deve ser visto não como um julgamento, mas como um tribunal, onde os réus aplicam as próprias sentenças conforme suas respectivas sintonias energéticas.

Cada um que for atraído pelo astro será imantado pelo que plasmou na vida terrena. Assim, assassinos estarão sintonizados com outros que já estão no astro intruso e manifestam por pensamento idéias e acontecimentos semelhantes, de vingança e de crueldade, da mesma forma que seres ligados ao vício das drogas serão atraídos pelas suas partes similares.

Para cada imperfeição grotesca o astro emana cenas de igual teor, que formam os campos de sintonia plasmados pelos que já se encontram lá, consequentemente ativando o magnetismo de atração.

Por apresentar uma força magnética extremamente rudimentar e grosseira, ele, à medida que vai passando ao largo de planetas habitados situados em sua trajetória, atrai para sua esfera espíritos sintonizados com vibrações inferiores. Espíritos esses que não conseguiram atingir o desenvolvimento necessário ao processo evolutivo, e cujo renascer em planetas ainda primários se faz categórico.

Esse mecanismo de atração concedeu ao astro a denominação de “planeta chupão”, sendo que outros nomes como “planeta inferior”, “planeta higienizador”, ou “globo etéreo”, também são aplicados. Mas o importante é entender o real sentido de sua existência.

A princípio, o conceito de astro é um corpo celeste, que pode ser uma estrela, um planeta, um satélite ou um cometa. Independentemente de sua forma, ou dele ter ou não luz própria.

(…) Seu trabalho cósmico apresenta aspecto duplo. Não apenas o de servir de morada evolutiva de inúmeros espíritos, como o de transportá-los de volta a seus planetas de origem quando alcançam a devida evolução. Além do que, muitos desses espíritos ainda não preparados para o retorno, porém já com certo grau de evolução que não os permita permanecer no astro, serão distribuídos por diversos planetas, de outros sistemas solares, para que lá continuem suas jornadas.

O que implica ser o astro intruso um importante instrumento de estágio evolutivo, mas também de fluxos migratórios, assumindo o aspecto de enorme ônibus cósmico, destinado ao transporte de espíritos em evolução. Cujas entradas e saídas serão determinadas pelas sintonias vibracionais que apresentam, por ocasião da passagem desse imenso veículo pelos diversos planetas constituídos em sua órbita.

O astro intruso é um corpo celeste que existe há bilhões de anos realizando o mesmo trabalho de higienização espiritual em diversos planetas tangenciados por ele.

Dizer que só a Terra será afetada seria o mesmo que afirmar que a programação da espiritualidade no que concerne à região está vinculada aos desígnios na Terra. Outros planetas do Sistema Solar, onde existe vida espiritual, também receberão algum tipo de influência corretiva, a exemplo do que ocorre com planetas cujas órbitas são tangenciadas pelo astro intruso, em outros sistemas solares. Porém, não de forma tão drástica quanto a Terra.

O astro intruso tem múltiplas funções, conforme a programação da espiritualidade, no sentido de atender à evolução daqueles que ali se encontram, bem como acatar as emergências verificadas em sua trajetória. E uma delas é a de recolher, migrar e alocar espíritos em desenvolvimento primário.

Assim (…), as funções mais claras para os homens são duas. Por um lado, recolher entidades em planetas onde elas obstruem o desenvolvimento local, deixando-as em outros que lhes convêm no processo evolutivo. E, ademais, também lhes conceder o suporte reencarnatório no próprio astro, quando isso se fizer mister.

O plano reencarnatório do astro é extremamente grosseiro, onde imperam a ignorância e o sofrimento em níveis assustadoramente inferiores. E as provações são de tamanha escala, que várias entidades espirituais rapidamente alcançam consciência maior de seus estados, solicitando clemência e novas chances.

E como Deus não é inflexível, tampouco tirano, permite que sejam deixados em diversos planetas com melhor nível evolutivo na trajetória do astro.  Da mesma forma que, para outros irmãos, o astro servirá apenas de ônibus astral, conduzindo-os de um planeta a outro. 

A ambiência é por demais sombria, remontando por analogia ao pretérito remoto da Terra. A sociabilidade inexiste, pois as relações são angustiantes, marcadas pela violência e por sofrimentos em vertentes contínuas.

Deve-se apenas acrescentar que, por ser um plano etéreo grosseiro, para onde são atraídas entidades ignorantes de vários planetas, a evolução física praticamente inexiste.  Ela não se processa em termos coletivos, de modo que o planeta evolua material e espiritualmente como vem ocorrendo com a Terra. O processo evolutivo é limitado pela individualidade de cada espírito ali presente. Pois, cansado de sofrer, o espírito começa a entender com mais clareza o que significou o seu passado em mundos anteriores, e o que o levou a habitar o astro intruso, vindo a solicitar novas chances em planetas mais evoluídos.

No astro intruso, o progresso material coletivo é anulado pela intensa absorção de espíritos ignorantes originários de vários planetas em ondas regulares, os quais não possuem a capacidade de contribuírem para a evolução física local.

Esse estado permanente de trevas torna a vida insuportável. Os espíritos ali encarnados atravessam terríveis tormentos e fases marcantes de sofrimentos. De modo que os breves momentos de conscientização ocorram nos períodos interencarnatórios, quando recordam de vidas anteriores em outros planetas, comparando as sequências evolutivas em cada um dos orbes. Isso é necessário a fim de perceberem o ambiente de trevas do astro intruso, advindo o pedido de clemência, para que sejam transportados para outros planetas que apresentem condições de evolução mais aprazíveis.

Sendo assim, o astro intruso representa verdadeiro tratamento de choque, no sentido de despertar espíritos ignorantes, mostrando seus estágios evolutivos impróprios.

Quando o astro intruso passa longe da órbita terrestre ele tem a função de simples ônibus cósmico, trazendo de volta aqueles espíritos que já podem retornar, ou conduzindo aqueles que se apresentam como voluntários para o trabalho de assistência naquele orbe.

Aproximadamente dois terços da população encarnada e desencarnada da Terra seguirão com o astro intruso. Entre o um terço restante a grande maioria permanecerá no plano terrestre denso, inicialmente pouco mais de 140 mil pessoas, e espiritual, para que replantem as raízes da civilização no planeta. Apenas poucos migrarão para outros planetas mais adiantados, onde receberão os frutos de seus esforços transmutadores na Terra, sendo conduzidos por veículos etéreos tipo vimanas, não pelo astro intruso

A tendência das pessoas de bem é não se envolver com as nuances do mal em qualquer hipótese, no que tange à ação direta. Mas com os acontecimentos que se verificam no planeta, marcados pela maldade e pelas injustiças, elas ficam revoltadas, desejando mal aos agressores e adquirindo carmas mentais. Assim, de alguma forma a humanidade fica contaminada pelos sentimentos negativos, retardando a evolução dela e do orbe como um todo.  

A cada ciclo os espíritos trevosos e recalcitrantes espalham-se pela sociedade, trazendo péssimos exemplos que tendem a destruir o caráter e provocar vícios. E os homens, quando contaminados, pois aceitaram essa condição pelo livre-arbítrio, devem passar pela higienização do astro intruso, que estimula pelo fogo a força do elemento água, através dos oceanos, para retirar do orbe terrestre o material impuro. Para que surja uma sociedade mais evoluída e capaz de dar continuidade ao progresso planetário, pois assim renovam-se as chances.   

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004, p. 40/43, 13, 21 e 23, 32, 44/46)


A NOVA ERA DE AQUÁRIO

Guardiões da Terra

O Sol entrará, agora, no signo de Aquário.

Este é um signo de luz e de espiritualidade e governará um mundo novo onde, como já dissemos, mais altos atributos morais caracterizarão o homem planetário; onde não haverá mais lugar para as imperfeições que ainda hoje nos dominam; onde somente viverão aqueles que forem dignos do título de Discípulos do Cristo em Espírito e Verdade.

O novo ciclo – que se chamará o Reino do Evangelho – será iniciado pelos homens da Sexta Raça e terminado pelos da Sétima, e em seu transcurso a Terra se transformará de mundo de expiação em mundo regenerado.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 170)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 05.02.2018

ESPÍRITOS AMPARADORES

FLEUR DE LYS

ESPÍRITOS AMPARADORES

Apometria


 MENTORES – AMIGOS ESPIRITUAIS

Segundo o espírito IRMÃ TERESA, por meio do médium J.S. Godinho:

Quando os mentores se permitem uma nova encarnação, é somente com o intuito de servirem como mensageiros na Terra.

Foi o que aconteceu com Jesus, Francisco de Assis e outros.

Alguns espíritos já voltaram à Terra depois de terem o Corpo Astral desintegrado para que pudessem habitar esferas superiores, reconstruindo-o novamente.

A reconstrução do Corpo Astral é um processo lento e muitas vezes doloroso, como se estivéssemos entrando num processo de involução.

É claro que os irmãos das esferas superiores já têm todos os seus sentimentos sublimados e quando nos permitem a graça de sua presença, fazem com tanto amor, demonstrando essa evolução, que nós muitas vezes nos sentimos realmente pequenos e necessitando crescer para ficarmos mais perto deles, grandes e tão humildes. Pois a verdadeira grandeza está em saber ser humilde.

Cada um dos irmãos não tem apenas um mentor em particular, mas sim um grupo de amigos espirituais que o auxiliam na condução de sua nova encarnação.

O espírito, que poderíamos colocar como mentor-chefe dessa equipe de amigos, tem um grau de evolução um pouco maior, mas sempre ligado a alguma encarnação do ser encarnado no momento.

E os demais, se não estiverem preparados da mesma forma, terão algo fundamental como o amor fraterno e vocês estarão sendo abençoados pela presença deles.

Então, normalmente são espíritos ligados a nosso passado, que se unem a nós encarnados, fazendo o que chamamos de um trabalho de mentor ou anjo de guarda. Essa equipe pode ser visualizada na forma de um espírito, mas tenham a certeza de que são vários os amigos que estão auxiliando todo o tempo.

Das esferas superiores sempre vem a designação de uma atenção maior, quando a tarefa do encarnado é mais difícil ou mais séria.

Quando já temos condições de orientar uma pessoa em particular ou algumas de modo geral, ainda assim temos de receber outras informações vindas de planos mais altos, para que possamos tomar certas decisões e orientar nossos pupilos.

Se isso acontece com quem está no plano espiritual, cabe a vocês que estão no mundo físico e têm acesso a essas informações, que lhes transmitimos, repassar aos que não têm.

Quando os amigos do plano espiritual assumem o trabalho de guiar e auxiliar algum encarnado, mesmo que ele não siga o caminho delineado pela espiritualidade, permanecem ao seu lado.

(J. S. Godinho/Irmã Teresa, Mediunidade e Apometria, Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 117/118)


OS MENTORES E A ELEVAÇÃO MORAL DOS ENCARNADOS

A experiência mostra que aqueles que se dedicam amorosamente, a serviço do Cristo, recebem proteção espiritual especial e avançada.

Ninguém, entretanto, deve abusar ou descuidar da autoproteção. Os guias e protetores não são cabides ou bengalas à nossa disposição, durante 24 horas do dia como alguns pensam.

Muitas são as dificuldades enfrentadas pelas entidades que se dedicam ao serviço de proteção junto aos encarnados. Há uma grande diferença vibratória que os separam dos seus protegidos, assim como uma densa barreira formada pelas emanações mentais dos encarnados, que se projeta no astral.

A proteção espiritual é um pré-requisito para qualquer atividade nesse campo de forças dinamizadas pela mente. O domínio de muitas técnicas poderá fazer de você um servidor mais eficiente para atender a causa à que estamos sendo chamados. Porém, o amor ao próximo, que você manifesta trabalhando, é o fundamento que lhe dará a proteção e a segurança que precisa se realmente quer servir.

Consideramos que é uma imprudência a incursão nesse campo de trabalho, por parte daqueles que se aventuram nessa prática de intercâmbio sem a assistência superior. Assim, desaconselha-se qualquer prática de abordagem do mundo espiritual, porque, nesses casos, poderão vir a se tornar vítimas ou até escravos das forças as quais pretende anular, colocando o consulente em contato com forças que desconhece e das quais não saberá se proteger.

Reforçamos, mais uma vez, que somente contarão com assistência superior aqueles grupos que detenham, na caridade desinteressada, o objetivo maior dos seus esforços.

Se desejarmos proteção espiritual elevada, devemos alimentar sentimentos superiores e refletirmos a quem queremos servir, antes de ingressarmos nesse novo campo de serviço, onde não há espaço para dois senhores.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 67/68)


Devido às dificuldades impostas pelo próprio médium, muitas vezes os Mentores não podem movimentar todo o potencial energético de que dispõem, pois o médium com seus condutores alterados, oferecendo resistência à passagem de correntes astromagnéticas, poderia ter sua constituição ameaçada em sua integridade.

A condição de suportar todo o “embate” de energias envolvidas na magia, que faz do médium um mago e sacerdote, é aquisição de vidas passadas, um “dom” que cursos ou ritos não podem oferecer. 

Reflitamos que, após ter iniciado suas atividades como médiuns, a maioria dos indivíduos tem ainda seus canais energéticos com certos estreitamentos locais, certas “deformidades”, que correspondem às imperfeições mentais e astrais que vibram do subconsciente, geradas por atos em outras vidas (ressonâncias de vidas passadas), armazenadas na memória Astral inconsciente do médium os conteúdos que originaram esses bloqueios.

Esta sutil e programada interferência na memória perene (registros de vidas passadas) do médium é feita à medida que o mesmo vai adquirindo condições, através do aprendizado com os Mentores e com o Mestre encarnado que o orienta, de resolver esses dilemas conscienciais e seguir avante na jornada evolutiva espiritual.   

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 39/40)


FALANGES DE TRABALHO

Pai Velho

“(…) Pai Jacó explicou (…) que ele havia sido um médico holandês em encarnação anterior, mas na última viera como negro. E como nela aprendera e desenvolvera a virtude da humildade, preferia manifestar-se como preto-velho.”

(José Herculano Pires, Ciência Espírita, cap. IX)

“Negros e índios têm o mesmo direito de colaborar nesta hora de transição, como brancos e amarelos.

Mas sem a orientação segura do pensamento doutrinário, nas bases sólidas, lógicas e altamente culturais de Kardec, estaremos ameaçados de cair nos barrancos do caminho pelas mãos pretensiosas de cegos condutores de cegos.”

(José Herculano Pires, Ciência Espírita, cap. IX)

“(…) dentro do mais alto espírito evangélico (…).

Não é raro vermos caboclos, que engrolam a gramática nas suas confortadoras doutrinações, mas que conhecem o segredo místico de consolar as almas aliviando os aflitos e os infelizes (…).”

(Francisco Cândido Xavier, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, cap. 29)

A equipe espiritual ocupa lugar de destaque na dinâmica de atendimento, assumindo as funções de proteção, planejamento e coordenação de todo o serviço de assistência.

Ela é multidisciplinar e cada entidade assumirá uma função de acordo com sua habilitação, conquistada ao longo de muitos anos de estudo e preparação na espiritualidade.

Essa equipe multidisciplinar de servidores poderá contar algumas vezes com a presença de entidades transfiguradas como índios ou pretos velhos. Observa-se, com frequência, que religiosos, médicos, professores e engenheiros participam dessas equipes socorristas. Todos esses servidores auxiliarão no socorro espiritual, de acordo com a necessidade do atendimento, prevista em instâncias mais elevadas.      

Não se trata de sincretismo religioso aceitar a presença de entidades transfiguradas, pois a assistência espiritual se faz com os conhecimentos especializados de cada um. Cada entidade, presente na equipe de serviço, dá a contribuição que pode de acordo com o que já alcançou de saberes em determinado setor de atividade assistencial.

Algumas entidades são elevadas demais para se impressionarem com as nossas atitudes atávicas e infantis de homenageá-las. Portanto, é desnecessário adotar certas práticas ritualísticas desta ou daquela corrente filosófico-religiosa, quando determinada entidade espiritual está presente e transfigurada como forma de ocultar a própria identidade, em uma atitude de humildade.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 68/69)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

A sabedoria da Providência Divina não se circunscreve aos ideais egoístas dos homens que criaram todas essas divisões no misticismo, com a Espiritualidade que é única. Não existe uma religião que prepondere no Cosmo, e sim um amor no Universo que a todos une. A motivação básica que nos move nos trabalhos de auxílio socorrista está personificada na Terra na figura de Jesus.

Um irmão socorrido nos charcos do Umbral Inferior, na maioria das vezes, precisa de um instante de esclarecimento em contato com fluidos animalizados que um médium oferece, pois está tão fixo em seus desequilíbrios mentais que não nos enxerga. Em análise preliminar de suas encarnações passadas, podemos verificar que esse irmão foi muito ligado ao catolicismo e às crenças dessa religião. Como resguardamos as consciências, em vez de ser orientado em uma casa de Umbanda, em que se apresentarão muitos silvícolas e pretos velhos com suas práticas ligadas aos elementos da natureza, preferimos conduzi-lo à conversação que lhe é mais familiar.

E, assim, na mesa espírita, vendo-se no meio de freiras, clérigos, médicos, enfermeiros, literatos e doutores da lei, esse irmão se sente mais à vontade e é mais receptivo ao esclarecimento.

Muitos caciques e pretos velhos “transformam-se” em médicos gregos ou egípcios, em túnicas brancas reluzentes, e a todos amparamos em nome do amor crístico.

Moldamos nossos corpos astrais de acordo com as conveniências da caridade a ser prestada.

Muito espírito de médico, considerado muito “elevado” e evoluído no meio dos homens, trabalha anonimamente como humilde pai preto na Umbanda, pois em encarnação passada assim o foi.

Não nos apresentamos como uma preta velha nas mesas porque o nosso comprometimento nessa configuração astral é na egrégora de Umbanda, e tais manifestações dos nossos corpos astrais estão de acordo com os homens e suas consciências. Respeitemo-las.

(Norberto Peixoto/Vovó Maria Conga, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 117/118)


OS FALANGEIROS

A Linha de Direita é composta pelos falangeiros dos Orixás, os Pretos-Velhos, os Caboclos, os Boiadeiros, as Crianças, os Marinheiros, os Baianos, os Orientais, entre outros.

A Linha de Esquerda é o Povo de Rua, os espíritos Guardiões, que são os Exus, as Pombagiras, os Ciganos, os Exus Mirins, as Pombagiras Mirins, os Malandros, entre outros.

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 66/70, 75/78 e 130/131)


Índio Guerreiro

ÍNDIOS  E CABOCLOS

Os caboclos, de maneira geral, são espíritos que se apresentam na forma de índios brasileiros, sul ou norte-americanos, que dispõem de conhecimento milenar do uso de ervas para banhos de limpeza e chás para auxílio à cura das doenças. Não sempre são só curadores, pois também servem na irradiação de Ogum como valentes guerreiros. São entidades simples, diretas, por vezes altivas, como velhos índios guerreiros.

São exímios nas limpezas das carregadas auras humanas e experientes nas desobsessões e nos embates com o Astral inferior.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 128/129)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ANGOLA, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Caboclos são considerados espíritos de índios que, após a desencarnação, viraram guias de luz que voltaram para a Terra a fim de prestarem a caridade ao próximo ou almas que assumiram a roupagem fluídica de Caboclo como instrumento de ideal.

São da Linha das Matas. Seus conselhos visam a melhorar o ânimo dos mais necessitados. Geralmente se utilizam de charutos e plantas para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. 

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola – Nota de Rodapé, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 69)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ARUANDA (JOÃO COBÚ), por meio do médium Robson Pinheiro:

Os caboclos são exímios manipuladores de energias da natureza, de ectoplasma e bioplasma. Com o método que lhes é próprio, trabalham para auxiliar, como sabem, na recuperação de almas rebeldes e renitentes no mal. Espíritos violentos e grosseiros, de comportamento profundamente desequilibrado ou dementes espiritualmente, são muitas vezes conduzidos para as puxadas numa casa umbandista, onde são realizados os primeiros atendimentos. Depois, você poderá vê-los incorporados numa reunião espírita, recebendo o amparo e o esclarecimento, de acordo com sua necessidade e capacidade de assimilação.

Na umbanda, os processos obsessivos mais violentos são muitas vezes solucionados com a força guerreira dos caboclos.

Devido ao seu forte energismo, ao seu caráter inabalável e às suas experiências de guerra quando encarnados, que desenvolveram neles disciplina férrea, conquistada com mérito, são entidades temidas e respeitadas pelas falanges de espíritos conturbados e pelos marginais do astral inferior.

Quando incorporados em seus médiuns, trazem todo o trejeito de guerreiros, a força e firmeza do jovem e o respeito das experiências adquiridas em anos e anos de lutas ao longo das encarnações. Em essência, esse é o método umbandista, embora haja muitas variações dentro da própria umbanda.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 197/198)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Estamos todos evoluindo ininterruptamente. Realmente, alguns caboclos são diretos e ríspidos em alguns momentos. São índios aguerridos que enfrentam todo o tipo de batalha com entidades de baixíssimo estado evolutivo, violentas, duras e raivosas. Enfrentam as organizações dos lúciferes do Umbral Inferior, resgatam prisioneiros e sofredores muitas vezes em condições extremamente adversas, em locais de grande densidade, quase que materializados e de dificílima movimentação.

Toda ação atuante das falanges da Umbanda é regida pela Lei do Carma e pelo merecimento do socorro oferecido àqueles que são amparados. Como as remoções e desmanchos envolvem grandes comunidades de desencarnados sofredores, seja mago negro ou soldado de organização do mal, as avaliações individuais da situação cómsica dos socorridos são feitas posteriormente nos locais de detenção do Umbral Inferior, que são fortalezas vibratórias da luz crística no meio da escuridão.

Logicamente um caboclo não terá a gentileza de uma freira na sua incursão às regiões trevosas e abismais, pois se assim fosse, o dispensaria da necessidade de apresentação do seu corpo astral como guerreiro indígena. 

Muitas vezes, uma voz rude e áspera denota espírito amoroso e sinceridade, ao contrário do verniz fraterno de mentes controladoras e maquiavélicas, que disfarçam seus verdadeiros sentimentos com a oratória recheada de conhecimento evangélico decorado em anos de estudo, mas com o coração árido de amor. 

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 133)


Pretos e Pretas

PRETOS VELHOS

Os pretos velhos, tanto espíritos de idosos africanos escravizados e trazidos para o Brasil como de negros que nasceram em solo pátrio, são símbolos de sabedoria e humildade, verdadeiros psicólogos de profundo conhecimento dos sofrimentos e das aflições humanas. A todos esses espíritos missionários consolam amorosamente, como faziam antigamente, inclusive nas senzalas, após longo dia de incansável trabalho físico.

A infinita paciência em ouvir as mazelas e choramingas dos consulentes faz dos pretos velhos as entidades mais procuradas nos terreiros. Assim como os caboclos, usam ervas em suas mandingas e mirongas.

Suas rezas e invocações são poderosas.

Com suas cachimbadas e fala matreira, espargem fumaça sobre a pessoa que está recebendo o passe e higienizam as auras com larvas astrais e energias negativas. Com seus rosários e seu grande amor, são notáveis evangelizadores do Cristo e, com muita “felicidade”, doutrinam os obsessores que acompanham os consulentes.

Demonstram que não é o conhecimento intelectual ou a forma racial que vale no atendimento caridoso, mas a manifestação amorosa e sábia, de acordo com a capacidade de entendimento de cada filho de fé que os procura.  

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 129)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Eles penetram nos antros virulentos do umbral ou (…) invadem as bases das sombras, transubstanciam seus corpos espirituais e manipulam as matérias e os fluidos astrais com maestria e extrema competência.

Aliada a essa habilidade, guardam a sabedoria milenar que arquivaram em sua memória espiritual e, disfarçados na aparência perispiritual de pais-velhos, gozam de simplicidade e discrição.

São, muitas vezes, antigos iniciados, sacerdotes ou hierofantes cujo passado está vinculado às remotas civilizações dos atlantes, egípcios, persas e outros mais.

Contudo, preferem o trabalho anônimo a se revelarem em sua verdadeira feição espiritual; sem ostentar seus conhecimetos, camuflam-se na roupagem fluídica de um ancião negro.    

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 170)


Ibejada

CRIANÇAS

As crianças nos trazem alegria e o poder da honestidade, da pureza infantil.

Aparentemente frágeis, têm muita força na magia e atuam em qualquer tipo de trabalho. Essa vibratória serve, também, para elevar a autoestima do corpo mediúnico, após atendimentos em que foram transmutados muita tristeza, mágoa e sofrimento.

Cremos que esta é a linha vibratória mais sutil da Umbanda. Espíritos que se apresentam como crianças chamam-nos a atenção quanto à pureza da alma, necessária para a liberação deste ciclo de reencarnações sucessivas.    

Certa vez, disse-nos um preto velho que, onde uma criança pisa, não tem feitiço que resista e obsessor que não se amanse.     

Essas entidades utilizam-se muito pouco de elementos materiais e, por vezes, de doces e guaranás, que são imantados com suas vibrações e servem como catalisadores das energias curativas – e cada um recebe proporcionalmente à sua necessidade individual. 

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 130, 135/136)


Crianças ou Ibejada são espíritos que incorporam trazendo nomes infantis, expressando-se como uma criança, nos gestos e na inocência das brincadeiras, transmitindo muita alegria. 

Possuem a experiência de várias encarnações, mas com a irreverência e a algazarra das crianças.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

No exercício da caridade desinteressada, as falanges benfeitoras do orixá Yori trazem momentos de resgate da pureza espiritual a todos, pois assim como o estavam ao alcance da aura quilométrica, também dessa forma agem tais entidades.

Por determinações superiores, compartilham suas vibrações sutilizadas, conduzindo todos os circunstantes, médiuns e consulentes, a um momento de felicidade tranquila e serena, qual sentimento de beatitude que arrebatava aqueles que escutavam as doces palavras de alento do Cristo Jesus.

As entidades que labutam na Umbanda na faixa de Yori se apresentam em formas astrais infantis, de crianças, sendo em sua maioria espíritos puros, do bem.  Por intermédio das suas vibrações de pureza e inocência espiritual, imprimem sutilíssimas impressões em todos os que lhes estão no raio de ação. Vinculam-se ao psiquismo dos aparelhos mediúnicos, a fim de lograrem rebaixamento vibracional para realizarem a magia que lhes é destinada.

Conseguem atuar nos sítios energéticos etéricos e astrais da natureza com grande desenvoltura, pois, por serem puros, “crianças espirituais”, estando totalmente desvinculados dos apelos inferiores tão comuns aos filhos retidos no ciclo carnal, são grandes magos junto aos imaculados espíritos da natureza.

Desfazem e neutralizam qualquer energia enfermiça. Por isso, é de uso comum nos terreiros o aforismo popular “o que os filhos das trevas fazem, qualquer criança desfaz para o bem”. 

Essas entidades, quando incorporadas, falam de maneira mansa, dando a impressão de serem infantis, induzindo os ouvintes a resgatarem em si a pureza espiritual há muito esquecida. Muitas provêem de estâncias cósmicas ainda inimagináveis aos filhos na Terra. 

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 171/172)


Orientais

ORIENTAIS

Os orientais se apresentam como hindus, árabes, marroquinos, persas, etíopes, chineses, egípcios e tibetanos, e nos trazem conhecimentos milenares.

São espíritos que encarnaram entre esses povos e que ensinam ciências “ocultas”, cirurgias astrais, projeções da consciência, cromoterapia, magnetismo, entre outras práticas para a caridade que não conseguimos ainda transmitir em palavras.

Por sua alta frequência vibratória, criam poderosos campos de forças para a destruição de templos de feitiçaria e de magia negativas do passado, libertando os espíritos encarnados e desencarnados. Incentivam-nos no caminho da evolução espiritual, por meio do estudo e da meditação; conduzem-nos a encontrar o Cristo interno, por meio do conhecimento das leis divinas aplicadas em nossas atitudes e ações; atuam com intensidade no mental de cada criatura, fortalecendo o discernimento e a consciência crística.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 131/132)


Os Orientais são entidades ligadas às curas e às ciências com profundos conhecimentos esotéricos da antiguidade.

Nessa linha se encontram as falanges de dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios, entre outros.

Levam o encarnado a compreender as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança dos comportamentos que as geram, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados.

São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.  

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


BoiadeirosBaianas

BOIADEIROS, MARINHEIROS E BAIANOS

Quanto às demais formas de apresentação das Entidades na Umbanda, entendemos que fazem parte da diversidade regional desse enorme país, estando de acordo com os agrupamentos terrenos.

Por exemplo: os boiadeiros pertencem a uma falange de espíritos que estão ligados à economia fortemente baseada na agropecuária; os marinheiros se manifestam mais intensamente nas regiões litorâneas que dispõem de portos, como o Rio de Janeiro; os baianos, no Sudeste, com ênfase para o estado de São Paulo, onde sempre foi intensa a migração de nordestinos.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 132/133)


Os Boiadeiros são uma falange de espíritos de luz responsáveis por identificar e capturar quimbas a fim de que eles sejam tratados. 

Essas entidades têm natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, filho de branco com índio ou índio com negro, caracterizado como o caboclo sertanejo: Vaqueiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola.

Expressam a humildade, a força de vontade, a liberdade e a determinação do homem do campo.  

Os Marinheiros atuam no auxílio ao próximo, como guias para desmanche de feitiçaria, na dispersão de fluidos de baixo teor, ajudando a manipular ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléficas.

Seus conselhos, sempre cheios de fé e esperança, trazem bom ânimo e consolação. 

Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentaram guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Os Baianos pertencem à Linha das Almas, a mesma dos Pretos-Velhos.

Possuem uma capacidade de ouvir e de aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente. São carinhosos e passam segurança, mas não são do tipo que toleram desaforos.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 130/131) 


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CIGANOS

Os ciganos são ricos em histórias e lendas. Foram nômades em séculos passados, pertencentes a várias etnias.

Em grande parte são do antigo oriente.

Erroneamente são confundidos com cartomantes ociosas de praças públicas que, por qualquer vintém, leem as vidas passadas. 

São entidades festeiras, amantes da liberdade de expressão, excelentes curadores, trabalham com fogo e minerais. Cultuam a Natureza e apresentam completo desapego às coisas materiais.

São alegres, fiéis, e ótimos orientadores em questões afetivas e de relacionamentos humanos.

Utilizam comumente, nas suas magias, moedas, fitas, pedras, perfumes e outros elementos para a caridade, de acordo com certas datas e dias especiais sob a regência das fases da Lua.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 132)


Os Ciganos são uma falange de trabalhadores espirituais com valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual, tendo em sua origem o trabalho com a natureza, as energias do Oriente, cristais, incensos, pedras energéticas, cores, os quatro sagrados elementos da natureza.

Utilizam-se exclusivamente de magia branca natural, além de banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas.

São muito altivos, assetivos no que falam, seguros de si, do que enxergam e no que acreditam.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


Exu

GUARDIÕES (EXUS)

Na Terra, as condensações energéticas formadas pela comunhão de pensamentos seriam nefastas se não houvesse a atuação das vibrações ditas Exus, desfazendo as correntes astral-mentais negativas, que são plasmadas dia e noite sem trégua.

Todavia, indicaremos, de um modo geral, a atuação das entidades ditas exus quando autorizadas dentro da lei de causa e efeito, e com o merecimento conquistado por aqueles que estão sendo amparados por suas falanges: desmancham e neutralizam trabalhos de magia negra, desfazem formas-pensamentos mórbidas, retém espíritos das organizações trevosas e desfazem as habitações dessas cidadelas; removem espíritos doentes que estão vampirizando encarnados; retiram aparelhos parasitas, reconfiguram espíritos deformados em seus corpos astrais; desintegram feitiçarias, amuletos, talismãs e campos de forças diversos que estejam vibrando etericamente; atuam em todo campo da magia necessário para o restabelecimento e equilíbrio existencial dos que estão sendo socorridos.

A espiritualidade como um todo abarca todos vós, e a cada um é dado de acordo com a sua capacidade de entendimento.

Evidente que a sinagoga, a igreja, a loja, o centro, o terreiro ou o templo são meras denominações que localizam os homens em seus ideais espirituais. Nesse sentido, o Exu da Umbanda é o mesmo em todos os lugares.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 67/68, 86/87)


Há muitos espíritos que na Terra tiveram experiência na carreira militar ou em alguma outra função que lhe propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião. Do lado de cá, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência.

Muitos militares do passado, comprometidos com o mau uso do poder e da autoridade, são convocados e convidados a se reeducarem nas falanges dos guardiões, reaprendendo seu papel. Para tanto, defendem as obras da civilização em geral, o patrimônio cultural e as instituições beneméritas. Outros espíritos, que dominaram certos processos e meios de comunicação quando encarnados, são convidados e estimulados a trabalhar nos vários laboratórios e bases de comunicação a serviço dos guardiões.

Generais, guerreiros, soldados, comandantes ou os simples recrutas, das diversas forças armadas da Terra são aproveitados com a experiência que adquiriram. Transcorrido o tempo natural de transição, após a morte física, apresentamos a esses espíritos a oportunidade de se refazerem emocional e moralmente.  

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 118/119)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Na concepção original do termo, não se classifica exu em um tipo de entidade.

É um princípio vibratório que obrigatoriamente participa de tudo. É dinâmico e está em tudo que existe. É a força que impõe o equilíbrio às criaturas que ainda têm carmas negativos a saldar. E, sendo assim, abrange uma enorme parcela no Cosmo imensurável.

Cada um dos filhos tem o seu exu individual. Cada orixá com seus correspondentes vibratórios tem seus exus.

É o exu, o executor das Leis Cósmicas.

A função de exu consiste em solucionar, resolver todos os trabalhos, encontrar os “caminhos” apropriados, “abri-los” ou “fechá-los” e fornecer sua ajuda e poder a fim de mobilizar e desenvolver junto à existência de cada indivíduo a sua situação cármica, bem como as tarefas específicas atribuídas e delegadas a cada um dos guias e protetores.

Infelizmente, existe muita confusão e controvérsia sobre os exus.

Na época mais cruel da escravatura dos negros, muitos fugiam e se abrigavam nas florestas. Esses esconderijos, locais de ajuntamento de escravos fugidos, na mata cerrada, ficaram conhecidos como “mocambos”.

Logo após a alforria dos negros, muitos homens mais destacados na sociedade de outrora começaram a espezinhar os ex-escravos chamando-os de “mocambos”, ou seja, rebaixando-os a fugitivos da lei.

O desdém que se estabeleceu para com esses irmãos foi de tal monta, que vários estabelecimentos comerciais e hospitais das principais capitais da época tinham em suas entradas placas com os dizeres “mocambos metidos a gente não são bem-vindos”, maneira desdenhosa encontrada de afrontar a liberdade que alcançava uma parcela importante para a sociedade da época.

Não muito diferente de outrora, e em igualdade preconceituosa dissimulada, como se tratassem de fugitivos das Leis do Cristo, muitos filhos nos dias de hoje classificam como exus as entidades espirituais que não são bem-vindas; espíritos sofridos, como obsessores de aluguel, que são um tanto violentos pois estão hipnotizados por grande poder mental que os subjuga, e com sérias deformações astrais, que se apresentam nas atividades mediúnicas em algumas casas que apregoam “fora da caridade não há salvação”.

Reconhecemos que há maior exigência dos médiuns e dirigentes nesses casos, mas os filhos não devem esquecer que tais “deformados” e sombrios espíritos são dignos de todo respeito e carinho, devendo ser tratados como “gente” do Cristo Jesus e recepcionados com o coração mais exaltado de amor e júbilo do que nas ocasiões em que os mentores aureolados de luz se fazem presentes, já que são mais necessitados do magnetismo animal para se “recomporem”. Levam a efeito a caridade socorrista como fazia o Divino Mestre na Terra com os leprosos, aleijados, tuberculosos e loucos; a todos, atendendo com amor e dedicação esmerada, sem receio de contágios doentios.

Esses espíritos sofredores foram e são submetidos aos capatazes e torturadores das organizações malévolas e escravizantes do submundo inferior que habitam o Umbral. Verdadeiramente não tem nada a ver com os genuínos exus da Umbanda.  

Embora os espíritos que atuem na egrégora umbandista tenham a denominação de exus, não o são verdadeiramente, pois a vibração de exu em si não se relaciona com o mundo da forma diretamente, mas sim por intermédio de entidades espirituais que atuam como “procuradores” na magia de cada exu, e que se relacionam com as sete vibrações do orixás (…).

São os genuínos exus da Umbanda que garantem a segurança dos trabalhos, mantém a organização e a disciplina e são grandes “combatentes” quando em atividades socorristas e de resgates nas organizações malévolas do Umbral Inferior. 

Os exus da Umbanda não têm nada a ver com espíritos maldosos, embora não sejam o melhor exemplo de delicadeza amorosa aos olhos dos filhos. São espíritos um tanto endurecidos pela excessiva vivência passada nos rituais de enfeitiçamentos da magia negra, pois já foram destemidos magos. 

Têm para si pesados carmas gerados por eles próprios, e evoluem no caminho do bem como todos. Realizam desmanchos e mantém a integridade física, etérica e astral dos médiuns a que se vinculam por compromissos evolutivos mútuos e por fortes laços de ancestralidade, pois ambos já se serviram nos descaminhos da magia usada em proveito próprio e para desgraça de outrem. 

São eficazes “exaustores”, preservando os médiuns de energias deletérias. 

(Norberto Peixoto/Vovó Maria Conga, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 188/194)


SETE, o Guardião das Sombras, por meio do médium Robson Pinheiro:

Exu é uma palavra comum ao vocabulário do candomblé e dos demais cultos de influência africana, usada também em algumas tendas de umbanda. Mas os nomes, em si mesmos, têm a finalidade apenas de nos identificar; não é importante que nos chamem deste ou daquele jeito.

Na umbanda e no candomblé somos chamados de exus, porém, em outras doutrinas ou religiões os nomes mudam. Não faz diferença, somos apenas guardiões a serviço do bem, da justiça e da paz.

De qualquer forma, é interessante observar o sentido original do termo exu, que representa, no contexto da mitologia africana, o princípio negativo do universo, em oposição a orixá, que seria a polaridade positiva.  Os exus são, por outro lado, entidades que atuam como elemento de equilíbrio e de ligação com o aspecto negativo da vida e com os seres que se apresentam como marginais do plano astral.

Na verdade, Exu é uma força da natureza, a contrapartida de Orixá. Tudo é duplo na natureza, tudo possui a polaridade positiva e a negativa: homem e mulher, masculino e feminino, luz e sombra ou yang e yin, na terminologia chinesa.

Assim sendo, para a cultura africana, Orixá representa o lado positivo, enquanto Exu, o lado negativo. Repare: negativo, e não mal; apenas o oposto, a polaridade. Exu é força de equilíbrio da natureza.

Como entidade reencarnante ou como espírito imortal, exu representa a abertura de todos os caminhos e a saída de todos os problemas, Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas, e também é vaidoso e viril.

Ocorre entre nós algo semelhante ao que acontece em um exército, no qual há os militares mais conscientes de suas responsabilidades e também aqueles recentemente alistados, sem consciência tão ampla assim. De um lado, temos os exus superiores, guardiões mais responsáveis, que não se prestam a objetivos frívolos nem compactuam com os chamados despachos ou ebós, recurso compartilhado por ignorantes dos dois planos da vida. De outro, estão os exus menores, aqueles que poderíamos chamar de recrutas, e os guardiões particulares, que, não tendo ainda maiores esclarecimentos, são subordinados ao alto comando. No entanto, todos têm seu livre-arbítrio, e, vez por outra, esses guardiões de vibração inferior entram em sintonia com os homens e médiuns ignorantes, estabelecendo com eles uma ligação energética doentia ou infeliz.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 123/125)


Como algumas formas de apresentação na Umbanda – notadamente as de Pretos Velhos e de Crianças – são “ocupadas” por espíritos que vibram em certas frequências mais sutis, ficam “impedidas” de atuar em determinados sítios vibracionais – de sofrimentos das humanas criaturas encarnadas e desencarnadas e onde se exigem intensos desmanches energéticos, sob pena de se imporem pesados rebaixamentos vibratórios que seriam motivo de esforço desnecessário, pela regularidade exigida nesse tipo de atuação nas lides umbandistas. Para tanto, se utilizam da “serventia” dos Exus como instrumentos e agentes da magia – como se fossem partes, mas cada um na sua faixa de caridade e ação energética, se “complementando” no ideal de amparo e socorro àqueles que fazem jus diante dos tribunais cósmicos. Isso não significa que as entidades Exus sejam menos evoluídas do que as demais e muito menos que não possam existir espíritos iluminados, libertos completamente do ciclo reencarnatório, atuando por amor a nós como Exus. 

Exu, sendo o senhor dos caminhos abertos, transmite o conhecimento e a sabedoria necessários à realização de um bom destino na existência ampla – humana na Terra (Ayê) e espiritual no Plano Astral (Orun). Por isso é aquele que “abre” os caminhos para quem recorre a ele em busca de alívio às suas dores e sofrimentos, quando estão desorientados e confusos, sem senso de direção. Há que se considerar que Exu abre os caminhos, mas não os cria. Os caminhos foram criados antes do espírito reencarnar e pertencem ao seu programa de vida, à cabaça da existência espiritual. Ou seja, Exu abre e mostra os caminhos, mas não dá os passos por ninguém, pois cada um deve aprender a caminhar com seus próprios pés. Logo, Exu não facilita nem prejudica, ele “simplesmente” é executor do destino, doa a quem doer, o que, por vezes, o faz ser incompreendido.

Exu “transita no mundo dos mortos” e age em nosso auxílio. Devemos compreender que a morte não é só física, cadavérica, com cemitérios e ritos fúnebres.

A atuação de Exu nos processos de morte se refere à renovação, pois tudo no universo humano tem um início e um fim: fatos, projetos, circunstâncias, conflitos – são ciclos que nascem e morrem.

Há que se esclarecer que Exu zela por valores éticos e reconhece o poder de melhoramento dos seres humanos. Todavia, apoia e favorece as mudanças pessoais, indispensáveis à prática de virtudes que alicerçam o bom caráter. Quando isso está ausente, Exu não aprecia e não apoia, pois a indisciplina e a desorganização não fazem parte de sua ação. Ao contrário, ele retifica, faz a sombra vir à tona para o indivíduo se aprumar, mesmo que aparentemente isso possa parecer maldoso, pois Exu, acima de tudo, é justo, doa a quem doer. 

Há de se ter bem claro que Exu não faz mal a ninguém, ao menos os verdadeiros. Quanto aos espíritos embusteiros e mistificadores que estão por aí, encontram sintonia em mentes desavisadas e sedentas por facilidades de todas as ordens.

Os Exus atuam diretamente no nosso lado sombra e são os grandes agentes de assepsia das zonas umbralinas. Em seus trabalhos, cortam demandas, desfazem feitiçarias e magias negativas feitas por espíritos malignos, em conluio com encarnados que usam a mediunidade para fins nefastos. Auxiliam nas descargas, retirando os espíritos obsessores e encaminhando-os para entrepostos socorristas nas zonas de luz no Astral, a fim de que possam cumprir suas etapas evolutivas em lugares de menos sofrimento.

Todo espírito guardião é um Exu, mas nem todo Exu é um guardião. As entidades Exus têm múltiplas funções e uma delas é guardar os caminhos, as encruzilhadas vibratórias, os portais dimensionais.

Constituem uma força Astral nada desprezível e organizam-se à semelhança de um exército, com seus diversos departamentos hierárquicos. Há necessidade de se estabelecer ordem e disciplina em todos os domínios do Universo. Dessa forma, a falange dos guardiões desempenha uma função de zelar pela harmonia, a fim de evitar o caos no mundo Astral terrícola. Reflitamos que a presença de representantes da ordem atuando como forças disciplinadoras nas regiões inferiores é imprescindível, se levado em conta o estado atual da evolução planetária. Poderíamos imaginar como seriam nossas atividades espirituais sem a dedicação e o trabalho dos Exus guardiões? Imaginemos ruas, quadras, bairros, cidades ou países sem policiamento, sem disciplina, sem ordem alguma…

Existem barreiras magnéticas de proteção e falanges espirituais zelando pelos desligamentos. Consideremos que as tumbas mortuárias são quase inexpugnáveis, salvo nos casos em que são permitidas as violações no Astral. Tenhamos em mente que determinados espíritos, suicidas indiretos (como os alcoolistas, os viciados em drogas e os motoristas que ultrapassaram os limites de segurança e acabaram morrendo prematuramente), não cumpriram o prazo necessário de permanência nos corpos físicos, já que vieram programados com um quantum de energia para “x” anos de vida. Quando interrompem essa programação, mesmo que inconscientemente, têm de cumprir o prazo de vida restante ficando seus perispíritos “grudados” nos despojos carnais, ou seja, não serão desligados dos restos cadavéricos até que expire o tempo de vida que ainda teriam que viver. Nesses casos, os Exus de cemitérios – de calunga – zelarão pela integridade das tumbas mortuárias, como também acompanharão e assistirão de perto os desligamentos daqueles que têm merecimento.  

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 23, 25, 36, 111, 124/125, 131/132)


Bombogira

BOMBOGIRA

A Bombogira, na Umbanda, é a contraparte feminina de Exu. Originalmente, na estrutura cosmogônica nagô, Exu é masculino, não existindo Exu feminino. Ocorre que a Umbanda sofreu influência também de origem bantu – Angola -, que tem divindades chamadas inquices (nkise), entre elas Aluvaiá, Bombogira, Vangira, Pambu Njila.

Naturalmente, por associação, a Umbanda, tendo surgido no estado do Rio de Janeiro, de forte influência africana bantu, foi absorvendo em seu panteão a figura de Bombogira, dando oportunidade a uma plêiade de espíritos comprometida em se manifestar na polaridade feminina – mulheres – vir a trabalhar no mediunismo.

Entendemos a Bombogira como mensageira junto aos Orixás femininos, trabalhando na magia que envolve principalmente aspectos a serem ajustados por desequilíbrio das humanas criaturas: abortos, traições amorosas, feitiços sexuais… O fato de algumas dessas entidades, em seu passado, terem sido prostitutas não as desmerece, assim como Maria de Magdala (Maria Madalena) foi a grande apóstola de Jesus.

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 152/153)


As “Pombagiras” são entidades vistas como a personificação das forças da natureza.

Ela equivale à força feminina de exu, especializada em amor e relacionamentos por ser a Orixá do desejo e dos estímulos.  Têm personalidade forte, são poderosas…

(Wanderley Oliveira, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 22 – nota de rodapé) 


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 17.05.2018

 

 

CHAKRAS

FLEUR DE LYS

CHAKRAS

Chakras


CONCEITO E CARACTERÍSTICAS 

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Um chakra é um vórtice giratório de energia criado dentro de nós pela interpenetração da consciência e do corpo físico. Através dessa combinação, os chakras tornam-se centros de atividade para a recepção, assimilação e transmissão de energias vitais.

A palavra chakra vem do sânscrito “roda” ou “disco” e originou-se na filosofia do antigo sistema de yoga da Índia, mais especificamente dos textos Tântricos. Nesse sistema, há sete chakras principais distribuídos verticalmente ao longo da coluna vertebral, começando na base da coluna e terminando no topo da cabeça.

No corpo físico, esses sete chakras correspondem aos principais gânglios nervosos, glândulas do sistema endócrino e a vários processos corporais, como a respiração, digestão ou procriação. Ao mesmo tempo que os chakras realmente existem dentro do corpo físico, mostrando forte influência sobre coisas como a forma do corpo ou a saúde, eles não são feitos de nenhum componente físico em si.

Quando um chakra está fechado, a energia de força vital não consegue viajar através daquela parte do corpo e se poderia dizer que a programação naquele chakra está trancada num padrão restritivo.

 

Um chakra pode também estar “sobrecarregado” se estiver desequilibrado com os outros chakras no sistema. Nesse caso, aquele chakra particular usa tanta energia do corpo e a atenção da mente, que outras áreas tornam-se carentes.

(Anodea Judith, A Verdade Sobre Chakras, Mauad Editora, Rio de Janeiro/RJ 2004, p. 05, 10/11)


Os Chacras (como é escrito em português) do duplo etérico estão situados à sua superfície, distando de 5 a 6 milímetros da periferia do corpo físico e se apresentam como espécie de vórtices, turbilhões ou redemoinhos, verdadeiros discos giratórios etéricos em alta velocidade, com movimento contínuo e acelerado.

Chacras são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um corpo a outro.

Os chacras são entradas e saídas de energias onde estes fluxos se chocam formando vórtices energéticos.

As energias entram tanto pelo perispírito quanto pelo duplo etérico e passam para o organismo físico.

Os chacras do duplo etérico são responsáveis pela vitalização do corpo físico.

Os chacras do duplo etérico são órgãos semimateriais, responsáveis não só pela comunicação, mas, sobretudo, pela reciclagem das energias perispirituais para o corpo físico e vice-versa.

A coluna cervical (medula) é o grande canal condutor de energia.

O duplo etérico é o canal por onde o Espírito alojado no Perispírito, exerce seu controle sobre o Corpo Físico, tomando conhecimento de suas sensações.

Os chacras comunicam-se uns com os outros, através de condutos conhecidos como meridianos (ou nadhis), por onde flui a energia vital por eles modificada (Nadhis – canais, espécie de veias que conduzem energia ao invés de sangue).

O tamanho dos chacras depende do desenvolvimento espiritual e das vibrações que emitimos.

A quantidade de giro é proporcional, quanto mais elevada maior é a absorção de energias.

Nas pessoas espiritualmente desenvolvidas, eles são amplos, brilhantes e translúcidos, podendo atingir até 25cm de raio.

Nas pessoas mais materializadas, de vibrações mais baixas ou primitivas, apresentam-se opacos e com diâmetro reduzido.

No primeiro caso, canalizam maior quantidade de energia vital, facilitando o desenvolvimento das faculdades psíquicas do homem.

No segundo caso, absorvem menos energia espiritual, recebem praticamente somente energias vitais.

Para que o médium assimile ou perceba mais o plano espiritual é necessário acelerar a velocidade do chacra correspondente a sua mediunidade.

Quanto mais baixo o chacra, mais lento ele gira e tem menos “subdivisões”.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 43/48)


A palavra chakra vem do sânscrito e significa “roda”. Os chakras são centros de força, verdadeiros vórtices por onde os dinâmicos campos magnéticos dos corpos espirituais se ligam ao físico. A sede deles está no duplo etérico, mas têm sua origem em estruturas superiores; essas energias em vórtice são de natureza cósmica e alimentam espiritualmente o ser que está manifestando o fenômeno vida.

Sempre em rotação, têm maior velocidade angular, conforme estiverem localizados em áreas superiores ou inferiores do corpo.

Chakras que presidem a vida espiritual, localizados na cabeça e outras partes superiores, têm velocidade superior aos chakras de vida vegetativa, que presidem atividades fisiológicas e se situam em partes inferiores do tronco. 

A atividade desses vórtices é aumentada pela evolução da pessoa ou por energia projetada de fora, especialmente para esse fim.

Provocada, a aceleração dos chakras corresponde a um desenvolvimento espiritual, com grande benefício para a criatura – que se torna mais vitalizada e ativa; se forem ativados os chakras superiores, aumentam os poderes psíquicos.

Os chakras são órgãos que pertencem à fisiologia transcendental do ser humano. Fulcros de força ativamente animados, recebem continuamente fluxos de energia cósmica e outras, exteriores ao corpo, que são por eles transformadas através de rebaixamento da frequência, de acordo com o tipo de chakra. Após devidamente moduladas, as energias são distribuídas pelas áreas ou campos em que atua cada chakra.

Esses vórtices, órgãos ou centros de força têm, cada um, sua frequência específica e colorido próprio. São sete e têm a seguinte distribuição:

Chakra Nome Sânscrito Localização
Básico Muladhara Base da coluna vertebral
Esplênico Swadhisthâna Sobre o baço
Umbilical Manipura Sobre o umbigo, no plexo solar
Cardíaco Anahata Sobre o coração
Laríngeo Vishuddha Sobre a tireóide
Frontal Ajna Sobre a fronte
Coronário Sahashara No alto da cabeça

Repetimos: todos os chakras são ativados naturalmente pelo “fogo serpentino” do próprio indivíduo, por meditação bem conduzida, preces, conduta reta, pureza interior, prática da caridade, altruísmo e por todos os atos que elevem o homem espiritualmente.

Também podem ser ativados através de passes magnéticos ou por energias diretamente aplicadas sobre eles, com o fim de melhorá-los, tratá-los ou curar a pessoa.  

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 86/87, 90)


Na dinâmica apométrica, o estudo dos chacras se faz necessário para a compreensão da origem dos desequilíbrios físico-emocionais do indivíduo, bem como para a sua harmonização.

Os chacras, centros de força ou energéticos, estão situados na superfície do corpo etéreo ou duplo etérico, tendo correspondência com alguns órgãos do corpo físico que estão, relativamente, próximos a eles. Quando o chacra está parado, lembra uma roda, e quando está ativo, seu giro e o colorido de suas pétalas lembram uma flor, a que os hindus denominam lótus.

Os chacras são interligados por finíssimos filamentos ou canais que lembram artérias. Esses canais etéricos – os nadis – entrecruzam o corpo etéreo em toda a sua extensão, conduzindo e distribuindo o prana, ou energia vital.

Cada chacra tem um ou vários subchacras, que são chamados de secundários, e uma correspondência com um órgão do corpo físico.

A principal função dos chacras é a absorção do prana, distribuindo, controlando e energizando os órgãos do corpo físico.

Seu bom ou mau funcionamento influencia o indivíduo nos campos psicológico, emocional e espiritual.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 25/26)


Determinados compostos de unidades vitais formam os NÚCLEOS VIBRATÓRIOS, que em outras Escolas são chamados de CHACRAS ou RODAS. O vocábulo é de origem nheengatu – sha caá aara – (força que ilumina a natureza ou poder de absorver ou emitir energias naturais). Temos 7 mais importantes.

O 1º é o Coronal, que se assenta, no corpo astral, no alto da cabeça, em sua região póstero-superior, apresentando uma proeminência iluminada para mais ou para menos, segundo o grau evolutivo do Ser Espiritual. Sua cor é branco-azulada com laivos dourados. 

O 2º núcleo vibratório é o Frontal, que se localiza na região frontal interorbital; sua cor é amarelo-prateada. 

O 3º núcleo é o Cervical, que se assenta na região que intermedia o tórax e a cabeça. É de cor vermelho puro com laivos dourados se bem desenvolvido, esverdeado-escuros quando se encontra com bloqueios.

O 4º núcleo é o Cardíaco, assentando-se na região intermamária, ou seja, no meio da região torácica, se fosse no corpo físico. Sua cor é o verde puro, tendo laivos amarelo-dourados se estiverem em atividade superior. Caso contrário, sua cor é verde-escura com laivos escarlates.

O 5º núcleo vibratório é o Gástrico ou Solear, que se assenta na região abdominal superior. Sua coloração é alaranjada pura, bem brilhante. Se estiver em atividade superior, é alaranjado com laivos verde-musgo; caso contrário, é alaranjado-afogueado com raios verde-escuros.

O 6º núcleo vibratório é o Esplênico, que se assenta próximo da região umbilical (se fosse no corpo físico). Sua coloração, em atividade superior, é azul-clara com laivos anil-brilhantes; caso contrário, é azul-escura com laivos roxos.

O 7º núcleo vibratório é o Genésico, que se assenta na região hipogástrica. Sua coloração é violeta-claro. Sua atividade superior gera a coloração violeta com laivos dourados; caso contrário, é roxo-escuro-avermelhado com laivos acinzentados. 

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, p. 61/62)


CHAKRAS DO DUPLO ETÉRICO E DO PERISPÍRITO

Existem dois tipos de chacras: os do perispírito e os do duplo etérico. Praticamente em toda a literatura que trata do assunto, nos deparamos com as seguintes terminologias: Chacras para os vórtices que se encontram no duplo etérico e Centros de força para os vórtices que se encontram no perispírito. Os centros de força do perispírito captam as vibrações do espírito e as transferem aos chacras do duplo etérico, que as filtram e as remetem para as regiões dos plexos correspondentes na matéria física.

Os chacras do duplo etérico são temporários, existindo enquanto este existir. Os centros de força do perispírito são permanentes, mas, sutilizam-se conforme o perispírito.

O centro coronário do perispírito, por exemplo, é um fabuloso órgão sem analogia entre nós, sede das mais avançadas decisões do Espírito Imortal, ao passo que o mesmo chacra coronário do duplo etérico é tão somente um elo de conexão, uma ponte viva sensibilíssima, mas sem autonomia, unindo o mundo divino perispiritual com o mundo humano da criatura em desenvolvimento.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 49/50)


KUNDALINI – O FOGO SERPENTINO

Kundalini 1

A energia Kundalini é uma energia poderosa extravasada do Sol, violenta e agressiva, embora criadora, que embebe e se mistura à força telúrica do planeta terráqueo, e flui do centro da Terra numa ondulação retilínea que lembra uma serpente de fogo; daí sua denominação de “fogo serpentino”.

A principal função da Kundalini, quanto ao desenvolvimento oculto do homem, é que ao passar pelos chacras etéricos ela os aviva e converte em mais eficazes pontos de conexão entre os corpos físico e espiritual.

Devido à condição moral em que nos encontramos, normalmente o despertar da Kundalini causa um desequilíbrio psíquico. Quando, em vez da fronte, atinge o coração sem o devido controle espiritual emotivo, termina por avivar-lhe os maus sentimentos, dando-lhe força e estímulo para a dureza de sentimentos.

Quando a energia Kundalini é controlada e desviada de sua ação agressiva e ativadora da sexualidade inferior pelo homem que tem discernimento espiritual, então o fluxo vitalizante sobe, em proporção benfeitora, pela coluna vertebral até o cérebro, irrigando-o energeticamente, acelerando o desenvolvimento do intelecto e até faz redobrar as atividades mentais do mundo superior. Torna o homem lúcido e dinâmico.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 60/63, e 68)


OS SETE CHAKRAS MAIORES OU PRINCIPAIS

Chakras Cones


CHAKRA BÁSICO (GENÉSICO/RAIZ)

Localiza-se na base da coluna vertebral, na região coccígea. Segundo os clarividentes, esse chakra – o mais primário de todos – compõe-se de quatro raios de cor predominantemente vermelha. Chakra vital por excelência, se ativado (isto é, energizado), acentua-se essa cor, que se torna cada vez mais viva.

Nesse chakra tem sede uma energia chamada “Fogo Serpentino” ou “Kundalini”, devido à forma de serpente que toma ao subir ao longo do corpo para vitalizar outros chakras. Trata-se de força vital primária que anima a vida encarnada; cada ser a recebe em quantidade compatível com suas características de frequência, amplitude e volume.

Ao dinamizar chakras mais elevados, Kundalini também lhes eleva a frequência de acordo com os níveis dos diversos planos vibratórios: etérico, astral, mental ou búdico.

É totalmente desaconselhável a ativação intempestiva do chakra básico. Por presidir as funções genésicas mais primárias, qualquer desvio de sua função provocará grandes perigos e dissabores. Nunca se deverá esquecer que essa poderosa energia está ligada às forças telúricas geradas pelo magnetismo do Planeta.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 87/88)


De todos os chacras, o mais perigoso de ser “desperto” prematuramente é o chacra básico, sede da energia Kundalini (ou fogo serpentino).

Pelo que tenho pesquisado, acredito que sem a garantia de uma boa graduação espiritual, o homem que o “abrir” perderá seu domínio ante o primeiro descontrole emotivo ou mental em desfavor alheio, pois sua ira, desejo de vingança ou maus pensamentos serão quase que imediatamente concretizados sobre as vítimas em mentalização.

Situa-se na base da espinha dorsal, sobre a região sacra. Possui 4 raios, materialmente tem relação com os plexos hipogástricos e sacral.

Responsável pelos órgãos de reprodução e das emoções sexuais. Atua sobre a coluna vertebral, sistema central e periférico, todo aparelho urinário e aparelho reprodutor. Este chacra é o responsável pelo fluxo das energias poderosas que emanam do Sol e da intimidade da Terra. Os clarividentes observam que esse fluxo energético, provindo do âmago da Terra em simbiose com as forças que descem do Sol, assemelha-se a uma torrente de fogo líquido a subir pela coluna vertebral do homem, por isso esta energia é denominada de “Fogo Serpentino ou Kundalini”.

O indivíduo que abrir o chacra básico prematuramente, dará entrada a uma torrente de energia tão poderosa que irá lhe alimentar todas as paixões e todos os desmandos, o orgulho poderá explodir e o recalque sensual poderá dominá-lo de modo a realizar os piores caprichos e ações sobre o próximo. O chacra em desequilíbrio pode levar o homem à loucura, pois sua ação muito forte acirra o desejo sexual, semeando a satisfação aberrativa.

Quando essa energia descontrolada sobe pela medula e irriga o centro frontal de um homem inferior, alimenta-lhe o orgulho da personalidade terrena. Quando, em vez da fronte, atinge o coração sem o devido controle espiritual emotivo, termina por avivar-lhe os maus sentimentos, dando-lhe força e estímulo para a dureza de sentimentos.

No entanto, a Kundalini disciplinada sob a direção moral superior em criatura evangelizada, termina por ativar-lhe os centros de força do perispírito e faculta o desenvolvimento mais breve da mediunidade.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 59, 65/68)


O chakra básico está relacionado com as glândulas suprarrenais, cujos hormônios são parte essencial de manutenção da vida no corpo.

As gônadas são a ligação glandular para o chakra raiz.

A glândula pituitária às vezes é chamada de “glândula mestra”. Ela poderia ser considerada como a regente de uma orquestra glandular. Ao seu “comando”, os hormônios são secretados dos testículos e dos ovários.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 124)


CHAKRA ESPLÊNICO

Localizado sobre o baço, a vitalidade que distribui é superior à do básico, quanto ao nível de frequência. Chakra da vida vegetativa, compõe-se de sete raios, é mais brilhante que o anterior e tem colorido variável. Apresenta grande importância nos fenômenos mediúnicos, pois é através de seu campo magnético que os espíritos incorporam nos médiuns.

O chakra esplênico é ativado naturalmente pelo Kundalini, em intensidade compatível com sua fisiologia. Se energizado de forma espontânea e descontrolada, poderá ensejar incorporações indesejadas, de maneira bastante incômoda.

Diz-se, então, que o chakra está “aberto”. Nesses casos, é necessário reduzir sua atividade ao nível normal: fecha-se o vórtice e reduz-se a frequência vibratória por meio de passes.  

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 88)


É um chacra secundário, mas Leadbeater, ao contrário do hinduísmo e dos sistemas de yoga, o considerou no lugar do chacra sexual. Situado à altura do baço. Possui 10 raios.

Principal entrada da energia vital (prânica). Regula a distribuição e a circulação dos recursos vitais, e a formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. É o principal centro energético de vitalização de todo o corpo físico. Abastece o baço, órgão purificador do sangue. Quando nos desvitalizamos, sentindo-nos fracos, é porque este chacra está com mau funcionamento.

Recebe diretamente as energias do chacra básico/genésico.

A pessoa que tem este chacra embotado é muito nervosa, se incomoda com tudo, irritada, é um vampiro de energia, porque não consegue se energizar sozinho.

Ele é muito importante para os médiuns que dão passe magnético, porque, durante o passe, parte dos fluidos vem da nossa vitalidade, e outra parte vem do plano espiritual. O médium desvitalizado rouba energia de quem possui, a parte espiritual vitaliza os dois, mas a energia vital não é espiritual, é neste momento que o médium suga do paciente.

A pessoa que tem este chacra muito desenvolvido pode trabalhar com cura, ou seja, é um médium curador.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 70/72)


O chakra esplênico… É também responsável pela vitalização do duplo etérico enquanto o chakra básico está mais relacionado ao corpo físico.

O chakra esplênico conserva energias mais particularmente essenciais para a vida. Ele se liga diretamente ao chakra da garganta, que é o centro da expressão.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 125)


CHAKRA UMBILICAL (GÁSTRICO)

Situado sobre o umbigo, tem 10 raios, também chamados “pétalas”. De coloração que vai do avermelhado ao esverdeado, está ligado à fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários e também ao sistema nervoso – razão porque as emoções violentas paralisam a digestão e repercutem sobreo fígado. 

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 88)


Possui dez raios ou pétalas que variam do vermelho ao esverdeado. Trata-se do centro de vontade ou do ego inferior. Ligado ao sistema digestivo, à assimilação dos alimentos e dos nutrientes.

É também ligado ao elemento fogo, à visão e às energias psíquicas. Sendo assim, a pessoa que tem esse plexo desenvolvido terá maior sensibilidade para perceber as intenções dos outros, sejam boas ou ruins.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 125)


Possui 6 raios. Materialmente tem relação com o plexo solar.

Esse chacra, de natureza rudimentar, é responsável pela assimilação e metabolização dos alimentos ingeridos pelo homem. Responsável pelo funcionamento do aparelho digestivo, pela assimilação de elementos nutritivos e reposição de fluidos em nossa organização física. Principal função é ativar o processo metabólico, vitaliza o esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula, intestinos (todos os órgãos do aparelho digestivo), com exceção do baço.

Quando este chacra é muito desenvolvido, o homem aumenta sua percepção das sensações alheias, pois adquire um tato instintivo ou sensibilidade espiritual incomum, que o faz aperceber-se das emanações hostis existentes no ambiente onde atua, e também as vibrações afetivas que pairam no ar. Portanto este chacra ativa as percepções e sensibilidades de identificar energias.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 69/70)


CHAKRA CARDÍACO

Situado sobre o coração, esse chakra é de um dourado brilhante e se divide em 12 partes ou raios. Está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a afeição, a piedade e também o ódio. Em suma, as emoções sob vontade. As violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração, que pode sofrer até mesmo uma parada, provocando a morte. 

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 88/89)


Situa-se à altura do coração, à esquerda e acima. Possui 12 raios. Materialmente tem relação com o plexo cardíaco.

É o centro responsável pelo equilíbrio, pelo intercâmbio e controle da emotividade. Sua função é permitir o fluxo das informações do sentimento e emoções; sofre a influência do chacra Umbilical, que responde pelas emoções fazendo o meio de campo entre as energias etéricas e físicas. Com o chacra equilibrado a pessoa consegue ser muito lúcida em seus sentimentos e emoções.

Quando ele é bem desenvolvido favorece à consciência ou à percepção instantânea das emoções e intenções alheias.

O chacra cardíaco recebe eficiente contribuição vital do chacra esplênico, cujo Fluido Vital, ao atingi-lo, penetra no sangue pela via cordial e vitaliza-o, especialmente para que atenda à função cerebral.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 72/73)


Pode-se dizer que seja o equilíbrio entre os três chakras que se localizam acima dele e os três da parte inferior do corpo. Seu elemento é o ar e apresenta-se com 12 raios ou pétalas de um amarelo brilhante.

Um indivíduo ligado ao quarto chakra entra numa vibração de compaixão, de desprendimento, de sabedoria e de amor incondicional.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 126)


CHAKRA LARÍNGEO

Localizado sobre a garganta, em frente à cartilagem tireóide, esse chakra tem faixas de frequências energéticas distribuídas pelos 16 raios que o compõem. Prateado e brilhante, o próprio brilho do vórtice mostra que ele é de frequência vibratória superior.

Sua função fisiológica espiritual é a de transmitir a idéia por meio da fala. Tem, por isso, grande importância na psicofonia.

Quando há dificuldade de comunicação do espírito incorporado, costuma-se ativar esse chakra até provocar a sintonia com frequência do espírito, com adequada abertura do canal de comunicação.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 89)


Situa-se à altura da garganta. Possui 16 raios. Materialmente relaciona-se com o plexo cervical.

É o responsável pela saúde da área de fonação e audição (garganta, cordas vocais e sistema auditivo), vias respiratórias (boca, nariz, traquéia e pulmões) e de certas glândulas endócrinas (timo-tireóide e paratireóides).

Sua mais importante função é sustentar e controlar as atividades vitais, o funcionamento das glândulas timo-tireóide e paratireóides, estabilizando definitivamente a voz da criatura depois da época da puberdade.

É um chacra que influi muitíssimo nos demais centros de forças e nos plexos nervosos do organismo humano, porque o ato de materialização das idéias através da fonação é um fenômeno que concentra todas as forças etéreo-magnéticas do perispírito, atuando em vigorosa sintonia com os demais centros energéticos reguladores das funções orgânicas.  

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 74/75)


A responsabilidade deste chakra está relacionada à expressão das comunicações espirituais. Já sua ligação glandular faz-se com as glândulas da tireoide localizadas na garganta.

Quando das comunicações de mentores, os corpos mentais do médium e do espírito comunicante se encontram tornando possível o repasse da mensagem por meio de palavras. 

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 127)


CHAKRA FRONTAL

Situado na fronte entre os olhos. Possui 96 raios. Materialmente tem relação com os lobos frontais do cérebro e a hipófise pituitária.

É o chacra dos sentidos, atuando diretamente sobre a hipófise e também na área do raciocínio e da visão.

Por isso é dito que este é o chacra responsável direto pelo funcionamento dos centros superiores intelectivos, bem como do sistema nervoso central (visão, audição, tato, etc.). Este também é um dos chacras responsáveis pela vidência e intuição no campo da mediunidade. Através dele emitimos nossa energia mental, portanto, é neste chacra que possuímos o comando dos poderes psíquicos.

O chacra frontal se encontra intimamente ligado com o correspondente centro de forças do perispírito.   

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 75/76)


Está localizado na fronte, entre as sobrancelhas, e compõe-se de 48 raios, divididos em duas porções.

É o chakra da espiritualidade superior. Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse chakra, no médium, e, ao mesmo, projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 88/89)


É ligado à glândula pituitária ou hipófise que tem função coordenadora de todas as outras glândulas endócrinas.

Quando bem desenvolvido possibilita a clarividência e os poderes de psicometria.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 128)


CHAKRA CORONÁRIO

O “lótus de mil pétalas” da terminologia oriental está no alto da cabeça, com cores dos mais diversos matizes e atividade intensíssima. A diminuição de sua luminosidade, em um homem normal, mostra abaixamento do tônus vibratório e pode estar indicando uma vítima de obsessão ou magia negra.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 89/90)


Situado no alto da cabeça. O nome Coronário vem de coroa. Conhecido entre os hindus por “lótus de mil pétalas”, possui 960 raios principais e um centro menor em turbilhão colorido, apresentando 12 ondulações ou raios. Materialmente relaciona-se com a Epífise.

É o chacra mais importante, porque nos liga ao plano espiritual, através dele captamos as energias Espirituais; esse chacra recebe primeiramente os estímulos do Espírito. É o elo, a ponte entre a mente do perispírito e o cérebro físico, sendo o responsável pela sede da consciência do Espírito encarnado.

Quando desenvolvido mantém todos os demais em pleno equilíbrio. Só deve ser desenvolvido com o controle moral, intelectual e espiritual.

Este chacra comanda os demais, embora vibrem interdependentes. Este chacra é o centro de forças mais importante do ser humano, de maior potencial e radiações, responsável pela sede da consciência do espírito.    

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 77/78)


Os chakras são degraus energéticos. À medida que vamos subindo, chegando ao chakra da coroa, o nível de vibração aumenta. Por meio do chakra coronário chegamos aos mais elevados níveis de meditação.

Associada ao sétimo chakra, está a glândula pineal, que tem por atividade receber as energias dos chakras e distribuí-las na função celular de todo o sistema endócrino.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 128)


 GLÂNDULA PINEAL (EPÍFISE)

Pineal e Pituitária

Nos diz André Luiz: “Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para afixar a máxima atenção no médium. Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformava-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes”. (André Luiz, Missionários da Luz, cap. II)

A Epífise ou Glândula Pineal é pouco conhecida pela ciência acadêmica, embora já tenha sido descrita desde a antiguidade grega.

A revelação espiritual informa ser a Epífise a glândula da vida mental e elo com a espiritualidade. Ela acorda as forças criadoras no organismo do homem, na puberdade, aos quatorze anos, aproximadamente e, em seguida continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre.

A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional.

Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pôde identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.

A epífise desempenha papel mais importante em qualquer modalidade de exercício mediúnico. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à esfera espiritual.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 84/88)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 15.05.2018

CORPOS SUTIS (Espirituais)

FLEUR DE LYS

CORPOS SUTIS
(Espirituais)


CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

O homem, em sua totalidade, é constituído de sete corpos que são os veículos de manifestação da consciência.  Cada corpo é formado por matéria específica de cada plano.

Na nossa prática apométrica, percebemos que o alcance de nossa ajuda, tanto pela incorporação ou clarividência quanto pela energia, vai até o corpo mental inferior ou concreto. Por sermos espíritos endividados e imperfeitos, e pela densidade dos nossos corpos, não conseguimos alçar voos para os corpos que compõem o ternário superior (corpo mental superior, búdico e átmico). Lembrando que a vibração que envolve esses corpos é de maior perfeição e de amor incondicional.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 19/20)


OS SETE CORPOS

(Homem Setenário)

Uns poucos ocidentais e a grande maioria das religiões orientais têm ensinado uma constituição mais complexa do Homem-Espírito: sete componentes interpenetrados, os mais diáfanos ocupando a mesma porção espacial dos mais densos, perfeitamente definidos mas vibrando em dimensões espaciais diferentes – onde as propriedades, funções e manifestações são distintas

Por sua vez, o Espiritismo considera o homem como uma trilogia: corpo somático ou físico, perispírito e Espírito.

Todos os pensadores da igreja primitiva faziam distinção, como Paulo de Tarso, entre espírito (filma), a alma intermediária (psique) e o corpo físico (soma).

De acordo com a concepção setenária o Homem-Espírito se compõe de dois estratos distintos:

TERNÁRIO SUPERIOR (o “Eu”/individualidade)

  • Corpo Átmico (Centelha Divina)
  • Corpo Búdico
  • Corpo Mental Superior (ou mental abstrato)

QUATERNÁRIO INFERIOR (o “Ego”/personalidade)

  • Corpo Mental Inferior (ou mental concreto)
  • Corpo Astral
  • Corpo Etérico (ou Duplo Etérico)
  • Corpo Físico (ou Somático)

Nestes estratos, cada corpo tem denominação e características distintas, funções específicas e manifestação limitada ao campo ou dimensão a que está adstrito, pois cada um destes corpos vibra em universo dimensional distinto.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 27/28)


CORPO FÍSICO

(Somático)

O corpo físico é a carcaça carnosa em que vivemos, algo semelhante a um escafandro, pesado e quase incômodo, de que nos utilizamos para atuar no meio físico. É constituído de compostos químicos habilmente manipulados pelo fenômeno chamado vida.

Na verdade, há vida em cada elemento desses compostos químicos, e tudo é vida dentro de nós. Existimos com nossa Vida maior sediada num composto de miríades de vidas menores, organizando-o.

Porque constituído de matéria, nosso corpo opera no meio físico com facilidade, pois corpo e meio físico pertencem à mesma dimensão eletromagnética.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 59)


O nosso corpo físico é formado de matéria densa nos estados sólido, líquido e gasoso. É por meio desse veículo que o espírito age no plano físico denso. Todos os componentes químicos do corpo físico são necessários e úteis para o espírito entrar em contato com o ambiente e receber dele as informações necessárias à sua atuação no plano físico.

Ele é formado, com base em estudo e planejamento da espiritualidade maior, para as diversas situações cármicas pelas quais a consciência precisará passar, e, após o término do aprendizado da encarnação, o corpo físico perderá toda a sua vitalidade, deixando livre o espírito, retornando o corpo, agora sem vida e deteriorado, ao plano que o criou – o plano físico ou material.

Finalmente, percebemos a importância do corpo físico como um verdadeiro templo vivo – o qual deve ser protegido, cuidado e cultivado como patrimônio divino.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 20/21)


CORPO ETÉRICO

(Duplo Etérico)

O duplo etérico funciona como um transformador das energias densas e sutis. Recebe do corpo astral para transferi-las ao corpo físico e deste as transfere ao corpo astral num processo de intercâmbio e de transmutação constante. As mais sutis descem do astral através do duplo etérico para vitalizarem o corpo físico e as deste, mais densas, retornam ao corpo astral filtradas pelo duplo etérico. É esse ciclo contínuo de fluxo e refluxo de energias, que mantém a estabilidade vital dos veículos de manifestação que o espírito utiliza, nos vários planos em que vibra, simultaneamente, sem se aperceber.

A doença no duplo etérico surge, frequentemente, como uma resposta natural aos desajustes do corpo astral a que está subordinado.

Outras vezes, manifesta-se pela ausência ou pela excessiva concentração da energia ectoplásmica.

Quando o desencarne é assistido por espíritos superiores, essas energias serão dispersas para que não sejam utilizadas para fins menos nobres, uma vez que não têm finalidade alguma para aquele que desencarna.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 48, 42/43)


Enquanto o corpo somático é composto por sólidos, líquidos e gases que formam células, tecidos, órgãos e aparelhos, o corpo etérico é constituído pelos mesmos elementos e minerais, estruturados, porém, em estado tão tênue que escapa por inteiro ao crivo laboratorial (…).

Embora pareça fantasma, o corpo etérico não é espiritual e dissolve-se com a morte, ao cabo de algumas horas. Às vezes, é visto nos cemitérios, em forma de nuvem leve que, aos poucos, se dissolve.

E pode servir de alimento vital para espíritos humanos inferiores e à imensa variedade de seres habitantes do astral, principalmente os zoologicamente inferiores e os que costumam frequentar cemitérios. 

Por intermédio da estrutura etérica, todos os atos volitivos, os desejos, as emoções e quaisquer manifestações da consciência superior passam a atuar sobre o corpo físico ou, mais precisamente, sobre o cérebro carnal.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 61/62, 64)


Envolve o corpo físico, tem estrutura extremamente tênue, invisível ao olho humano, de natureza eletromagnética e comprimento de onda superior ao ultravioleta, razão por que é dissociado por esta.

Quando exsudado de sensitivos ou médiuns proporciona os fenômenos espirituais que envolvem manifestações de ordem física como “materializações”, teletransporte, dissolução de objetos e outros.

O material exsudado é conhecido por ectoplasma.

O duplo etérico tem a função de estabelecer a saúde, automaticamente, sem a interferência da consciência. Funciona como mediador plástico entre o corpo astral e o corpo físico. Possui individualidade própria, mas não tem consciência. Promove a ação dos de atos volitivos, desejos, emoções, etc., nascidos na “Consciência Superior”, sobre o corpo físico ou cérebro carnal. A maioria das enfermidades o atinge primeiramente.

As chamadas cirurgias astrais, via de regra, são realizadas neste corpo que pode ser exteriorizado ou afastado do corpo físico através de passes magnéticos.

É facilmente visto por sensitivos treinados. Dissocia-se do corpo físico logo após a morte e, a seguir, dissolve-se em questão de horas.

Tem a mesma estrutura do corpo físico e inclui todas as partes anatômicas e todos os órgãos.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 29/30)


Também chamado de duplo etérico, interpenetra o corpo físico, possuindo o mesmo aspecto deste. Todos os órgãos do corpo físico têm sua contraparte etérica, são unidos ponto por ponto e ocupam o mesmo espaço dos órgãos físicos. O corpo etéreo é uma réplica do corpo físico.

O duplo etérico é o responsável pela elaboração do ectoplasma, junto com a alimentação e o oxigênio absorvido e manipulado pelo corpo físico.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 21/22)


Tem duas funções principais: a primeira é a de absorver o prana ou vitalidade e enviá-lo a todas as regiões do corpo físico; a segunda é de servir de intermediário ou de ponte entre o corpo físico e o corpo perispiritual transmitindo a este a consciência dos contatos sensoriais físicos e, outrossim, permitindo a descida ao cérebro físico e ao sistema nervoso, da consciência dos planos espirituais.

Prana, no plano físico, é a vitalidade, a energia construtora que coordena as moléculas físicas e as reúne em um organismo definido (…). O prana vitaliza o duplo etérico e, por meio dele, o corpo físico denso; a saúde das diversas regiões do corpo depende em grande parte da quantidade de prana distribuído.

(Edgard Armond – coord., Iniciação Espírita, 5ª edição, 7ª reimpressão, Editora Aliança, São Paulo/SP – 2017, p. 125)


CORPO ASTRAL

Dá-se o nome de corpo astral ao invólucro espiritual mais próximo à matéria, tanto que facilmente pode ser visto pelos clarividentes. Todos os espíritos que incorporam em médiuns possuem esta estrutura corpórea sutil. Ela é tão necessária para a manifestação do espírito, na dimensão em que se encontra (astral), como o corpo para os humanos.

É com este corpo que os espíritos vivem na dimensão astral; os que se comunicam habitualmente nas sessões espíritas possuem este veículo mais, ou menos denso, conforme o grau evolutivo do seu possuidor. Aqueles que já não o possuem, porque mais evoluídos, comunicam-se com os médiuns sem incorporação.

Imaterial e de natureza magnética, não tem constituição fluídica como o duplo etérico; não se condensa e tampouco forma objetos materializados, pois de natureza completamente diversa da matéria.

No entanto, pode ser modelado pela ação da força mental, com relativa facilidade.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 66 e 71)


Tem a forma humana. Invólucro espiritual mais próximo da matéria, que pode ser visto pelos médiuns clarividentes. Esta estrutura corpórea sutil todos os espíritos as possuem.

Assim como o corpo para os humanos é tão necessário, para os espíritos é também necessária para a sua manifestação, na dimensão em que se encontram no Astral.

O corpo astral não possui a mesma densidade em todas as criaturas humanas.

A sua forma pode ser modificada pela vontade ou pela ação de energias negativas autoinduzidas.

A maioria das manifestações mediúnicas, ditas de incorporação, processa-se através do corpo astral, o qual é dotado de emoções, sensações, desejos, etc., em maior ou menor grau, em função da evolução espiritual.

O corpo astral sofre moléstias e deformações decorrentes de viciações, sexo desregrado, prática persistente do mal e outras ações “pecaminosas”.

Separa-se facilmente, durante o sono natural ou induzido, pela ação de traumatismos ou fortes comoções, bem como pela vontade da mente.

Todos os espíritos que incorporam em médiuns possuem esta estrutura corpórea sutil, necessária à sua manutenção no mundo astral. Já os espíritos que não possuem este corpo em virtude de sua evolução comunicam-se com médiuns via intuição mental.

O Corpo Astral pode desencaixar (desdobrar) do Físico por anestesia, coma alcoólico, droga, choque emotivo ou desdobramento apométrico da mesma forma que o Duplo Etérico.

É com ele que, nos trabalhos com a técnica da Apometria, projeções astrais conscientes ou por sonho, viajamos e atuamos no tempo e no espaço.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 30/31)


O corpo astral é o veículo intermediário de manifestação e de evolução para os espíritos que estão desencarnados, sendo constituído com as energias do astro no qual habitam. Nos processos de reencarne, esse corpo é o modelador do corpo físico, o qual subordina ao seu campo de ação, através das linhas de força que irradia e que ainda não podem ser detectadas pelo instrumental tecnológico de que dispomos. É um veículo muito sensível à drenagem ou absorção das energias deletérias provenientes da ação da mente que o comanda. Está também sujeito à degradação e à deformação pela ação das forças do planeta no qual estagia. A sua organização molecular e a sua estabilidade funcional dependem do grau de evolução espiritual que já atingiu o seu habitante.

Assim, como pode se desorganizar facilmente, também pode se reorganizar mais rapidamente do que o corpo físico em função da sua baixa densidade. O nosso equilíbrio emocional, regido pelo padrão de sentimentos que alimentamos, é fator determinante no equilíbrio das forças desse corpo.

A doença, no corpo astral, surge rapidamente sempre em decorrência dos desequilíbrios mentais e dos desajustes emocionais. A sua organização energética, muito sutil, torna-o extremamente sensível às ondas do pensamento do seu habitante e daqueles com quem se ajusta de forma consciente ou não.

No caso dos encarnados, as disfunções no corpo físico surgem após vencerem uma barreira energética formada pelo duplo etérico. Por esse motivo, nem sempre são acusadas pelo corpo físico, mesmo já sendo percebido intuitivamente pelo doente, o que vem a explicar porque, muitas vezes, queixamo-nos de dores que sinalizam o início de um processo desarmônico ainda não identificado por exames clínicos. 

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 42/43)


O corpo Astral interpenetra os corpos físico e etéreo, ultrapassando o limite deles; seu formato lembra um ovo. A energia gerada pelos sentimentos de ódio, vingança, maledicência, egoísmo e outros mais grosseiros se instala na parte inferior desse corpo, afinando a parte de cima. Ao contrário, os sentimentos de amor, devoção, harmonia ou caridade, por exemplo, depositam-se na parte superior, deixando mais pontuda a parte de baixo. Por isso, quando os clarividentes veem o corpo Astral de uma pessoa com a parte de cima mais fina, sabe-se que são os sentimentos mais grosseiros que predominam.

Durante o sono físico, o corpo Astral se desprende naturalmente do corpo físico e passa a funcionar como um veículo independente da consciência, embora ambos continuem ligados pelo chamado cordão de prata ou fio dourado – entramos no mundo dos sonhos, no qual fazemos nossa viagem astral.

Após a morte do corpo físico, a vida continua no corpo Astral e, como a natureza não dá saltos, vamos para este mundo levando na bagagem todas as nossas virtudes e nossos defeitos, vivenciando as emoções com mais intensidade, porque não temos o cérebro físico para amortecer as vibrações vindas do astral. Exemplo disso é uma pessoa que faleceu com determinado vício e no Plano Astral fica com os desejos mais intensos da substância que causou o vício.

As principais funções do corpo Astral são: transformar as vibrações do plano físico em sensações; ser o corpo onde residem os sentimentos; ser a morada da consciência durante o sono físico; armazenar as experiências astrais e transmiti-las ao corpo causal.

Ao se liberar do corpo físico, o corpo Astral pode alçar voos a subplanos superiores no Astral ou cair ladeira abaixo, parando nos subplanos inferiores – umbral, abismo etc. Por isso, a transformação interna quando estamos encarnados. Quando conseguimos dominar e controlar certas emoções ou sentimentos mesquinhos, exercitar o amor, a compaixão, a alegria e outras virtudes, estamos, na realidade, preenchendo o nosso corpo Astral de energias sublimes bem mais perto do Pai.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 22/24)


CORPO MENTAL INFERIOR

(Mental Concreto)

É o campo do raciocínio elaborado e dele brotam os poderes da mente, os fenômenos da cognição, memória e de avaliação de nossos atos, pois que é sede da consciência ativa, manifestada.

Enquanto do corpo astral fluem as sensibilidades físicas e as emoções, o veículo mental pode ser considerado fonte da intelectualidade.

É importante veículo de ligação e harmonização do binômio razão-emoção.

É o corpo que engloba as percepções simples, através dos cinco sentidos comuns, avaliando o mundo através do peso, cheiro, cor, tamanho, gosto, som, etc.

É o repositório do cognitivo. É o primeiro grande banco de dados onde a mente física busca as informações que precisa, seu raciocínio é seletivo.

Está mais relacionado com o Ego inferior ou Personalidade encarnada.

Este corpo, quando em desequilíbrio, gera sérias dificuldades comportamentais tais como comodismo, busca desenfreada de prazeres mundanos, vícios, etc.

Normalmente sua forma é ovalada, mas pode ocorrer em raros casos uma forma triangular ou retangular, tem cores variáveis, podendo desdobrar-se em sete subníveis com os mesmos atributos que lhe são inerentes.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 31/32)


Tem o formato de um ovoide e, quanto mais evoluído o homem, maior o seu corpo mental.

Assim como ocorre com o corpo astral, o corpo mental abriga pensamentos mais elevados na parte superior do corpo e, na parte inferior, os pensamentos mais grosseiros, como egoísmo e ódio, entre outros. Como todo sentimento é acompanhado por um pensamento, as vibrações astro-mentais dão ao corpo mental o mesmo aspecto de ovoide do corpo astral, sendo o corpo mental maior que o corpo astral.

Pensamentos repetitivos de preocupações, ressentimentos e mortificações resultam em regiões estagnadas do corpo mental, formando áreas de verdadeiras feridas mentais e dificultando a circulação de energia. Pessoas dotadas de tais pensamentos ficam prisioneiras das próprias ruminações mentais, resultando em muitas doenças psicossomáticas, além de serem campos férteis para atrações de entidades astrais, culminando em processos obsessivos.

O pensamento tem força, podendo chegar a grandes distâncias ou criar uma atmosfera psíquica capaz de influir no corpo mental de pessoas suscetíveis e ambientes. Quanto mais nítido, forte e constante o pensamento, maior seu poder de transmissão, e quanto mais elevado, maiores a frequência e a distância atingida. Por isso, a grande responsabilidade pelo que pensamos, pois poderá acrescentar energias salutares ao nosso corpo mental e, pelo seu poder, influenciar beneficamente tanto o ambiente como as pessoas, ou, então, disseminar o ódio, rancor e destruição.

As principais funções do corpo mental inferior são: formar os pensamentos concretos; repassar as informações dos pensamentos concretos criados para o corpo físico através dos sistemas nervosos central e periférico; agregar forma às percepções provindas dos sentidos; sediar a memória e a imaginação; ser veículo da consciência no plano mental; ser um acumulador de experiências e responsável por transmiti-las ao corpo mental superior.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 24/25)


CORPO MENTAL SUPERIOR

(Mental Abstrato / Corpo Causal)

Representa a memória criativa e pode ser percebido pela vidência.

Este corpo é o segundo banco de dados de que dispõe o ser. 

Por ser o equipo do raciocínio criativo, é nele que acontece a elaboração do processo responsável pelo avanço científico e tecnológico, além de todo nosso embasamento filosófico. É o corpo que faz avaliações, formula teorias, relaciona símbolos e leis. E também conhecido como corpo causal. Elabora princípios e ideias abstratas, realiza análise, sínteses e conclusões. É sede das virtudes e de graves defeitos.

A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante à intenção com que é provocada. Alguém já disse que todo pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc.).

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 33/34)


CORPO BÚDICO

(Buddhi)

Quase nada se pode dizer sobre a estrutura vibratória (ou campo, corpo, ou dimensão) mais próxima do espírito.

É possível dizer que Buddhi é o perispírito na acepção etimológica do termo: constitui a primeira estrutura vibratória que, envolvendo o espírito, manifesta-o de modo ativo. Sendo, este corpo, atemporal (como também o corpo mental superior), usando a técnica de atingir essa dimensão superior das criaturas para, de lá, vasculhar seu passado.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 80/81)


Pouco se sabe sobre a forma e estrutura vibratória deste corpo que está mais próximo do espírito. Tão distante está dos nossos padrões e dos nossos meios de expressão que não há como descrevê-lo. Trata-se de um corpo atemporal.

Tem como atributo principal o grande núcleo de potenciação da consciência. Lá as experiências e acontecimentos ligados ao ser estão armazenadas e é de lá que partem as ordens do reciclar permanente das experiências mal resolvidas.

É nele que se gravam as ações do espírito e dele partem as notas de harmonia ou desarmonia ali impressas, ou seja, as experiências mal resolvidas são remetidas de volta à personalidade encarnada para novas e melhores significações.

Observados pela visão psíquica (vidência), o Buddhi e o Átmico formam maravilhoso e indescritível conjunto de cristal e luz girando e flutuando no espaço.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 34/35)


CORPO ÁTMICO

(Centelha Divina / Espírito-Essência)

Qualquer tentativa de descrever o que designamos por “Espírito” resultará deficiente, porque, para isso, a ineficácia das palavras tem sido comprovada ao longo de milênios e sucessivas civilizações.

Clássicos, contudo, e milenares, os conceitos da filosofia védica continuam os mais esclarecedores, por sua transparência.

O Absoluto, o Universal, manifesta-se em cada um dos seres individualizados, por menores que sejam; mas exatamente por ser Absoluto, e, assim, escapar a todo entendimento humano, transcende a tudo que tem existência.

A esse onipresente Absoluto, manifestado e manifestando cada indivíduo, dá-se o nome de Atman ou Espírito. O “corpo” átmico ou “Espírito” puro, esse Eu Cósmico constitui a Essência Divina em cada ser criado.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 81/82)


Alguns o chamam de “Eu Crístico”, Eu Cósmico, ou Eu Divino, e constitui a Essência Divina presente em cada criatura. A linguagem humana é incapaz de descrever objetivamente o espírito.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 35/36)


PERSONALIDADES DISSONANTES

O espírito, a individualidade, carrega todo acervo de conhecimentos adquirido através das múltiplas personalidades que vestiu. Essas personalidades não são corpos, são registros arquivados na memória integral do espírito imortal.

As experiências adquiridas e sucessivamente gravadas na memória cumulativa do espírito são continuamente adicionadas por uma superposição de vivências que não se misturam.

Poderá haver alguma ressonância entre as frequências de algumas personalidades, quando as experiências encarnatórias se assemelham, ou quando não houve suficiente despolarização durante o processo de renascimento.

Quando, numa determinada faixa etária, surge um evento que se assemelha ou que repete uma situação vivida no passado, isso poderá nos levar a entrar em ressonância com essa experiência. Se isso acontecer, teremos a percepção, no presente, de que já tínhamos vivido uma situação semelhante.

Essa ressonância, entre a bagagem do passado com a do presente, poderá provocar uma mudança comportamental sem que se perceba uma causa ou que se determine uma origem. Assim, poderemos observar, em alguns casos, atitudes inexplicáveis e incompatíveis com a personalidade atual, que revela elementos até então desconhecidos e oriundos da personalidade que foi parcialmente acordada.

Uma personalidade, emergindo do subconsciente, poderá ganhar vida momentânea e autônoma, mesclando-se e influenciando as atitudes da personalidade presente. A que se revela, nada sabe da personalidade do presente, entretanto, tudo o que se manifesta em sentimentos, emoções e conhecimento lhe pertence.

Porém, quando ressurgem conteúdos em desacordo com o processo evolutivo, nada acrescentam à personalidade presente, que se perturba, sem saber a origem dos desconfortos emocionais e sentimentais que registra. Essa situação poderá desgoverná-la e até desviá-la da sua rota evolutiva. Por isso, muito cuidado se deve tomar com as buscas indevidas e com as revelações desnecessárias sobre o passado de quem quer que seja.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 34/36)


ECTOPLASMA

Sabe-se, hoje, que esse corpo é constituído de material a que Richet deu o nome de ectoplasma. Trata-se, com efeito, de substância semelhante a um plasma, fluido fino que tem a propriedade de se condensar logo que exsudado do corpo do doador.

O ectoplasma exsudado, uma vez exposto à luz, sofre imediata dispersão; isso acontece porque a energia radiante da luz é mais intensa do que a energia de coesão molecular do ectoplasma, principalmente a energia luminosa mais intensa – de comprimento de onda mais curto – espectros violeta e ultravioleta.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 60/61)


O duplo etérico é o responsável pela elaboração do ectoplasma, junto com a alimentação e o oxigênio absorvido e manipulado pelo corpo físico.

Para os espíritos desencarnados, o ectoplasma trata-se de substância delicadíssima, que se produz entre os corpos etéreo e físico, e que serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 21/22)


É a substância mais utilizada pelos caboclos e pretos velhos nas curas e nos desmachos.

ectoplasma se torna vital, já que os espíritos não o têm, por se tratar de um fluido animalizado que se materializa no plano físico-etéreo.

Nas curas, é utilizado na recomposição de tecidos e regeneração celular. Nos trabalhos de desmanchos das magias negras, potencializamos o ectoplasma, direiconando-o aos lugares onde se encontra a origem da feitiçaria, que geralmente são objetos vibratoriamente magnetizados e que continuam a vibrar no Plano Astral muito tempo, mesmo após a decomposição física dos materiais utilizados nesses feitiços.

(…) Por sua densidade quase física, permite a mudança e a desmobilização de bases dos magos negros.”

(Norberto Peixoto, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 141/142)


RELAÇÃO DOS CHAKRAS COM OS SETE CORPOS

Existem dois tipos de chacras: os do perispírito e os do duplo etérico. Praticamente em toda a literatura que trata do assunto, nos deparamos com as seguintes terminologias: Chacras para os vórtices que se encontram no duplo etérico e Centros de força para os vórtices que se encontram no perispírito. Os centros de força do perispírito captam as vibrações do espírito e as transferem aos chacras do duplo etérico, que as filtram e as remetem para as regiões dos plexos correspondentes na matéria física.

Os chacras do duplo etérico são temporários, existindo enquanto este existir. Os centros de força do perispírito são permanentes, mas, sutilizam-se conforme o perispírito.

O centro coronário do perispírito, por exemplo, é um fabuloso órgão sem analogia entre nós, sede das mais avançadas decisões do Espírito Imortal, ao passo que o mesmo chacra coronário do duplo etérico é tão somente um elo de conexão, uma ponte viva sensibilíssima, mas sem autonomia, unindo o mundo divino perispiritual com o mundo humano da criatura em desenvolvimento.

(Edvaldo Kulcheski, Saúde Integral: Os Chacras e a Bioenergia, Editora Escala, São Paulo/SP, p. 49/50)


O chakra esplênico (…) é também responsável pela vitalização do duplo etérico enquanto o chakra básico está mais relacionado ao corpo físico.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 125)


MOLÉSTIAS PSICOSSOMÁTICAS

Por intermédio do duplo etérico é que os Espíritos desencarnados interferem sobre os encarnados, agindo rapidamente sobre o seu equilíbrio orgânico nessas operações de curas espirituais que nos deixam estarrecidos pela sua rapidez e perfeição.

Funcionando sinergicamente, tudo o que melhorar as condições do duplo etérico “ipso facto” melhorará a saúde do corpo físico, e tudo o que modificar a constituição do corpo físico (denso) modificará também a constituição do corpo etérico. 

Reações de natureza inferior (ódio, tristeza, intemperança, medo, aflições, sensualismo, desânimo, impaciência, inconstância etc.) sendo forças depressoras e dispersivas, abaixam ou exaltam demais os níveis vibratórios das células constitutivas do duplo etérico e do corpo denso, originando doenças e disfunções, da mesma forma porque reações no sentido inverso (serenidade, confiança, fé, coragem, paciência, ânimo forte, alegria, temperança etc.) serão capazes de restabelecer a saúde ou o equilíbrio orgânico. Isso do ponto de vista psíquico, como reação do espírito sobre o corpo material.

(Edgard Armond – coord., Iniciação Espírita, 5ª edição, 7ª reimpressão, Editora Aliança, São Paulo/SP – 2017, p. 126)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 05.05.2019