A ORIGEM DA HUMANIDADE NA TERRA, REENCARNAÇÕES E AS TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

FLEUR DE LYS

ORIGEM DA HUMANIDADE NA TERRA, REENCARNAÇÕES E AS TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

Erg


O PLANETA ERG E A PRÉ-HISTÓRIA ESPIRITUAL DA TERRA

Por evos sem fim, desde (…) tempos imemoriais, travou-se em mundos e dimensões diferentes da nossa, assim como no Astral da Terra, incansáveis embates entre o bem e o mal, dando origem inclusive a muitos dos enunciados bíblicos, como, por exemplo, a Guerra nos Céus.

Na luta por um lugar para a continuidade de suas raças, muitos desses seres vieram, por falta de opção, em diferentes épocas, parar no Astral de nosso planeta.

Outros vieram por amor, por ordem dos maiorais sidéreos da Grande Federação Galática, com a missão de planejar e construir a vida no único planeta capaz, na época, de abrigar vida como a conhecemos, e em todo Sistema Solar: eram os ergs remanescentes das primeiras demandas; os jardineiros cósmicos que tinham como lar e base de suas operações estelares a grande cidade de cristal de Kendom-Sylá, em Vênus.

Muito depois deles, através dos tempos, vieram outros espíritos missionários para trazer a mente ou corpo mental àquele povo em estado ainda animalesco, sem consciência de si próprio, oriundo dos astrais inferiores ou ainda degredados de outros planetas, os quais chamamos hoje de homens das cavernas, reencarnados na primitiva Lemúria, no grande continente de Mu.

Eram os venusianos, comandados pelo venerável espírito Sanat Kumara, que ainda hoje continua sendo o espírito da mais alta estirpe na condução de nossa civilização: o Senhor do Mundo.

Mais tarde, outros seres celestiais aportaram na Terra com suas grandes vimanas voadoras para guiar aqueles seres ainda primitivos, muitos ainda empedernidos nos lamaçais da ignorância e do mal, mas já com o discernimento de suas individualidades, o que permitia vôos mais altos para a evolução espiritual na época das últimas raças lemurianas e depois na Atlântida.

Com paciência infinita e amor inabalável, eram os mestres vindos das constelações de Órion, das Plêiades e de Sírius, que voltam ao planeta tempos incontáveis depois de sua primeira tentativa, para fazer aqui florescer uma grande civilização, desaparecida posteriormente em grande cataclismo em função de seu atraso moral, o que jogou a Terra num isolamento que durou mais de três milhões de anos, e da qual existem incríveis registros paleontológicos.

Grandes lutas, grandes sacrifícios, grandes embates entre os senhores da luz e os das sombras aconteceram, sendo que seus resquícios podem ser sentidos até hoje nas derradeiras tentativas dos magos negros de arrastar os homens para as trevas e para a aniquilação total desta humanidade que ainda se debate em grandes dramas coletivos, fruto de um sistema de crenças de moralidade duvidosa, em que a competição se sobrepõe à cooperação, ao amor e à fraternidade entre os povos e as raças.

Continentes inteiros soçobraram sob o rugir dos ventos furiosos e das explosões dos vulcões, arrastando populações inteiras, enquanto outros se soerguiam do fundo dos mares.

O planeta Erg foi da maior importância nos primórdios do Sistema Solar.

A Grande Federação Galática, que supervisionava a evolução de todos os sistemas solares, de todos os esquemas de evolução de nossa galáxia, outorgou aos espíritos solares, que alguns denominam engenheiros siderais, a missão de planejar e construir a vida em todos os planetas do Sistema Solar.

A Erg, o mais antigo e adiantado, coube o trabalho da semeadura dos demais planetas. Sua humanidade altamente evoluída propiciou as condições para a proliferação da vida em todos os seus reinos.

No planeta Terra, ainda em formação, os ergs modificaram sua estrutura mineral, iniciando no incipiente reino vegetal o fenômeno da fotossíntese, imprescindível ao surgimento do reino animal.

No planeta Vênus aumentaram a densidade da camada de ozônio, modificando a atmosfera e criando uma espessa camada protetora, a fim de atenuar o Sol abrasador que impedia que a vida se manifestasse.

 

A opináutica, termo por nós empregado para designar a técnica das viagens intergaláticas nos corredores dimensionais de espaço-tempo, já era dominada há séculos pelos morgs, raça altamente evoluída sob o aspecto científico, que habitava um planeta de pequenas dimensões, cuja órbita era em torno de um Sol duplo. 

Os morgs, orgulhosos de seu poder quase ilimitado, consideravam-se deuses onipotentes a quem tudo era permitido, e começaram a procurar um novo planeta para migrarem e continuarem seu esplendoroso progresso.

Depois de terem explorado toda a sua galáxia, começaram a visitar o universo paralelo ao seu, concluindo que somente o planeta Erg, situado no mesmo espaço de Morg, mas em outra dimensão, oferecia condições adequadas e ideais para uma ocupação.

Começaram, então, a enviar naves não tripuladas para esse hiperespaço, monitoradas de seu planeta, invisíveis para os habitantes de Erg, mapeando e esgotando tudo o que dizia respeito àquele astro.

Devemos (…) relatar o que aconteceu por ocasião da explosão de Erg.

Tanto os habitantes desse planeta, que desencarnaram em consequência da hecatombe nuclear, como os morgs, causadores indiretos da destruição total do planeta, foram encaminhados pelos dirigentes planetários para os mundos astrais dos planetas Vênus e Terra, respectivamente, permanecendo em estado de vida suspensa por evos sem conta.

É fácil compreender por que os morgs foram para o mundo astral do planeta Terra e os ergs para o de Vênus: esse acontecimento fazia parte do plano já elaborado pelos dirigentes planetários, para a posterior povoação e o avanço evolutivo desses dois planetas.

Os ergs, em um futuro ainda muito distante, após ter percorrido os sete subplanos astrais do planeta Vênus, deveriam ser encaminhados ao plano astral da Terra, durante o período da grande Atlântida, fato ocorrido há um milhão de anos atrás, para povoar esse enorme continente.

Aos morgs, por efeito de carma, caberia encarnar ao final da terceira raça-raiz, a chamada raça lemuriana, ocupando aqueles corpos toscos e embrutecidos, para, como resgate, possibilitar os primeiros passos evolutivos dessa humanidade nascente.

O planeta Vênus, situado entre Mercúrio e a Terra, chamado também de estrela da manhã e pelos povos antigos de Lúcifer (o portador da luz) (…) recebe duas vezes mais calor do que a Terra.

Foi nesse astro que os ergs pousaram seus barcos aéreos, na parte central do planeta.

A evolução dessa nova raça, no planeta Vênus, ocorreu no sentido totalmente oposto ao verificado no planeta Terra, sempre orientada pelos ergs, que passaram a ser vistos como deuses.

Vênus não conheceu a luta pela existência, a seleção natural; a sobrevivência do mais forte jamais aconteceu. As lutas pela conquista dos territórios, pelos acasalamentos, pela alimentação, enfim, toda e qualquer disputa era analisada pelos ergs, e qualquer anomalia era imediatamente suprimida. Essas primeiras humanidades, se é que se pode usar essa denominação, eram monitoradas em todo os sentidos.

Eram considerados como deuses e cercados de grande mistério. Nas poucas vezes em que foram vistos, sempre provocavam temor e veneração, sentimentos que costumavam alimentar para conseguir com mais facilidade seus objetivos.

(…) Os Ergs não conheciam aquilo que chamamos de morte, e renovavam sua energia vital pelo poder do pensamento.

Finalmente, decorridos evos sem conta, o estágio espiritual aconteceu, ficando a cadeia de evolução de Vênus em condições de abrigar os primeiros homens espiritualizados, que adoravam seus deuses, os ergs.

Após a edificação da Kendom Silá, os cientistas começaram a explorar todos os planetas do Sistema Solar. A primeira grande obra de engenharia cósmica foi (…) um satélite artificial oco (…) colocado em órbita de Marte, com rotação anti-horária, a fim de equilibrar o planeta, que com a explosão de Erg teve seu eixo deslocado, com uma inclinação bastante acentuada, de mais de quarenta graus.

Somente após essa importante obra de engenharia galática, começou a exploração do planeta azul, a Terra.

(…) Quando os ergs se reuniam na cidade de Kendom Silá, criavam um corpo físico. A portentosa e bela cidade de cristal já se encontrava construída no mundo etérico de Vênus.

O planeta Vênus encontrava-se ao final de sua sétima sub-raça, da sétima raça-raiz ou raça-mãe. A grande maioria de sua humanidade havia atingido o grau de Adepto da Grande Confraria Cósmica, enquanto o planeta Terra estava no final de sua terceira raça-raiz, a dos lemurianos.

Várias entidades de orbes adiantadíssimos do Cosmo, como seres das Plêiades, da constelação de Órion, de Sírius, da constelação do Cocheiro, ou seja, de Capela, e uns poucos cientistas de Erg, que voluntariamente se apresentaram para essa missão, foram enviados ao planeta Terra, para lá se unirem aos habitantes terrenos a fim de acelerar a evolução no planeta.

O plano astral do planeta Vênus era, nessa época, totalmente diferente do planeta Terra, especialmente o Umbral. Lá seus habitantes desencarnados não alimentavam paixões e desejos exacerbados ou intensos, o que não dividia de forma acentuada os seus subplanos.

Na época em que começaram os grandes expurgos e migrações das constelações de Capela, Sírius e das Plêiades, em diferentes períodos, se encaminharam para diversas regiões do globo terráqueo seis milhões de morgs, egos de arquétipo de cor alaranjada, para o continente da Lemúria; três milhões de egos, de arquétipo de cor dourada, os provenientes de Capela, Sírius e Plêiades, para a grande Atlântida; concluindo essa migração, três milhões de egos de arquétipo de cor rosa, os ergs, encarnaram na raça Tolteca. Sem contar com os seres de Órion, que já se encontravam há séculos nesse planeta. 

A batalha no mundo astral foi terrível, e esse acontecimento foi narrado de forma alegórica e simbólica pelos vedas, sendo denominado de Guerra nos céus entre os Suras e Assuras.

A terceira raça-raiz, a lemuriana, foi a sombra brilhante dos deuses desterrados em nosso globo, depois dessa alegórica guerra nos céus, assim denominada por causa da incompreensão dos seres humanos atuais.

Foi a luta entre o espiritual e o psíquico e o psíquico e o físico.

Aqueles que dominaram os princípios inferiores, os ergs, subjugando o corpo, uniram-se aos “filhos da luz”. 

Os que caíram vítimas de sua natureza inferior, os morgs, converteram-se em escravos da matéria, as primeiras sub-raças atlantes, onde encarnaram os primeiros “irmãos das sombras”. 

O carma “nasce” com essa guerra nos céus, pois as humanidades primevas ainda eram inocentes e ignorantes do mundo exterior, ainda não tinham criado causas, por conseguinte, não tinham também colhido efeitos.

Todas essas entidades encarnaram na grande Atlântida. Os oriundos de Morg juntaram-se aos espíritos exilados da constelação de Capela, enquanto os procedentes de Erg uniram-se aos que emigraram das constelações de Sírius, Plêiades e Órion, propiciando uma evolução ao continente atlante.

Como os espíritos solares ainda não tinham terminado o trabalho referente à evolução do planeta Terra, convocaram voluntários para concluir essa operação.

Apresentaram-se os chamados Bne Aleim, espíritos libertos das Rondas de esquemas anteriores do Sistema Solar.

Eles foram denominados pelos homens de anjos rebeldes, sendo Azazel o chefe dessa legião de seres superiores. Era necessário dotar a nascente humanidade de poderes que jamais alcançaria, se não fosse o amor desses abnegados seres.

Cada um deles inspirou aos homens uma faculdade. Azazel doou à espécie humana o poder da premonição; Amazarac as artes mágicas, tanto positivas como negativas; Amers o significado dos signos, mitos e alegorias. Finalmente o sétimo dessa legião, Asaradel, instruiu os homens sobre a influência da Lua sobre certos fenômenos que ocorrem em toda a superfície do planeta.

Esses seres, oriundos de orbes evoluidíssimos, junto com os venusianos, tendo à frente o mestre Aramu Muru, criaram os primeiros templos da Luz, que posteriormente se localizaram na América do Sul, no Peru e Império Amazônico de Paititi.

Esses templos vieram a se constituir em academias, onde era estudada a ciência do verbo, que é a própria Lei Matemática do Criador. Ela é essa própria Lei de onde tudo provém, o princípio incognoscível de todas as leis. 

Só muito mais tarde esses templos foram usados para a prática da magia branca, quando começaram a atuar os irmãos da sombra. 

Durante a terceira sub-raça atlante, os toltecas, gigantes cor de cobre, com a intervenção dos Bne Aleim e Aramu Muru e seus discípulos, aconteceu um progresso evolutivo extraordinário, mudanças fundamentais para o avanço intelectual e espiritual dessa raça.

Nesse período, começam a aparecer as nações separadas. Grupos de indivíduos com idéias similares ocuparam várias regiões do grande continente atlante, fundando impérios que floresceram com grande esplendor. Realizaram inúmeras migrações, e fundaram na arcaica Caldéia e no Peru suntuosas cidades, magníficas civilizações.

Adoradores do Sol, aproveitaram sua energia para vários fins: cruzamento de animais, plantas e frutos, conseguindo espécies novas, usadas no seu consumo.

Quetzalcoalt, Viracocha e Pacal Votan, da constelação das Plêiades, irão para a região sul do planeta azul.

Antulio, Nayarana e Payê-Suman de Sírius irão para a Atlântida, Rama, dessa mesma Constelação, irá para o vale do Indo.

Numa, da Constelação do Cocheiro, Capela, irá para Mu. Para esse mesmo continente irá Aramu Muru de Vênus, antes de se dirigir definitivamente para Tawantinsuyo.

Zarathusta, Oanes, Melkisedek, da Constelação de Órion, para a região do rio Nilo.

Karttikeia e nosso Schua-Y-Am-B’uva, oriundos do extinto planeta Erg, irão para a Etiópia.

Payê-Suman depois da Atlântida irá para o Baratzil, para Paititi, sendo responsável por essa terra.

Por último, As-Hor, Skyrus e Milarepa, da constelação da Ursa Maior, irão para a região Norte do continente americano, que abrigará no futuro povos migrantes da raça vermelha.  

Dirigiram suas potentes energias para o mundo astral do planeta e atuaram sobre aqueles que se encontravam desdobrados do sono físico nesse plano. Foram escolhidos os que detinham alguma influência e poder de mando: governadores, reis, generais comandantes.

Foram provocando vários sonhos recorrentes nesses eleitos, determinando que deveriam migrar, indicando o local exato para onde deveriam seguir, o número de pessoas, a condução adequada e a data para o início do êxodo parcial. Todos julgaram esses sonhos uma intuição ou inspiração divina. Quando cessou a atuação energética dos mestres cósmicos, já em grande parte da grande Atlântida começava a migração para as mais diferentes partes do globo terrestre.

Essa orientação indireta dos extraterrestres, para a maioria dos habitantes da grande Atlântida, serviu como preparação para as migrações. Posteriormente, inspirados por esses mestres cósmicos, grandes levas de atlantes migraram para a África, Ásia, Américas e região do Mediterrâneo, onde surgiram inúmeras civilizações.

No futuro, Lanka iria fazer parte de uma das grandes ilhas, Ruta, que restaria do afundamento da grande Atlântida, recordada apenas na longínqua memória de seus poucos sobreviventes. As regiões, províncias e países da grande Atlântida, inclusive as chamadas Terras Roxas do rei Zagreu, desapareceram por entre explosões e maremotos, delas quase mais nada restando.

Esses mestres extraterrenos, unindo-se aos seres humanos, não só promoveriam um grande progresso civilizatório, mas também iriam conduzir essa primitiva humanidade da fase infantil à fase adulta.

Sabiam que essa união os tornaria prisioneiros da matéria, sujeitos à Lei de Causa e Efeito, até que o planeta atingisse sua espiritualização total, ou seja, libertar-se da proteção do espírito planetário de Vênus. Então todos esses seres voltariam para a região do Cosmo de onde procederam.

O amor afastou esses grandes seres de seus orbes de origem, e esse exílio voluntário tornou possível ao planeta Terra continuar sua evolução e aos homens não ficarem órfãos, sem um lar planetário.

Aqueles já previamente escolhidos, por meio de uniões e modificações em seus DNA, seriam os precursores de uma nova sub-raça, os semitas originais. Era desígnio dos dirigentes planetários que uma parte dessa raça posteriormente migrasse para a região do Nilo, o antigo Egito, onde viria a florescer a grande civilização, que nos chega na época atual totalmente fragmentada e desfigurada, dando-nos apenas uma pálida idéia de seu esplendor.

A outra leva de migrantes, semitas originais, iria localizar-se na Arábia, instalando-se próximo ao Mar Morto, onde hoje é Israel.      

Os extraterrestres provenientes da constelação das Plêiades, mestre Viracocha e Pascal Votan, criaram a adiantada e esplendorosa civilização de Tihuanaco, que atingiu o ápice da cultura com suas realizações no terreno da ciência, arquitetura, política e organização social, que até hoje intrigam os cientistas.

Aramu Muru, quando lá chegou com seus discípulos, não encontrou quase mais nada dessa grandiosa civilização.

Mestre Toth, da constelação de Alfa do Centauro, uniu-se aos semitas originais que haviam sido conduzidos para as regiões montanhosas ao norte da Aztlan, para depois migrarem para a região do rio Nilo (…).

Os mestres da constelação da Ursa Maior, Skyrus e Milarepa, fizeram surgir no norte da América e Canadá uma brilhante civilização, restando dela apenas os chamados índios peles-vermelhas.

No Mediterrâneo, vários mestres galáticos deram sua contribuição. Podemos citar Oanes e Melkisedek de Órion, que implantaram as grandes civilizações dos persas e dos caldeus.

Rama de Sírius atuou na Índia milenar.

Enquanto isso, o continente de Aztlan (…) pouco a pouco foi se desintegrando. Os vulcões inativos entraram em erupção, e o fundo dos mares se enrugou.

Isso provocou inúmeros maremotos que acabaram ocasionando o rompimento da grande Atlântida, que afinal se viu reduzida a duas enormes ilhas, Ruta e Daitya.

 

Aqueles dias foram de intensa movimentação no grande continente da Atlântida. Mestre Toth, da constelação de Órion, conduziu o rei Ravana de Lanka e grande parte de seus súditos, todos procedentes de Erg, para a região Norte, zona montanhosa, onde os separou em duas grandes levas.

A primeira migrou para o deserto próximo ao rio Nilo, dirigida por ele próprio; a segunda, guiada pelos mestres da constelação da Ursa Maior, Skyrus e Milarepa, para a América do Norte, onde hoje se localiza o Canadá.

O primeiro grupo se espalhou pela árida região e fundou duas grandes civilizações, conhecidas atualmente como Egito e Etiópia.

O segundo grupo se estabeleceu na região gelada próxima ao lago Winnippeg, na América do Norte, dando nascimento ao primitivo povo iroquês.

Duas sub-raças de Aztlan tomaram parte nessas migrações: a vermelha, os toltecas, e a negra, os tlavatlis.

Essas migrações deram início ao plano mestres galáticos, a fim de preservar a espécie humana dos cataclismos que iriam se abater sobre a Atlântida.   

Nessa época, aproveitando os exilados procedentes da constelação da Capela e a maioria dos encarnados vindos de Morg, o mago Oduarpa fortaleceu sua posição perante a Confraria dos Irmãos da Sombra.

Itaoca, a cidade das pedras, situava-se a treze quilômetros da costa do Baratzil, antes da catástrofe que se abateu sobre a Atlântida.

Pouco depois da primeira batalha contra Oduarpa, quando o grande continente foi rompido em dois, os efeitos se fizeram sentir em quase toda a costa; enquanto algumas regiões desapareciam no fundo do oceano, outras emergiam, mudando totalmente o contorno do litoral. 

As terras que se elevaram nessa região, atualmente o estado do Piauí, fizeram que Itaoca ficasse localizada aproximadamente a cento e oitenta quilômetros de sua posição original.

Três milhões de ergs de arquétipo rosa foram encaminhados para o planeta Terra ao continente atlante, encarnando na terceira sub-raça, denominada tolteca.

Foram selecionados também duzentos e cinquenta ergs de arquétipo de coloração azul, para encarnar na região montanhosa de Ruta, na quinta sub-raça, os semitas originais.  

Esses ergs seriam os precursores da chamada “família espiritual”.

Essa coletividade de ergs, na Atlântida, foi a primeira encarnação chamada gêmea, de egos com o mesmo adiantamento espiritual; mas como seres livres, obedecendo ao livre-arbítrio de cada um, criaram o primeiro carma coletivo, que iria se perpetuar pelos séculos afora.  

Quarenta e quatro ergs não aceitaram os ensinamentos de seus mentores, e negaram-se a migrar para a região do rio Nilo. Esse magno acontecimento, de grande importância para as civilizações futuras, a criação do esplêndido Império Egípcio, ocorreu em 70.000 antes de Cristo.

A segunda reunião dessa família espiritual aconteceu em Ophir e Ibez, cidades localizadas no grande Império Paititi, no Baratzil (Brasil), no interior da Amazônia e no atual Mato Grosso. 

Seguiu-se um longo período sem encarnações coletivas, até que todos se reuniram novamente em uma colônia atlante, denominada Terra das Araras Vermelhas, na costa do atual estado do Espírito Santo, no Brasil.

Após séculos de dispersão em encarnações isoladas, voltam os ergs a vestir a matéria na velha Grécia, quase conseguindo o que havia sido planejado. Mesmo com o auxílio prestimoso do instrutor Phidias (…), que os preparou para o primeiro contato com o mestre Pitágoras, que propiciou a todos os rudimentos dos conhecimentos esotéricos, essa família espiritual não conseguiu atingir aquilo a que estava destinada. 

Os séculos se passaram; no auge do Império Romano, numa pequena cidade da Judéia, encarnam novamente os errantes nômades do Cosmo, a família espiritual de ergs.

Nas cinco nações iroquesas, que do Canadá, onde viviam inicialmente, migraram para onde hoje se situa o território dos Estados Unidos, retornou mais uma vez um grande mestre, com o nome Haiawata. Este conduziu essa nação pele-vermelha para uma união universalista, quase conseguindo atingir o despertar da consciência coletiva no povo de Erg.

Na conturbada Revolução Francesa, reúnem-se novamente as famílias espirituais. Outra vez falha o projeto dos dirigentes planetários. É preciso esclarecer bem que os planos dos dirigentes não falham, porque eles não intervêm diretamente nos destinos dos humanos. Aquilo que denominamos de falha, fica por conta do livre-arbítrio individual e coletivo.

Nesse período da história da humanidade (…) podemos constatar que alguns ergs seguiram as instruções de um grande mestre da Confraria Branca, o conde de Saint Germain.

Tornaram-se os precursores da consciência aquariana no planeta, modificando o velho modelo monárquico, e anunciaram para o mundo os anseios de liberdade, igualdade e fraternidade. 

(Roger Feraudy, Prefácio de Maria Teodora Ribeiro Guimarães, ERG, o décimo planeta – a pré-história espiritual da humanidade, Editora do Conhecimento, Limeira/SO- 2005). 


OS PRIMEIROS HOMENS NA TERRA (Os Exilados)

Primeiras Encarnações

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores. 

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes.

Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz de Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa Misericórdia.

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel, A Caminho da Luz, 38ª edição, 4ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2016, p. 28/29)


A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é a alfa da constelação.

Conhecida desde a mais remota antiguidade, Capela é uma estrela gasosa (…) e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos.

Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída.

Na realidade, a ciência ignora a data e o local do aparecimento do verdadeiro tipo humano, como também ignora qual o primeiro ser que pode ser considerado como tal.

O elo, portanto, entre o tipo animal mais evoluído e o homem primitivo, se perde entre o Pitecantropo, que era bestial, e o Homo Sapiens que veio 400 mil anos mais tarde.

Em resumo, eis a evolução do tipo humano:

  • Símios ou primatas;
  • Tipo evoluído de primata – Procônsul – 25 milhões de anos;
  • Homo Erectus – Pitecantropo e Sinantropo – 500 mil anos;
  • Homo Sapiens – Solo, Rodésia, Florisbad, Neandertal – 150 mil anos;
  • Homo Sapiens sapiens – Swanscombe, Kanjera, Fontéchevade, Cro-Magnon e Chancelade – 35 mil anos.

É bem de ver que se houvesse existido esse tipo intermediário, inúmeros documentos fósseis dessa espécie existiriam, como existem de todos os outros seres vivos, e, assim, como houve e ainda há inúmeros símios, representantes do ponto mais alto da evolução dessa classe de seres, também haveria os tipos correspondentes, intermediários entre uns e outros.

Se a ciência, até hoje, não descobriu esses tipos intermediários é porque eles realmente não existiram na Terra: foram plasmados em outros planos de vida, onde os Prepostos do Senhor realizaram a sublime operação de acrescentar ao tipo animal mais perfeito e evoluído de sua classe os atributos humanos que, por si sós – conquanto aparentemente e inicialmente invisíveis – dariam ao animal condições de vida enormemente diferentes e possibilidades evolutivas impossíveis de existirem no reino animal, cujos tipos se restringem e se limitam em si mesmos. 

Assim, sabemos agora que esta humanidade atual foi constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que veio evoluindo lentamente, através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies, ascendendo trabalhosamente da Inconsciência para o Instinto e deste para a Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os “primatas” foram o tipo anterior mais bem definido; e outra categoria, composta de seres mais evoluídos e dominantes, que constituíram as levas exiladas da Capela, o belo orbe da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, além dos inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal.

Esses milhões de ádvenas para aqui transferidos (…) eram detentores de conhecimentos mais amplos e de entendimentos mais dilatados, em relação aos habitantes da Terra, e foram o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para a prática da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora.

Mestres, condutores, líderes, que então se tornaram das tribos humanas primitivas, foram eles, os Exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto sem completo êxito.

Aliás, essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo (…).

Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes da Capela que (…) deviam dali ser expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe.

Foram as cortes de Lúcifer que, avassaladas pelo orgulho e pela maldade, se precipitaram dos céus à terra, que daí por diante passou a ser-lhes a morada purgatorial por tempo indefinido.

E após a queda, conduzidos por entidades amorosas, auxiliares do Divino Pastor, foram os degredados reunidos no etéreo terrestre e agasalhados em uma colônia espiritual, acima da crosta, onde, durante algum tempo, permaneceriam em trabalhos de preparação e de adaptação para a futura vida a iniciar-se no novo ambiente planetário.

Logo, após, os primeiros contatos que se deram com os seres primitivos e, reencarnados os capelinos nos tipos selecionados já referidos, verificou-se de pronto tamanha dessemelhança e contraste, material e intelectual, entre essas duas espécies de homens, que sentiram aqueles imediatamente a evidente e assombrosa superioridade dos ádvenas, que passaram logo a ser considerados super-homens, semideuses, Filhos de Deus, como diz a gênese mosaica, e, como é natural, a dominar e dirigir os terrícolas.

De trogloditas habitantes de cavernas e de tribos selvagens aglomeradas em palafitas, passaram, então, os homens, sob o impulso da nova direção, a construir cidades nos lugares altos, mais defensáveis e mais secos, em torno das quais as multidões aumentavam dia a dia.

Tribos nômades se reuniam aqui e ali, formando povos e nações, com territórios já agora mais ou menos delimitados (…).

(…) Os degredados – aqui mencionados como Filhos de Deus – encarnando no seio de habitantes selvagens do planeta, não levaram em conta as melhores possibilidades que possuíam, como conhecedores de uma vida mais perfeita e, ao desposarem as mulheres primitivas, adotaram seus costumes desregrados e deixaram-se dominar pelos impulsos inferiores que lhes eram naturais.

Chegaram numa época em que as raças primitivas viviam mergulhadas nos instintos animalizados da carne e, sem se guardarem, afundaram na impureza, não resistindo ao império das leis naturais que se cumpriam irrevogavelmente como sempre sucede.

Assim, pois, a experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral, malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário, elevando-o a níveis mais altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário, correram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes couberam como tarefa redentora.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 17/18, 36/38, 60/63, 68/69, 93/94, 97)


Agora, podemos apresentar um esboço das cinco raças que viveram no mundo, antes e depois da chegada dos capelinos. São as seguintes:

1ª) A raça formada por espíritos que viveram no astral terreno, que não possuíam corpos materiais, e, por isso, não encarnaram na Terra. Característica fundamental: “astralidade”.

2ª) A raça formada por espíritos já encarnados, que desenvolveram forma, corpo e vida própria, conquanto pouco consistentes. Característica fundamental: “semi-astralidade”.

3ª) Raça Lemuriana – Estabilização de corpo, forma e vida, e acentuada eliminação dos restos da “astralidade inferior”. Com essa raça começaram a descer os capelinos. Não se conhecem as sub-raças.

4ª) Raça Atlante – Predomínio da materialidade inferior. Poderio material. Grupos étnicos: romahals, travlatis, semitas, acádios, mongóis, turanianos e toltecas.

5ª) Raça Ariana – Predomínio intelectual. Evoluiu até o quinto grupo étnico, na seguinte ordem: indo-ariana > acadiana > caldaica > egípcia > européia.

Apesar de pertencermos à Quinta Raça ainda existem na crosta planetária povos representantes das raças anteriores (terceira e quarta) em vias de desaparecimento, nos próximos cataclismos evolutivos.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 123/125)


Todos esses processos experimentais primeiros, até o estabelecimento definitivo da via para o Ser Espiritual que iria encarnar no planeta Terra constituindo a sua primeira humanidade, ficaram patenteados na então chamada RAÇA PRÉ-ADÂMICA.

Então, nessa Raça Pré-Adâmica, temos os mais diversos experimentos, tendo a face terrena observado verdadeiro “laboratório genético”, inclusive com formas descomunais e com morfologias aberrantes, com suas desproporções estaturo-ponderaisTivemos nessa época verdadeiros gigantes, tão bem retratados na mitologia, já que todo mito, no fundo, vela uma verdade. 

A forma se estabeleceu mais ajustada na Raça que sucedeu a Pré-Adâmica, isto é, na RAÇA ADÂMICA.

Com a forma mais aperfeiçoada, na Raça Adâmica, começaram, juntamente com os Filhos da Terra, a encarnar os primeiros estrangeiros, a priori de planetas mais evoluídos que o nosso de nossa própria galáxia.

Alguns vieram de Marte, já que Marte era paragem obrigatória de todos os Seres Espirituais desgarrados de nossa galáxia quando impulsionados a encarnar no planeta Terra. Era como uma “passagem vibratória obrigatória”, e após esse reajuste vibratório encarnavam no planeta Terra.

Eram todos de pele vermelha, provavelmente estando aí o porquê de dizer-se que o homem foi feito de barro, o qual tem essa cor. Os próprios Filhos da Terra, com suas tribos, eram de cor vermelha, e os estrangeiros vieram a encarnar nessas tribos primitivas, mesmo fazendo uso de vestimentas físicas ainda não totalmente aperfeiçoadas.

Não importando a forma física, logo foram lançando seus ensinamentos e, como só poderia ser, tornaram-se condutores tribais, sendo seus líderes ou CHEFES. Eram seus Pais Maiores, eram seus Condutores.

Ensinaram-lhe a LÍNGUA BOA, polissilábica e eufônica, a qual tinha relação com certos fenômenos da própria Natureza e suas Leis Regulativas.  Essa primeira língua polifonética e polieufônica, obedecendo a um metro sonoro divino e sendo chamada de ABANHEENGA – aba (homem), nheenga (língua sagrada) -, foi a base para todas as demais línguas que seriam faladas na Terra. Esse fenômeno da primeira “língua raiz” teve início no Brasil, através do Tronco Tupy, sendo seus Condutores chamados de tabuguaçus, em verdade tu babá guaçu – (nosso Pai-Condutor – nosso Patriarca). 

Estávamos na 2ª Raça-Raiz, a Raça Adâmica, lembrando que a 1ª foi a Pré-Adâmica. Após 7 sub-raças, a Raça Adâmica cede vez a outra Raça, a 3ª Raça-Raiz, a RAÇA LEMURIANA.

Essa Raça se caracteriza pelo início dos processos de conscientização e aplicação das LEIS DIVINAS (…).

Estamos já no meio da 4ª Sub-Raça Lemuriana, com quase todo o planeta ocupado pela humanidade, quando surgiram no planeta estrangeiros de outra galáxia, os quais, em tempos passados, tinham orientado outros planetas de nossa galáxia, muito principalmente os mais evoluídos, tais como Saturno, Júpiter, etc.

Assim, num dos mundos de uma galáxia distante, sua coletividade afim tinha alcançado níveis evolutivos inimagináveis, tinham banido o “Caim” definitivamente de seus egos. Quando digo que tinham banido, digo a grande maioria, pois uma minoria retardatária ainda não o havia feito. Haviam tido as mesmas oportunidades que os outros, as mesmas condições, mas não tinham conseguido o nível dos demais.

Como a evolução não cessa, aqueles que evoluíram continuavam a evoluir, não sendo do direito e da justiça que esperassem até uma equiparação integral de todos.

Assim, desceram para o planeta Terra. Entendamos que os estrangeiros dessas Pátrias distantes já estavam presentes na Raça Adâmica, e na Lemuriana apenas vieram em maior número, e de várias galáxias.

Assim, esses Seres Espirituais, em plena Raça Lemuriana, ficariam em contato com os simples, pois perto deles, a humanidade terrestre, em sua grande maioria, eram bem simples. Digo em sua grande maiorira, pois os Filhos da Terra sempre foram em maior número em termos de contingentes de Seres Espirituais.

Muitos daqueles Seres elevados, que havíamos chamado de Tubaguaçus, já de há muito  não reencarnavam no planeta Terra; uns já tinham voltado a seus planetas de nossa própria galáxia, outros aos seus “mundos distantes” em galáxias que não a nossa. Alguns tinham ficado no plano astral do planeta Terra e, em conjunto com a Hierarquia Crística, ajudavam na evolução do planeta, ou melhor, de sua humanidade.

Assim, entendemos que muitas arestas tinham sido aparadas na Raça Lemuriana, e que é no final dessa Raça que surgem os grandes MAGOS, que eram conhecedores profundos das Leis que regem a mecânica do Micro e do Macrocosmo, e sobre eles podiam interagir.

Mantinham contato direto com seus superiores. Eles mesmos tinham poderes que,em relação aos demais, eram supranormais.

Assim, extinguia-se a Raça Lemuriana, abrindo passagem para a RAÇA ATLANTE, a qual seria poderosa por sua sabedoria e grandes feitos cósmicos.

Mas, por motivos vários, dentre os quais citaremos a interferência de Seres Espirituais de baixa estirpe, foram os atlantes se perdendo em mesquinhos e comezinhos desejos, o egoísmo, a inveja, o autoritarismo e muito principalmente o magismo como Força Negra para atacar e subjugar seus iguais em condições de menor poder.

Houve verdadeiras GUERRAS NEGRAS, em que o ódio e o sangue varriam templos que possuíam um passado glorioso e sagrado.

As reações não se fizeram demorar, sob a forma de grandes catástrofes, hecatombes sem fim. Era a própria Terra que, como força de reação, tentava expulsar seus “marginais”, já que eles haviam trazido um clima de ódio e vingança, e ativado “marginais cósmicos” de todas as partes.

Tinham também manipulado de forma agressiva e inferior os vários reinos da Natureza, e com eles os Seres Espirituais que estagiavam nos sítios da Natureza, acarretando-lhes um karma pesado e negro, fazendo-os encarnar já com pesados débitos, devido a grandes delitos em que foram veículos de seus manipuladores.

  

Assim, o planeta viu cair por terra a portentosa Raça Atlante, a qual não soube manter-se acima dos desejos inferiores e belicosos de outros seres que faziam parte também de nossa humanidade.

Foi uma Era onde o egoísmo e o personalismo substituíram a cooperação e a fraternidade.

No caso da Raça Atlante, arrasada pelos próprios atos desmesurados, surge a RAÇA ARIANA, como a possível restauradora da Tradição Oculta que se esvaíra.

É grande no Astral a expectativa por essa 5ª Raça Raiz, a expectativa de reaver à humanidade a dignidade perdida.

Surgem as raças de epiderme clara. Temos nessa época os vermelhos em menos número, os negros em decadência quase completa e os amarelos, que seriam o equilíbrio, parecendo amedrontados, reagindo sempre agressivamente.

Mas no Egito, na Índia, na própria Europa e na América surgem os Grandes Patriarcas; não nos esqueçamos que Prepostos de Jesus fixaram seus Fundamentos, como RAMA, como KRISHNA, como PITÁGORAS, como JETRO, como MOISÉS, como DANIEL, todos eles preparando, como realmente prepararam, o advento do próprio MESTRE JESUS, o Qual, com Seu sangue, viria redimir essa humanidade ingrata.

(F. Rivas Neto/Yamunisiddha Arhapiagha, Umbanda, a Proto-síntese cósmica, 1ª edição 2002, 9ª reimpressão 2016, Pensamento Editora, São Paulo/SP – 2016, p. 53/57)


AS PRIMEIRAS ENCARNAÇÕES


OS LEMURIANOS: A TERCEIRA RAÇA MÃE

Lemúria

Já vimos que a encarnação dos capelinos se deu, em sua primeira fase e mais profundamente entre os Rutas, habitantes da Lemúria e demais regiões do Oriente, povos estes que apresentavam elevada estatura, cor escura, porte simiesco e mentalidade rudimentar.

Esses detalhes, mormente a compleição física, ficaram também assinalados na Gênese.

“Havia naqueles dias gigantes na Terra; e também depois, quando os Filhos de Deus tiveram comércio com as filhas dos homens e delas geraram filhos. (Gênese, 6:4)

Nada há de estranhar, porque nos tempos primitivos tudo era gigantesco: as plantas, os animais, os homens. Estes, principalmente, tinham que se adaptar ao meio agreste e hostil em que viviam e se defender das feras existentes e da inclemência da própria Natureza; por isso, deviam possuir estatura e força fora do comum.

Os Lemurianos e os Atlantes tinham estatura elevada e os homens de Cro-Magnon (…) possuíam, em média, 1,83m, ombros muito largos e braços muito curtos e fortes, bem menores que as pernas (…).

As construções pré-históricas, como os dólmens, menires, pirâmides etc. eram de dimensões e peso verdadeiramente extraordinários, e somente homens de muita desenvoltura física poderiam realizá-las e utilizá-las (…).   

(…) A experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral, malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário, elevando-o a níveis mais altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário, correram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes couberam como tarefa redentora.

E, então, havendo se esgotado a tolerância divina, segundo as leis universais de justiça, sobrevieram as medidas reparadoras, para que a Terra fosse purificada e os espíritos culposos recolhessem, em suas próprias consciências, os dolorosos frutos de seus desvarios.

Em consequência, o vasto continente da Lemúria, núcleo central da Terceira Raça, afundou-se nas águas, levando para o fundo dos abismos milhões de seres rudes, vingativos, egoístas e animalizados.

Este continente, chamado na literatura indiana, antiga Shalmali Dvipa, compreendia o sul da África, Madagascar, Ceilão, Sumatra, Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia e Polinésia, foi a primeira terra habitada pelo homem

Os Lemurianos da Terceira Raça-Mãe eram homens que apenas iniciavam a vida em corpo físico neste planeta; não possuíam conhecimento algum sobre a vida material, pois utilizaram corpos etéreos nos planos espirituais donde provinham, com os quais estavam familiarizados. Dessa forma, suas preocupações eram todas dirigidas para esta nova condição de vida, desconhecida e altamente objetiva.

A maior parte da população vivia em condições primitivas, análogas às dos animais, e as formas físicas que acabavam de incorporar, facilmente degeneraram para a selvageria (…).

A Lemúria desapareceu 700 mil anos antes do alvorecer da Idade Terciária.

Desse cataclismo, todavia, milhares de Rutas se salvaram, ganhando as partes altas das montanhas que ficaram sobre as águas e passaram, então, a formar inumeráveis ilhas no Oceano Índico e no Pacífico, as quais ainda permanecem (…).

Nessas novas regiões os sobreviventes se estabeleceram e se reproduziram formando povos semi-selvagens que, mais tarde, com o suceder dos tempos, foram dominados pelos Árias – os homens da Quinta Raça – quando eles invadiram a Pérsia e a Índia, vindos do Ocidente.

Os descendentes desses sobreviventes Ruta, mais tarde, na Índia, no regime de castas instituído pelo Bramanismo, constituíram a classe dos “Sudras” – os nascidos dos pés de Brama – parte dos quais veio a formar a casta desprezada dos párias, ainda hoje existente.

Outra leva de sobreviventes desse cataclismo ganhou as costas norte-africanas, emergidas das águas, passando aí a constituir vários povos, negros de pele luzidia, também até hoje existentes.

Após esses tremendos e dolorosos acontecimentos, os Prepostos do Senhor ultimaram novas experiências de cruzamentos humanos no Oriente, a fim de estabelecer novos tipos de transição para a formação de raças mais aperfeiçoadas, utilizando-se de novas gerações de emigrados que continuaram a encarnar nessas regiões.

Formaram-se, assim, no planalto do Pamir, no centro da Ásia, os núcleos desses novos tipos que, em seguida, foram sendo impelidos para o sul, descendo através da Pérsia, da Caldéia e Palestina, de onde alcançaram em seguida o Egito; e por todos esses lugares foram estabelecendo bases avançadas de novas civilizações e novas raças humanas.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 94/95, 97/103)


OS ATLANTES: A QUARTA RAÇA MÃE

Atlântida

Extinta dessa forma, em sua grande massa, a Terceira Raça habitante do Oriente, levantou-se, então, no Ocidente, o campo da nova civilização terrestre, com o incremento das encarnações dos exilados na Grande Atlântida, o “habitat” da Quarta Raça, onde prepostos do Cristo já haviam, antecipadamente, preparado o terreno para esses novos surtos de vida planetária.

Assim, pois, deslocava-se para essa nova região o progresso do mundo, enquanto os remanescentes da Terceira Raça, inclusive os tipos primitivos, continuaram a renascer nos povos retardados de todo o globo (…).

E, da mesma forma como sucedera em outras partes, na Atlântida, os exilados, a partir dessa deslocação de massas, seguiram lentamente sua rota evolutiva e, apesar de mais evoluídos e menos selvagens que os rutas do Oriente, nem por isso primavam por uma conduta mais perfeita.

Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha-escura ou amarela (…), e excessivamente orgulhosos.

Desde que se estabeleceram como povos constituídos, nesse vasto continente, iniciaram a construção de um poderoso império onde, sem demora, predominaram a rivalidade intestina e as ambições mais desmedidas de poderio e de dominação.

Por outro lado, desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para sua época, que passaram a aplicar aos serviços dessas ambições inglórias; e, de tal forma se desenvolveram suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários Missionários do Alto para intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais justas e construtivas às suas atividades sociais.

Segundo consta de algumas revelações mediúnicas, ali encarnou duas vezes, sob os nomes de Anfion e de Antúlio, o Cristo planetário, como já o tinha feito, anteriormente, na Lemúria, sob os nomes de Numu e Juno, e como o faria, mais tarde na Índia, como Krisna e Buda e na Palestina como Jesus.

Porém, triunfaram as forças inferiores e a tal ponto se generalizaram os desentendimentos entre os diferentes povos, que se impôs a providência da separação de grandes massas humanas, mormente entre: a) romahals; b) turanianos; c) mongóis; d) travlatis, refluindo parte deles para o norte do continente de onde uma parte passou à Ásia, pela ponte ocidental do Alasca, localizando-se principalmente na China, e outra parte alcançou o continente Hiperbóreo, situado, como já vimos, nas regiões árticas, ao norte da Europa, que nessa época apresentavam magníficas condições de vida para os seres humanos.

No seio da grande massa que permaneceu na Atlântida, formada pelas outras três sub-raças: a) toltecas; b) semitas; e c) acádios, o tempo, no seu transcurso milenário, assinalou extraordinários progressos no campo das atividades materiais, conquanto, semelhantemente ao que já sucedera no Oriente, as sociedades desses povos tinham se deixado dominar pelos instintos inferiores e pela prática de atos consideráveis, de orgulho e de violência.  

Assim, então, lastimavelmente degeneraram, comprometendo sua evolução.

Lavrou entre eles tão terrível corrupção psíquica que, como consequência, ocorreu novo e tremendo cataclismo: a Atlântida também submergiu.

Os atlantes possuíam um profundo conhecimentos das Leis da Natureza, mormente das que governam os três elementos, terra, água e ar.

Eram, também, senhores de muitos segredos da metalurgia. As suas cidades eram ricas em ouro e alguns de seus palácios eram feitos desse metal.

Cultivavam a magia negra e utilizavam-se grandemente dos elementais e de outros seres do submundo.

O apogeu da civilização atlante teve a duração de 70 mil anos e exerceu profunda influência na história e na religião de todos os povos pré-históricos que habitaram o Mediterrâneo e o Oriente Próximo. (…) Os chineses, mongóis em geral, inclusive os javaneses, são na Ásia os remanescentes desses povos no seu período de natural decadência etnográfica.

Por último, quanto aos habitantes sobreviventes desses dois cataclismos, resta dizer que parte se refugiou na América sobrelevada, vindo a formar os povos astecas, maias, incas e peles-vermelhas em geral, ainda hoje existentes; parte alcançou as costas norte-africanas, vindo a trazer novo contingente de progresso aos povos ali existentes, principalmente aos egípcios; e uma última parte, finalmente, a de importância mais considerável para a evolução espiritual do planeta, ganhou as costas do continente Hiperbóreo, para leste, onde já existiam colônias da mesma raça, para ali emigradas anteriormente (…).

Assim, com esses acontecimentos terríveis e dolorosos, extinguiu-se a Quarta Raça e abriu-se campo às atividades daquela que a sucedeu, que, sobre todas as demais, foi a mais importante e decisiva para a incipiente civilização do mundo.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 105/109, 114/117)


OS ÁRIAS: A QUINTA RAÇA MÃE

Com a chegada dos remanescentes da Atlântida, os povos Hiperbóreos ganharam forte impulso civilizador e, após várias transformações operadas no seu tipo fundamental biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos com os tipos-base, já previamente selecionados pelos auxiliares do Cristo, conseguiram estabelecer os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura elegante e magnífica, cabelos ruivos, olhos azuis, rosto de feições delicadas.

(…) A Quinta Raça foi a última, no tempo, e a mais aperfeiçoada, que apareceu na Terra, como fruto natural de um longo processo evolutivo, superiormente orientado pelos Dirigentes Espirituais do planeta.

Ao se estabelecerem no centro da Europa os Hiperbóreos, logo a seguir e antes que pudessem definitivamente se fixar, foram defrontados pelos negros que subiam da África, sob a chefia de conquistadores violentos e aguerridos, que abrigavam suas hordas sob o estandarte do Touro, símbolo da força bruta e da violência.

Essas duas raças que assim se enfrentavam, representando civilizações diferentes e antagônicas, preparavam-se para uma guerra implacável, uma carnificina inglória e estúpida, quando os poderes espirituais do Alto, visando mais que tudo preservar aqueles valiosos espécimes brancos, portadores de uma civilização mais avançada e tão laboriosamente selecionados, polarizaram suas forças em Rama, jovem sacerdote do seu cultoo primeiro dos grandes enviados históricos do Divino Mestre – dando-lhe poderes para que debelasse uma terrível epidemia que lavrara no seu povo e adquirisse junto deste, enorme prestígio e respeito.

(…) Rama assumiu a direção efetiva do povo, levantou o estandarte do Cordeiro – símbolo da paz e da renúncia – e, no momento julgado oportuno, conduziu-o para os lados do Oriente, atravessando a Pérsia e invadindo a Índia, desalojando os Rutas primitivos e aí estabelecendo, sob o nome de Árias, os homens da gloriosa Quinta Raça.

Esses mesmos homens (…) plantaram os fundamentos de uma civilização mais avançada que todas as precedentes.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 121/123)


OS POVOS PRINCIPAIS

Após essas impressionantes depurações, os remanescentes humanos agrupados, cruzados e selecionados aqui e ali, por vários processos, e em cujas veias já corria, dominadoramente, o sangue espiritual dos Exilados da Capela, passaram a formar quatro povos principais, a saber: os árias, na Europa; os hindus, na Ásia; os egípcios, na África e os israelitas, na Palestina.

Os árias, após a invasão da Índia, para onde se deslocaram, como vimos, sob a chefia de Rama, aí se estabeleceram, expulsando os habitantes primitivos, descendentes dos Rutas da Terceira Raça, e organizando uma poderosa civilização espiritual que, em seguida, se espalhou por todo o mundo.

Deles descendem todos os povos de pele branca que, um pouco mais tarde, conquistaram e dominaram a Europa até o Mediterrâneo.

Os hindus se formaram de cruzamentos sucessivos entre os primitivos habitantes da região, que fecundamente proliferaram após as arremetidas dos árias para o Ocidente e para o sul, e dos quais herdaram conhecimentos espirituais avançados e outros elementos civilizadores.

Os egípcios – os da primeira civilização – detentores da mais dinâmica sabedoria, povo que, como diz Emmanuel: “Após deixar o testemunho de sua existência gravado nos monumentos imperecíveis das pirâmides, regressou ao paraíso de Capela.”

E finalmente os israelitas, povo tenaz, orgulhoso, fanático e inamovível nas suas crenças; povo heroico no sofrimento e na fidelidade religiosa (…).

Povo que até hoje padece, como nenhum outro dos exilados, por haver desprezado a luz, quando ela no seu seio privilegiado brilhou, segundo a Promessa, na pessoa do Divino Senhor – o Messias.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 135/136)


REENCARNAÇÕES

Reencarnação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo.”

A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição.

Acreditavam que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se.

Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama de reencarnação.

Com efeito, ressurreição pressupõe o retorno à vida do corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.

A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo, novamente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.

No Espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Felizes por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros.

A encarnação apenas os separa momentaneamente, porque, ao regressarem à erraticidade, reúnem-se novamente como amigos que voltam de uma viagem.

Muitas vezes, até, seguem juntos na mesma encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem pelo seu mútuo adiantamento.

E se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam

A união e afeição que existem entre parentes são um indício da simpatia anterior que os aproximou.

Deus permite, nas famílias, (…) encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns, e de progresso para outros. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que destes recebem.

Se alguns fraquejam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas a esperança não está de todo perdida. Ajustados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, portanto, estreitamento dos laços de afeição.

Com a pluralidade de existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.

(…) No estado errante, isto é, no intervalo das existências corpóreas, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que está ligado pelo seu grau de evolução. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, conforme seja mais ou menos materializado.

Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos. Por isso, dá a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas aptidões, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de agir.

Mas a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório; é uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros degraus da iniciação e gozam mais cedo do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam o seu progresso, podendo, pela obstinação que demonstrem, prolongar indefinidamente a necessidade de reencarnar, e é então que a encarnação se torna um castigo.

Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência. Contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido, e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, a encarnação é um castigo, pela necessidade que ele tem de prolongar sua estada nos mundos inferiores e infelizes. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, pode não apenas abreviar a duração da encarnação material, como também transpor de uma só vez os degraus intermediários que o separam dos mundos superiores.

A encarnação, ademais, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si e para outros. Deus, cujas leis são todas soberanamente sábias, nada faz de inútil.

Pela reencarnação no mesmo globo, quis Ele que os mesmos Espíritos, ao se encontrarem novamente, tivessem oportunidade de reparar seus erros recíprocos.

Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer os laços de família sobre base espiritual, apoiando numa Lei da Natureza os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.

(Allan Kardec, tradutor Evandro N. Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, 2ª edição, 2ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 61/71)


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

132 – Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação.

A encarnação tem também outro objetivo que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.  

133 – Os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem, têm necessidade da encarnação?

Todos foram criados simples e ignorantes; instruíram-se nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito.

134 – Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta das dificuldades da vida corporal?

Eles alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do Espírito; quanto menos tenha de imperfeições, menos tem de tormentos. Quem não é invejoso, nem ciumento, nem avarento, nem ambicioso, não terá os tormentos que nascem desses defeitos.

167 – Qual o objetivo da reencarnação?

Expiação, aprimoramento progressivo da Humanidade, sem o que, onde estaria a justiça?

168 – O número de existências corporais é limitado, ou o Espírito se reencarna perpetuamente?

A cada nova existência o Espírito dá um passo no caminho do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.

169 – O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?

Não, aquele que caminha depressa se poupa das provas. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas porque o progresso é quase infinito.

172 – Nossas diferentes existências corporais se passam todas sobre a Terra?

Não, não todas, mas nos diferentes mundos; a que passamos neste globo não é a primeira nem a última, e é uma das mais materiais e das mais distanciadas da perfeição.

173 – A alma, a cada nova existência da vida corporal, passa de um mundo a outro ou pode viver várias vezes sobre o mesmo globo?

Pode reviver muitas vezes sobre o mesmo globo se não é bastante avançada para passar para um mundo superior.

176 – Os Espíritos depois de terem encarnado em outros mundos, podem encarnar neste sem jamais terem passado por aqui?

Sim, como vós em outros mundos. Todos os mundos são solidários; o que não se faz num, pode-se fazer noutro.

178 – Os Espíritos podem reviver corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram?

Sim, quando devem cumprir uma missão para ajudar o progresso, e, nesse caso, aceitam com alegria as tribulações dessa existência, visto que lhes fornecem um meio de progredir.

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Perguntas e Respostas)


Percebam o que ocorre nas encarnações e reencarnações vivenciadas na Terra.

O renascer é a didática para que o espírito aprenda com as provações, e eleve-se pelo esquecimento que anima o perdão e incentiva a evolução. Apenas as provações não atingem seus propósitos quando aqueles que deveriam ser beneficiados entregam-se, pelo livre-arbítrio, à revolta contra a pertinência divina. E abraçar a antítese de Deus é colocar-se ao serviço das trevas, simbolicamente ao lado esquerdo de Jesus.  

O espírito é colocado em seu primeiro berço, a matéria, onde poderá ter as suas primeiras noções de limite e distância, vindo futuramente a entender sobre o que é o infinito. Da mesma maneira que sua compreensão a respeito do tempo na vida física lhe concederá no futuro o conceito do que vem a ser espaço atemporal e eternidade.

Também à medida que desenvolve seu raciocínio passa a não se contentar em ficar limitado ao campo denso, imaginando além do que é muitas vezes considerado possível, tornando-se criativo e transcendendo as fronteiras materiais, ingressando assim na esfera da mente abstrata.

Dessa forma, o espírito vai aos poucos entendendo sobre si mesmo, sobre o Universo e sobre Deus. E, gradualmente, sobre o seu próprio potencial junto à criação divina, na construção de seu microcosmo.

Portanto, a primeira encarnação é a colocação de um espírito recém-nascido em seu primeiro berço. Onde, por ser ainda imaturo, cometerá inúmeras faltas, precisando retornar a outros berços, creches e escolas pelas reencarnações até que aprenda.

O caminho natural daí em diante atravessa diversas escolas, da mesma forma como uma criança na Terra ingressa no maternal, no primário, e posteriormente na universidade. E cada plano material, através dos incontáveis planetas existentes para esse fim, constitui-se numa escola a ser frequentada.

A Terra é uma escola, Marte é outra um pouco mais avançada com vida espiritual, assim como a vida pulsa em bilhões de planetas em todo o Universo “conhecido” pelo homem, onde espíritos frequentam cursos pertinentes aos seus estágios mentais.

E cada planeta, conforme o estado evolutivo que se apresenta, possui ciclos que correspondem numa escola aos anos letivos. Tais ciclos diferem de um planeta para outro, em função das necessidades carmáticas de seus habitantes.   

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004)


TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

Transição Planetária

Já dissemos e mostramos que, de tempos em tempos, periodicamente, a humanidade atinge um momento de depuração, que é sempre precedido de um expurgo planetário, para que dê um passo avante em sua rota evolutiva.

Estamos, agora, vivendo novamente um período desses e, nos planos espirituais superiores, já se instala o divino tribunal; seu trabalho consiste na separação dos bons e dos maus, dos compatíveis e incompatíveis com as novas condições de vida que devem reinar na Terra futuramente.

Todos aqueles, enfim, que possuírem em seus perispíritos a luminosidade reveladora da renovação, esses passarão para a direita; poderão fazer parte da nova humanidade redimida; habitarão o mundo purificado do Terceiro Milênio, onde imperarão novas leis, novos costumes, nova mentalidade social, e no qual os povos, pela sua elevada conduta moral, tornarão uma realidade viva os ensinamentos do Messias.

Quanto aos demais, (…) serão relegados a mundos inferiores, afins, onde viverão imersos em provas mais duras e acerbas, prosseguindo na expiação de seus erros, com os agravos da obstinação.

Todavia, a misericórdia, como sempre, os cobrirá, pois terão como tarefa redentora o auxílio e a orientação das humanidades retardadas desses mundos, com vistas ao apressamento de sua evolução coletiva.

Então, como sucedeu com os capelinos, em relação à Terra, assim sucederá com os terrícolas em relação aos orbes menos felizes, para onde forem degredados e, perante os quais como antigamente sucedeu, transformar-se-ão em Filhos de Deus, em anjos decaídos.

Assim, o expurgo destes nossos tempos – que já está sendo iniciado nos planos etéreos – promoverá o alijamento de espíritos imperfeitos para outros mundos e, ao mesmo tempo, a imigração de espíritos de outros orbes para este.

Os que já estão vindo agora, formando uma geração de crianças tão diferentes de tudo quanto tínhamos visto até o presente, são espíritos que vão tomar parte nos últimos acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em perspectiva; porém, os que vierem em seguida, serão já os da humanidade renovada, os futuros homens da intuição formadores de nova raça – a sexta – que habitará o mundo do Terceiro Milênio.

Os cataclismos antigos eram necessários para o sofrimento coletivo tanto quanto os modernos, visto que o homem pouca coisa evoluiu em todo esse tempo, e o sofrimento continua sendo o elemento mais útil ao seu progresso espiritual.

Mas todos estes cataclismos, segundo o que consta dos livros sagrados das religiões e anúncio de profetas de reputada sabedoria, deverão repetir-se, e novos corpos celestes entrarão em cena provocando novas desgraças.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 167/169, 172/173)


Sabe-se que poucos aproveitarão a oportunidade de regenerar-se e que, se fosse hoje a finalização do processo de transição planetária, apenas dez por cento da humanidade continuariam encarnando na Terra.

(Geazi Amais, Apometria e Desdobramento Múltiplo, Editora Madras, São Paulo/SP – 2015, p. 57)


(…) Cada planeta, conforme o estado evolutivo que se apresenta, possui ciclos que correspondem numa escola aos anos letivos. Tais ciclos diferem de um planeta para outro, em função das necessidades carmáticas de seus habitantes.   

Cada ciclo incorpora na humanidade novos espíritos ainda em aprendizado primário, os quais substituem outros que deixaram o orbe, seja indo para encarnações no astro intruso ou para planos mais evoluídos. Essa nova geração, juntamente com os que permanecerem na Terra, vindos do ciclo anterior, terá como missão reconstruir o planeta.

(…) Inúmeros espíritos de luz encarnam no decorrer dos ciclos para levar ensinamentos científicos e religiosos, de modo a alavancar a dinâmica do desenvolvimento do orbe. Se não fosse assim, o progresso tecnológico poderia ser bem mais lento em determinados ciclos.

(…) A cada ciclo, novas levas de espíritos são transferidos para o orbe terrestre com a finalidade de prosseguirem em seus estágios probatórios. 

Por um lado eles trazem também códigos genéticos que contribuem para a formação mais aprimorada do DNA local, sendo uma forma de interação dinâmica das várias civilizações que constituem o Universo. Mas, por outro lado, muitos fraquejam na realização de suas missões, trazendo ainda para o planeta angústias, guerras, e outras situações de sofrimento.

Cada ciclo tem uma humanidade diferente das demais, apenas com alguns representantes da humanidade anterior, os quais são aqueles que “repetiram o ano escolar”. Tudo se renova: hábitos, idiomas, religiões, modismos, entre outros itens.

Para atingir estágios mais elevados, os espíritos precisam emigrar para outros orbes de dimensão diferente, não ficando mais na Terra.

Entretanto, se aqui permanecem é porque ainda não conseguiram transmutar em seus duplo-etéreos as imperfeições mais graves trazidas de encarnações anteriores, na própria Terra ou em outros planetas.

Quando o astro intruso passou pela última vez, há 13 mil anos, também realizou forte procedimento higienizador no planeta, e muitos benefícios foram implantados pela espiritualidade e por aqueles que migraram para a Terra trazendo novos conhecimentos. Os quais formaram a nova humanidade, a atual.

Inúmeros espíritos que se encontram encarnados na Terra, ou mesmo desencarnados ao redor dela, encontram-se em verdadeiro estado de alienação espiritual, descuidando-se sobremaneira de suas evoluções. Adotam comportamentos voltados para vícios e outras imperfeições, que não se traduzem efetivamente como atitudes agressivas contra terceiros, mas contra eles mesmos.

Sendo assim, em alguns casos a encarnação no astro intruso seria demasiadamente pesada para eles. E a solução é a permanência por certo período no âmbito etéreo do astro, sofrendo com as vibrações negativas, entretanto sem a necessidade de encarnar. Até que desembarquem em algum planeta mais condizente com seus estados ainda imperfeitos. É o caso em que o astro intruso funciona como um grande ônibus cósmico.

Espíritos reincidentes podem, assim, regressar à esfera do astro intruso, quantas vezes for necessário, para que despertem a razão sobre seus estados evolutivos rudimentares.

(…) Todos os encarnados e desencarnados que tiverem decretado o próprio juízo final, pelas imprudências e imperfeições que desenvolveram no planeta, estarão sintonizados com o astro, independentemente do fato de estarem encarnados ou não.

A única diferença é que os encarnados que migrarem serão conduzidos de volta ao mundo etéreo pelos processos de elevada violência, que sacudirão o planeta pela aproximação do astro. A rigor, o presente cotidiano da Terra, com o aumento da violência urbana, guerras epidemias e desequilíbrios naturais, já é pequena amostra do porvir dos próximos anos, quando o astro estará cada vez mais perto e suas vibrações negativas mais intensas.

Considere-se, ainda, o fato de que inúmeros irmãos embrutecidos que desencarnaram recentemente na Terra, não terão nova chance no planeta tão cedo, estando já prontos a ingressar na esfera magnética do astro que os conduzirá embora.

No contexto global, todos os que se encontram encarnados na Terra, ou mesmo os desencarnados em planos espirituais sintonizados com o plasma denso, serão atingidos de alguma forma, isso é inevitável.

Mas o nível de influência sobre cada espírito decorre de seu estado evolutivo.

A força de atração será maior sobre aqueles que apresentam, em seus registros vibratórios, sintonia adequada com as energias que emanam do astro, configurando alta correlação positiva em termos de hipótese matemática, que fornecerá os indícios sobre aqueles que de fato serão afastados do planeta.

Aqueles que embarcarem no astro poderão, nas passagens seguintes por outros planetas, serem alocados nesses orbes, por já terem adquirido o conhecimento necessário sobre suas imperfeições, pedindo por socorro e novas chances em planetas mais evoluídos. Da mesma forma que outros espíritos são meramente transportados por esse ônibus do infortúnio, mas que se transforma com o tempo em cárcere da salvação, despertando mentes obscuras para seus estados reais de desespero e desamor.

Quanto àqueles que embarcarem a partir da Terra, só retornarão ao planeta após nova passagem do astro intruso dentro da órbita programada (…). Antes disso não será possível, dadas as condições terríveis que cercam seus espíritos. Poderão desembarcar antes em outros planetas (…), mas não na Terra.

A exemplo do que ocorreu em outras épocas, serão verificadas ondas migratórias para a Terra, inclusive de alguns que partiram do planeta há milênios e agora voltam conduzidos pelo próprio astro. Outros fluxos migratórios partirão de determinados planetas em direção à Terra, tal qual aconteceu com os retirantes de Siryus e de Capela.

Os códigos genéticos contarão com dados que antes não eram conhecidos na Terra, favorecendo o progresso do planeta na construção de uma sociedade mais evoluída do que a anterior, uma nova raça.

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004, p. 06/11, 25, 29, 32, 40)


O ASTRO INTRUSO (“PLANETA CHUPÃO”)

Transição Planetária

O astro intruso é um divisor de águas, que termina com a ascensão de uma sociedade contaminada pela violência e pela falta de amor, geradoras de doenças físicas e psíquicas. E aqueles que evoluíram para o mal vão entender o resultado de suas escolhas, pelos frutos amargos que colherem no astro intruso. Vão experimentar do próprio remédio que aplicaram a terceiros na Terra. Essa evolução, por meio do negativo pelo qual optaram, servirá então para lhes mostrar o que o mal representa, concedendo-lhes o saber para que aprendam a sublimar o bem.

Portanto, o astro intruso deve ser visto não como um julgamento, mas como um tribunal, onde os réus aplicam as próprias sentenças conforme suas respectivas sintonias energéticas.

Cada um que for atraído pelo astro será imantado pelo que plasmou na vida terrena. Assim, assassinos estarão sintonizados com outros que já estão no astro intruso e manifestam por pensamento idéias e acontecimentos semelhantes, de vingança e de crueldade, da mesma forma que seres ligados ao vício das drogas serão atraídos pelas suas partes similares.

Para cada imperfeição grotesca o astro emana cenas de igual teor, que formam os campos de sintonia plasmados pelos que já se encontram lá, consequentemente ativando o magnetismo de atração.

Por apresentar uma força magnética extremamente rudimentar e grosseira, ele, à medida que vai passando ao largo de planetas habitados situados em sua trajetória, atrai para sua esfera espíritos sintonizados com vibrações inferiores. Espíritos esses que não conseguiram atingir o desenvolvimento necessário ao processo evolutivo, e cujo renascer em planetas ainda primários se faz categórico.

Esse mecanismo de atração concedeu ao astro a denominação de “planeta chupão”, sendo que outros nomes como “planeta inferior”, “planeta higienizador”, ou “globo etéreo”, também são aplicados. Mas o importante é entender o real sentido de sua existência.

A princípio, o conceito de astro é um corpo celeste, que pode ser uma estrela, um planeta, um satélite ou um cometa. Independentemente de sua forma, ou dele ter ou não luz própria.

(…) Seu trabalho cósmico apresenta aspecto duplo. Não apenas o de servir de morada evolutiva de inúmeros espíritos, como o de transportá-los de volta a seus planetas de origem quando alcançam a devida evolução. Além do que, muitos desses espíritos ainda não preparados para o retorno, porém já com certo grau de evolução que não os permita permanecer no astro, serão distribuídos por diversos planetas, de outros sistemas solares, para que lá continuem suas jornadas.

O que implica ser o astro intruso um importante instrumento de estágio evolutivo, mas também de fluxos migratórios, assumindo o aspecto de enorme ônibus cósmico, destinado ao transporte de espíritos em evolução. Cujas entradas e saídas serão determinadas pelas sintonias vibracionais que apresentam, por ocasião da passagem desse imenso veículo pelos diversos planetas constituídos em sua órbita.

O astro intruso é um corpo celeste que existe há bilhões de anos realizando o mesmo trabalho de higienização espiritual em diversos planetas tangenciados por ele.

Dizer que só a Terra será afetada seria o mesmo que afirmar que a programação da espiritualidade no que concerne à região está vinculada aos desígnios na Terra. Outros planetas do Sistema Solar, onde existe vida espiritual, também receberão algum tipo de influência corretiva, a exemplo do que ocorre com planetas cujas órbitas são tangenciadas pelo astro intruso, em outros sistemas solares. Porém, não de forma tão drástica quanto a Terra.

O astro intruso tem múltiplas funções, conforme a programação da espiritualidade, no sentido de atender à evolução daqueles que ali se encontram, bem como acatar as emergências verificadas em sua trajetória. E uma delas é a de recolher, migrar e alocar espíritos em desenvolvimento primário.

Assim (…), as funções mais claras para os homens são duas. Por um lado, recolher entidades em planetas onde elas obstruem o desenvolvimento local, deixando-as em outros que lhes convêm no processo evolutivo. E, ademais, também lhes conceder o suporte reencarnatório no próprio astro, quando isso se fizer mister.

O plano reencarnatório do astro é extremamente grosseiro, onde imperam a ignorância e o sofrimento em níveis assustadoramente inferiores. E as provações são de tamanha escala, que várias entidades espirituais rapidamente alcançam consciência maior de seus estados, solicitando clemência e novas chances.

E como Deus não é inflexível, tampouco tirano, permite que sejam deixados em diversos planetas com melhor nível evolutivo na trajetória do astro.  Da mesma forma que, para outros irmãos, o astro servirá apenas de ônibus astral, conduzindo-os de um planeta a outro. 

A ambiência é por demais sombria, remontando por analogia ao pretérito remoto da Terra. A sociabilidade inexiste, pois as relações são angustiantes, marcadas pela violência e por sofrimentos em vertentes contínuas.

Deve-se apenas acrescentar que, por ser um plano etéreo grosseiro, para onde são atraídas entidades ignorantes de vários planetas, a evolução física praticamente inexiste.  Ela não se processa em termos coletivos, de modo que o planeta evolua material e espiritualmente como vem ocorrendo com a Terra. O processo evolutivo é limitado pela individualidade de cada espírito ali presente. Pois, cansado de sofrer, o espírito começa a entender com mais clareza o que significou o seu passado em mundos anteriores, e o que o levou a habitar o astro intruso, vindo a solicitar novas chances em planetas mais evoluídos.

No astro intruso, o progresso material coletivo é anulado pela intensa absorção de espíritos ignorantes originários de vários planetas em ondas regulares, os quais não possuem a capacidade de contribuírem para a evolução física local.

Esse estado permanente de trevas torna a vida insuportável. Os espíritos ali encarnados atravessam terríveis tormentos e fases marcantes de sofrimentos. De modo que os breves momentos de conscientização ocorram nos períodos interencarnatórios, quando recordam de vidas anteriores em outros planetas, comparando as sequências evolutivas em cada um dos orbes. Isso é necessário a fim de perceberem o ambiente de trevas do astro intruso, advindo o pedido de clemência, para que sejam transportados para outros planetas que apresentem condições de evolução mais aprazíveis.

Sendo assim, o astro intruso representa verdadeiro tratamento de choque, no sentido de despertar espíritos ignorantes, mostrando seus estágios evolutivos impróprios.

Quando o astro intruso passa longe da órbita terrestre ele tem a função de simples ônibus cósmico, trazendo de volta aqueles espíritos que já podem retornar, ou conduzindo aqueles que se apresentam como voluntários para o trabalho de assistência naquele orbe.

Aproximadamente dois terços da população encarnada e desencarnada da Terra seguirão com o astro intruso. Entre o um terço restante a grande maioria permanecerá no plano terrestre denso, inicialmente pouco mais de 140 mil pessoas, e espiritual, para que replantem as raízes da civilização no planeta. Apenas poucos migrarão para outros planetas mais adiantados, onde receberão os frutos de seus esforços transmutadores na Terra, sendo conduzidos por veículos etéreos tipo vimanas, não pelo astro intruso

A tendência das pessoas de bem é não se envolver com as nuances do mal em qualquer hipótese, no que tange à ação direta. Mas com os acontecimentos que se verificam no planeta, marcados pela maldade e pelas injustiças, elas ficam revoltadas, desejando mal aos agressores e adquirindo carmas mentais. Assim, de alguma forma a humanidade fica contaminada pelos sentimentos negativos, retardando a evolução dela e do orbe como um todo.  

A cada ciclo os espíritos trevosos e recalcitrantes espalham-se pela sociedade, trazendo péssimos exemplos que tendem a destruir o caráter e provocar vícios. E os homens, quando contaminados, pois aceitaram essa condição pelo livre-arbítrio, devem passar pela higienização do astro intruso, que estimula pelo fogo a força do elemento água, através dos oceanos, para retirar do orbe terrestre o material impuro. Para que surja uma sociedade mais evoluída e capaz de dar continuidade ao progresso planetário, pois assim renovam-se as chances.   

(Hur-Than de Shidha/Ramatis, O Astro Intruso e o novo ciclo evolutivo da Terra, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2004, p. 40/43, 13, 21 e 23, 32, 44/46)


A NOVA ERA DE AQUÁRIO

Guardiões da Terra

O Sol entrará, agora, no signo de Aquário.

Este é um signo de luz e de espiritualidade e governará um mundo novo onde, como já dissemos, mais altos atributos morais caracterizarão o homem planetário; onde não haverá mais lugar para as imperfeições que ainda hoje nos dominam; onde somente viverão aqueles que forem dignos do título de Discípulos do Cristo em Espírito e Verdade.

O novo ciclo – que se chamará o Reino do Evangelho – será iniciado pelos homens da Sexta Raça e terminado pelos da Sétima, e em seu transcurso a Terra se transformará de mundo de expiação em mundo regenerado.

(Edgard Armond, Os Exilados da Capela, 5ª edição 2011, 1ª reimpressão 2016, Editora Aliança, São Paulo/SP, p. 170)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 05.02.2018
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2 comentários sobre “A ORIGEM DA HUMANIDADE NA TERRA, REENCARNAÇÕES E AS TRANSIÇÕES PLANETÁRIAS

  1. Geovani

    Achei sensacional essas explicações.
    Nunca tinha me deparado com esses encinamentos.
    E algo merecedor de crédito e aprofundamento de conhecimento.
    Creio que a leitura do livro de Saint German está me direcionando a novos conhecimentos.
    NAMASTÊ.

    Curtido por 1 pessoa

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