APOMETRIA

FLEUR DE LYS

APOMETRIA

Apometria é Amor


 HISTÓRICO E CONCEITO

José Lacerda de Azevedo
Dr. José Lacerda de Azevedo

Em 1965, veio a Porto Alegre, o Dr. Luiz Rodrigues, cidadão porto-riquenho, de profissão farmacêutico-bioquímico, residente no Rio de Janeiro, onde desenvolvia estudos sobre o psiquismo.

O Dr. Rodrigues contatou com o Sr. Conrado R. Ferrari, então Diretor Presidente do HEPA (Hospital Espírita de Porto Alegre) e apresentou-lhe uma nova técnica de desdobramento e atendimento no mundo espiritual a qual ele denominava Hipnometria.

Demonstrou a um grupo de espíritas eminentes que, mediante uma contagem acompanhada de impulsos magnéticos dirigidos pela mente e com fim nobre, era possível provocar desdobramento espiritual de médiuns ou de pessoas comuns, e conduzi-los a hospitais do mundo espiritual para atendimento de patologias diversas.

Dr. José Lacerda de Azevedo, nascido em 12.6.1919 (1919 – 1999), formado em medicina pela UFRGS em 1951, cirurgião, ginecologista e, mais tarde, clínico geral renomado, homem de sólida cultura, com conhecimentos aprofundados em Matemática, Física, Química, Botânica, História Geral, História da França, História do Cristianismo, História da I e II Guerras Mundiais, foi o responsável pelo desenvolvimento e fundamentação científica da Apometria. Dr. Lacerda tinha formação e vivência espírita desde a juventude.

Dr. Lacerda de Azevedo adotou o termo Apometria (do grego “apo” = além de, separar, e “metron” = medida), por entender que o termo Hipnometria era impróprio por dar a ideia de hipnose, que não tem qualquer relação com as técnicas de Apometria.

A Apometria é um conjunto de procedimentos terapêuticos, fundamentados em leis, organizados por Dr. José Lacerda de Azevedo, em 1965, no Hospital Espírita em Porto Alegre, RS, ampliados e desenvolvidos por seus seguidores.

Trata-se de uma técnica anímica que faculta, por intermédio da sintonia mental, o acesso aos registros do agregado perispiritual e, através da incorporação, tratar as desarmonias psíquicas e espirituais (personalidades negativas dissociadas da consciência, desarmonias provocadas por espíritos, e distúrbios da mediunidade).

(J. S. Godinho, Iniciação Apométrica, Terapêutica Medianímica, 4ª ed., Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 39/40 e 46)


Imediatamente, o Dr. José Lacerda testou a metodologia com dona Yolanda, sua esposa e médium de grande sensibilidade.

Utilizando uma criteriosa metodologia, aliada à sua sólida formação doutrinária e à observação constante dos fenômenos, aprimorou solidamente a técnica inicial (Hipnometria), designando-a por “Apometria”.

Identificou-se, na época, um grande complexo hospitalar na dimensão espiritual, denominado Hospital Amor e Caridade, de onde partiam o auxílio e a cobertura aos trabalhos assistenciais dirigidos por ele, para sanar os “distúrbios espirituais”.

A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 15/16)


 OBJETIVOS DA APOMETRIA

Resumimos, nesta obra restrita, grande cópia de experimentos de todo tipo com esses homens imateriais, tendo por objetivo, em primeiro lugar, anular a ação maléfica e predatória de algumas dessas criaturas desencarnadas sobre o comum dos mortais.

Nessa tentativa caridosa adquirimos condições de capturar almas dedicadas ao mal, tratá-las dos males e das deformidades de que eram portadoras, orientá-las e conduzi-las para locais preparados para recebê-las.

O tratamento espiritual dos males físicos dar-se-á através do corpo magnético – o corpo etérico – transformando inteiramente a medicina oficial futura.

No momento presente, temos a satisfação de apresentar aos leitores, estudiosos e praticantes do Espiritismo, uma nova forma de abordagem do problema de relacionamento dos espíritos com os homens carnais. O processo clássico inverteu-se. Agora nós é que vamos abordar o mundo astral de maneira volitiva, dinâmica e objetiva. 

Deixamos a passividade sonolenta das sessões espíritas convencionais e assumimos o comando das ações, abrindo todo um mundo novo de possibilidades insuspeitadas no relacionamento entre nossos dois planos.

Ao mesmo tempo, podemos capturar obsessores, malfeitores, “exus”, delinquentes de toda ordem, assim como subjugar os temíveis magos negros e neutralizar exércitos arregimentados para a prática de toda espécie de atrocidades.

E não é só a captura dessas entidades dedicadas ao mal que vale, pois podemos, também, destruir suas bem-organizadas bases operacionais do Umbral, verdadeiras fortalezas, donde partem para suas ações nefastas, grandes levas de malfeitores, através da emissão, da nossa parte, de poderosos fluxos de energia altamente destrutivos para essas organizações.

Igualmente, por meio dessas forças manipuladas pela mente, costumamos anular os “trabalhos” de imantação magnética inferior da magia negra, fixadas em objetos, amuletos, vestes da criatura magiada, bem assim como os alimentos que, sub-repticiamente, dão para a pessoa visada ingerir. 

Trata-se, realmente, de uma guerra. A guerra contra as Trevas que querem apossar-se integralmente do Planeta; guerra contra o mal organizado do mundo espiritual inferior, sobretudo agora, que esses seres espiritualmente inferiores estão sendo “libertados por um pouco de tempo”, conforme o Apocalipse.

Faz-se urgente, portanto, empreender ações muito mais efetivas e objetivas de parte dos trabalhadores encarnados com os espíritos, de maneira a minimizar os efeitos do mal sobre a sociedade atual.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 13, 28, e 39 a 41)


REGRA DE OURO DA APOMETRIA: AMOR

Amor

Como fundamento de todo esse trabalho – como, de resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o alicerce. Sempre.

As técnicas que apontamos são eficientes, não temos dúvidas.

O controle dessas energias sutis é fascinante, reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós.

Mas se tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais: ao lado da caridade, e como consequência natural dela, deverá se fazer presente a humildade, a disposição de servir no anonimato. Se faltar amor e disposição de servir pelo prazer de servir, corremos perigo de incorrer na má aplicação das técnicas e do próprio caudal de energia cósmica, tornando-nos satânicos por discordância com a Harmonia Universal.

Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos, somente através dela, experimentadores e operadores podem desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos secretos da Natureza, com adequada utilização dessas “forças desconhecidas”.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 153)


A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 16)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Mesmo que o conhecimento da apometria capacite tecnicamente os centros e suas equipes mediúnicas a soluiconar certos problemas ligados às obsessões complexas, sem conscientização e espírito de pesquisa a técnica falhará, cedo ou tarde.

É preciso colocar coração, vida e motivação superior no trabalho; em outras palavras, amor.

Sem isso, as campanhas do quilo e os passes espíritas ou os rituais e as benzeções da umbanda serão meras muletas psicológicas; práticas repetidas como se fossem fórmulas santificadoras, mas destituídas de eficácia.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 167)


LEIS DA APOMETRIA

PRIMEIRA LEI: Lei do Desdobramento Espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.

Técnica: Nesta lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos, a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões.

A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através da contagem em voz alta – tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete – ou seja, contagem de um a sete.


SEGUNDA LEI: Lei do Acoplamento Físico.

Enunciado: Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada (o comando, se acompanhando de contagem progressiva), dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico.

Técnica: Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiramente a sua volta para perto do corpo físico. Em seguida, projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo em que se comanda a reintegração no corpo físico.

Caso não seja completada a reintegração, a pessoa sente tonturas, mal-estar ou sensação de vazio, que pode durar algumas horas. Via de regra há reintegração espontânea e em poucos minutos (mesmo sem comando); não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce atração automática sobre o corpo astral. Apesar disso, não se deve deixar uma pessoa desdobrada, ou, mesmo, mal acoplada, para evitar ocorrência de indisposições de qualquer natureza, ainda que passageiras. Assim, ao menor sintoma de que o acoplamento não tenha sido perfeito, ou mesmo que se suspeite disso, convém repetir o comando de acoplamento e fazer nova contagem.

Pelo que observamos em milhares de casos, bastam sete a dez impulsos de energia (contagem de um a sete, ou dez) para que se opere tanto o desdobramento como a reintegração no corpo físico.


TERCEIRA LEI: Lei da Ação à Distância pelo Espírito Desdobrado (Lei das Viagens Astrais).

Enunciado: Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado.

Técnica: Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo em que se emite energia com contagem lenta. Ele se desloca, seguindo os pulsos da contagem, até atingir o local estabelecido. Como permanece com a visão psíquica, transmite, de lá, descrições fiéis de ambientes físicos e espirituais, nestes últimos se incluindo a eventual ação de espíritos sobre encarnados.

Esse tipo de desdobramento exige certos cuidados com o corpo físico do médium, que deve ficar em repouso – evitando-se até mesmo que seja tocado.


QUARTA LEI: Lei da Formação dos Campos de Força.

Enunciado: Toda vez que mentalizamos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos através da contagem, formar-se-ão campos de força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador imaginou.

Técnica: Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo de força simples, duplo ou triplo, e com frequências diferentes – conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar essa técnica para proteger ambientes de trabalho e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes.


QUINTA LEI: Lei da Revitalização dos Médiuns.

Enunciado: Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado.

Técnica: Pensamos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo físico para o organismo físico do médium ou colocamos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo uma contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital – oriunda de nosso próprio metabolismo – é transferida de nosso corpo para o médium.


SEXTA LEI: Lei da Condução do Espírito Desdobrado, de Paciente Encarnado, para os Planos Mais Altos, em Hospitais do Astral.

Enunciado: Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias magnéticas*.

* Peia é prisão de corda ou ferro que segura os pés das bestas.

Técnica: É comum desdobrar-se um paciente, a fim de conduzi-lo ao plano astral superior (para tratamento em hospitais) e encontrá-lo, já fora do corpo, completamente envolvido em sudários aderidos ao seu corpo astral, laços, amarras e toda a sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores interessados em prejudicá-lo. Nesses casos, é necessária uma limpeza perfeita do corpo astral do paciente, o que pode ser feito, e de modo muito rápido, pelos espíritos dos médiuns desdobrados. Se estes não puderem desfazer os nós ou não conseguirem retirar esses incômodos obstáculos, o trabalho será feito pelos socorristas que nos assistem.


SÉTIMA LEI: Lei da Ação dos Espíritos Desencarnados Socorristas sobre os Pacientes Desdobrados.

Enunciado: Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, dessa forma, se encontram na mesma dimensão espacial.

Técnica: Estando os pacientes no mesmo universo dimensional dos espíritos protetores (médicos, técnicos e outros trabalhadores), estes agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos tendem a ser mais precisos, e as operações cirúrgicas astrais também são facilitadas, pois quase sempre o espírito do paciente é conduzido a hospitais do astral que dispõem de abundante equipamento, recursos altamente especializados, com emprego de técnicas médicas muito aperfeiçoadas.

A Apometria, desdobrando os pacientes para serem tratados, concorre decisivamente para o êxito de seu tratamento espiritual – e poderá constituir-se em importante esteio no tratamento dos espíritos.


OITAVA LEI: Lei do Ajustamento de Sintonia Vibratória dos Espíritos Desencarnados com o Médium ou com Outros Espíritos Desencarnados, ou de Ajustamento de Sintonia Destes com o Ambiente para Onde, Momentaneamente, Forem Enviados.

Enunciado: Pode-se fazer ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou com espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes.

Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo em que se comanda a ligação psíquica.

Por essa técnica, estabelece-se a sintonia vibratória entre sensitivo e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação.

Se o espírito visitante tiver padrão vibratório muito baixo ou se estiver sofrendo muito, o médium baixa sua tônica vibratória ao nível da entidade e fica nessa situação até que ela se retire. Tão logo aconteça a desincorporação, devemos elevar o padrão vibratório do médium. Se isso não for feito, o sensitivo ficará ainda por algum tempo sofrendo as limitações que o espírito tinha, manifestando sensações de angústia, opressão, mal-estar, etc., em tudo semelhante às da entidade manifestada.

 

Em trabalhos de desobsessão, as circunstâncias muitas vezes fazem com que seja necessário levar espíritos rebeldes a confrontar-se com situações constrangedoras do Passado ou Futuro, de modo a esclarecê-los. Esses nossos irmãos revoltados costumam não aceitar esse constrangimento, talvez porque não queiram se reconhecer como personagens dos dramas escabrosos que lhes são mostrados – avessos que são às admoestações, ainda que amoráveis. Nesses casos, procuramos fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no Passado, para que possam bem compreender a desarmonia que geraram e suas conseqüências. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia estabelece-se. E haverá de permanecer até que o campo vibratório se desfaça, por ordem do operador, com a volta da entidade ao Presente. Quando isso ocorrer, nosso irmão revoltado pacificar-se-á, completamente esclarecido. Não poderia ser de outra forma: a transformação espiritual é automática quando ele vê as cenas e as sente, revivendo-as. A visão do encadeamento kármico implica iluminação instantânea.


NONA LEI: Lei do Deslocamento de um Espírito no Espaço e no Tempo.

Enunciado: Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do Passado, acompanhando-o de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no Tempo à época do Passado que lhe foi determinada.

Técnica: Costumamos fazer o espírito regressar ao Passado, para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel e outros eventos anteriores à existência atual, no objetivo de esclarecê-lo sobre as leis da Vida. Há ocasiões em que temos que lhe mostrar as injunções divinas que o obrigam a viver em companhia de desafetos, para que aconteça a harmonização com eles, além de outras consequências benéficas a sua evolução.

O conhecimento, aqui ou no plano espiritual, é Luz. Tão logo se esclarece, sentindo, sobre o funcionamento da Lei do Karma, qualquer sofredor desencarnado dá um passo decisivo em sua evolução, pois se elucidam suas dolorosas vivências passadas com todo o cortejo dos não menos dolorosos efeitos.

Também usamos técnica, e com grande proveito, para conduzir magos negros ao Passado, a fim de anular os campos energéticos que receberam em cerimônias de iniciações em templos.


DÉCIMA LEI: Lei da Dissociação do Espaço-Tempo.

Enunciado: Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico kármico (km) negativo – ficando, imediatamente, sob a ação de toda a energia km de que é portador.

Técnica: Chamamos de km o peso específico do karma do indivíduo, isto é, a energia kármica negativa de que está carregado. Constitui a massa kármica a resgatar, de uma determinada pessoa; por ser assim individual, consideramo-la específica. O fator m indica a massa maléfica desarmônica.

Essa lei é importante porque nela se baseia uma técnica para tratamento de obsessores simples, mas renitentes.

Observamos que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo, dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons nos átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, mas, sim, por saltos, até que consegue instalar-se num espaço do futuro hostil (Espaço frequentemente ocupado por seres horrendos, compatíveis com a frequência vibratória do recém-chegado viajante).

Nesses casos de dissociação do Espaço-Tempo, ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o Tempo, a carga kármica a resgatar – que normalmente seria distribuída ao longo do Tempo, 300 anos, por exemplo – fica acumulada, toda ela e de uma só vez, sobre o espírito. Essa é a causa da sensação de terrível opressão de que começa a se queixar. Desse incômodo, mas momentâneo mal-estar podemos nos servir, apresentando-o como prova das consequências dos seus atos e de sua repercussão negativa na harmonia cósmica.

A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas, por pulsos rítmicos e através de contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo em que se lhe dá ordem de saltar para o Futuro (Essa técnica só deve ser usada em espíritos desencarnados, visando a esclarecê-los).

O salto quântico acontece imediatamente, e o espírito passa a se ver no novo ambiente, sentindo-lhe a profunda hostilidade. Dá-se o abrupto encontro com toda a massa kármica negativa, com grande incômodo para o culpado.

Devemos ter muito cuidado com o espírito durante esse encontro. Se o desligarmos do médium de repente, sem preparação, será literalmente esmagado pelo campo energético acumulado. Seu corpo sofrerá destruição, transformando-se em “ovóide”. Para desligar o espírito do médium, devemos fazê-lo, antes, retornar lentamente para a época presente.

Esse processo é fácil de ser entendido. Ao ser projetado para o futuro, o espírito passa a viver em uma nova equação de Tempo, de vez que o futuro ainda não foi vivido por ele, mas seu karma negativo (km) continua a sobrecarregá-lo. Como esse km ainda não foi resgatado, também não foi distribuído ao longo do Tempo, fica condensado e acumulado sobre seu corpo astral, comprimindo-o. Se, de repente, o desligarmos do médium, toda a massa negativa (ainda não espalhada em outras encarnações) precipita-se sobre ele de uma vez só. E ei-lo reduzido a “ovóide”.

Explicamos melhor. É como se esse espírito possuísse um caminhão de tijolos a ser descarregado ao longo de sucessivos amanhãs, mas que tivesse atirada toda essa carga de uma vez, sobre sua cabeça – por acidente. O esmagamento seria inevitável.


DÉCIMA PRIMEIRA LEI: Lei da Ação Telúrica sobre os Espíritos Desencarnados que Evitam a Reencarnação. 

Enunciado: Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

Técnica: A adaptação ao meio é da dinâmica da Vida. Dela, de seus vários níveis de complexidade e degraus evolutivos, se ocupam as ciências biológicas. Mas a fonte da Vida é o Espírito. E o meio do Espírito é a Eternidade. Cada vez que reencarna – mergulhando num determinado Tempo do Planeta, de um certo país, de uma comunidade, família e humanos com quem irá conviver – a cada nova germinação na Matéria, o Espírito tem um reencontro com cósmicas e eternas opções. Ou evolui, aumentando a Luz de si mesmo, que conquistou através de anteriores experiências na noite dos tempos, ou involui, fabricando suas próprias sombras e as dores e horrores que terá de suportar para reajustar-se à Harmonia Cósmica, que perturbou. De tempos em tempos, de ciclo em ciclo, passos grandes ou pequenos vão sendo dados. E o Espírito sempre avança, embora eventuais retrocessos.

Quando um ser humano se atira a variados crimes, perversões e vícios, de modo a retroceder alguns degraus na evolução, sabe-se que ele sentirá, ao desencarnar, todo o fardo das consequências. Seu espírito tomará forma adequada ao meio que ele próprio se construiu: terá um corpo astral degradado, disforme, monstruoso.

Mas tais fenômenos de deterioração da forma, sendo relativamente rápidos, também são passageiros. Vistos da Eternidade, têm a duração de uma moléstia curável. O espírito, mais tempo ou menos tempo, reintegra-se ao fluxo reencarnatório e, assim, vivendo e morrendo, vivendo e morrendo, reconquista o Caminho perdido.

Muito mais séria – porque irreversível – é a pavorosa deformação que sofrem os espíritos que transgridem sistematicamente a Lei da Reencarnação. Não é fenômeno comum, pois somente entidades sumamente negativas, e dotadas de mente poderosa – como, por exemplo, os magos negros – têm condições e temeridades bastantes para desprezar e recusar a Vida.

Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das reencarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnantes, as experiências na carne; quem prefere as ilusões do Poder, através do domínio tirânico de seres encarnados ou desencarnados (ou de vastas regiões do astral inferior), aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta. E afunda-se nele, em trágico retrocesso.

Esse fenômeno só acontece com espíritos detentores de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos. Espíritos inteligentes, de grande poder mental, mas inferiores, pois ainda sujeitos à roda das encarnações e dependentes delas para subir na escala evolutiva. Nos espíritos superiores que, por mérito evolutivo, não mais precisam encarnar, esse tipo de degradação jamais acontece.  Eles estão redentos: escapam ao magnetismo do Planeta, em razão do grau de desmaterialização que já atingiram.


DÉCIMA SEGUNDA LEI: Lei do Choque do Tempo.

Enunciado: Toda vez que levarmos ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação do Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da sequência do Tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado.

O deslocamento cria tensão de energia potencial entre a situação e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece; apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação ambiental que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, sai do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão espaço-temporal. Recebe em cheio, então, a energia potencial criada pelo deslocamento. Essa energia é suficientemente forte para destruir sua estrutura astral, através do choque que se produz. E ele se reduz a ovóide, vestido apenas de suas estruturas espirituais superiores: corpo átmico, búdico e mental superior.

Para que um espírito não sofra tal agressão quando submetido a tratamentos no Passado, é necessário trazê-lo lentamente de volta ao Presente, através de contagem regressiva.

Técnica: É a mesma descrita em leis anteriores: emprego de pulsos energéticos através de contagem.


DÉCIMA TERCEIRA LEI: Lei da Influência dos Espíritos Desencarnados, em Sofrimento, Vivendo ainda no Passado, sobre o Presente dos Doentes Obsidiados.

Enunciado: Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora.

Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos.

Nunca se deve esquecer que obsessor, ou qualquer sofredor, só se atende uma única vez. Se bem feito o tratamento, com assistência espiritual devida, todos os espíritos malfazejos são retirados definitivamente – num único contato. Deixar obsessores soltos, após breve esclarecimento evangélico (como se faz em sessões kardecistas), é um erro. Não é com um simples diálogo de alguns minutos que se demovem perseguidores renitentes (ou magos negros). Reafirmamos: esse procedimento clássico torna o trabalho inócuo. E até prejudicial.

A remoção de todos esses seres pode ser feita em algumas sessões.

Se o doente, depois, não apresentar melhoras definitivas, devemos dar início ao estudo de suas encarnações anteriores. Para tanto, abrimos a frequência dessas encarnações, para atendimento aos espíritos que estacionaram no Tempo. Todos eles, quase sempre, são profundos sofredores. Alguns ainda se encontram acorrentados em masmorras, outros vivem em cavernas ou se escondem em bosques, temerosos, famintos, esfarrapados. Eles maldizem quem os prejudicou, formando campos magnéticos de ódio, desespero e dor, profundamente prejudiciais.

Quando o enfermo encarnado recebe o alívio que se segue ao afastamento dos espíritos mais próximos – os que estão na atual encarnação – esse alívio não se consolida, porque as faixas vibratórias de baixa frequência, oriundas do Passado, refluem e se tornam presentes, por ressonância vibratória.  O enfermo encarnado, partícipe ou causante daqueles passados barbarismos, continua a receber as emanações dessas faixas de dor e ódio. Sente, também ele, íntima e indefinida angústia, sofrimento, desespero. E somente terá paz se o Passado for passado a limpo.

De encarnação a encarnação, vai-se limpando essas faixas do Passado. Espíritos enfermos, dementados e torturados, são recolhidos para o Tempo presente e internados em Casas de Caridade do astral, para tratamento eficiente. E ao final, quando o enfermo encarnado manifesta sinais de que sua cura se consolida, o persistente trabalho de desobsessão – aprofundando-se no Passado – terá conduzido à regeneração e à Luz centenas, quando não milhares de irmãos desencarnados*.

* Vale citar, novamente, que o paciente necessita colaborar com o tratamento, seguindo as orientações que lhe são dadas, com o objetivo de se instruir e evangelizar. A reforma íntima é sempre o melhor remédio.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 170/194)


 TÉCNICAS APOMÉTRICAS

Para ilustração do leitor, arrolamos algumas dessas técnicas e procedimentos:

  • Apometria
  • Acoplamento do espírito desdobrado
  • Dialimetria
  • Pneumiatria
  • Despolarização dos estímulos da memória
  • Viagens astrais sob comando
  • Técnica de sintonia psíquica com os espíritos
  • Incorporação entre vivos
  • Dissociação do Espaço-Tempo
  • Técnica de impregnação magnética mental com imagens positivas
  • Regressão no Espaço e no Tempo
  • Técnica de mobilização de energias para os espíritos operadores
  • Técnica de revitalização dos médiuns
  • Teurgia
  • Tratamentos especiais para magos negros
  • Tratamento de espíritos em Templos do Passado
  • Utilização dos espíritos da natureza
  • Esterilização espiritual do ambiente de trabalho
  • Técnica de condução dos espíritos encarnados, desdobrados, para hospitais do astral
  • O médium como transdutor-modulador
  • Diagnósticos psíquicos – telemnese
  • Imposição das mãos – magnetização curativa
  • Passes magnéticos
  • Cura das lesões no corpo astral dos espíritos desencarnados
  • Técnica de mobilização de energia cósmica
  • Técnica de emissão de energia à distância
  • Cirurgias astrais
  • Técnica de destruição de bases astrais maléficas
  • Técnica de inversão dos “spins” dos elétrons do corpo astral de espíritos desencarnados
  • Materialização de objetos no plano astral
  • Queima de objetos no plano astral
  • Cromoterapia no plano astral
  • Estudo do mediunismo à luz da Física Quântica
  • Campos de força (tetraédricos/gravitacionais)
  • Arquecriptognosia

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 347/348)


 O PODER DA MENTE (FORÇA DO PENSAMENTO)

Poder da Mente

Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. (…) Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. (…) Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.

(Allan Kardec, A Gênese, Cap. 14, item 14)


Livre no reservatório do Espaço, a infinita energia cósmica está permanentemente a nossa disposição.

Apesar disso, essa inesgotável energia constitui uma força em estado potencial, infinito campo de algo que escapa ao nosso entendimento: energia em repouso, altamente moldável, sensível às forças que tiveram atuação sobre ela. E a mente, a mente sob ação da vontade, é a ferramenta operatriz que move, molda e direciona – com ilimitado poder – a energia desse oceano infinito.

Se o operador, em consciente ação volitiva, comandar mentalmente a aglutinação dessa energia, chegará o momento em que há de acontecer um acúmulo ou intensificação dessa potencialidade (com geração de um estado de desequilíbrio em relação ao meio), e a energia estará pronta para ser projetada, moldada, ou manipulada da forma que bem se desejar, de modo a criar as coisas. Se, por exemplo, desejarmos criar alimento para saciar um espírito esfomeado, bastará projetar o pensamento sobre o infinito oceano de energia e retirar dele “algo” que, condensado pela vontade, se transformará nas iguarias que desejarmos servir

É assim, exatamente assim, que espíritos superiores constroem casas, mobiliários, veículos, etc., no mundo astral. 

Mas observemos que todas as nossas realizações têm origem na mente; tudo é sempre, antes, fruto de nossa imaginação, e se concretiza por ato de vontade.

No nosso mundo físico, tudo leva mais tempo para ser construído, pois é preciso vencer a matéria e a inércia de sua massa. No astral, tudo se faz rapidamente.   

A mente, portanto, é uma das forças de que se utiliza a técnica apométrica. Ou melhor, uma usina de força.

Com essa fonte de energia a sua disposição (porque seu próprio corpo), o operador apométrico pode formar poderosos campos de força magnéticos para contenção de espíritos rebeldes, dementados e levas de malfeitores astrais. Como outro exemplo, apontamos o fornecimento dessa energia física a médiuns desdobrados, impelindo-os em viagens astrais no cumprimento de missões.

Ao se condensar o plasma cósmico (talvez seja esta a melhor denominação para a energia cósmica indiferenciada, Espaço), um rebaixamento de frequência produz-se em sua massa, de modo que esse plasma, já agora transformado em energia radiante por ação da energia grosseira desfechada pelo corpo físico, através do ato de vontade, passa a funcionar como onda portadora; tornando-se fluxo contínuo, sob comando da mente orientada pela vontade.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 144/146, e 153/155)


A Apometria, como já dissemos, consiste, fundamentalmente, na utilização da força do pensamento. Força essa, que é capaz de deslocar quantidades significativas de energia sob o comando e o controle do mentalista, realizando, assim, um trabalho capaz de produzir o que deseja e o que imagina por determinação firme de uma vontade disciplinada.

O pensamento tem no fluido universal o meio condutor de que se serve através do qual alcança e realiza tudo o que foi almejado pela mente que lhe deu origem. Não está sujeito às limitações do espaço e do tempo, tal como conhecemos, mas aos limites da capacidade e da imaginação da mente que o produz e o irradia. O que for pacientemente idealizado, mais dia ou menos dia, será plasmado e o alvo que foi focalizado pelo pensamento projetado será alcançado.

Temos, então, que a força do pensamento é diretamente proporcional à quantidade de energia que o mentalista é capaz de dinamizar. A imaginação, o sentimento, a vontade e a concentração são importantes atributos da energia do pensamento e indissociáveis dela.

Já dissemos que o pensamento é uma força que tem um ponto de aplicação, direção e sentido. Agora reforçamos que o comando é uma ordem de uma vontade capaz de deslocar e de pôr em movimento quantidades significativas de energia para um determinado fim.

Uma mente serena e disciplinada pode se concentrar nos detalhes de sua criação, lançando de si a imagem que idealizou para que se projete com toda a clareza e nitidez com que foi concebida. Uma mente preocupada com conflitos internos ou externos não conseguirá se concentrar adequadamente nos detalhes da criação pretendida. Um grupo de atendimento, formado por pessoas nessas condições, ao se unir para uma produção conjunta obterá uma criação incompleta e fragmentada, muito aquém do que a espiritualidade espera.

Na formação dos campos de força para qualquer aplicação, a presença de energias densas, assim como a ação das forças telúricas sempre presentes, são obstáculos reais para a constituição deles. A força aplicada pelo dirigente terá que vencer todos esses obstáculos oferecidos pelas forças que se opõem à constituição das proteções necessárias.

A força impulsiva, de que nos fala Kardec, é a força de vontade de quem opera posta em ação na dinamização das próprias energias anímicas.

Quando uma ordem de comando para uma dada formação ideoplástica se apoiar na força mental de mais de um servidor, poderemos ter a surpresa de ver que a projeção resultante não corresponde à imagem idealizada por aquele que deu a ordem. A falta de concentração e de conhecimento prévio do que se deseja projetar como já foi discutido, constitui-se num obstáculo real nos processos de ação e criação mental conjunta.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 196/197, 199 e 327)


Pensamentos repetitivos de preocupações, ressentimentos e mortificações resultam em regiões estagnadas do corpo mental, formando áreas de verdadeiras feridas mentais e dificultando a circulação de energia. Pessoas dotadas de tais pensamentos ficam prisioneiras das próprias ruminações mentais, resultando em muitas doenças psicossomáticas, além de serem campos férteis para atrações de entidades astrais, culminando em processos obsessivos.

O pensamento tem força, podendo chegar a grandes distâncias ou criar uma atmosfera psíquica capaz de influir no corpo mental de pessoas suscetíveis e ambientes. Quanto mais nítido, forte e constante o pensamento, maior seu poder de transmissão, e quanto mais elevado, maiores a frequência e a distância atingida. Por isso, a grande responsabilidade pelo que pensamos, pois poderá acrescentar energias salutares ao nosso corpo mental e, pelo seu poder, influenciar beneficamente tanto o ambiente como as pessoas, ou, então, disseminar o ódio, rancor e destruição.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 25)


A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante à intenção com que é provocada. Alguém já disse que todo pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc.).

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 33/34)


ENERGIAS DE ENCARNADOS SOBRE DESENCARNADOS

As formas de energia variam constantemente e podem ser aplicadas sobre todos os objetos materiais existentes no planeta, da mesma forma que sobre os objetos imateriais de existência ontológica comprovada – os Espíritos – variando apenas as dimensões matemáticas compatíveis.

Dessa forma, podemos aplicar energia sobre os Espíritos com resultados surpreendentes, necessitando unicamente que essa energia esteja nos parâmetros desses espíritos.

No entanto, a energia do pensamento e da vontade irá atingir em cheio uma entidade espiritual, como vemos diariamente.

Os médiuns e todos os componentes das sessões espíritas são espectadores passivos. Mesmo quando se dirigem aos espíritos, conservam nitidamente essa passividade.

Esse tipo de abordagem mediúnica vige em todas as sessões kardecistas, umbandistas e mesmo nas africanas.

No entanto, prezados leitores, as mensagens assim veiculadas perdem muito de sua força energética, grande parte de seu conteúdo e quase toda sua essência, ao transpor a barreira da matéria.

Trata-se de um simples fenômeno físico, fácil de ser entendido, pois a energia livre do plano astral, ao enfrentar a barreira dimensional da matéria física, necessita de grande acúmulo energético para a transposição desse limiar, de vez que a densidade magnética desta última é imensa, fruto do somatório da energia gravitacional de seus componentes subatômicos – prótons, nêutrons, elétrons – que, em seu conjunto, constituem os átomos materiais.

Consequentemente, a atuação do habitante do mundo astral sobre o mundo físico onde vivemos exige concentração energética avantajada (para os padrões deles), cuja maior parte é absorvida pela densidade magnética da matéria, como dissemos.

Partindo do Mundo Astral, a ação dos espíritos sobre os homens encarnados se enfraquece em função da densidade da matéria.

Inversamente, a ação dos homens sobre o mundo dos espíritos se processa com extrema energia. Seu dinamismo energético permite a destruição de bases umbralinas, organizações “físicas” do astral e a captura de espíritos rebeldes.

Não é mais de cima para baixo o contato espírita, mas daqui por diante, o fato espírita dar-se-á de baixo para cima. A iniciativa partirá do mundo físico para o plano astral.

Qual será a vantagem dessa inversão de ação? – poderão perguntar os senhores.

Dentre outras vantagens, a principal reside no processo energético posto em jogo, pois enquanto o processo clássico exige dos espíritos grande cópia de energia, a fim de franquearem a barreira magnética da matéria, este último oferece imenso caudal energético oriundo, em sua maior parte, do corpo físico do operador encarnado e, em alguma porção, dos circunstantes. Essas energias, habilmente manipuladas pelo operador, produzem resultados espantosos no mundo astral.

A atuação desse volumoso fluxo de forças permite que se façam verdadeiros milagres entre os espíritos, quando convenientemente aplicadas.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 18, 36/37, e 39/40)


Segundo o espírito RAMATIS, por meio do médium Norberto Peixoto:

Os espíritos benfeitores não conseguem interceder diretamente na matéria densa pela sutileza de suas vibrações. Precisamos de veículos intermediários que liberem as energias condensadas necessárias para interferirmos nesses meios densos. Através de vossas mentes, que atuam do plano físico para os mais sutis, conseguimos interferir do mais rarefeito para o mais sólido, pois estamos lidando com meios de diferente coesão molecular astral e etérica, embora o princípio mantenedor seja único em sua fonte, a energia que provém do infinito reservatório cósmico.

Assim são os médiuns desdobrados, que pelas suas forças mentais propiciam as correntes etéreo-astrais necessárias para movimentarmos as energias no mundo da forma próximo da dimensão vibratória do Plano Astral.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 195/196)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 15.04.2018

 

ESPÍRITOS AMPARADORES

FLEUR DE LYS

ESPÍRITOS AMPARADORES

Apometria


 MENTORES – AMIGOS ESPIRITUAIS

Segundo o espírito IRMÃ TERESA, por meio do médium J.S. Godinho:

Quando os mentores se permitem uma nova encarnação, é somente com o intuito de servirem como mensageiros na Terra.

Foi o que aconteceu com Jesus, Francisco de Assis e outros.

Alguns espíritos já voltaram à Terra depois de terem o Corpo Astral desintegrado para que pudessem habitar esferas superiores, reconstruindo-o novamente.

A reconstrução do Corpo Astral é um processo lento e muitas vezes doloroso, como se estivéssemos entrando num processo de involução.

É claro que os irmãos das esferas superiores já têm todos os seus sentimentos sublimados e quando nos permitem a graça de sua presença, fazem com tanto amor, demonstrando essa evolução, que nós muitas vezes nos sentimos realmente pequenos e necessitando crescer para ficarmos mais perto deles, grandes e tão humildes. Pois a verdadeira grandeza está em saber ser humilde.

Cada um dos irmãos não tem apenas um mentor em particular, mas sim um grupo de amigos espirituais que o auxiliam na condução de sua nova encarnação.

O espírito, que poderíamos colocar como mentor-chefe dessa equipe de amigos, tem um grau de evolução um pouco maior, mas sempre ligado a alguma encarnação do ser encarnado no momento.

E os demais, se não estiverem preparados da mesma forma, terão algo fundamental como o amor fraterno e vocês estarão sendo abençoados pela presença deles.

Então, normalmente são espíritos ligados a nosso passado, que se unem a nós encarnados, fazendo o que chamamos de um trabalho de mentor ou anjo de guarda. Essa equipe pode ser visualizada na forma de um espírito, mas tenham a certeza de que são vários os amigos que estão auxiliando todo o tempo.

Das esferas superiores sempre vem a designação de uma atenção maior, quando a tarefa do encarnado é mais difícil ou mais séria.

Quando já temos condições de orientar uma pessoa em particular ou algumas de modo geral, ainda assim temos de receber outras informações vindas de planos mais altos, para que possamos tomar certas decisões e orientar nossos pupilos.

Se isso acontece com quem está no plano espiritual, cabe a vocês que estão no mundo físico e têm acesso a essas informações, que lhes transmitimos, repassar aos que não têm.

Quando os amigos do plano espiritual assumem o trabalho de guiar e auxiliar algum encarnado, mesmo que ele não siga o caminho delineado pela espiritualidade, permanecem ao seu lado.

(J. S. Godinho/Irmã Teresa, Mediunidade e Apometria, Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 117/118)


OS MENTORES E A ELEVAÇÃO MORAL DOS ENCARNADOS

A experiência mostra que aqueles que se dedicam amorosamente, a serviço do Cristo, recebem proteção espiritual especial e avançada.

Ninguém, entretanto, deve abusar ou descuidar da autoproteção. Os guias e protetores não são cabides ou bengalas à nossa disposição, durante 24 horas do dia como alguns pensam.

Muitas são as dificuldades enfrentadas pelas entidades que se dedicam ao serviço de proteção junto aos encarnados. Há uma grande diferença vibratória que os separam dos seus protegidos, assim como uma densa barreira formada pelas emanações mentais dos encarnados, que se projeta no astral.

A proteção espiritual é um pré-requisito para qualquer atividade nesse campo de forças dinamizadas pela mente. O domínio de muitas técnicas poderá fazer de você um servidor mais eficiente para atender a causa à que estamos sendo chamados. Porém, o amor ao próximo, que você manifesta trabalhando, é o fundamento que lhe dará a proteção e a segurança que precisa se realmente quer servir.

Consideramos que é uma imprudência a incursão nesse campo de trabalho, por parte daqueles que se aventuram nessa prática de intercâmbio sem a assistência superior. Assim, desaconselha-se qualquer prática de abordagem do mundo espiritual, porque, nesses casos, poderão vir a se tornar vítimas ou até escravos das forças as quais pretende anular, colocando o consulente em contato com forças que desconhece e das quais não saberá se proteger.

Reforçamos, mais uma vez, que somente contarão com assistência superior aqueles grupos que detenham, na caridade desinteressada, o objetivo maior dos seus esforços.

Se desejarmos proteção espiritual elevada, devemos alimentar sentimentos superiores e refletirmos a quem queremos servir, antes de ingressarmos nesse novo campo de serviço, onde não há espaço para dois senhores.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 67/68)


Devido às dificuldades impostas pelo próprio médium, muitas vezes os Mentores não podem movimentar todo o potencial energético de que dispõem, pois o médium com seus condutores alterados, oferecendo resistência à passagem de correntes astromagnéticas, poderia ter sua constituição ameaçada em sua integridade.

A condição de suportar todo o “embate” de energias envolvidas na magia, que faz do médium um mago e sacerdote, é aquisição de vidas passadas, um “dom” que cursos ou ritos não podem oferecer. 

Reflitamos que, após ter iniciado suas atividades como médiuns, a maioria dos indivíduos tem ainda seus canais energéticos com certos estreitamentos locais, certas “deformidades”, que correspondem às imperfeições mentais e astrais que vibram do subconsciente, geradas por atos em outras vidas (ressonâncias de vidas passadas), armazenadas na memória Astral inconsciente do médium os conteúdos que originaram esses bloqueios.

Esta sutil e programada interferência na memória perene (registros de vidas passadas) do médium é feita à medida que o mesmo vai adquirindo condições, através do aprendizado com os Mentores e com o Mestre encarnado que o orienta, de resolver esses dilemas conscienciais e seguir avante na jornada evolutiva espiritual.   

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 39/40)


FALANGES DE TRABALHO

Pai Velho

“(…) Pai Jacó explicou (…) que ele havia sido um médico holandês em encarnação anterior, mas na última viera como negro. E como nela aprendera e desenvolvera a virtude da humildade, preferia manifestar-se como preto-velho.”

(José Herculano Pires, Ciência Espírita, cap. IX)

“Negros e índios têm o mesmo direito de colaborar nesta hora de transição, como brancos e amarelos.

Mas sem a orientação segura do pensamento doutrinário, nas bases sólidas, lógicas e altamente culturais de Kardec, estaremos ameaçados de cair nos barrancos do caminho pelas mãos pretensiosas de cegos condutores de cegos.”

(José Herculano Pires, Ciência Espírita, cap. IX)

“(…) dentro do mais alto espírito evangélico (…).

Não é raro vermos caboclos, que engrolam a gramática nas suas confortadoras doutrinações, mas que conhecem o segredo místico de consolar as almas aliviando os aflitos e os infelizes (…).”

(Francisco Cândido Xavier, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, cap. 29)

A equipe espiritual ocupa lugar de destaque na dinâmica de atendimento, assumindo as funções de proteção, planejamento e coordenação de todo o serviço de assistência.

Ela é multidisciplinar e cada entidade assumirá uma função de acordo com sua habilitação, conquistada ao longo de muitos anos de estudo e preparação na espiritualidade.

Essa equipe multidisciplinar de servidores poderá contar algumas vezes com a presença de entidades transfiguradas como índios ou pretos velhos. Observa-se, com frequência, que religiosos, médicos, professores e engenheiros participam dessas equipes socorristas. Todos esses servidores auxiliarão no socorro espiritual, de acordo com a necessidade do atendimento, prevista em instâncias mais elevadas.      

Não se trata de sincretismo religioso aceitar a presença de entidades transfiguradas, pois a assistência espiritual se faz com os conhecimentos especializados de cada um. Cada entidade, presente na equipe de serviço, dá a contribuição que pode de acordo com o que já alcançou de saberes em determinado setor de atividade assistencial.

Algumas entidades são elevadas demais para se impressionarem com as nossas atitudes atávicas e infantis de homenageá-las. Portanto, é desnecessário adotar certas práticas ritualísticas desta ou daquela corrente filosófico-religiosa, quando determinada entidade espiritual está presente e transfigurada como forma de ocultar a própria identidade, em uma atitude de humildade.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 68/69)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

A sabedoria da Providência Divina não se circunscreve aos ideais egoístas dos homens que criaram todas essas divisões no misticismo, com a Espiritualidade que é única. Não existe uma religião que prepondere no Cosmo, e sim um amor no Universo que a todos une. A motivação básica que nos move nos trabalhos de auxílio socorrista está personificada na Terra na figura de Jesus.

Um irmão socorrido nos charcos do Umbral Inferior, na maioria das vezes, precisa de um instante de esclarecimento em contato com fluidos animalizados que um médium oferece, pois está tão fixo em seus desequilíbrios mentais que não nos enxerga. Em análise preliminar de suas encarnações passadas, podemos verificar que esse irmão foi muito ligado ao catolicismo e às crenças dessa religião. Como resguardamos as consciências, em vez de ser orientado em uma casa de Umbanda, em que se apresentarão muitos silvícolas e pretos velhos com suas práticas ligadas aos elementos da natureza, preferimos conduzi-lo à conversação que lhe é mais familiar.

E, assim, na mesa espírita, vendo-se no meio de freiras, clérigos, médicos, enfermeiros, literatos e doutores da lei, esse irmão se sente mais à vontade e é mais receptivo ao esclarecimento.

Muitos caciques e pretos velhos “transformam-se” em médicos gregos ou egípcios, em túnicas brancas reluzentes, e a todos amparamos em nome do amor crístico.

Moldamos nossos corpos astrais de acordo com as conveniências da caridade a ser prestada.

Muito espírito de médico, considerado muito “elevado” e evoluído no meio dos homens, trabalha anonimamente como humilde pai preto na Umbanda, pois em encarnação passada assim o foi.

Não nos apresentamos como uma preta velha nas mesas porque o nosso comprometimento nessa configuração astral é na egrégora de Umbanda, e tais manifestações dos nossos corpos astrais estão de acordo com os homens e suas consciências. Respeitemo-las.

(Norberto Peixoto/Vovó Maria Conga, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 117/118)


OS FALANGEIROS

A Linha de Direita é composta pelos falangeiros dos Orixás, os Pretos-Velhos, os Caboclos, os Boiadeiros, as Crianças, os Marinheiros, os Baianos, os Orientais, entre outros.

A Linha de Esquerda é o Povo de Rua, os espíritos Guardiões, que são os Exus, as Pombagiras, os Ciganos, os Exus Mirins, as Pombagiras Mirins, os Malandros, entre outros.

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 66/70, 75/78 e 130/131)


Índio Guerreiro

ÍNDIOS  E CABOCLOS

Os caboclos, de maneira geral, são espíritos que se apresentam na forma de índios brasileiros, sul ou norte-americanos, que dispõem de conhecimento milenar do uso de ervas para banhos de limpeza e chás para auxílio à cura das doenças. Não sempre são só curadores, pois também servem na irradiação de Ogum como valentes guerreiros. São entidades simples, diretas, por vezes altivas, como velhos índios guerreiros.

São exímios nas limpezas das carregadas auras humanas e experientes nas desobsessões e nos embates com o Astral inferior.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 128/129)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ANGOLA, por meio do médium Wanderley Oliveira:

Caboclos são considerados espíritos de índios que, após a desencarnação, viraram guias de luz que voltaram para a Terra a fim de prestarem a caridade ao próximo ou almas que assumiram a roupagem fluídica de Caboclo como instrumento de ideal.

São da Linha das Matas. Seus conselhos visam a melhorar o ânimo dos mais necessitados. Geralmente se utilizam de charutos e plantas para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. 

(Wanderley Oliveira /Pai João de Angola – Nota de Rodapé, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, pág. 69)


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ARUANDA (JOÃO COBÚ), por meio do médium Robson Pinheiro:

Os caboclos são exímios manipuladores de energias da natureza, de ectoplasma e bioplasma. Com o método que lhes é próprio, trabalham para auxiliar, como sabem, na recuperação de almas rebeldes e renitentes no mal. Espíritos violentos e grosseiros, de comportamento profundamente desequilibrado ou dementes espiritualmente, são muitas vezes conduzidos para as puxadas numa casa umbandista, onde são realizados os primeiros atendimentos. Depois, você poderá vê-los incorporados numa reunião espírita, recebendo o amparo e o esclarecimento, de acordo com sua necessidade e capacidade de assimilação.

Na umbanda, os processos obsessivos mais violentos são muitas vezes solucionados com a força guerreira dos caboclos.

Devido ao seu forte energismo, ao seu caráter inabalável e às suas experiências de guerra quando encarnados, que desenvolveram neles disciplina férrea, conquistada com mérito, são entidades temidas e respeitadas pelas falanges de espíritos conturbados e pelos marginais do astral inferior.

Quando incorporados em seus médiuns, trazem todo o trejeito de guerreiros, a força e firmeza do jovem e o respeito das experiências adquiridas em anos e anos de lutas ao longo das encarnações. Em essência, esse é o método umbandista, embora haja muitas variações dentro da própria umbanda.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 197/198)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Estamos todos evoluindo ininterruptamente. Realmente, alguns caboclos são diretos e ríspidos em alguns momentos. São índios aguerridos que enfrentam todo o tipo de batalha com entidades de baixíssimo estado evolutivo, violentas, duras e raivosas. Enfrentam as organizações dos lúciferes do Umbral Inferior, resgatam prisioneiros e sofredores muitas vezes em condições extremamente adversas, em locais de grande densidade, quase que materializados e de dificílima movimentação.

Toda ação atuante das falanges da Umbanda é regida pela Lei do Carma e pelo merecimento do socorro oferecido àqueles que são amparados. Como as remoções e desmanchos envolvem grandes comunidades de desencarnados sofredores, seja mago negro ou soldado de organização do mal, as avaliações individuais da situação cómsica dos socorridos são feitas posteriormente nos locais de detenção do Umbral Inferior, que são fortalezas vibratórias da luz crística no meio da escuridão.

Logicamente um caboclo não terá a gentileza de uma freira na sua incursão às regiões trevosas e abismais, pois se assim fosse, o dispensaria da necessidade de apresentação do seu corpo astral como guerreiro indígena. 

Muitas vezes, uma voz rude e áspera denota espírito amoroso e sinceridade, ao contrário do verniz fraterno de mentes controladoras e maquiavélicas, que disfarçam seus verdadeiros sentimentos com a oratória recheada de conhecimento evangélico decorado em anos de estudo, mas com o coração árido de amor. 

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 133)


Pretos e Pretas

PRETOS VELHOS

Os pretos velhos, tanto espíritos de idosos africanos escravizados e trazidos para o Brasil como de negros que nasceram em solo pátrio, são símbolos de sabedoria e humildade, verdadeiros psicólogos de profundo conhecimento dos sofrimentos e das aflições humanas. A todos esses espíritos missionários consolam amorosamente, como faziam antigamente, inclusive nas senzalas, após longo dia de incansável trabalho físico.

A infinita paciência em ouvir as mazelas e choramingas dos consulentes faz dos pretos velhos as entidades mais procuradas nos terreiros. Assim como os caboclos, usam ervas em suas mandingas e mirongas.

Suas rezas e invocações são poderosas.

Com suas cachimbadas e fala matreira, espargem fumaça sobre a pessoa que está recebendo o passe e higienizam as auras com larvas astrais e energias negativas. Com seus rosários e seu grande amor, são notáveis evangelizadores do Cristo e, com muita “felicidade”, doutrinam os obsessores que acompanham os consulentes.

Demonstram que não é o conhecimento intelectual ou a forma racial que vale no atendimento caridoso, mas a manifestação amorosa e sábia, de acordo com a capacidade de entendimento de cada filho de fé que os procura.  

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 129)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Eles penetram nos antros virulentos do umbral ou (…) invadem as bases das sombras, transubstanciam seus corpos espirituais e manipulam as matérias e os fluidos astrais com maestria e extrema competência.

Aliada a essa habilidade, guardam a sabedoria milenar que arquivaram em sua memória espiritual e, disfarçados na aparência perispiritual de pais-velhos, gozam de simplicidade e discrição.

São, muitas vezes, antigos iniciados, sacerdotes ou hierofantes cujo passado está vinculado às remotas civilizações dos atlantes, egípcios, persas e outros mais.

Contudo, preferem o trabalho anônimo a se revelarem em sua verdadeira feição espiritual; sem ostentar seus conhecimetos, camuflam-se na roupagem fluídica de um ancião negro.    

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 170)


Ibejada

CRIANÇAS

As crianças nos trazem alegria e o poder da honestidade, da pureza infantil.

Aparentemente frágeis, têm muita força na magia e atuam em qualquer tipo de trabalho. Essa vibratória serve, também, para elevar a autoestima do corpo mediúnico, após atendimentos em que foram transmutados muita tristeza, mágoa e sofrimento.

Cremos que esta é a linha vibratória mais sutil da Umbanda. Espíritos que se apresentam como crianças chamam-nos a atenção quanto à pureza da alma, necessária para a liberação deste ciclo de reencarnações sucessivas.    

Certa vez, disse-nos um preto velho que, onde uma criança pisa, não tem feitiço que resista e obsessor que não se amanse.     

Essas entidades utilizam-se muito pouco de elementos materiais e, por vezes, de doces e guaranás, que são imantados com suas vibrações e servem como catalisadores das energias curativas – e cada um recebe proporcionalmente à sua necessidade individual. 

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 130, 135/136)


Crianças ou Ibejada são espíritos que incorporam trazendo nomes infantis, expressando-se como uma criança, nos gestos e na inocência das brincadeiras, transmitindo muita alegria. 

Possuem a experiência de várias encarnações, mas com a irreverência e a algazarra das crianças.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

No exercício da caridade desinteressada, as falanges benfeitoras do orixá Yori trazem momentos de resgate da pureza espiritual a todos, pois assim como o estavam ao alcance da aura quilométrica, também dessa forma agem tais entidades.

Por determinações superiores, compartilham suas vibrações sutilizadas, conduzindo todos os circunstantes, médiuns e consulentes, a um momento de felicidade tranquila e serena, qual sentimento de beatitude que arrebatava aqueles que escutavam as doces palavras de alento do Cristo Jesus.

As entidades que labutam na Umbanda na faixa de Yori se apresentam em formas astrais infantis, de crianças, sendo em sua maioria espíritos puros, do bem.  Por intermédio das suas vibrações de pureza e inocência espiritual, imprimem sutilíssimas impressões em todos os que lhes estão no raio de ação. Vinculam-se ao psiquismo dos aparelhos mediúnicos, a fim de lograrem rebaixamento vibracional para realizarem a magia que lhes é destinada.

Conseguem atuar nos sítios energéticos etéricos e astrais da natureza com grande desenvoltura, pois, por serem puros, “crianças espirituais”, estando totalmente desvinculados dos apelos inferiores tão comuns aos filhos retidos no ciclo carnal, são grandes magos junto aos imaculados espíritos da natureza.

Desfazem e neutralizam qualquer energia enfermiça. Por isso, é de uso comum nos terreiros o aforismo popular “o que os filhos das trevas fazem, qualquer criança desfaz para o bem”. 

Essas entidades, quando incorporadas, falam de maneira mansa, dando a impressão de serem infantis, induzindo os ouvintes a resgatarem em si a pureza espiritual há muito esquecida. Muitas provêem de estâncias cósmicas ainda inimagináveis aos filhos na Terra. 

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 171/172)


Orientais

ORIENTAIS

Os orientais se apresentam como hindus, árabes, marroquinos, persas, etíopes, chineses, egípcios e tibetanos, e nos trazem conhecimentos milenares.

São espíritos que encarnaram entre esses povos e que ensinam ciências “ocultas”, cirurgias astrais, projeções da consciência, cromoterapia, magnetismo, entre outras práticas para a caridade que não conseguimos ainda transmitir em palavras.

Por sua alta frequência vibratória, criam poderosos campos de forças para a destruição de templos de feitiçaria e de magia negativas do passado, libertando os espíritos encarnados e desencarnados. Incentivam-nos no caminho da evolução espiritual, por meio do estudo e da meditação; conduzem-nos a encontrar o Cristo interno, por meio do conhecimento das leis divinas aplicadas em nossas atitudes e ações; atuam com intensidade no mental de cada criatura, fortalecendo o discernimento e a consciência crística.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 131/132)


Os Orientais são entidades ligadas às curas e às ciências com profundos conhecimentos esotéricos da antiguidade.

Nessa linha se encontram as falanges de dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios, entre outros.

Levam o encarnado a compreender as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança dos comportamentos que as geram, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados.

São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.  

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


BoiadeirosBaianas

BOIADEIROS, MARINHEIROS E BAIANOS

Quanto às demais formas de apresentação das Entidades na Umbanda, entendemos que fazem parte da diversidade regional desse enorme país, estando de acordo com os agrupamentos terrenos.

Por exemplo: os boiadeiros pertencem a uma falange de espíritos que estão ligados à economia fortemente baseada na agropecuária; os marinheiros se manifestam mais intensamente nas regiões litorâneas que dispõem de portos, como o Rio de Janeiro; os baianos, no Sudeste, com ênfase para o estado de São Paulo, onde sempre foi intensa a migração de nordestinos.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 132/133)


Os Boiadeiros são uma falange de espíritos de luz responsáveis por identificar e capturar quimbas a fim de que eles sejam tratados. 

Essas entidades têm natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, filho de branco com índio ou índio com negro, caracterizado como o caboclo sertanejo: Vaqueiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola.

Expressam a humildade, a força de vontade, a liberdade e a determinação do homem do campo.  

Os Marinheiros atuam no auxílio ao próximo, como guias para desmanche de feitiçaria, na dispersão de fluidos de baixo teor, ajudando a manipular ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléficas.

Seus conselhos, sempre cheios de fé e esperança, trazem bom ânimo e consolação. 

Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentaram guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Os Baianos pertencem à Linha das Almas, a mesma dos Pretos-Velhos.

Possuem uma capacidade de ouvir e de aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente. São carinhosos e passam segurança, mas não são do tipo que toleram desaforos.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 130/131) 


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CIGANOS

Os ciganos são ricos em histórias e lendas. Foram nômades em séculos passados, pertencentes a várias etnias.

Em grande parte são do antigo oriente.

Erroneamente são confundidos com cartomantes ociosas de praças públicas que, por qualquer vintém, leem as vidas passadas. 

São entidades festeiras, amantes da liberdade de expressão, excelentes curadores, trabalham com fogo e minerais. Cultuam a Natureza e apresentam completo desapego às coisas materiais.

São alegres, fiéis, e ótimos orientadores em questões afetivas e de relacionamentos humanos.

Utilizam comumente, nas suas magias, moedas, fitas, pedras, perfumes e outros elementos para a caridade, de acordo com certas datas e dias especiais sob a regência das fases da Lua.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 132)


Os Ciganos são uma falange de trabalhadores espirituais com valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual, tendo em sua origem o trabalho com a natureza, as energias do Oriente, cristais, incensos, pedras energéticas, cores, os quatro sagrados elementos da natureza.

Utilizam-se exclusivamente de magia branca natural, além de banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas.

São muito altivos, assetivos no que falam, seguros de si, do que enxergam e no que acreditam.

(Wanderley Oliveira/Pai João de Angola, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 131) 


Exu

GUARDIÕES (EXUS)

Na Terra, as condensações energéticas formadas pela comunhão de pensamentos seriam nefastas se não houvesse a atuação das vibrações ditas Exus, desfazendo as correntes astral-mentais negativas, que são plasmadas dia e noite sem trégua.

Todavia, indicaremos, de um modo geral, a atuação das entidades ditas exus quando autorizadas dentro da lei de causa e efeito, e com o merecimento conquistado por aqueles que estão sendo amparados por suas falanges: desmancham e neutralizam trabalhos de magia negra, desfazem formas-pensamentos mórbidas, retém espíritos das organizações trevosas e desfazem as habitações dessas cidadelas; removem espíritos doentes que estão vampirizando encarnados; retiram aparelhos parasitas, reconfiguram espíritos deformados em seus corpos astrais; desintegram feitiçarias, amuletos, talismãs e campos de forças diversos que estejam vibrando etericamente; atuam em todo campo da magia necessário para o restabelecimento e equilíbrio existencial dos que estão sendo socorridos.

A espiritualidade como um todo abarca todos vós, e a cada um é dado de acordo com a sua capacidade de entendimento.

Evidente que a sinagoga, a igreja, a loja, o centro, o terreiro ou o templo são meras denominações que localizam os homens em seus ideais espirituais. Nesse sentido, o Exu da Umbanda é o mesmo em todos os lugares.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 67/68, 86/87)


Há muitos espíritos que na Terra tiveram experiência na carreira militar ou em alguma outra função que lhe propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião. Do lado de cá, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência.

Muitos militares do passado, comprometidos com o mau uso do poder e da autoridade, são convocados e convidados a se reeducarem nas falanges dos guardiões, reaprendendo seu papel. Para tanto, defendem as obras da civilização em geral, o patrimônio cultural e as instituições beneméritas. Outros espíritos, que dominaram certos processos e meios de comunicação quando encarnados, são convidados e estimulados a trabalhar nos vários laboratórios e bases de comunicação a serviço dos guardiões.

Generais, guerreiros, soldados, comandantes ou os simples recrutas, das diversas forças armadas da Terra são aproveitados com a experiência que adquiriram. Transcorrido o tempo natural de transição, após a morte física, apresentamos a esses espíritos a oportunidade de se refazerem emocional e moralmente.  

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 118/119)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Na concepção original do termo, não se classifica exu em um tipo de entidade.

É um princípio vibratório que obrigatoriamente participa de tudo. É dinâmico e está em tudo que existe. É a força que impõe o equilíbrio às criaturas que ainda têm carmas negativos a saldar. E, sendo assim, abrange uma enorme parcela no Cosmo imensurável.

Cada um dos filhos tem o seu exu individual. Cada orixá com seus correspondentes vibratórios tem seus exus.

É o exu, o executor das Leis Cósmicas.

A função de exu consiste em solucionar, resolver todos os trabalhos, encontrar os “caminhos” apropriados, “abri-los” ou “fechá-los” e fornecer sua ajuda e poder a fim de mobilizar e desenvolver junto à existência de cada indivíduo a sua situação cármica, bem como as tarefas específicas atribuídas e delegadas a cada um dos guias e protetores.

Infelizmente, existe muita confusão e controvérsia sobre os exus.

Na época mais cruel da escravatura dos negros, muitos fugiam e se abrigavam nas florestas. Esses esconderijos, locais de ajuntamento de escravos fugidos, na mata cerrada, ficaram conhecidos como “mocambos”.

Logo após a alforria dos negros, muitos homens mais destacados na sociedade de outrora começaram a espezinhar os ex-escravos chamando-os de “mocambos”, ou seja, rebaixando-os a fugitivos da lei.

O desdém que se estabeleceu para com esses irmãos foi de tal monta, que vários estabelecimentos comerciais e hospitais das principais capitais da época tinham em suas entradas placas com os dizeres “mocambos metidos a gente não são bem-vindos”, maneira desdenhosa encontrada de afrontar a liberdade que alcançava uma parcela importante para a sociedade da época.

Não muito diferente de outrora, e em igualdade preconceituosa dissimulada, como se tratassem de fugitivos das Leis do Cristo, muitos filhos nos dias de hoje classificam como exus as entidades espirituais que não são bem-vindas; espíritos sofridos, como obsessores de aluguel, que são um tanto violentos pois estão hipnotizados por grande poder mental que os subjuga, e com sérias deformações astrais, que se apresentam nas atividades mediúnicas em algumas casas que apregoam “fora da caridade não há salvação”.

Reconhecemos que há maior exigência dos médiuns e dirigentes nesses casos, mas os filhos não devem esquecer que tais “deformados” e sombrios espíritos são dignos de todo respeito e carinho, devendo ser tratados como “gente” do Cristo Jesus e recepcionados com o coração mais exaltado de amor e júbilo do que nas ocasiões em que os mentores aureolados de luz se fazem presentes, já que são mais necessitados do magnetismo animal para se “recomporem”. Levam a efeito a caridade socorrista como fazia o Divino Mestre na Terra com os leprosos, aleijados, tuberculosos e loucos; a todos, atendendo com amor e dedicação esmerada, sem receio de contágios doentios.

Esses espíritos sofredores foram e são submetidos aos capatazes e torturadores das organizações malévolas e escravizantes do submundo inferior que habitam o Umbral. Verdadeiramente não tem nada a ver com os genuínos exus da Umbanda.  

Embora os espíritos que atuem na egrégora umbandista tenham a denominação de exus, não o são verdadeiramente, pois a vibração de exu em si não se relaciona com o mundo da forma diretamente, mas sim por intermédio de entidades espirituais que atuam como “procuradores” na magia de cada exu, e que se relacionam com as sete vibrações do orixás (…).

São os genuínos exus da Umbanda que garantem a segurança dos trabalhos, mantém a organização e a disciplina e são grandes “combatentes” quando em atividades socorristas e de resgates nas organizações malévolas do Umbral Inferior. 

Os exus da Umbanda não têm nada a ver com espíritos maldosos, embora não sejam o melhor exemplo de delicadeza amorosa aos olhos dos filhos. São espíritos um tanto endurecidos pela excessiva vivência passada nos rituais de enfeitiçamentos da magia negra, pois já foram destemidos magos. 

Têm para si pesados carmas gerados por eles próprios, e evoluem no caminho do bem como todos. Realizam desmanchos e mantém a integridade física, etérica e astral dos médiuns a que se vinculam por compromissos evolutivos mútuos e por fortes laços de ancestralidade, pois ambos já se serviram nos descaminhos da magia usada em proveito próprio e para desgraça de outrem. 

São eficazes “exaustores”, preservando os médiuns de energias deletérias. 

(Norberto Peixoto/Vovó Maria Conga, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 188/194)


SETE, o Guardião das Sombras, por meio do médium Robson Pinheiro:

Exu é uma palavra comum ao vocabulário do candomblé e dos demais cultos de influência africana, usada também em algumas tendas de umbanda. Mas os nomes, em si mesmos, têm a finalidade apenas de nos identificar; não é importante que nos chamem deste ou daquele jeito.

Na umbanda e no candomblé somos chamados de exus, porém, em outras doutrinas ou religiões os nomes mudam. Não faz diferença, somos apenas guardiões a serviço do bem, da justiça e da paz.

De qualquer forma, é interessante observar o sentido original do termo exu, que representa, no contexto da mitologia africana, o princípio negativo do universo, em oposição a orixá, que seria a polaridade positiva.  Os exus são, por outro lado, entidades que atuam como elemento de equilíbrio e de ligação com o aspecto negativo da vida e com os seres que se apresentam como marginais do plano astral.

Na verdade, Exu é uma força da natureza, a contrapartida de Orixá. Tudo é duplo na natureza, tudo possui a polaridade positiva e a negativa: homem e mulher, masculino e feminino, luz e sombra ou yang e yin, na terminologia chinesa.

Assim sendo, para a cultura africana, Orixá representa o lado positivo, enquanto Exu, o lado negativo. Repare: negativo, e não mal; apenas o oposto, a polaridade. Exu é força de equilíbrio da natureza.

Como entidade reencarnante ou como espírito imortal, exu representa a abertura de todos os caminhos e a saída de todos os problemas, Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas, e também é vaidoso e viril.

Ocorre entre nós algo semelhante ao que acontece em um exército, no qual há os militares mais conscientes de suas responsabilidades e também aqueles recentemente alistados, sem consciência tão ampla assim. De um lado, temos os exus superiores, guardiões mais responsáveis, que não se prestam a objetivos frívolos nem compactuam com os chamados despachos ou ebós, recurso compartilhado por ignorantes dos dois planos da vida. De outro, estão os exus menores, aqueles que poderíamos chamar de recrutas, e os guardiões particulares, que, não tendo ainda maiores esclarecimentos, são subordinados ao alto comando. No entanto, todos têm seu livre-arbítrio, e, vez por outra, esses guardiões de vibração inferior entram em sintonia com os homens e médiuns ignorantes, estabelecendo com eles uma ligação energética doentia ou infeliz.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 123/125)


Como algumas formas de apresentação na Umbanda – notadamente as de Pretos Velhos e de Crianças – são “ocupadas” por espíritos que vibram em certas frequências mais sutis, ficam “impedidas” de atuar em determinados sítios vibracionais – de sofrimentos das humanas criaturas encarnadas e desencarnadas e onde se exigem intensos desmanches energéticos, sob pena de se imporem pesados rebaixamentos vibratórios que seriam motivo de esforço desnecessário, pela regularidade exigida nesse tipo de atuação nas lides umbandistas. Para tanto, se utilizam da “serventia” dos Exus como instrumentos e agentes da magia – como se fossem partes, mas cada um na sua faixa de caridade e ação energética, se “complementando” no ideal de amparo e socorro àqueles que fazem jus diante dos tribunais cósmicos. Isso não significa que as entidades Exus sejam menos evoluídas do que as demais e muito menos que não possam existir espíritos iluminados, libertos completamente do ciclo reencarnatório, atuando por amor a nós como Exus. 

Exu, sendo o senhor dos caminhos abertos, transmite o conhecimento e a sabedoria necessários à realização de um bom destino na existência ampla – humana na Terra (Ayê) e espiritual no Plano Astral (Orun). Por isso é aquele que “abre” os caminhos para quem recorre a ele em busca de alívio às suas dores e sofrimentos, quando estão desorientados e confusos, sem senso de direção. Há que se considerar que Exu abre os caminhos, mas não os cria. Os caminhos foram criados antes do espírito reencarnar e pertencem ao seu programa de vida, à cabaça da existência espiritual. Ou seja, Exu abre e mostra os caminhos, mas não dá os passos por ninguém, pois cada um deve aprender a caminhar com seus próprios pés. Logo, Exu não facilita nem prejudica, ele “simplesmente” é executor do destino, doa a quem doer, o que, por vezes, o faz ser incompreendido.

Exu “transita no mundo dos mortos” e age em nosso auxílio. Devemos compreender que a morte não é só física, cadavérica, com cemitérios e ritos fúnebres.

A atuação de Exu nos processos de morte se refere à renovação, pois tudo no universo humano tem um início e um fim: fatos, projetos, circunstâncias, conflitos – são ciclos que nascem e morrem.

Há que se esclarecer que Exu zela por valores éticos e reconhece o poder de melhoramento dos seres humanos. Todavia, apoia e favorece as mudanças pessoais, indispensáveis à prática de virtudes que alicerçam o bom caráter. Quando isso está ausente, Exu não aprecia e não apoia, pois a indisciplina e a desorganização não fazem parte de sua ação. Ao contrário, ele retifica, faz a sombra vir à tona para o indivíduo se aprumar, mesmo que aparentemente isso possa parecer maldoso, pois Exu, acima de tudo, é justo, doa a quem doer. 

Há de se ter bem claro que Exu não faz mal a ninguém, ao menos os verdadeiros. Quanto aos espíritos embusteiros e mistificadores que estão por aí, encontram sintonia em mentes desavisadas e sedentas por facilidades de todas as ordens.

Os Exus atuam diretamente no nosso lado sombra e são os grandes agentes de assepsia das zonas umbralinas. Em seus trabalhos, cortam demandas, desfazem feitiçarias e magias negativas feitas por espíritos malignos, em conluio com encarnados que usam a mediunidade para fins nefastos. Auxiliam nas descargas, retirando os espíritos obsessores e encaminhando-os para entrepostos socorristas nas zonas de luz no Astral, a fim de que possam cumprir suas etapas evolutivas em lugares de menos sofrimento.

Todo espírito guardião é um Exu, mas nem todo Exu é um guardião. As entidades Exus têm múltiplas funções e uma delas é guardar os caminhos, as encruzilhadas vibratórias, os portais dimensionais.

Constituem uma força Astral nada desprezível e organizam-se à semelhança de um exército, com seus diversos departamentos hierárquicos. Há necessidade de se estabelecer ordem e disciplina em todos os domínios do Universo. Dessa forma, a falange dos guardiões desempenha uma função de zelar pela harmonia, a fim de evitar o caos no mundo Astral terrícola. Reflitamos que a presença de representantes da ordem atuando como forças disciplinadoras nas regiões inferiores é imprescindível, se levado em conta o estado atual da evolução planetária. Poderíamos imaginar como seriam nossas atividades espirituais sem a dedicação e o trabalho dos Exus guardiões? Imaginemos ruas, quadras, bairros, cidades ou países sem policiamento, sem disciplina, sem ordem alguma…

Existem barreiras magnéticas de proteção e falanges espirituais zelando pelos desligamentos. Consideremos que as tumbas mortuárias são quase inexpugnáveis, salvo nos casos em que são permitidas as violações no Astral. Tenhamos em mente que determinados espíritos, suicidas indiretos (como os alcoolistas, os viciados em drogas e os motoristas que ultrapassaram os limites de segurança e acabaram morrendo prematuramente), não cumpriram o prazo necessário de permanência nos corpos físicos, já que vieram programados com um quantum de energia para “x” anos de vida. Quando interrompem essa programação, mesmo que inconscientemente, têm de cumprir o prazo de vida restante ficando seus perispíritos “grudados” nos despojos carnais, ou seja, não serão desligados dos restos cadavéricos até que expire o tempo de vida que ainda teriam que viver. Nesses casos, os Exus de cemitérios – de calunga – zelarão pela integridade das tumbas mortuárias, como também acompanharão e assistirão de perto os desligamentos daqueles que têm merecimento.  

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 23, 25, 36, 111, 124/125, 131/132)


Bombogira

BOMBOGIRA

A Bombogira, na Umbanda, é a contraparte feminina de Exu. Originalmente, na estrutura cosmogônica nagô, Exu é masculino, não existindo Exu feminino. Ocorre que a Umbanda sofreu influência também de origem bantu – Angola -, que tem divindades chamadas inquices (nkise), entre elas Aluvaiá, Bombogira, Vangira, Pambu Njila.

Naturalmente, por associação, a Umbanda, tendo surgido no estado do Rio de Janeiro, de forte influência africana bantu, foi absorvendo em seu panteão a figura de Bombogira, dando oportunidade a uma plêiade de espíritos comprometida em se manifestar na polaridade feminina – mulheres – vir a trabalhar no mediunismo.

Entendemos a Bombogira como mensageira junto aos Orixás femininos, trabalhando na magia que envolve principalmente aspectos a serem ajustados por desequilíbrio das humanas criaturas: abortos, traições amorosas, feitiços sexuais… O fato de algumas dessas entidades, em seu passado, terem sido prostitutas não as desmerece, assim como Maria de Magdala (Maria Madalena) foi a grande apóstola de Jesus.

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 152/153)


As “Pombagiras” são entidades vistas como a personificação das forças da natureza.

Ela equivale à força feminina de exu, especializada em amor e relacionamentos por ser a Orixá do desejo e dos estímulos.  Têm personalidade forte, são poderosas…

(Wanderley Oliveira, Guardiões do Carma – A Missão dos Exus na Terra, Dufaux Editora, 1ª edição, Belo Horizonte/MG – 2017, p. 22 – nota de rodapé) 


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 17.05.2018