APOMETRIA

FLEUR DE LYS

APOMETRIA

Apometria é Amor


 HISTÓRICO E CONCEITO

José Lacerda de Azevedo
Dr. José Lacerda de Azevedo

Em 1965, veio a Porto Alegre, o Dr. Luiz Rodrigues, cidadão porto-riquenho, de profissão farmacêutico-bioquímico, residente no Rio de Janeiro, onde desenvolvia estudos sobre o psiquismo.

O Dr. Rodrigues contatou com o Sr. Conrado R. Ferrari, então Diretor Presidente do HEPA (Hospital Espírita de Porto Alegre) e apresentou-lhe uma nova técnica de desdobramento e atendimento no mundo espiritual a qual ele denominava Hipnometria.

Demonstrou a um grupo de espíritas eminentes que, mediante uma contagem acompanhada de impulsos magnéticos dirigidos pela mente e com fim nobre, era possível provocar desdobramento espiritual de médiuns ou de pessoas comuns, e conduzi-los a hospitais do mundo espiritual para atendimento de patologias diversas.

Dr. José Lacerda de Azevedo, nascido em 12.6.1919 (1919 – 1999), formado em medicina pela UFRGS em 1951, cirurgião, ginecologista e, mais tarde, clínico geral renomado, homem de sólida cultura, com conhecimentos aprofundados em Matemática, Física, Química, Botânica, História Geral, História da França, História do Cristianismo, História da I e II Guerras Mundiais, foi o responsável pelo desenvolvimento e fundamentação científica da Apometria. Dr. Lacerda tinha formação e vivência espírita desde a juventude.

Dr. Lacerda de Azevedo adotou o termo Apometria (do grego “apo” = além de, separar, e “metron” = medida), por entender que o termo Hipnometria era impróprio por dar a ideia de hipnose, que não tem qualquer relação com as técnicas de Apometria.

A Apometria é um conjunto de procedimentos terapêuticos, fundamentados em leis, organizados por Dr. José Lacerda de Azevedo, em 1965, no Hospital Espírita em Porto Alegre, RS, ampliados e desenvolvidos por seus seguidores.

Trata-se de uma técnica anímica que faculta, por intermédio da sintonia mental, o acesso aos registros do agregado perispiritual e, através da incorporação, tratar as desarmonias psíquicas e espirituais (personalidades negativas dissociadas da consciência, desarmonias provocadas por espíritos, e distúrbios da mediunidade).

(J. S. Godinho, Iniciação Apométrica, Terapêutica Medianímica, 4ª ed., Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 39/40 e 46)


Imediatamente, o Dr. José Lacerda testou a metodologia com dona Yolanda, sua esposa e médium de grande sensibilidade.

Utilizando uma criteriosa metodologia, aliada à sua sólida formação doutrinária e à observação constante dos fenômenos, aprimorou solidamente a técnica inicial (Hipnometria), designando-a por “Apometria”.

Identificou-se, na época, um grande complexo hospitalar na dimensão espiritual, denominado Hospital Amor e Caridade, de onde partiam o auxílio e a cobertura aos trabalhos assistenciais dirigidos por ele, para sanar os “distúrbios espirituais”.

A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 15/16)


 OBJETIVOS DA APOMETRIA

Resumimos, nesta obra restrita, grande cópia de experimentos de todo tipo com esses homens imateriais, tendo por objetivo, em primeiro lugar, anular a ação maléfica e predatória de algumas dessas criaturas desencarnadas sobre o comum dos mortais.

Nessa tentativa caridosa adquirimos condições de capturar almas dedicadas ao mal, tratá-las dos males e das deformidades de que eram portadoras, orientá-las e conduzi-las para locais preparados para recebê-las.

O tratamento espiritual dos males físicos dar-se-á através do corpo magnético – o corpo etérico – transformando inteiramente a medicina oficial futura.

No momento presente, temos a satisfação de apresentar aos leitores, estudiosos e praticantes do Espiritismo, uma nova forma de abordagem do problema de relacionamento dos espíritos com os homens carnais. O processo clássico inverteu-se. Agora nós é que vamos abordar o mundo astral de maneira volitiva, dinâmica e objetiva. 

Deixamos a passividade sonolenta das sessões espíritas convencionais e assumimos o comando das ações, abrindo todo um mundo novo de possibilidades insuspeitadas no relacionamento entre nossos dois planos.

Ao mesmo tempo, podemos capturar obsessores, malfeitores, “exus”, delinquentes de toda ordem, assim como subjugar os temíveis magos negros e neutralizar exércitos arregimentados para a prática de toda espécie de atrocidades.

E não é só a captura dessas entidades dedicadas ao mal que vale, pois podemos, também, destruir suas bem-organizadas bases operacionais do Umbral, verdadeiras fortalezas, donde partem para suas ações nefastas, grandes levas de malfeitores, através da emissão, da nossa parte, de poderosos fluxos de energia altamente destrutivos para essas organizações.

Igualmente, por meio dessas forças manipuladas pela mente, costumamos anular os “trabalhos” de imantação magnética inferior da magia negra, fixadas em objetos, amuletos, vestes da criatura magiada, bem assim como os alimentos que, sub-repticiamente, dão para a pessoa visada ingerir. 

Trata-se, realmente, de uma guerra. A guerra contra as Trevas que querem apossar-se integralmente do Planeta; guerra contra o mal organizado do mundo espiritual inferior, sobretudo agora, que esses seres espiritualmente inferiores estão sendo “libertados por um pouco de tempo”, conforme o Apocalipse.

Faz-se urgente, portanto, empreender ações muito mais efetivas e objetivas de parte dos trabalhadores encarnados com os espíritos, de maneira a minimizar os efeitos do mal sobre a sociedade atual.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 13, 28, e 39 a 41)


REGRA DE OURO DA APOMETRIA: AMOR

Amor

Como fundamento de todo esse trabalho – como, de resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o alicerce. Sempre.

As técnicas que apontamos são eficientes, não temos dúvidas.

O controle dessas energias sutis é fascinante, reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós.

Mas se tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais: ao lado da caridade, e como consequência natural dela, deverá se fazer presente a humildade, a disposição de servir no anonimato. Se faltar amor e disposição de servir pelo prazer de servir, corremos perigo de incorrer na má aplicação das técnicas e do próprio caudal de energia cósmica, tornando-nos satânicos por discordância com a Harmonia Universal.

Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos, somente através dela, experimentadores e operadores podem desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos secretos da Natureza, com adequada utilização dessas “forças desconhecidas”.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 153)


A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 16)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Mesmo que o conhecimento da apometria capacite tecnicamente os centros e suas equipes mediúnicas a soluiconar certos problemas ligados às obsessões complexas, sem conscientização e espírito de pesquisa a técnica falhará, cedo ou tarde.

É preciso colocar coração, vida e motivação superior no trabalho; em outras palavras, amor.

Sem isso, as campanhas do quilo e os passes espíritas ou os rituais e as benzeções da umbanda serão meras muletas psicológicas; práticas repetidas como se fossem fórmulas santificadoras, mas destituídas de eficácia.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 167)


LEIS DA APOMETRIA

PRIMEIRA LEI: Lei do Desdobramento Espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.

Técnica: Nesta lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos, a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões.

A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através da contagem em voz alta – tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete – ou seja, contagem de um a sete.


SEGUNDA LEI: Lei do Acoplamento Físico.

Enunciado: Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada (o comando, se acompanhando de contagem progressiva), dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico.

Técnica: Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiramente a sua volta para perto do corpo físico. Em seguida, projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo em que se comanda a reintegração no corpo físico.

Caso não seja completada a reintegração, a pessoa sente tonturas, mal-estar ou sensação de vazio, que pode durar algumas horas. Via de regra há reintegração espontânea e em poucos minutos (mesmo sem comando); não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce atração automática sobre o corpo astral. Apesar disso, não se deve deixar uma pessoa desdobrada, ou, mesmo, mal acoplada, para evitar ocorrência de indisposições de qualquer natureza, ainda que passageiras. Assim, ao menor sintoma de que o acoplamento não tenha sido perfeito, ou mesmo que se suspeite disso, convém repetir o comando de acoplamento e fazer nova contagem.

Pelo que observamos em milhares de casos, bastam sete a dez impulsos de energia (contagem de um a sete, ou dez) para que se opere tanto o desdobramento como a reintegração no corpo físico.


TERCEIRA LEI: Lei da Ação à Distância pelo Espírito Desdobrado (Lei das Viagens Astrais).

Enunciado: Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado.

Técnica: Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo em que se emite energia com contagem lenta. Ele se desloca, seguindo os pulsos da contagem, até atingir o local estabelecido. Como permanece com a visão psíquica, transmite, de lá, descrições fiéis de ambientes físicos e espirituais, nestes últimos se incluindo a eventual ação de espíritos sobre encarnados.

Esse tipo de desdobramento exige certos cuidados com o corpo físico do médium, que deve ficar em repouso – evitando-se até mesmo que seja tocado.


QUARTA LEI: Lei da Formação dos Campos de Força.

Enunciado: Toda vez que mentalizamos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos através da contagem, formar-se-ão campos de força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador imaginou.

Técnica: Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo de força simples, duplo ou triplo, e com frequências diferentes – conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar essa técnica para proteger ambientes de trabalho e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes.


QUINTA LEI: Lei da Revitalização dos Médiuns.

Enunciado: Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado.

Técnica: Pensamos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo físico para o organismo físico do médium ou colocamos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo uma contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital – oriunda de nosso próprio metabolismo – é transferida de nosso corpo para o médium.


SEXTA LEI: Lei da Condução do Espírito Desdobrado, de Paciente Encarnado, para os Planos Mais Altos, em Hospitais do Astral.

Enunciado: Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias magnéticas*.

* Peia é prisão de corda ou ferro que segura os pés das bestas.

Técnica: É comum desdobrar-se um paciente, a fim de conduzi-lo ao plano astral superior (para tratamento em hospitais) e encontrá-lo, já fora do corpo, completamente envolvido em sudários aderidos ao seu corpo astral, laços, amarras e toda a sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores interessados em prejudicá-lo. Nesses casos, é necessária uma limpeza perfeita do corpo astral do paciente, o que pode ser feito, e de modo muito rápido, pelos espíritos dos médiuns desdobrados. Se estes não puderem desfazer os nós ou não conseguirem retirar esses incômodos obstáculos, o trabalho será feito pelos socorristas que nos assistem.


SÉTIMA LEI: Lei da Ação dos Espíritos Desencarnados Socorristas sobre os Pacientes Desdobrados.

Enunciado: Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, dessa forma, se encontram na mesma dimensão espacial.

Técnica: Estando os pacientes no mesmo universo dimensional dos espíritos protetores (médicos, técnicos e outros trabalhadores), estes agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos tendem a ser mais precisos, e as operações cirúrgicas astrais também são facilitadas, pois quase sempre o espírito do paciente é conduzido a hospitais do astral que dispõem de abundante equipamento, recursos altamente especializados, com emprego de técnicas médicas muito aperfeiçoadas.

A Apometria, desdobrando os pacientes para serem tratados, concorre decisivamente para o êxito de seu tratamento espiritual – e poderá constituir-se em importante esteio no tratamento dos espíritos.


OITAVA LEI: Lei do Ajustamento de Sintonia Vibratória dos Espíritos Desencarnados com o Médium ou com Outros Espíritos Desencarnados, ou de Ajustamento de Sintonia Destes com o Ambiente para Onde, Momentaneamente, Forem Enviados.

Enunciado: Pode-se fazer ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou com espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes.

Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo em que se comanda a ligação psíquica.

Por essa técnica, estabelece-se a sintonia vibratória entre sensitivo e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação.

Se o espírito visitante tiver padrão vibratório muito baixo ou se estiver sofrendo muito, o médium baixa sua tônica vibratória ao nível da entidade e fica nessa situação até que ela se retire. Tão logo aconteça a desincorporação, devemos elevar o padrão vibratório do médium. Se isso não for feito, o sensitivo ficará ainda por algum tempo sofrendo as limitações que o espírito tinha, manifestando sensações de angústia, opressão, mal-estar, etc., em tudo semelhante às da entidade manifestada.

 

Em trabalhos de desobsessão, as circunstâncias muitas vezes fazem com que seja necessário levar espíritos rebeldes a confrontar-se com situações constrangedoras do Passado ou Futuro, de modo a esclarecê-los. Esses nossos irmãos revoltados costumam não aceitar esse constrangimento, talvez porque não queiram se reconhecer como personagens dos dramas escabrosos que lhes são mostrados – avessos que são às admoestações, ainda que amoráveis. Nesses casos, procuramos fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no Passado, para que possam bem compreender a desarmonia que geraram e suas conseqüências. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia estabelece-se. E haverá de permanecer até que o campo vibratório se desfaça, por ordem do operador, com a volta da entidade ao Presente. Quando isso ocorrer, nosso irmão revoltado pacificar-se-á, completamente esclarecido. Não poderia ser de outra forma: a transformação espiritual é automática quando ele vê as cenas e as sente, revivendo-as. A visão do encadeamento kármico implica iluminação instantânea.


NONA LEI: Lei do Deslocamento de um Espírito no Espaço e no Tempo.

Enunciado: Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do Passado, acompanhando-o de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no Tempo à época do Passado que lhe foi determinada.

Técnica: Costumamos fazer o espírito regressar ao Passado, para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel e outros eventos anteriores à existência atual, no objetivo de esclarecê-lo sobre as leis da Vida. Há ocasiões em que temos que lhe mostrar as injunções divinas que o obrigam a viver em companhia de desafetos, para que aconteça a harmonização com eles, além de outras consequências benéficas a sua evolução.

O conhecimento, aqui ou no plano espiritual, é Luz. Tão logo se esclarece, sentindo, sobre o funcionamento da Lei do Karma, qualquer sofredor desencarnado dá um passo decisivo em sua evolução, pois se elucidam suas dolorosas vivências passadas com todo o cortejo dos não menos dolorosos efeitos.

Também usamos técnica, e com grande proveito, para conduzir magos negros ao Passado, a fim de anular os campos energéticos que receberam em cerimônias de iniciações em templos.


DÉCIMA LEI: Lei da Dissociação do Espaço-Tempo.

Enunciado: Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico kármico (km) negativo – ficando, imediatamente, sob a ação de toda a energia km de que é portador.

Técnica: Chamamos de km o peso específico do karma do indivíduo, isto é, a energia kármica negativa de que está carregado. Constitui a massa kármica a resgatar, de uma determinada pessoa; por ser assim individual, consideramo-la específica. O fator m indica a massa maléfica desarmônica.

Essa lei é importante porque nela se baseia uma técnica para tratamento de obsessores simples, mas renitentes.

Observamos que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo, dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons nos átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, mas, sim, por saltos, até que consegue instalar-se num espaço do futuro hostil (Espaço frequentemente ocupado por seres horrendos, compatíveis com a frequência vibratória do recém-chegado viajante).

Nesses casos de dissociação do Espaço-Tempo, ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o Tempo, a carga kármica a resgatar – que normalmente seria distribuída ao longo do Tempo, 300 anos, por exemplo – fica acumulada, toda ela e de uma só vez, sobre o espírito. Essa é a causa da sensação de terrível opressão de que começa a se queixar. Desse incômodo, mas momentâneo mal-estar podemos nos servir, apresentando-o como prova das consequências dos seus atos e de sua repercussão negativa na harmonia cósmica.

A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas, por pulsos rítmicos e através de contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo em que se lhe dá ordem de saltar para o Futuro (Essa técnica só deve ser usada em espíritos desencarnados, visando a esclarecê-los).

O salto quântico acontece imediatamente, e o espírito passa a se ver no novo ambiente, sentindo-lhe a profunda hostilidade. Dá-se o abrupto encontro com toda a massa kármica negativa, com grande incômodo para o culpado.

Devemos ter muito cuidado com o espírito durante esse encontro. Se o desligarmos do médium de repente, sem preparação, será literalmente esmagado pelo campo energético acumulado. Seu corpo sofrerá destruição, transformando-se em “ovóide”. Para desligar o espírito do médium, devemos fazê-lo, antes, retornar lentamente para a época presente.

Esse processo é fácil de ser entendido. Ao ser projetado para o futuro, o espírito passa a viver em uma nova equação de Tempo, de vez que o futuro ainda não foi vivido por ele, mas seu karma negativo (km) continua a sobrecarregá-lo. Como esse km ainda não foi resgatado, também não foi distribuído ao longo do Tempo, fica condensado e acumulado sobre seu corpo astral, comprimindo-o. Se, de repente, o desligarmos do médium, toda a massa negativa (ainda não espalhada em outras encarnações) precipita-se sobre ele de uma vez só. E ei-lo reduzido a “ovóide”.

Explicamos melhor. É como se esse espírito possuísse um caminhão de tijolos a ser descarregado ao longo de sucessivos amanhãs, mas que tivesse atirada toda essa carga de uma vez, sobre sua cabeça – por acidente. O esmagamento seria inevitável.


DÉCIMA PRIMEIRA LEI: Lei da Ação Telúrica sobre os Espíritos Desencarnados que Evitam a Reencarnação. 

Enunciado: Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

Técnica: A adaptação ao meio é da dinâmica da Vida. Dela, de seus vários níveis de complexidade e degraus evolutivos, se ocupam as ciências biológicas. Mas a fonte da Vida é o Espírito. E o meio do Espírito é a Eternidade. Cada vez que reencarna – mergulhando num determinado Tempo do Planeta, de um certo país, de uma comunidade, família e humanos com quem irá conviver – a cada nova germinação na Matéria, o Espírito tem um reencontro com cósmicas e eternas opções. Ou evolui, aumentando a Luz de si mesmo, que conquistou através de anteriores experiências na noite dos tempos, ou involui, fabricando suas próprias sombras e as dores e horrores que terá de suportar para reajustar-se à Harmonia Cósmica, que perturbou. De tempos em tempos, de ciclo em ciclo, passos grandes ou pequenos vão sendo dados. E o Espírito sempre avança, embora eventuais retrocessos.

Quando um ser humano se atira a variados crimes, perversões e vícios, de modo a retroceder alguns degraus na evolução, sabe-se que ele sentirá, ao desencarnar, todo o fardo das consequências. Seu espírito tomará forma adequada ao meio que ele próprio se construiu: terá um corpo astral degradado, disforme, monstruoso.

Mas tais fenômenos de deterioração da forma, sendo relativamente rápidos, também são passageiros. Vistos da Eternidade, têm a duração de uma moléstia curável. O espírito, mais tempo ou menos tempo, reintegra-se ao fluxo reencarnatório e, assim, vivendo e morrendo, vivendo e morrendo, reconquista o Caminho perdido.

Muito mais séria – porque irreversível – é a pavorosa deformação que sofrem os espíritos que transgridem sistematicamente a Lei da Reencarnação. Não é fenômeno comum, pois somente entidades sumamente negativas, e dotadas de mente poderosa – como, por exemplo, os magos negros – têm condições e temeridades bastantes para desprezar e recusar a Vida.

Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das reencarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnantes, as experiências na carne; quem prefere as ilusões do Poder, através do domínio tirânico de seres encarnados ou desencarnados (ou de vastas regiões do astral inferior), aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta. E afunda-se nele, em trágico retrocesso.

Esse fenômeno só acontece com espíritos detentores de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos. Espíritos inteligentes, de grande poder mental, mas inferiores, pois ainda sujeitos à roda das encarnações e dependentes delas para subir na escala evolutiva. Nos espíritos superiores que, por mérito evolutivo, não mais precisam encarnar, esse tipo de degradação jamais acontece.  Eles estão redentos: escapam ao magnetismo do Planeta, em razão do grau de desmaterialização que já atingiram.


DÉCIMA SEGUNDA LEI: Lei do Choque do Tempo.

Enunciado: Toda vez que levarmos ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação do Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da sequência do Tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado.

O deslocamento cria tensão de energia potencial entre a situação e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece; apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação ambiental que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, sai do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão espaço-temporal. Recebe em cheio, então, a energia potencial criada pelo deslocamento. Essa energia é suficientemente forte para destruir sua estrutura astral, através do choque que se produz. E ele se reduz a ovóide, vestido apenas de suas estruturas espirituais superiores: corpo átmico, búdico e mental superior.

Para que um espírito não sofra tal agressão quando submetido a tratamentos no Passado, é necessário trazê-lo lentamente de volta ao Presente, através de contagem regressiva.

Técnica: É a mesma descrita em leis anteriores: emprego de pulsos energéticos através de contagem.


DÉCIMA TERCEIRA LEI: Lei da Influência dos Espíritos Desencarnados, em Sofrimento, Vivendo ainda no Passado, sobre o Presente dos Doentes Obsidiados.

Enunciado: Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora.

Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos.

Nunca se deve esquecer que obsessor, ou qualquer sofredor, só se atende uma única vez. Se bem feito o tratamento, com assistência espiritual devida, todos os espíritos malfazejos são retirados definitivamente – num único contato. Deixar obsessores soltos, após breve esclarecimento evangélico (como se faz em sessões kardecistas), é um erro. Não é com um simples diálogo de alguns minutos que se demovem perseguidores renitentes (ou magos negros). Reafirmamos: esse procedimento clássico torna o trabalho inócuo. E até prejudicial.

A remoção de todos esses seres pode ser feita em algumas sessões.

Se o doente, depois, não apresentar melhoras definitivas, devemos dar início ao estudo de suas encarnações anteriores. Para tanto, abrimos a frequência dessas encarnações, para atendimento aos espíritos que estacionaram no Tempo. Todos eles, quase sempre, são profundos sofredores. Alguns ainda se encontram acorrentados em masmorras, outros vivem em cavernas ou se escondem em bosques, temerosos, famintos, esfarrapados. Eles maldizem quem os prejudicou, formando campos magnéticos de ódio, desespero e dor, profundamente prejudiciais.

Quando o enfermo encarnado recebe o alívio que se segue ao afastamento dos espíritos mais próximos – os que estão na atual encarnação – esse alívio não se consolida, porque as faixas vibratórias de baixa frequência, oriundas do Passado, refluem e se tornam presentes, por ressonância vibratória.  O enfermo encarnado, partícipe ou causante daqueles passados barbarismos, continua a receber as emanações dessas faixas de dor e ódio. Sente, também ele, íntima e indefinida angústia, sofrimento, desespero. E somente terá paz se o Passado for passado a limpo.

De encarnação a encarnação, vai-se limpando essas faixas do Passado. Espíritos enfermos, dementados e torturados, são recolhidos para o Tempo presente e internados em Casas de Caridade do astral, para tratamento eficiente. E ao final, quando o enfermo encarnado manifesta sinais de que sua cura se consolida, o persistente trabalho de desobsessão – aprofundando-se no Passado – terá conduzido à regeneração e à Luz centenas, quando não milhares de irmãos desencarnados*.

* Vale citar, novamente, que o paciente necessita colaborar com o tratamento, seguindo as orientações que lhe são dadas, com o objetivo de se instruir e evangelizar. A reforma íntima é sempre o melhor remédio.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 170/194)


 TÉCNICAS APOMÉTRICAS

Para ilustração do leitor, arrolamos algumas dessas técnicas e procedimentos:

  • Apometria
  • Acoplamento do espírito desdobrado
  • Dialimetria
  • Pneumiatria
  • Despolarização dos estímulos da memória
  • Viagens astrais sob comando
  • Técnica de sintonia psíquica com os espíritos
  • Incorporação entre vivos
  • Dissociação do Espaço-Tempo
  • Técnica de impregnação magnética mental com imagens positivas
  • Regressão no Espaço e no Tempo
  • Técnica de mobilização de energias para os espíritos operadores
  • Técnica de revitalização dos médiuns
  • Teurgia
  • Tratamentos especiais para magos negros
  • Tratamento de espíritos em Templos do Passado
  • Utilização dos espíritos da natureza
  • Esterilização espiritual do ambiente de trabalho
  • Técnica de condução dos espíritos encarnados, desdobrados, para hospitais do astral
  • O médium como transdutor-modulador
  • Diagnósticos psíquicos – telemnese
  • Imposição das mãos – magnetização curativa
  • Passes magnéticos
  • Cura das lesões no corpo astral dos espíritos desencarnados
  • Técnica de mobilização de energia cósmica
  • Técnica de emissão de energia à distância
  • Cirurgias astrais
  • Técnica de destruição de bases astrais maléficas
  • Técnica de inversão dos “spins” dos elétrons do corpo astral de espíritos desencarnados
  • Materialização de objetos no plano astral
  • Queima de objetos no plano astral
  • Cromoterapia no plano astral
  • Estudo do mediunismo à luz da Física Quântica
  • Campos de força (tetraédricos/gravitacionais)
  • Arquecriptognosia

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 347/348)


 O PODER DA MENTE (FORÇA DO PENSAMENTO)

Poder da Mente

Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. (…) Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. (…) Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.

(Allan Kardec, A Gênese, Cap. 14, item 14)


Livre no reservatório do Espaço, a infinita energia cósmica está permanentemente a nossa disposição.

Apesar disso, essa inesgotável energia constitui uma força em estado potencial, infinito campo de algo que escapa ao nosso entendimento: energia em repouso, altamente moldável, sensível às forças que tiveram atuação sobre ela. E a mente, a mente sob ação da vontade, é a ferramenta operatriz que move, molda e direciona – com ilimitado poder – a energia desse oceano infinito.

Se o operador, em consciente ação volitiva, comandar mentalmente a aglutinação dessa energia, chegará o momento em que há de acontecer um acúmulo ou intensificação dessa potencialidade (com geração de um estado de desequilíbrio em relação ao meio), e a energia estará pronta para ser projetada, moldada, ou manipulada da forma que bem se desejar, de modo a criar as coisas. Se, por exemplo, desejarmos criar alimento para saciar um espírito esfomeado, bastará projetar o pensamento sobre o infinito oceano de energia e retirar dele “algo” que, condensado pela vontade, se transformará nas iguarias que desejarmos servir

É assim, exatamente assim, que espíritos superiores constroem casas, mobiliários, veículos, etc., no mundo astral. 

Mas observemos que todas as nossas realizações têm origem na mente; tudo é sempre, antes, fruto de nossa imaginação, e se concretiza por ato de vontade.

No nosso mundo físico, tudo leva mais tempo para ser construído, pois é preciso vencer a matéria e a inércia de sua massa. No astral, tudo se faz rapidamente.   

A mente, portanto, é uma das forças de que se utiliza a técnica apométrica. Ou melhor, uma usina de força.

Com essa fonte de energia a sua disposição (porque seu próprio corpo), o operador apométrico pode formar poderosos campos de força magnéticos para contenção de espíritos rebeldes, dementados e levas de malfeitores astrais. Como outro exemplo, apontamos o fornecimento dessa energia física a médiuns desdobrados, impelindo-os em viagens astrais no cumprimento de missões.

Ao se condensar o plasma cósmico (talvez seja esta a melhor denominação para a energia cósmica indiferenciada, Espaço), um rebaixamento de frequência produz-se em sua massa, de modo que esse plasma, já agora transformado em energia radiante por ação da energia grosseira desfechada pelo corpo físico, através do ato de vontade, passa a funcionar como onda portadora; tornando-se fluxo contínuo, sob comando da mente orientada pela vontade.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 144/146, e 153/155)


A Apometria, como já dissemos, consiste, fundamentalmente, na utilização da força do pensamento. Força essa, que é capaz de deslocar quantidades significativas de energia sob o comando e o controle do mentalista, realizando, assim, um trabalho capaz de produzir o que deseja e o que imagina por determinação firme de uma vontade disciplinada.

O pensamento tem no fluido universal o meio condutor de que se serve através do qual alcança e realiza tudo o que foi almejado pela mente que lhe deu origem. Não está sujeito às limitações do espaço e do tempo, tal como conhecemos, mas aos limites da capacidade e da imaginação da mente que o produz e o irradia. O que for pacientemente idealizado, mais dia ou menos dia, será plasmado e o alvo que foi focalizado pelo pensamento projetado será alcançado.

Temos, então, que a força do pensamento é diretamente proporcional à quantidade de energia que o mentalista é capaz de dinamizar. A imaginação, o sentimento, a vontade e a concentração são importantes atributos da energia do pensamento e indissociáveis dela.

Já dissemos que o pensamento é uma força que tem um ponto de aplicação, direção e sentido. Agora reforçamos que o comando é uma ordem de uma vontade capaz de deslocar e de pôr em movimento quantidades significativas de energia para um determinado fim.

Uma mente serena e disciplinada pode se concentrar nos detalhes de sua criação, lançando de si a imagem que idealizou para que se projete com toda a clareza e nitidez com que foi concebida. Uma mente preocupada com conflitos internos ou externos não conseguirá se concentrar adequadamente nos detalhes da criação pretendida. Um grupo de atendimento, formado por pessoas nessas condições, ao se unir para uma produção conjunta obterá uma criação incompleta e fragmentada, muito aquém do que a espiritualidade espera.

Na formação dos campos de força para qualquer aplicação, a presença de energias densas, assim como a ação das forças telúricas sempre presentes, são obstáculos reais para a constituição deles. A força aplicada pelo dirigente terá que vencer todos esses obstáculos oferecidos pelas forças que se opõem à constituição das proteções necessárias.

A força impulsiva, de que nos fala Kardec, é a força de vontade de quem opera posta em ação na dinamização das próprias energias anímicas.

Quando uma ordem de comando para uma dada formação ideoplástica se apoiar na força mental de mais de um servidor, poderemos ter a surpresa de ver que a projeção resultante não corresponde à imagem idealizada por aquele que deu a ordem. A falta de concentração e de conhecimento prévio do que se deseja projetar como já foi discutido, constitui-se num obstáculo real nos processos de ação e criação mental conjunta.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 196/197, 199 e 327)


Pensamentos repetitivos de preocupações, ressentimentos e mortificações resultam em regiões estagnadas do corpo mental, formando áreas de verdadeiras feridas mentais e dificultando a circulação de energia. Pessoas dotadas de tais pensamentos ficam prisioneiras das próprias ruminações mentais, resultando em muitas doenças psicossomáticas, além de serem campos férteis para atrações de entidades astrais, culminando em processos obsessivos.

O pensamento tem força, podendo chegar a grandes distâncias ou criar uma atmosfera psíquica capaz de influir no corpo mental de pessoas suscetíveis e ambientes. Quanto mais nítido, forte e constante o pensamento, maior seu poder de transmissão, e quanto mais elevado, maiores a frequência e a distância atingida. Por isso, a grande responsabilidade pelo que pensamos, pois poderá acrescentar energias salutares ao nosso corpo mental e, pelo seu poder, influenciar beneficamente tanto o ambiente como as pessoas, ou, então, disseminar o ódio, rancor e destruição.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 25)


A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante à intenção com que é provocada. Alguém já disse que todo pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc.).

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 33/34)


ENERGIAS DE ENCARNADOS SOBRE DESENCARNADOS

As formas de energia variam constantemente e podem ser aplicadas sobre todos os objetos materiais existentes no planeta, da mesma forma que sobre os objetos imateriais de existência ontológica comprovada – os Espíritos – variando apenas as dimensões matemáticas compatíveis.

Dessa forma, podemos aplicar energia sobre os Espíritos com resultados surpreendentes, necessitando unicamente que essa energia esteja nos parâmetros desses espíritos.

No entanto, a energia do pensamento e da vontade irá atingir em cheio uma entidade espiritual, como vemos diariamente.

Os médiuns e todos os componentes das sessões espíritas são espectadores passivos. Mesmo quando se dirigem aos espíritos, conservam nitidamente essa passividade.

Esse tipo de abordagem mediúnica vige em todas as sessões kardecistas, umbandistas e mesmo nas africanas.

No entanto, prezados leitores, as mensagens assim veiculadas perdem muito de sua força energética, grande parte de seu conteúdo e quase toda sua essência, ao transpor a barreira da matéria.

Trata-se de um simples fenômeno físico, fácil de ser entendido, pois a energia livre do plano astral, ao enfrentar a barreira dimensional da matéria física, necessita de grande acúmulo energético para a transposição desse limiar, de vez que a densidade magnética desta última é imensa, fruto do somatório da energia gravitacional de seus componentes subatômicos – prótons, nêutrons, elétrons – que, em seu conjunto, constituem os átomos materiais.

Consequentemente, a atuação do habitante do mundo astral sobre o mundo físico onde vivemos exige concentração energética avantajada (para os padrões deles), cuja maior parte é absorvida pela densidade magnética da matéria, como dissemos.

Partindo do Mundo Astral, a ação dos espíritos sobre os homens encarnados se enfraquece em função da densidade da matéria.

Inversamente, a ação dos homens sobre o mundo dos espíritos se processa com extrema energia. Seu dinamismo energético permite a destruição de bases umbralinas, organizações “físicas” do astral e a captura de espíritos rebeldes.

Não é mais de cima para baixo o contato espírita, mas daqui por diante, o fato espírita dar-se-á de baixo para cima. A iniciativa partirá do mundo físico para o plano astral.

Qual será a vantagem dessa inversão de ação? – poderão perguntar os senhores.

Dentre outras vantagens, a principal reside no processo energético posto em jogo, pois enquanto o processo clássico exige dos espíritos grande cópia de energia, a fim de franquearem a barreira magnética da matéria, este último oferece imenso caudal energético oriundo, em sua maior parte, do corpo físico do operador encarnado e, em alguma porção, dos circunstantes. Essas energias, habilmente manipuladas pelo operador, produzem resultados espantosos no mundo astral.

A atuação desse volumoso fluxo de forças permite que se façam verdadeiros milagres entre os espíritos, quando convenientemente aplicadas.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 18, 36/37, e 39/40)


Segundo o espírito RAMATIS, por meio do médium Norberto Peixoto:

Os espíritos benfeitores não conseguem interceder diretamente na matéria densa pela sutileza de suas vibrações. Precisamos de veículos intermediários que liberem as energias condensadas necessárias para interferirmos nesses meios densos. Através de vossas mentes, que atuam do plano físico para os mais sutis, conseguimos interferir do mais rarefeito para o mais sólido, pois estamos lidando com meios de diferente coesão molecular astral e etérica, embora o princípio mantenedor seja único em sua fonte, a energia que provém do infinito reservatório cósmico.

Assim são os médiuns desdobrados, que pelas suas forças mentais propiciam as correntes etéreo-astrais necessárias para movimentarmos as energias no mundo da forma próximo da dimensão vibratória do Plano Astral.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 195/196)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 15.04.2018

 

SERES ELEMENTAIS

FLEUR DE LYS

SERES ELEMENTAIS

Elementais


 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Elementais2

Todos os reinos da natureza são povoados por seres vivos imateriais, que vivificam e guardam essas dimensões vibratórias que constituem seu habitat.

Em princípio, todos os espíritos da natureza podem ser utilizados pelos homens nas mais variadas tarefas espirituais, para fins úteis.

Os espíritos da natureza – todos – são naturalmente puros. Não se contaminam com dúvidas dissociativas, egoísmo ou inveja, como acontece com os homens. Predominam, neles, inocência e ingenuidade cristalinas. Prontos a servir, acorrem solícitos ao nosso chamamento, desejosos de executar novas ordens.

Nunca, porém, devemos utilizá-los em tarefas menos dignas, ou a serviço de interesses mesquinhos e aviltantes. Aquilo que fizerem de errado, enganados por nós, refluirá inevitavelmente em prejuízo de nós próprios (Lei do Karma).

Além disso, devemos usá-los na justa medida das tarefas a executar, para que eles não se escravizem aos nossos caprichos e interesses. Nunca esqueçamos de que eles são seres livres, que vivem na Natureza e nela fazem sua evolução.

Mas é preciso respeitá-los, e muito. Se os usarmos como escravos, ficaremos responsáveis por seus destinos, mesmo porque eles não mais nos abandonam, exigindo amparo e proteção como se fossem animaizinhos domésticos. Com isso, podem nos prejudicar, embora não se deem conta disso.

Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 391/392) 


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ARUANDA (JOÃO COBÚ), por meio do médium Robson Pinheiro:

A existência dos elementais, meus filhos, segundo os antigos anciãos e sábios do passado, explicava a dinâmica do universo. Como seres reais, eram responsabilizados pelas mudanças climáticas e correntes marítimas, pela precipitação da chuva ou pelo fato de haver fogo, entre muitos outros fenômenos da natureza.

Apesar de ser uma explicação mitológica, própria da maneira como se estruturava o conhecimento na época, eles não estavam enganados.

Tanto assim que, apesar de a investigação científica não haver diagnosticado a existência concreta desses seres através de seus métodos, as explicações dadas a tais fenômenos não excluem a ação dos elementais. Pelo contrário.

Os sábios da antiguidade acreditavam que o mundo era formado por quatro elementos básicos: terra, água, ar e fogo.

Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.

Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo.

Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais.

Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou àquele elemento: fogo, terra, água e ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.

Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece.

Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.

Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das sílfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como se fossem feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora polar ou do arco-íris.

Muitos elementais da família dos silfos possuem uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais.

Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os silfos auxiliam na criação e manutenção de formas-pensamento, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de espíritos endurecidos.

Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce.

As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.

A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática.

Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza.

Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas.

E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.

Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominam éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria. Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação mais íntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis em desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e, em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranquilo.

Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas.

Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai do mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas.

Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou se sentem com os membros e órgãos dilacerados.

Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso.

Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu intermédio, mas também pelo bom ou mau uso que se faz dessas potências e seres da natureza.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 91/98)


Elementais são seres que vivem na natureza, ligados a um dos elementos: água, terra, ar, fogo e éter. Vivem num mundo próprio, com suas leis, objetivos e evolução diferenciada dos humanos.

Os elementais se agrupam pela vibração dos elementos que compõem a natureza.

• ÉTER: os elementais que atuam são sílfides.

• AR: associado a ventos, tempestades, furacões, tufões, enfim, todo e qualquer movimento de ar. O trabalho dos silfos é a redistribuição de energia vital descarregando-a.

• ÁGUA: encontramos as ondinas que vivem nos mares, em cascatas, lagos, rios e cachoeiras; as nereidas que habitam os mares e as nuvens e os bebês d’água que vivem nas praias e à beira-mar. O principal objetivo desses elementais é a limpeza e descarregar a energia densa nos mares, rios ou lagos.

• TERRA: os duendes que habitam na superfície da Terra, são modeladores da forma, atuando no subsolo promovendo o direcionamento estrutural de todo o reino mineral. Os gnomos habitam no duplo etérico do planeta; as ninfas nas árvores dos bosques e florestas; os djins, no deserto; os elfos, nas vegetações rasteiras; os goberlinos, nos musgos, na hera e nos cogumelos; e os homúnculos, nas samambaias.

• FOGO: são as salamandras, os mais esquivos dos elementais, e seu contato com o ser humano é sempre muito difícil.

Os falangeiros dos Orixás trabalham diretamente com os elementais na cura perispiritual, na regeneração de locais no Astral e nas limpezas energéticas nos planos físico e astral, entre outros.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 56)


Paracelso era o pseudônimo de Theophrastus Bombastus, químico e médico nascido na Suíça em 1493, que desencarnou em 1541, criou a denominação classificatória dos elementais:

• Elementais da TERRA: Gnomos.

• Elementais da ÁGUA: Ondinas.

• Elementais do AR: Silfos/Sílfides.

• Elementais do FOGO: Salamandras.

E da Índia, China e Egito, complementam a lista com:

• Elementais da TERRA: Duendes.

• Elementais da ÁGUA: Sereias.

• Elementais do AR: Fadas/Hamadríades.

Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe e os leve de volta às suas origens, sob pena de, junto de nós, tornarem-se grandes consumidores das nossas energias vitais.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 162/163)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Energias elementais são as ligadas aos sítios vibracionais relacionados aos quatro elementos: ar, terra, fogo e água.

Nessas energias, numa mesma faixa de frequência, estagiam os espíritos da natureza: silfos, duendes, salamandras e ondinas, erroneamente confundidos com as próprias energias elementais.

As formas-pensamentos elementares estão à volta dos homens, densas e pegajosas, enfermiças, em decorrência dos pensamentos continuamente emitidos e da baixa condição moral.

Essas concentrações fluídicas que vagueiam, pesadas, em volta dos filhos, são transmutadas pelos espíritos da natureza sob o nosso comando mental, retornando aos recantos da natureza que lhes são próprios por intermédio do aparelho mediúnico, que, com seus fluidos animalizados, funcionam como eficaz exaustor.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 112)


Segundo o espírito MAHAIDANA, por meio do médium J. S. Godinho:

Se o espírito não passasse pela escala do elemental a transformação de seu equipamento de manifestação seria muito mais lenta para só então poder encarnar no reino hominal.

Por isso, a divindade normalmente submete a maioria dos espíritos à passagem pelo reino elemental.

Os que passam “por cima” dessa fase e vão encarnar direto no reino hominal são submetidos a várias cirurgias de transformação, lentas e difíceis. Se passassem pelo reino dos elementais teriam essas transformações mais visíveis a si mesmos. São espíritos que mais tarde, no reino humano, terão muito cedo consciência do que são, de onde vêm e para onde deverão retornar.

(J. S. Godinho/Mahaidana, Mediunidade e Apometria, Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 123)


ELEMENTAIS E O PODER DAS ERVAS

(…) Recomendamos que, para dedicar-se ao contato mais estreito com as forças da natureza, o aspirante seja preparado por quem realmente conhece o assunto. Que entre em sintonia fina com os elementais, respeitosamente e despido de fantasias.

Sem o conhecimento e a experiência no trato com os elementais, somente se extrairá a parte química das ervas, e jamais os recursos sutis de sua fisiologia oculta; sem os elementais, não há como obter o energismo do mundo vegetal ou manipular seus recursos fluídicos.

Não há como despertar a força magnética ou o bioplasma de determinada erva que, digamos, já esteja seca, sem que os elementais façam sua parte. De nada adianta pronunciar palavras incompreensíveis, seguir fórmulas ou cantar músicas exóticas que falam da natureza se não houver uma sintonia fina com os elementais.

As ervas secas poderão ser utilizadas na fitoterapia convencional para diversas finalidades, como chás, extratos e infusões. No entanto, para explorar o aspecto energético ou o magnetismo primário da natureza, o ideal é que as ervas estejam ao natural; na pior das hipóteses, que ao menos se desperte sua vitalidade com os agentes elementais.

Ao extrair e buscar os elementos benéficos, é aconselhável pedir genuinamente a esse ser que mobilize e aumente o potencial curativo das plantas a serem colhidas e manipuladas; eis uma atitude sábia e que contribui para fortalecer o elo entre os diferentes reinos.  Agindo assim, e obedecendo às prescrições técnicas necessárias, garante-se que a erva coletada apresentará maior quantidade de fluidos, de energismo elemental, concorrendo para  melhores resultados.

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 118/125).


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 Editado em 22.05.2018