APOMETRIA

FLEUR DE LYS

APOMETRIA

Apometria é Amor


 HISTÓRICO E CONCEITO

José Lacerda de Azevedo
Dr. José Lacerda de Azevedo

Em 1965, veio a Porto Alegre, o Dr. Luiz Rodrigues, cidadão porto-riquenho, de profissão farmacêutico-bioquímico, residente no Rio de Janeiro, onde desenvolvia estudos sobre o psiquismo.

O Dr. Rodrigues contatou com o Sr. Conrado R. Ferrari, então Diretor Presidente do HEPA (Hospital Espírita de Porto Alegre) e apresentou-lhe uma nova técnica de desdobramento e atendimento no mundo espiritual a qual ele denominava Hipnometria.

Demonstrou a um grupo de espíritas eminentes que, mediante uma contagem acompanhada de impulsos magnéticos dirigidos pela mente e com fim nobre, era possível provocar desdobramento espiritual de médiuns ou de pessoas comuns, e conduzi-los a hospitais do mundo espiritual para atendimento de patologias diversas.

Dr. José Lacerda de Azevedo, nascido em 12.6.1919 (1919 – 1999), formado em medicina pela UFRGS em 1951, cirurgião, ginecologista e, mais tarde, clínico geral renomado, homem de sólida cultura, com conhecimentos aprofundados em Matemática, Física, Química, Botânica, História Geral, História da França, História do Cristianismo, História da I e II Guerras Mundiais, foi o responsável pelo desenvolvimento e fundamentação científica da Apometria. Dr. Lacerda tinha formação e vivência espírita desde a juventude.

Dr. Lacerda de Azevedo adotou o termo Apometria (do grego “apo” = além de, separar, e “metron” = medida), por entender que o termo Hipnometria era impróprio por dar a ideia de hipnose, que não tem qualquer relação com as técnicas de Apometria.

A Apometria é um conjunto de procedimentos terapêuticos, fundamentados em leis, organizados por Dr. José Lacerda de Azevedo, em 1965, no Hospital Espírita em Porto Alegre, RS, ampliados e desenvolvidos por seus seguidores.

Trata-se de uma técnica anímica que faculta, por intermédio da sintonia mental, o acesso aos registros do agregado perispiritual e, através da incorporação, tratar as desarmonias psíquicas e espirituais (personalidades negativas dissociadas da consciência, desarmonias provocadas por espíritos, e distúrbios da mediunidade).

(J. S. Godinho, Iniciação Apométrica, Terapêutica Medianímica, 4ª ed., Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 39/40 e 46)


Imediatamente, o Dr. José Lacerda testou a metodologia com dona Yolanda, sua esposa e médium de grande sensibilidade.

Utilizando uma criteriosa metodologia, aliada à sua sólida formação doutrinária e à observação constante dos fenômenos, aprimorou solidamente a técnica inicial (Hipnometria), designando-a por “Apometria”.

Identificou-se, na época, um grande complexo hospitalar na dimensão espiritual, denominado Hospital Amor e Caridade, de onde partiam o auxílio e a cobertura aos trabalhos assistenciais dirigidos por ele, para sanar os “distúrbios espirituais”.

A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 15/16)


 OBJETIVOS DA APOMETRIA

Resumimos, nesta obra restrita, grande cópia de experimentos de todo tipo com esses homens imateriais, tendo por objetivo, em primeiro lugar, anular a ação maléfica e predatória de algumas dessas criaturas desencarnadas sobre o comum dos mortais.

Nessa tentativa caridosa adquirimos condições de capturar almas dedicadas ao mal, tratá-las dos males e das deformidades de que eram portadoras, orientá-las e conduzi-las para locais preparados para recebê-las.

O tratamento espiritual dos males físicos dar-se-á através do corpo magnético – o corpo etérico – transformando inteiramente a medicina oficial futura.

No momento presente, temos a satisfação de apresentar aos leitores, estudiosos e praticantes do Espiritismo, uma nova forma de abordagem do problema de relacionamento dos espíritos com os homens carnais. O processo clássico inverteu-se. Agora nós é que vamos abordar o mundo astral de maneira volitiva, dinâmica e objetiva. 

Deixamos a passividade sonolenta das sessões espíritas convencionais e assumimos o comando das ações, abrindo todo um mundo novo de possibilidades insuspeitadas no relacionamento entre nossos dois planos.

Ao mesmo tempo, podemos capturar obsessores, malfeitores, “exus”, delinquentes de toda ordem, assim como subjugar os temíveis magos negros e neutralizar exércitos arregimentados para a prática de toda espécie de atrocidades.

E não é só a captura dessas entidades dedicadas ao mal que vale, pois podemos, também, destruir suas bem-organizadas bases operacionais do Umbral, verdadeiras fortalezas, donde partem para suas ações nefastas, grandes levas de malfeitores, através da emissão, da nossa parte, de poderosos fluxos de energia altamente destrutivos para essas organizações.

Igualmente, por meio dessas forças manipuladas pela mente, costumamos anular os “trabalhos” de imantação magnética inferior da magia negra, fixadas em objetos, amuletos, vestes da criatura magiada, bem assim como os alimentos que, sub-repticiamente, dão para a pessoa visada ingerir. 

Trata-se, realmente, de uma guerra. A guerra contra as Trevas que querem apossar-se integralmente do Planeta; guerra contra o mal organizado do mundo espiritual inferior, sobretudo agora, que esses seres espiritualmente inferiores estão sendo “libertados por um pouco de tempo”, conforme o Apocalipse.

Faz-se urgente, portanto, empreender ações muito mais efetivas e objetivas de parte dos trabalhadores encarnados com os espíritos, de maneira a minimizar os efeitos do mal sobre a sociedade atual.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 13, 28, e 39 a 41)


REGRA DE OURO DA APOMETRIA: AMOR

Amor

Como fundamento de todo esse trabalho – como, de resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o alicerce. Sempre.

As técnicas que apontamos são eficientes, não temos dúvidas.

O controle dessas energias sutis é fascinante, reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós.

Mas se tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais: ao lado da caridade, e como consequência natural dela, deverá se fazer presente a humildade, a disposição de servir no anonimato. Se faltar amor e disposição de servir pelo prazer de servir, corremos perigo de incorrer na má aplicação das técnicas e do próprio caudal de energia cósmica, tornando-nos satânicos por discordância com a Harmonia Universal.

Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos, somente através dela, experimentadores e operadores podem desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos secretos da Natureza, com adequada utilização dessas “forças desconhecidas”.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 153)


A Apometria, usada com amor e por amor, serve gratuitamente a quantos dela necessitam, não importando se os trabalhadores ou atendidos são espíritas, umbandistas, teosofistas, esotéricos, maçons, etc.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 16)


Segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Mesmo que o conhecimento da apometria capacite tecnicamente os centros e suas equipes mediúnicas a soluiconar certos problemas ligados às obsessões complexas, sem conscientização e espírito de pesquisa a técnica falhará, cedo ou tarde.

É preciso colocar coração, vida e motivação superior no trabalho; em outras palavras, amor.

Sem isso, as campanhas do quilo e os passes espíritas ou os rituais e as benzeções da umbanda serão meras muletas psicológicas; práticas repetidas como se fossem fórmulas santificadoras, mas destituídas de eficácia.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, Editora Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2011, p. 167)


LEIS DA APOMETRIA

PRIMEIRA LEI: Lei do Desdobramento Espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.

Técnica: Nesta lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos, a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões.

A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através da contagem em voz alta – tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete – ou seja, contagem de um a sete.


SEGUNDA LEI: Lei do Acoplamento Físico.

Enunciado: Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada (o comando, se acompanhando de contagem progressiva), dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico.

Técnica: Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiramente a sua volta para perto do corpo físico. Em seguida, projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo em que se comanda a reintegração no corpo físico.

Caso não seja completada a reintegração, a pessoa sente tonturas, mal-estar ou sensação de vazio, que pode durar algumas horas. Via de regra há reintegração espontânea e em poucos minutos (mesmo sem comando); não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce atração automática sobre o corpo astral. Apesar disso, não se deve deixar uma pessoa desdobrada, ou, mesmo, mal acoplada, para evitar ocorrência de indisposições de qualquer natureza, ainda que passageiras. Assim, ao menor sintoma de que o acoplamento não tenha sido perfeito, ou mesmo que se suspeite disso, convém repetir o comando de acoplamento e fazer nova contagem.

Pelo que observamos em milhares de casos, bastam sete a dez impulsos de energia (contagem de um a sete, ou dez) para que se opere tanto o desdobramento como a reintegração no corpo físico.


TERCEIRA LEI: Lei da Ação à Distância pelo Espírito Desdobrado (Lei das Viagens Astrais).

Enunciado: Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado.

Técnica: Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo em que se emite energia com contagem lenta. Ele se desloca, seguindo os pulsos da contagem, até atingir o local estabelecido. Como permanece com a visão psíquica, transmite, de lá, descrições fiéis de ambientes físicos e espirituais, nestes últimos se incluindo a eventual ação de espíritos sobre encarnados.

Esse tipo de desdobramento exige certos cuidados com o corpo físico do médium, que deve ficar em repouso – evitando-se até mesmo que seja tocado.


QUARTA LEI: Lei da Formação dos Campos de Força.

Enunciado: Toda vez que mentalizamos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos através da contagem, formar-se-ão campos de força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador imaginou.

Técnica: Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo de força simples, duplo ou triplo, e com frequências diferentes – conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar essa técnica para proteger ambientes de trabalho e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes.


QUINTA LEI: Lei da Revitalização dos Médiuns.

Enunciado: Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado.

Técnica: Pensamos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo físico para o organismo físico do médium ou colocamos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo uma contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital – oriunda de nosso próprio metabolismo – é transferida de nosso corpo para o médium.


SEXTA LEI: Lei da Condução do Espírito Desdobrado, de Paciente Encarnado, para os Planos Mais Altos, em Hospitais do Astral.

Enunciado: Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias magnéticas*.

* Peia é prisão de corda ou ferro que segura os pés das bestas.

Técnica: É comum desdobrar-se um paciente, a fim de conduzi-lo ao plano astral superior (para tratamento em hospitais) e encontrá-lo, já fora do corpo, completamente envolvido em sudários aderidos ao seu corpo astral, laços, amarras e toda a sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores interessados em prejudicá-lo. Nesses casos, é necessária uma limpeza perfeita do corpo astral do paciente, o que pode ser feito, e de modo muito rápido, pelos espíritos dos médiuns desdobrados. Se estes não puderem desfazer os nós ou não conseguirem retirar esses incômodos obstáculos, o trabalho será feito pelos socorristas que nos assistem.


SÉTIMA LEI: Lei da Ação dos Espíritos Desencarnados Socorristas sobre os Pacientes Desdobrados.

Enunciado: Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, dessa forma, se encontram na mesma dimensão espacial.

Técnica: Estando os pacientes no mesmo universo dimensional dos espíritos protetores (médicos, técnicos e outros trabalhadores), estes agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos tendem a ser mais precisos, e as operações cirúrgicas astrais também são facilitadas, pois quase sempre o espírito do paciente é conduzido a hospitais do astral que dispõem de abundante equipamento, recursos altamente especializados, com emprego de técnicas médicas muito aperfeiçoadas.

A Apometria, desdobrando os pacientes para serem tratados, concorre decisivamente para o êxito de seu tratamento espiritual – e poderá constituir-se em importante esteio no tratamento dos espíritos.


OITAVA LEI: Lei do Ajustamento de Sintonia Vibratória dos Espíritos Desencarnados com o Médium ou com Outros Espíritos Desencarnados, ou de Ajustamento de Sintonia Destes com o Ambiente para Onde, Momentaneamente, Forem Enviados.

Enunciado: Pode-se fazer ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou com espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes.

Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo em que se comanda a ligação psíquica.

Por essa técnica, estabelece-se a sintonia vibratória entre sensitivo e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação.

Se o espírito visitante tiver padrão vibratório muito baixo ou se estiver sofrendo muito, o médium baixa sua tônica vibratória ao nível da entidade e fica nessa situação até que ela se retire. Tão logo aconteça a desincorporação, devemos elevar o padrão vibratório do médium. Se isso não for feito, o sensitivo ficará ainda por algum tempo sofrendo as limitações que o espírito tinha, manifestando sensações de angústia, opressão, mal-estar, etc., em tudo semelhante às da entidade manifestada.

 

Em trabalhos de desobsessão, as circunstâncias muitas vezes fazem com que seja necessário levar espíritos rebeldes a confrontar-se com situações constrangedoras do Passado ou Futuro, de modo a esclarecê-los. Esses nossos irmãos revoltados costumam não aceitar esse constrangimento, talvez porque não queiram se reconhecer como personagens dos dramas escabrosos que lhes são mostrados – avessos que são às admoestações, ainda que amoráveis. Nesses casos, procuramos fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no Passado, para que possam bem compreender a desarmonia que geraram e suas conseqüências. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia estabelece-se. E haverá de permanecer até que o campo vibratório se desfaça, por ordem do operador, com a volta da entidade ao Presente. Quando isso ocorrer, nosso irmão revoltado pacificar-se-á, completamente esclarecido. Não poderia ser de outra forma: a transformação espiritual é automática quando ele vê as cenas e as sente, revivendo-as. A visão do encadeamento kármico implica iluminação instantânea.


NONA LEI: Lei do Deslocamento de um Espírito no Espaço e no Tempo.

Enunciado: Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do Passado, acompanhando-o de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no Tempo à época do Passado que lhe foi determinada.

Técnica: Costumamos fazer o espírito regressar ao Passado, para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel e outros eventos anteriores à existência atual, no objetivo de esclarecê-lo sobre as leis da Vida. Há ocasiões em que temos que lhe mostrar as injunções divinas que o obrigam a viver em companhia de desafetos, para que aconteça a harmonização com eles, além de outras consequências benéficas a sua evolução.

O conhecimento, aqui ou no plano espiritual, é Luz. Tão logo se esclarece, sentindo, sobre o funcionamento da Lei do Karma, qualquer sofredor desencarnado dá um passo decisivo em sua evolução, pois se elucidam suas dolorosas vivências passadas com todo o cortejo dos não menos dolorosos efeitos.

Também usamos técnica, e com grande proveito, para conduzir magos negros ao Passado, a fim de anular os campos energéticos que receberam em cerimônias de iniciações em templos.


DÉCIMA LEI: Lei da Dissociação do Espaço-Tempo.

Enunciado: Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico kármico (km) negativo – ficando, imediatamente, sob a ação de toda a energia km de que é portador.

Técnica: Chamamos de km o peso específico do karma do indivíduo, isto é, a energia kármica negativa de que está carregado. Constitui a massa kármica a resgatar, de uma determinada pessoa; por ser assim individual, consideramo-la específica. O fator m indica a massa maléfica desarmônica.

Essa lei é importante porque nela se baseia uma técnica para tratamento de obsessores simples, mas renitentes.

Observamos que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo, dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons nos átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, mas, sim, por saltos, até que consegue instalar-se num espaço do futuro hostil (Espaço frequentemente ocupado por seres horrendos, compatíveis com a frequência vibratória do recém-chegado viajante).

Nesses casos de dissociação do Espaço-Tempo, ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o Tempo, a carga kármica a resgatar – que normalmente seria distribuída ao longo do Tempo, 300 anos, por exemplo – fica acumulada, toda ela e de uma só vez, sobre o espírito. Essa é a causa da sensação de terrível opressão de que começa a se queixar. Desse incômodo, mas momentâneo mal-estar podemos nos servir, apresentando-o como prova das consequências dos seus atos e de sua repercussão negativa na harmonia cósmica.

A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas, por pulsos rítmicos e através de contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo em que se lhe dá ordem de saltar para o Futuro (Essa técnica só deve ser usada em espíritos desencarnados, visando a esclarecê-los).

O salto quântico acontece imediatamente, e o espírito passa a se ver no novo ambiente, sentindo-lhe a profunda hostilidade. Dá-se o abrupto encontro com toda a massa kármica negativa, com grande incômodo para o culpado.

Devemos ter muito cuidado com o espírito durante esse encontro. Se o desligarmos do médium de repente, sem preparação, será literalmente esmagado pelo campo energético acumulado. Seu corpo sofrerá destruição, transformando-se em “ovóide”. Para desligar o espírito do médium, devemos fazê-lo, antes, retornar lentamente para a época presente.

Esse processo é fácil de ser entendido. Ao ser projetado para o futuro, o espírito passa a viver em uma nova equação de Tempo, de vez que o futuro ainda não foi vivido por ele, mas seu karma negativo (km) continua a sobrecarregá-lo. Como esse km ainda não foi resgatado, também não foi distribuído ao longo do Tempo, fica condensado e acumulado sobre seu corpo astral, comprimindo-o. Se, de repente, o desligarmos do médium, toda a massa negativa (ainda não espalhada em outras encarnações) precipita-se sobre ele de uma vez só. E ei-lo reduzido a “ovóide”.

Explicamos melhor. É como se esse espírito possuísse um caminhão de tijolos a ser descarregado ao longo de sucessivos amanhãs, mas que tivesse atirada toda essa carga de uma vez, sobre sua cabeça – por acidente. O esmagamento seria inevitável.


DÉCIMA PRIMEIRA LEI: Lei da Ação Telúrica sobre os Espíritos Desencarnados que Evitam a Reencarnação. 

Enunciado: Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

Técnica: A adaptação ao meio é da dinâmica da Vida. Dela, de seus vários níveis de complexidade e degraus evolutivos, se ocupam as ciências biológicas. Mas a fonte da Vida é o Espírito. E o meio do Espírito é a Eternidade. Cada vez que reencarna – mergulhando num determinado Tempo do Planeta, de um certo país, de uma comunidade, família e humanos com quem irá conviver – a cada nova germinação na Matéria, o Espírito tem um reencontro com cósmicas e eternas opções. Ou evolui, aumentando a Luz de si mesmo, que conquistou através de anteriores experiências na noite dos tempos, ou involui, fabricando suas próprias sombras e as dores e horrores que terá de suportar para reajustar-se à Harmonia Cósmica, que perturbou. De tempos em tempos, de ciclo em ciclo, passos grandes ou pequenos vão sendo dados. E o Espírito sempre avança, embora eventuais retrocessos.

Quando um ser humano se atira a variados crimes, perversões e vícios, de modo a retroceder alguns degraus na evolução, sabe-se que ele sentirá, ao desencarnar, todo o fardo das consequências. Seu espírito tomará forma adequada ao meio que ele próprio se construiu: terá um corpo astral degradado, disforme, monstruoso.

Mas tais fenômenos de deterioração da forma, sendo relativamente rápidos, também são passageiros. Vistos da Eternidade, têm a duração de uma moléstia curável. O espírito, mais tempo ou menos tempo, reintegra-se ao fluxo reencarnatório e, assim, vivendo e morrendo, vivendo e morrendo, reconquista o Caminho perdido.

Muito mais séria – porque irreversível – é a pavorosa deformação que sofrem os espíritos que transgridem sistematicamente a Lei da Reencarnação. Não é fenômeno comum, pois somente entidades sumamente negativas, e dotadas de mente poderosa – como, por exemplo, os magos negros – têm condições e temeridades bastantes para desprezar e recusar a Vida.

Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das reencarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnantes, as experiências na carne; quem prefere as ilusões do Poder, através do domínio tirânico de seres encarnados ou desencarnados (ou de vastas regiões do astral inferior), aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta. E afunda-se nele, em trágico retrocesso.

Esse fenômeno só acontece com espíritos detentores de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos. Espíritos inteligentes, de grande poder mental, mas inferiores, pois ainda sujeitos à roda das encarnações e dependentes delas para subir na escala evolutiva. Nos espíritos superiores que, por mérito evolutivo, não mais precisam encarnar, esse tipo de degradação jamais acontece.  Eles estão redentos: escapam ao magnetismo do Planeta, em razão do grau de desmaterialização que já atingiram.


DÉCIMA SEGUNDA LEI: Lei do Choque do Tempo.

Enunciado: Toda vez que levarmos ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação do Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da sequência do Tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado.

O deslocamento cria tensão de energia potencial entre a situação e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece; apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação ambiental que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, sai do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão espaço-temporal. Recebe em cheio, então, a energia potencial criada pelo deslocamento. Essa energia é suficientemente forte para destruir sua estrutura astral, através do choque que se produz. E ele se reduz a ovóide, vestido apenas de suas estruturas espirituais superiores: corpo átmico, búdico e mental superior.

Para que um espírito não sofra tal agressão quando submetido a tratamentos no Passado, é necessário trazê-lo lentamente de volta ao Presente, através de contagem regressiva.

Técnica: É a mesma descrita em leis anteriores: emprego de pulsos energéticos através de contagem.


DÉCIMA TERCEIRA LEI: Lei da Influência dos Espíritos Desencarnados, em Sofrimento, Vivendo ainda no Passado, sobre o Presente dos Doentes Obsidiados.

Enunciado: Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora.

Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos.

Nunca se deve esquecer que obsessor, ou qualquer sofredor, só se atende uma única vez. Se bem feito o tratamento, com assistência espiritual devida, todos os espíritos malfazejos são retirados definitivamente – num único contato. Deixar obsessores soltos, após breve esclarecimento evangélico (como se faz em sessões kardecistas), é um erro. Não é com um simples diálogo de alguns minutos que se demovem perseguidores renitentes (ou magos negros). Reafirmamos: esse procedimento clássico torna o trabalho inócuo. E até prejudicial.

A remoção de todos esses seres pode ser feita em algumas sessões.

Se o doente, depois, não apresentar melhoras definitivas, devemos dar início ao estudo de suas encarnações anteriores. Para tanto, abrimos a frequência dessas encarnações, para atendimento aos espíritos que estacionaram no Tempo. Todos eles, quase sempre, são profundos sofredores. Alguns ainda se encontram acorrentados em masmorras, outros vivem em cavernas ou se escondem em bosques, temerosos, famintos, esfarrapados. Eles maldizem quem os prejudicou, formando campos magnéticos de ódio, desespero e dor, profundamente prejudiciais.

Quando o enfermo encarnado recebe o alívio que se segue ao afastamento dos espíritos mais próximos – os que estão na atual encarnação – esse alívio não se consolida, porque as faixas vibratórias de baixa frequência, oriundas do Passado, refluem e se tornam presentes, por ressonância vibratória.  O enfermo encarnado, partícipe ou causante daqueles passados barbarismos, continua a receber as emanações dessas faixas de dor e ódio. Sente, também ele, íntima e indefinida angústia, sofrimento, desespero. E somente terá paz se o Passado for passado a limpo.

De encarnação a encarnação, vai-se limpando essas faixas do Passado. Espíritos enfermos, dementados e torturados, são recolhidos para o Tempo presente e internados em Casas de Caridade do astral, para tratamento eficiente. E ao final, quando o enfermo encarnado manifesta sinais de que sua cura se consolida, o persistente trabalho de desobsessão – aprofundando-se no Passado – terá conduzido à regeneração e à Luz centenas, quando não milhares de irmãos desencarnados*.

* Vale citar, novamente, que o paciente necessita colaborar com o tratamento, seguindo as orientações que lhe são dadas, com o objetivo de se instruir e evangelizar. A reforma íntima é sempre o melhor remédio.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 170/194)


 TÉCNICAS APOMÉTRICAS

Para ilustração do leitor, arrolamos algumas dessas técnicas e procedimentos:

  • Apometria
  • Acoplamento do espírito desdobrado
  • Dialimetria
  • Pneumiatria
  • Despolarização dos estímulos da memória
  • Viagens astrais sob comando
  • Técnica de sintonia psíquica com os espíritos
  • Incorporação entre vivos
  • Dissociação do Espaço-Tempo
  • Técnica de impregnação magnética mental com imagens positivas
  • Regressão no Espaço e no Tempo
  • Técnica de mobilização de energias para os espíritos operadores
  • Técnica de revitalização dos médiuns
  • Teurgia
  • Tratamentos especiais para magos negros
  • Tratamento de espíritos em Templos do Passado
  • Utilização dos espíritos da natureza
  • Esterilização espiritual do ambiente de trabalho
  • Técnica de condução dos espíritos encarnados, desdobrados, para hospitais do astral
  • O médium como transdutor-modulador
  • Diagnósticos psíquicos – telemnese
  • Imposição das mãos – magnetização curativa
  • Passes magnéticos
  • Cura das lesões no corpo astral dos espíritos desencarnados
  • Técnica de mobilização de energia cósmica
  • Técnica de emissão de energia à distância
  • Cirurgias astrais
  • Técnica de destruição de bases astrais maléficas
  • Técnica de inversão dos “spins” dos elétrons do corpo astral de espíritos desencarnados
  • Materialização de objetos no plano astral
  • Queima de objetos no plano astral
  • Cromoterapia no plano astral
  • Estudo do mediunismo à luz da Física Quântica
  • Campos de força (tetraédricos/gravitacionais)
  • Arquecriptognosia

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 347/348)


 O PODER DA MENTE (FORÇA DO PENSAMENTO)

Poder da Mente

Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. (…) Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. (…) Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.

(Allan Kardec, A Gênese, Cap. 14, item 14)


Livre no reservatório do Espaço, a infinita energia cósmica está permanentemente a nossa disposição.

Apesar disso, essa inesgotável energia constitui uma força em estado potencial, infinito campo de algo que escapa ao nosso entendimento: energia em repouso, altamente moldável, sensível às forças que tiveram atuação sobre ela. E a mente, a mente sob ação da vontade, é a ferramenta operatriz que move, molda e direciona – com ilimitado poder – a energia desse oceano infinito.

Se o operador, em consciente ação volitiva, comandar mentalmente a aglutinação dessa energia, chegará o momento em que há de acontecer um acúmulo ou intensificação dessa potencialidade (com geração de um estado de desequilíbrio em relação ao meio), e a energia estará pronta para ser projetada, moldada, ou manipulada da forma que bem se desejar, de modo a criar as coisas. Se, por exemplo, desejarmos criar alimento para saciar um espírito esfomeado, bastará projetar o pensamento sobre o infinito oceano de energia e retirar dele “algo” que, condensado pela vontade, se transformará nas iguarias que desejarmos servir

É assim, exatamente assim, que espíritos superiores constroem casas, mobiliários, veículos, etc., no mundo astral. 

Mas observemos que todas as nossas realizações têm origem na mente; tudo é sempre, antes, fruto de nossa imaginação, e se concretiza por ato de vontade.

No nosso mundo físico, tudo leva mais tempo para ser construído, pois é preciso vencer a matéria e a inércia de sua massa. No astral, tudo se faz rapidamente.   

A mente, portanto, é uma das forças de que se utiliza a técnica apométrica. Ou melhor, uma usina de força.

Com essa fonte de energia a sua disposição (porque seu próprio corpo), o operador apométrico pode formar poderosos campos de força magnéticos para contenção de espíritos rebeldes, dementados e levas de malfeitores astrais. Como outro exemplo, apontamos o fornecimento dessa energia física a médiuns desdobrados, impelindo-os em viagens astrais no cumprimento de missões.

Ao se condensar o plasma cósmico (talvez seja esta a melhor denominação para a energia cósmica indiferenciada, Espaço), um rebaixamento de frequência produz-se em sua massa, de modo que esse plasma, já agora transformado em energia radiante por ação da energia grosseira desfechada pelo corpo físico, através do ato de vontade, passa a funcionar como onda portadora; tornando-se fluxo contínuo, sob comando da mente orientada pela vontade.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 144/146, e 153/155)


A Apometria, como já dissemos, consiste, fundamentalmente, na utilização da força do pensamento. Força essa, que é capaz de deslocar quantidades significativas de energia sob o comando e o controle do mentalista, realizando, assim, um trabalho capaz de produzir o que deseja e o que imagina por determinação firme de uma vontade disciplinada.

O pensamento tem no fluido universal o meio condutor de que se serve através do qual alcança e realiza tudo o que foi almejado pela mente que lhe deu origem. Não está sujeito às limitações do espaço e do tempo, tal como conhecemos, mas aos limites da capacidade e da imaginação da mente que o produz e o irradia. O que for pacientemente idealizado, mais dia ou menos dia, será plasmado e o alvo que foi focalizado pelo pensamento projetado será alcançado.

Temos, então, que a força do pensamento é diretamente proporcional à quantidade de energia que o mentalista é capaz de dinamizar. A imaginação, o sentimento, a vontade e a concentração são importantes atributos da energia do pensamento e indissociáveis dela.

Já dissemos que o pensamento é uma força que tem um ponto de aplicação, direção e sentido. Agora reforçamos que o comando é uma ordem de uma vontade capaz de deslocar e de pôr em movimento quantidades significativas de energia para um determinado fim.

Uma mente serena e disciplinada pode se concentrar nos detalhes de sua criação, lançando de si a imagem que idealizou para que se projete com toda a clareza e nitidez com que foi concebida. Uma mente preocupada com conflitos internos ou externos não conseguirá se concentrar adequadamente nos detalhes da criação pretendida. Um grupo de atendimento, formado por pessoas nessas condições, ao se unir para uma produção conjunta obterá uma criação incompleta e fragmentada, muito aquém do que a espiritualidade espera.

Na formação dos campos de força para qualquer aplicação, a presença de energias densas, assim como a ação das forças telúricas sempre presentes, são obstáculos reais para a constituição deles. A força aplicada pelo dirigente terá que vencer todos esses obstáculos oferecidos pelas forças que se opõem à constituição das proteções necessárias.

A força impulsiva, de que nos fala Kardec, é a força de vontade de quem opera posta em ação na dinamização das próprias energias anímicas.

Quando uma ordem de comando para uma dada formação ideoplástica se apoiar na força mental de mais de um servidor, poderemos ter a surpresa de ver que a projeção resultante não corresponde à imagem idealizada por aquele que deu a ordem. A falta de concentração e de conhecimento prévio do que se deseja projetar como já foi discutido, constitui-se num obstáculo real nos processos de ação e criação mental conjunta.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 196/197, 199 e 327)


Pensamentos repetitivos de preocupações, ressentimentos e mortificações resultam em regiões estagnadas do corpo mental, formando áreas de verdadeiras feridas mentais e dificultando a circulação de energia. Pessoas dotadas de tais pensamentos ficam prisioneiras das próprias ruminações mentais, resultando em muitas doenças psicossomáticas, além de serem campos férteis para atrações de entidades astrais, culminando em processos obsessivos.

O pensamento tem força, podendo chegar a grandes distâncias ou criar uma atmosfera psíquica capaz de influir no corpo mental de pessoas suscetíveis e ambientes. Quanto mais nítido, forte e constante o pensamento, maior seu poder de transmissão, e quanto mais elevado, maiores a frequência e a distância atingida. Por isso, a grande responsabilidade pelo que pensamos, pois poderá acrescentar energias salutares ao nosso corpo mental e, pelo seu poder, influenciar beneficamente tanto o ambiente como as pessoas, ou, então, disseminar o ódio, rancor e destruição.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 25)


A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante à intenção com que é provocada. Alguém já disse que todo pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc.).

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 33/34)


ENERGIAS DE ENCARNADOS SOBRE DESENCARNADOS

As formas de energia variam constantemente e podem ser aplicadas sobre todos os objetos materiais existentes no planeta, da mesma forma que sobre os objetos imateriais de existência ontológica comprovada – os Espíritos – variando apenas as dimensões matemáticas compatíveis.

Dessa forma, podemos aplicar energia sobre os Espíritos com resultados surpreendentes, necessitando unicamente que essa energia esteja nos parâmetros desses espíritos.

No entanto, a energia do pensamento e da vontade irá atingir em cheio uma entidade espiritual, como vemos diariamente.

Os médiuns e todos os componentes das sessões espíritas são espectadores passivos. Mesmo quando se dirigem aos espíritos, conservam nitidamente essa passividade.

Esse tipo de abordagem mediúnica vige em todas as sessões kardecistas, umbandistas e mesmo nas africanas.

No entanto, prezados leitores, as mensagens assim veiculadas perdem muito de sua força energética, grande parte de seu conteúdo e quase toda sua essência, ao transpor a barreira da matéria.

Trata-se de um simples fenômeno físico, fácil de ser entendido, pois a energia livre do plano astral, ao enfrentar a barreira dimensional da matéria física, necessita de grande acúmulo energético para a transposição desse limiar, de vez que a densidade magnética desta última é imensa, fruto do somatório da energia gravitacional de seus componentes subatômicos – prótons, nêutrons, elétrons – que, em seu conjunto, constituem os átomos materiais.

Consequentemente, a atuação do habitante do mundo astral sobre o mundo físico onde vivemos exige concentração energética avantajada (para os padrões deles), cuja maior parte é absorvida pela densidade magnética da matéria, como dissemos.

Partindo do Mundo Astral, a ação dos espíritos sobre os homens encarnados se enfraquece em função da densidade da matéria.

Inversamente, a ação dos homens sobre o mundo dos espíritos se processa com extrema energia. Seu dinamismo energético permite a destruição de bases umbralinas, organizações “físicas” do astral e a captura de espíritos rebeldes.

Não é mais de cima para baixo o contato espírita, mas daqui por diante, o fato espírita dar-se-á de baixo para cima. A iniciativa partirá do mundo físico para o plano astral.

Qual será a vantagem dessa inversão de ação? – poderão perguntar os senhores.

Dentre outras vantagens, a principal reside no processo energético posto em jogo, pois enquanto o processo clássico exige dos espíritos grande cópia de energia, a fim de franquearem a barreira magnética da matéria, este último oferece imenso caudal energético oriundo, em sua maior parte, do corpo físico do operador encarnado e, em alguma porção, dos circunstantes. Essas energias, habilmente manipuladas pelo operador, produzem resultados espantosos no mundo astral.

A atuação desse volumoso fluxo de forças permite que se façam verdadeiros milagres entre os espíritos, quando convenientemente aplicadas.

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 18, 36/37, e 39/40)


Segundo o espírito RAMATIS, por meio do médium Norberto Peixoto:

Os espíritos benfeitores não conseguem interceder diretamente na matéria densa pela sutileza de suas vibrações. Precisamos de veículos intermediários que liberem as energias condensadas necessárias para interferirmos nesses meios densos. Através de vossas mentes, que atuam do plano físico para os mais sutis, conseguimos interferir do mais rarefeito para o mais sólido, pois estamos lidando com meios de diferente coesão molecular astral e etérica, embora o princípio mantenedor seja único em sua fonte, a energia que provém do infinito reservatório cósmico.

Assim são os médiuns desdobrados, que pelas suas forças mentais propiciam as correntes etéreo-astrais necessárias para movimentarmos as energias no mundo da forma próximo da dimensão vibratória do Plano Astral.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 195/196)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 EDITADO EM 15.04.2018

 

DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL (Projeção Astral)

FLEUR DE LYS

DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL
(Projeção Astral)

Desdobramento


 1ª LEI DA APOMETRIA

Primeira Lei: Lei do Desdobramento Espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.

Técnica: Nesta lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos, a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões. A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através da contagem em voz alta – tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete – ou seja, contagem de um a sete.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 170)


 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Desdobramento astral, projeção astral, projeção da consciência ou, ainda, experiência fora do corpo é o fenômeno de “saída” ou desprendimento da consciência do corpo físico, passando a se manifestar em uma dimensão extrafísica.

Esse fenômeno já era estudado e citado por egípcios, rosa-cruzes, hindus, chineses e cabalistas, e consiste na saída voluntária (consciente) ou involuntária (inconsciente) do corpo Astral por meio de processos e técnicas de relaxamento, concentração e meditação, em que o corpo físico necessita estar com suas funções vitais reduzidas ou em estado de inconsciência.

A saída involuntária dá-se durante o sono físico descrito anteriormente e, também, pode ser ocasionada por um trauma emocional ou de estresse, experiência de quase morte (coma), com o uso de anestesia em casos de cirurgias ou por meio de efeitos neurofisiológicos por indução de drogas.

É uma sensação de saída ou escape do corpo físico, sendo possível observar a si mesmo fazendo a passagem do mundo físico ao mundo astral. Lembrando que o corpo físico fica inerte com seu metabolismo baixíssimo apenas para suprir a demanda de energia básica para se conservar vivo.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 74/76)


O desdobramento é uma faculdade extraordinária, que devemos explorar mais, principalmente nos sensitivos com possibilidades ou portadores de vidência, pois permite ao médium abandonar e afastar-se, temporariamente, da organização física para manifestar-se diretamente no plano astral e, assim, entrar em contato direto com os habitantes desse plano vibratório.

O medianeiro poderá deslocar-se livremente nessa região quando já possua as forças necessárias para esse fim. Nessa condição, poderá auxiliar no resgate, diretamente nas regiões densas, onde se encontram os necessitados de atendimento para conduzi-los até os postos de socorro indicados pela espiritualidade.

Para que haja o afastamento de um corpo do outro, a força aplicada para o desdobramento terá que ser maior do que a força de reação exercida pela atração de um corpo sobre o outro. A força desdobrante terá que vencer a força de acoplamento, formada pelos campos energéticos do corpo físico, do duplo etérico e do astral. Considerando-se que não haja uma força mental, daquele que é desdobrado, opondo-se à força aplicada por parte daquele que deseja provocar o desdobramento. Então, se houver uma oposição consciente daquele que está desdobrado, o operador terá que vencer mais essa força de reação e, nesse caso, a energia mental empregada terá que ser bem maior.

Durante os atendimentos, quando os servidores se deslocam desdobrados, por longas distâncias em regiões muito densas do astral, surge um desgaste energético em função da resistência que o meio oferece. Nessas situações, uma cota de energia adicional será necessária para auxiliar esses servidores nessas incursões. Então, caberá ao dirigente e ao grupo de servidores, não deslocados, a tarefa de provimento da energia necessária.

(João Pedro Farias Rodrigues, Introdução aos Fundamentos da Apometria, Gráfica Pallotti Artlaser, Porto Alegre/RS – 2017, p. 158, 198/199)


O Corpo Astral pode desencaixar (desdobrar) do Físico por anestesia, coma alcoólico, droga, choque emotivo ou desdobramento apométrico da mesma forma que o Duplo Etérico.

É com ele que, nos trabalhos com a técnica da Apometria, projeções astrais conscientes ou por sonho, viajamos e atuamos no tempo e no espaço.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 30/31)


 APLICAÇÃO NO TRATAMENTO APOMÉTRICO

Antes de começarmos a atender aos pacientes, ou melhor, antes de começarmos a atender aos espíritos acompanhantes dos enfermos, devemos proceder ao desdobramento, sob o comando dos médiuns – a Apometria.

Dessa forma, separamos o corpo mental superior do médium de seus demais corpos componentes, e o projetamos, também sob comandos, no plano astral. Esse comando corresponde à contagem até sete, juntamente com a ordem ao médium de se separar do corpo denso.

Somente agora estaremos aptos a contactar com os espíritos.

O desdobramento sob comando é uma técnica muito precisa, pondo os médiuns no horizonte dimensional dos espíritos, ou seja, na dimensão astral. Nessa situação, os encarnados têm mais facilidade de ver, falar e incorporar os espíritos, pois se encontram na mesma dimensão espacial.

Desdobrados, os médiuns dão verdadeiro “salto quântico” da dimensão física para a dimensão astral

(José Lacerda de Azevedo, Energia e Espírito, Teoria e Prática da Apometria, 5ª ed., Mais Que Nada, Porto Alegre/RS – 2009, p. 53/54)


Com o auxílio dessa técnica, os corpos espirituais de encarnados também podem ser incorporados em médiuns, de modo a serem tratados espiritualmente, inclusive serem enviados a hospitais astrais para tratamento.

Da análise dessa lei, podemos concluir que o desdobramento apométrico possui as seguintes características:

  1. É um processo induzido, ou seja, não ocorre de forma espontânea, como é o caso do desdobramento durante o sono físico.
  2. É um processo controlado, mediante comandos específicos e ordenados.
  3. Exige o emprego de energia mental, direcionada pela vontade do operador/dirigente dos trabalhos, apoiada pelo esforço mental e pela vontade conjugados dos demais médiuns, da corrente. Quanto mais disciplina e concentração mental houver por parte de todos, mais efetivos serão os resultados.
  4. Tanto os médiuns quanto o consulente permanecem conscientes no plano físico.

O que ocorre é um pequeno deslocamento de alguns centímetros dos corpos sutis (astral e mental) em relação ao corpo físico. Nesse processo, também o duplo etérico, mediador dos corpos físico e astral, sofre uma pequena expansão, deslocando-se um pouco do eixo da coluna espinal, com as seguintes finalidades:

  1. Facilitar a liberação de ectoplasma, no caso, principalmente, dos médiuns.
  2. Permitir a permanência da conexão entre o cérebro Astral e o cérebro físico, mantendo, com isso, a consciência plena de tudo o que está acontecendo, tanto por parte do consulente como dos medianeiros.
  3. Alterar a coesão molecular do duplo etérico, pela expansão desse corpo fluídico em relação ao eixo da coluna espinal, facilitando, se necessário, a interferência dos benfeitores espirituais nos duplos órgãos físicos dos atendidos.

Vê-se, portanto, que, embora no enunciado da primeira lei da Apometria conste que o desdobramento é completo, isto é entendido como deslocamento parcial dos corpos sutis na experiência do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade. Se houvesse um deslocamento completo, entendido como uma “saída” do corpo astral, como ocorre durante o desdobramento do sono físico e astral, inevitavelmente teríamos estados de letargia e catalepsia acompanhados de consciência embotada.

Normalmente, o médium desdobrado apometricamente costuma fechar os olhos, no momento de buscar as percepções relativas ao atendimento que está ocorrendo, pois a clarividência junto com a audição é a principal janela de comunicação com o plano físico.

Ao fazer isso, busca internalizar sua consciência, focando-a mais no cérebro Astral e, portanto, nas percepções relativas a esse plano.

A partir do desdobramento, a maior parte do trabalho é assumida pelo plano espiritual, que coordenará o rumo dos acontecimentos, passando as informações/percepções necessárias para o atendimento em curso. Elas serão captadas com maior ou menor precisão, dependendo da eficácia do desdobramento e das condições de maior ou menor grau de sintonização dos médiuns/guias e mentores.

Por isso, a importância desde o início dos trabalhos, já na sua abertura, de cada médium empenhar-se e concentrar-se ao máximo nos procedimentos e na condução feita pelo dirigente do grupo. Caso contrário, o médium poderá dificultar e até atrapalhar o atendimento, ao não se conectar/sintonizar adequadamente, podendo abrir brechas e facilitar o assédio de espíritos impertinentes, dificultando a realização do atendimento.

Quanto às percepções em si, o Plano Espiritual conhece as características/habilidades de cada medianeiro, razão pela qual transmitirá para cada um aquilo que ele tem capacidade de perceber (sons, visões ideoplásticas, odores, sensações, conexões com faixas vibratórias do consulente, intuições, entre outros).

O ectoplasma liberado pelos médiuns no desdobramento induzido é utilizado pelo Plano Espiritual para os mais variados fins, desde recomposição de lesões de espíritos enfermos até como importante substrato energético para a atuação dos falangeiros do Plano Astral em incursões no umbral inferior.

Essa parte dos trabalhos fica oculta aos medianeiros, pois é executada e controlada pela equipe espiritual.

O que ocorre com frequência é a visualização de quadros ideoplásticos (visão de cenas, percepção de sensações) e, assim, o médium pode direcionar seus pensamentos, por meio de força de vontade, como forte elemento de apoio para tornar mais efetiva a tarefa socorrista que está realizando (limpeza da casa do consulente, utilização de ervas astrais, para tratamento do socorrido, fixação de estímulos positivos na memória do atendido, desintegração de miasmas, e correntes de pensamentos parasitas, amparo a espíritos sofredores desvitalizados e seu encaminhamento a instituições hospitalares no Astral etc.).

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 49, e 75/79)


 DESDOBRAMENTO NOTURNO

(Sono Físico)

Desdobramento Noturno

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Não é somente depois da morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode-se dizer que jamais a perde, pois a experiência demonstra que, mesmo encarnado, o Espírito goza de certa liberdade durante o sono e tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre justamente. (…) Na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicar suas relações sociais, ele haure novas forças nesses instantes de emancipação da alma, se souber aproveitá-los.

(Allan Kardec, tradutor Evandro N. Bezerra, O Evangelho segundo o Espiritismo, 2ª edição, 2ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 80)


Nós, seres humanos, necessitamos dormir para que nosso organismo descanse e seja revitalizado, recuperando as energias gastas nas atividades normais do dia.

Para acontecer esse processo de revitalização do corpo físico, é necessário haver a separação ou o desdobramento do corpo astral. Assim, ao adormecermos, literalmente saímos do corpo físico “vestindo” apenas a roupa perispiritual (processo natural, porque é uma atribuição do espírito).

O problema é que, por estarmos com a consciência física adormecida, não nos damos conta desse processo e, por isso, para nós, tudo se passa como se nada passasse.

Quando retornamos ao corpo físico e acordamos, depois de decorrido o tempo necessário para o organismo ser revitalizado, normalmente nos recordamos apenas de fragmentos de sonhos.

No livro Espírito e Matéria, Dr. Lacerda elucida que a separação do corpo físico através da saída do corpo Astral acontece normalmente durante o sono, quando o indivíduo perde a consciência e as funções vitais são rebaixadas ao mínimo indispensável às trocas metabólicas. Lacerda corrobora que, sob estado de atenção (ondas beta), não é possível, ou é quase impossível, sairmos do corpo. Quem perde a consciência e tem as funções vitais rebaixadas não pode estar conversando, como os médiuns o fazem durante o trabalho de Apometria.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 73/74)


Segundo o espírito RAMATIS, por meio do médium Norberto Peixoto:

O que determina que sejam conscientes os desdobramentos coletivos dos grupos de Apometria é o fato do corpo etérico não estar desacoplado totalmente. Quando dormis, ocorre do corpo etérico se projetar fora do corpo físico, fato dispensável dentro das atividades socorristas da Apometria.

O desdobramento do corpo astral durante o sono físico difere dos provocados na Apometria, embora as suas “funções” permaneçam as mesmas.

Quando o corpo astral se desdobra com a indução magnética realizada pelas contagens de pulsos na dinâmica apométrica, o sensitivo não entra num estado letárgico como é o atingido no período em que dormis.

Nos atendimentos dos grupos de Apometria o corpo etérico fica levemente desacoplado, facilitando a doação de energia sem os estados catalépticos ou os desfalecimentos sonambúlicos.

Durante o sono fisiológico, e com mais facilidade nos indivíduos espiritualizados e de vida frugal, ocorre um leve distanciamento do duplo etéreo, e durante o final da madrugada se intensifica esse “afrouxamento”, como se fosse uma janela vibratória.     Quando os corpos astral e mental retornam das suas viagens suprafísicas, esse veículo intermediário etérico desencaixado, como se estivesse suavemente pendido para um dos lados, num ângulo de até uns noventa graus, propicia a percepção sensorial das ocorrências astrais.

Esse “desencaixe” favorece a rememoração pelo estado semidesperto do órgão cerebral que se encontra entre a vigília e o sono profundo, precisamente no instante do acoplamento do corpo astral ao corpo físico. Imaginai um “insight” de alta voltagem nas sinapses nervosas no exato momento do encaixe dos corpos.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Jardim dos Orixás, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2006, p. 180, 191/192)


Geralmente a pessoa traz a mediunidade socorrista e não está colocando-a em atividade. Com isso, quando dorme, desdobra e, desdobrando, tem uma visão ampla e percebe, sente e vê a multidão de espíritos implorando desesperadamente socorro e/ou cobrando dívidas do passado, no que a pessoa, automaticamente, volta para o físico fugindo da responsabilidade.

Algumas vezes ocorre também de a pessoa que sofre de insônia, quando dorme, acabar desdobrando e, inconsciente ou conscientemente, volta a liderar equipes do astral inferior que liderava enquanto estava entre uma existência e outra; embora esteja encarnado, continua ocupando o posto que ora não lhe pertence mais. Em outras palavras, nesses desdobramentos noturnos, dificulta muito os espíritos do astral inferior que estão disputando esses tais postos. Logo, são escalados trabalhadores do astral inferior para fazerem turnos no quarto do encarnado, visando à insônia, pois se não dormir, não vai desdobrar e não vai causar dificuldades para eles.

Sabe-se que poucos aproveitarão a oportunidade de regenerar-se e que, se fosse hoje a finalização do processo de transição planetária, apenas dez por cento da humanidade continuariam encarnando na Terra.

(Geazi Amais, Apometria e Desdobramento Múltiplo, Editora Madras, São Paulo/SP – 2015, p. 55/57)


Esquecemos, por não nos lembrarmos ordinariamente, que saímos do corpo físico todas as noites. Durante este fenômeno natural, de desprendimento do Corpo Astral, que se projeta para fora do corpo humano, muitas vezes somos amparados e conduzidos em tarefas socorristas, auxiliando àqueles mesmos consulentes e obsessores desencarnados que são atendidos no terreiro. Nessas ocasiões, o ectoplasma do medianeiro é o “combustível” para todas as tarefas e funções que os espíritos Mentores realizam conjuntamente – preto(a)-velho(a), caboclo, orientais, ciganos, boiadeiros… – nas diversas formas de apresentação que adotam.

O médium é todo o tempo “vigiado” por seu Exu individual, que tem compromisso cármico e de tarefa, assumida ante a Lei Divina sob a égide de Umbanda, para que sua saúde psicofísica e sanidade mental sejam mantidas. Assim, Exu abre e fecha nossas portas, nos ampara nas saídas e entradas no corpo físico, pois, quando voltamos dos trabalhos em desdobramento, a grande maioria não se recorda, pois o cérebro físico jaz inerte com o corpo de carne na cama junto ao travesseiro, não tendo vivenciado as experiências, e por isso não fica registro em seu centro orgânico de memória. Nesses casos, cabe ao nosso Exu individual nos proteger mantendo a nossa integridade mediúnica.

(Norberto Peixoto, Exu – O Poder Organizador do Caos, 2ª edição, Editora Legião, Porto Alegre/RS – 2016, p. 56/57)


Durante o sono físico, nos momentos em que o corpo repousa e a alma desprende-se em desdobramento, ela procura ambientes e companhias com os quais mantém sintonia. Desses ambientes, e na presença dessas companhias, haure as energias que logo determinarão seu estado de saúde espiritual, energética e emocional.

De modo natural, cada um sintoniza com aquilo que está em seu coração, conforme a qualidade de emoções e pensamentos que alimenta no dia a dia.

Não é raro que, durante o sono, a pessoa que cultiva pensamentos e emoções de teor denso e desorganizado procure ambientes infestados por fluidos nocivos, em sintonia – novamente – ou correspondentes ao padrão mental que abriga durante a vigília. Nesses locais é ainda mais contaminada e, em número bem maior de vezes do que meus filhos imaginam, fica à mercê de obsessores particulares ou é usada como cobaia de experiências macabras, levadas a cabo por espíritos com inteligência acima da média.

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 24/25, 79/80)


Pelo que respeita ao grande número de homens(…), esses vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam. Vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais funestas do que as que professam entre vós.

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, item 402)


(…) A alma se desprende também durante o sono; reintegra-se em sua consciência amplificada, nessa consciência por ela edificada lentamente através da sucessão dos tempos; entra na posse de si mesma, examina-a, torna-se objeto de admiração para ela própria. Seu olhar mergulha nos recessos obscuros de seu passado, e aí vai surpreender todas as aquisições mentais, todas as riquezas acumuladas no curso de sua evolução, e que a reencarnação havia amortalhado.

O sono, em verdade, outra coisa não é que a evasão da alma da prisão do corpo.

No sono ordinário o ser psíquico se afasta pouco; não readquire senão em parte a sua independência, e quase sempre fica intimamente ligado ao corpo.

No sono provocado, o desprendimento alcança todas as gradações.

Sob a influência magnética, os laços que prendem a alma ao corpo se vão afrouxando pouco a pouco. Quanto mais profunda é a hipnose, o transe, mais se desprende e se eleva a alma.

O Espírito de certas pessoas continua a trabalhar durante o sono, e com o auxílio dos conhecimentos adquiridos no passado chega a realizar obras consideráveis. Disso se podem citar exemplos célebres:

Voltaire declara ter, uma noite, concebido em sonho um canto completo da “Henriade”.

Compositores, Sebastian Bach, Tartini, ouvem, durante o sono, a execução de sonatas que não haviam conseguido terminar de modo que lhes satisfizesse. Apenas despertos, as escrevem de memória.

Às vezes, a alma, desligada dos liames corporais, comunica, por meio do sonho, com outras pessoas, vivas ou falecidas, e delas recebe indicações e avisos.

A ação da alma, a distância, sem o concurso dos sentidos, se revela mesmo no estado de vigília, nos fenômenos da transmissão de pensamento e da telepatia.

Às vezes, durante o sono ou na vigília, a alma se exterioriza, se objetiva em sua forma fluídica e aparece, a distância. Daí o fenômeno dos fantasmas dos vivos.

O ser humano, desprendido dos liames carnais pela prece, pelas elevadas aspirações e por uma vida pura e sóbria, torna-se mais apto a exteriorizar-se.

A alma do homem pode, exatamente, como a alma desencarnada, atuar sobre médiuns, ditar comunicações, avisos, tanto por escrito como por meio de mesinhas, provocar deslocações de objetos materiais, aparecer a grande distância de seu próprio corpo, e impressionar chapas fotográficas.

Alan Kardec consagrou um capítulo inteiro de O Livro dos Médiuns aos estudos das aparições dos vivos.

(Léon Denis, No Invisível, 26ª edição, 1ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 123/142)


CORDÃO DE PRATA

Cordão de Prata

Seja qual for a distância a que estiver do corpo, o espírito mantém-se ligado a ele por esse cordão de que falam iniciados de todas as épocas e até mesmo a bíblia.

Antes que se rompa o cordão de prata,

Que se despedace a lâmpada de ouro,

Antes que se quebre a bilha na fonte,

E que se fenda a roldana sobre a cisterna…

(Eclesiastes, 12:6).

Se se rompe, porém, a morte chega. Irreversível.

Segundo relatos de espíritos, quando entidades superiores rompem esse cordão, por ocasião da morte, produz-se relâmpago de luz intensa, pela liberação de energia.

Constituído por alguma forma de energia de alta intensidade, este fio luminoso e brilhante se liga ao corpo físico através do duplo etérico, no qual se enraíza através da cabeça e de miríades de conexões filiformes que abrangem toda a estrutura etérica.

Ele não se rompe e mantém o espírito como dono e diretor do corpo: através de processo maravilhoso, ainda não desvendado, todas as funções vitais do nosso organismo são preservadas.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 70)


Sua ligação é na base da nuca. O cordão astral é o responsável pelo movimento do corpo astral, ele é a sede do inconsciente ou criptoconsciência, que é a força inteligente que manipula o Corpo Astral.

Quando o cordão de prata se rompe acontece a morte física.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 208)


Durante o sono físico, o corpo Astral se desprende naturalmente do corpo físico e passa a funcionar como um veículo independente da consciência, embora ambos continuem ligados pelo chamado cordão de prata ou fio dourado – entramos no mundo dos sonhos, no qual fazemos nossa viagem astral.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 23)


Sob a influência magnética, os laços que prendem a alma ao corpo se vão afrouxando pouco a pouco. Quanto mais profunda é a hipnose, o transe, mais se desprende e se eleva a alma.

Parece que a energia necessária para produzir esses fenômenos é haurida no corpo físico, a que se acha ligada a forma fantásmica por uma espécie de cordão fluídico, seja qual for a distância a que se encontre. A existência desse laço é atestada pelos videntes e confirmada pelos Espíritos. Tão sutil é ele que, a cada sensação um pouco viva que afete o corpo material, a alma, bruscamente atraída, retome posse deste imediatamente. Esse ato constitui o despertar.

(Léon Denis, No Invisível, 26ª edição, 1ª reimpressão, Federação Espírita Brasileira, Brasília/DF – 2014, p. 123, 141/142)


TRABALHO SOCORRISTA

Relato de trabalho socorrista mediante desdobramento noturno, segundo o espírito ÂNGELO INÁCIO, por meio do médium Robson Pinheiro:

Dirigimo-nos para o lar de Francisco, um dos médiuns que iríamos recrutar para as tarefas da noite. A noite estava belíssima, e o ar balsamizante trazia fluidos da natureza, transportados pela brisa suave.

Arnaldo, os guardiões e eu encontrávamo-nos em frente a uma residência modesta, de aspecto agradável, onde adentramos com o máximo respeito.

Os guardiões ficaram do lado de fora, formando uma corrente de energia no local, para proteger o médium quando estivesse em desdobramento.

Francisco ainda estava acordado, lendo um livro na sala, quando chegamos. Arnaldo, após aplicar-lhe um passe na região frontal, fez-se visível a ele através da vidência e comunicou-lhe o que estava acontecendo e nossa necessidade de ajuda para o caso em que estávamos envolvidos.

Francisco dirigiu-se imediatamente para o quarto de dormir e, após breve prece, colocou-se à disposição para o trabalho.

Arnaldo aproximou-se de Francisco e ministrou-lhe um passe magnético, no córtex cerebral e outro ao longo da coluna, promovendo o seu afastamento do corpo físico. Pude notar que, ao afastar-se do corpo, em desdobramento, no plano extrafísico, Francisco-espírito possuía a faculdade da vidência. Registrava-nos a presença com naturalidade e, com desenvoltura, apresentou-se a mim, colocando-se à disposição como se estivesse acostumado a tais “saídas” conscientes. Era o fenômeno da viagem astral, como é conhecido nos meios espiritualistas.

– Boa noite, companheiros – falou Francisco, apresentando-se a mim. – Acredito que devamos nos dirigir imediatamente para a tarefa, não é mesmo? Mas peço-lhe, Arnaldo, por gentileza, que me dê as orientações devidas. Preciso saber os detalhes sobre o caso e como posso ser útil.

Arnaldo deu um sorriso de satisfação e, abraçando Francisco, foi-lhe colocando a par da situação.

Saímos da residência de Francisco, onde ficou de plantão um dos guardiões, para qualquer eventualidade, pois era necessário proteger o corpo do médium de qualquer investida de espíritos infelizes. Quando saímos, pude ver o trabalho que fora realizado em volta da residência. Envolvendo a casa, uma coluna de energia, que mais parecia uma cortina de fogo, estava formando um manto protetor, que, com certeza, não poderia ser rompido por entidades levianas ou espíritos maldosos. Em frente ao portão de entrada, mais duas entidades, que não avistara antes, estavam de guarda, auxiliando um dos guardiões que viera conosco.

Estranhei todo aquele aparato, e, antes que perguntasse a Arnaldo, ele foi logo falando:

– Em tarefas dessa natureza, principalmente quando o medianeiro estiver em desdobramento, é natural que projetemos seu veículo físico com os cuidados necessários, pois qualquer dano causado a seu corpo irá repercutir no perispírito, e, se a tarefa for realizada em regiões mais inferiores, é de se esperar qualquer tentativa de entidades sombrias para impedir sua realização. Igualmente, o médium desdobrado deverá contar com a assistência de uma equipe consciente e responsável deste lado de cá da vida. Afinal, estamos no trabalho do bem e devemos nos preservar de possíveis interferências nas atividades.

Aproveitando o momento criado pelas elucidações de Arnaldo, desejei saber a respeito do desdobramento, ou viagem astral, e sobre como Francisco tinha consciência do que se passava deste lado.

– Será que todos os médiuns que se desdobram têm consciência disso?

Sorrindo, Arnaldo falou:

– Podemos afirmar que nem todos se igualam no que concerne à manifestação do fenômeno mediúnico. A consciência deste lado de cá não é possibilidade de todos. Como Allan Kardec afirmou, a mediunidade é orgânica. Podemos entender isso da seguinte forma: quando o espírito reencarna com determinada tarefa a desempenhar com relação à mediunidade, seu perispírito passa a ser submetido a uma natural elevação da frequência vibratória, e, por conseguinte, o próprio corpo físico, que reflete as vibrações perispirituais, também é elaborado com vista às tarefas que desempenhará no futuro no que se refere à mediunidade com Jesus. Dessa forma, podemos entender que aquele que é preparado para trabalhar tendo inconsciência do fenômeno dificilmente poderá modificar essas disposições, pois seu organismo foi ajustado para tanto. Igualmente, aquele que foi preparado vibratoriamente para ter a consciência deste lado da vida, quando desdobrado, haverá de manifestar essa consciência no momento propício, quando seus mentores julgarem necessário, pois traz impressas em seu perispírito as vibrações necessárias que o habilitarão à consciência nas regiões espirituais. Mas isso tudo ainda é relativo, pois o homem atual ainda se conserva despreparado para certas tarefas, e, muitas vezes, estar consciente poderá dar ensejo a dificuldades maiores, devido à falta de preparo de muitos que se candidatam ao serviço.

“No caso de Francisco, é um velho conhecido nosso de tarefas semelhantes; procura estudar sempre e conserva-se ocupado em tarefas nobres e elevadas. Isso facilita-nos o trabalho, mas não quer dizer que, quando ele retornar ao corpo denso, irá lembrar-se de tudo, não! Não há necessidade disso. É bastante que desempenhe suas tarefas com amor e dedicação.

A maioria das pessoas aguarda obter experiências com viagens astrais para se convencerem de que a vida continua além da matéria. Esperam, com isso, poder fazer viagens mirabolantes a mundos diferentes, criando uma expectativa de algo que possivelmente nunca se concretizará. Querem fazer viagens fora do corpo, mas isso acontece em todas as noites quando dormem, e, mesmo que pudessem realizar tal feito conscientemente, de que adiantaria? Ainda não aprenderam a realizar a viagem para dentro de si mesmas, para se conhecerem; ou seja, a viagem do autodescobrimento, como é da proposta do espiritismo. Precisam apender a fazer a viagem da vida, de suas vidas, com dignidade e equilíbrio; do contrário, continuarão perdidas sem se conhecerem e sem conhecerem as leis da vida. Há muita conversa em torno disso, e o bom mesmo seria que quem quisesse conhecer mais sobre o assunto se reportasse aos escritos de Allan Kardec. O que hoje se imagina mais atualizado a respeito dessas e de outras coisas referentes às questões do espírito não passa de adaptação do que dizem os escritos de Kardec. Apenas trocaram os nomes para dar sabor de novidade. O problema humano segue sendo sempre o mesmo.”

– Mas como trocaram o nome? – aventurei-me.

– Basta observar, Ângelo. Ao fenômeno mediúnico tão conhecido e explicado pela doutrina espírita, os autores modernos, apenas para se dizerem diferentes, deram o nome de channeling e, aos médiuns, denominaram canais. Ao espírito deram o nome de consciências extrafísicas; o termo encarnado foi substituído, em alguns casos, por intrafísico. O fenômeno do desdobramento, tão conhecido desde épocas remotas e classificado por Allan Kardec como sonambulismo, hoje recebe vários apelidos, como projeção da consciência, bilocação da consciência, viagem astral e outros nomes que o homem não cansa de criar, tentando dar a ideia de que são coisas diferentes, pois o seu orgulho não o deixa admitir que a universalidade do fenômeno e seus desdobramentos no psiquismo humano, desde há muito, foram catalogados pela doutrina espírita e se encontram atualíssimos em O livro dos médiuns, que constitui o mais modernos tratado de ciências psíquicas da humanidade. Mudam apenas os nomes, mas o fenômeno continua sendo o mesmo.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Tambores de Angola, 3ª edição, 36ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 109/115)


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 Editado em 05.12.2017