SERES ELEMENTAIS

FLEUR DE LYS

SERES ELEMENTAIS

Elementais


 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Elementais2

Todos os reinos da natureza são povoados por seres vivos imateriais, que vivificam e guardam essas dimensões vibratórias que constituem seu habitat.

Em princípio, todos os espíritos da natureza podem ser utilizados pelos homens nas mais variadas tarefas espirituais, para fins úteis.

Os espíritos da natureza – todos – são naturalmente puros. Não se contaminam com dúvidas dissociativas, egoísmo ou inveja, como acontece com os homens. Predominam, neles, inocência e ingenuidade cristalinas. Prontos a servir, acorrem solícitos ao nosso chamamento, desejosos de executar novas ordens.

Nunca, porém, devemos utilizá-los em tarefas menos dignas, ou a serviço de interesses mesquinhos e aviltantes. Aquilo que fizerem de errado, enganados por nós, refluirá inevitavelmente em prejuízo de nós próprios (Lei do Karma).

Além disso, devemos usá-los na justa medida das tarefas a executar, para que eles não se escravizem aos nossos caprichos e interesses. Nunca esqueçamos de que eles são seres livres, que vivem na Natureza e nela fazem sua evolução.

Mas é preciso respeitá-los, e muito. Se os usarmos como escravos, ficaremos responsáveis por seus destinos, mesmo porque eles não mais nos abandonam, exigindo amparo e proteção como se fossem animaizinhos domésticos. Com isso, podem nos prejudicar, embora não se deem conta disso.

Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe.

(José Lacerda de Azevedo, Espírito/Matéria: Novos Horizontes para a Medicina, 9ª ed., Editora Pallotti, Porto Alegre/RS – 2007, p. 391/392) 


Segundo o espírito PAI JOÃO DE ARUANDA (JOÃO COBÚ), por meio do médium Robson Pinheiro:

A existência dos elementais, meus filhos, segundo os antigos anciãos e sábios do passado, explicava a dinâmica do universo. Como seres reais, eram responsabilizados pelas mudanças climáticas e correntes marítimas, pela precipitação da chuva ou pelo fato de haver fogo, entre muitos outros fenômenos da natureza.

Apesar de ser uma explicação mitológica, própria da maneira como se estruturava o conhecimento na época, eles não estavam enganados.

Tanto assim que, apesar de a investigação científica não haver diagnosticado a existência concreta desses seres através de seus métodos, as explicações dadas a tais fenômenos não excluem a ação dos elementais. Pelo contrário.

Os sábios da antiguidade acreditavam que o mundo era formado por quatro elementos básicos: terra, água, ar e fogo.

Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.

Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo.

Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais.

Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou àquele elemento: fogo, terra, água e ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.

Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece.

Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.

Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das sílfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como se fossem feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora polar ou do arco-íris.

Muitos elementais da família dos silfos possuem uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais.

Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os silfos auxiliam na criação e manutenção de formas-pensamento, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de espíritos endurecidos.

Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce.

As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.

A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática.

Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza.

Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas.

E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.

Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominam éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria. Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação mais íntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis em desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e, em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranquilo.

Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas.

Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai do mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas.

Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou se sentem com os membros e órgãos dilacerados.

Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso.

Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu intermédio, mas também pelo bom ou mau uso que se faz dessas potências e seres da natureza.

(Robson Pinheiro/Ângelo Inácio, Aruanda, 2ª edição, 24ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 91/98)


Elementais são seres que vivem na natureza, ligados a um dos elementos: água, terra, ar, fogo e éter. Vivem num mundo próprio, com suas leis, objetivos e evolução diferenciada dos humanos.

Os elementais se agrupam pela vibração dos elementos que compõem a natureza.

• ÉTER: os elementais que atuam são sílfides.

• AR: associado a ventos, tempestades, furacões, tufões, enfim, todo e qualquer movimento de ar. O trabalho dos silfos é a redistribuição de energia vital descarregando-a.

• ÁGUA: encontramos as ondinas que vivem nos mares, em cascatas, lagos, rios e cachoeiras; as nereidas que habitam os mares e as nuvens e os bebês d’água que vivem nas praias e à beira-mar. O principal objetivo desses elementais é a limpeza e descarregar a energia densa nos mares, rios ou lagos.

• TERRA: os duendes que habitam na superfície da Terra, são modeladores da forma, atuando no subsolo promovendo o direcionamento estrutural de todo o reino mineral. Os gnomos habitam no duplo etérico do planeta; as ninfas nas árvores dos bosques e florestas; os djins, no deserto; os elfos, nas vegetações rasteiras; os goberlinos, nos musgos, na hera e nos cogumelos; e os homúnculos, nas samambaias.

• FOGO: são as salamandras, os mais esquivos dos elementais, e seu contato com o ser humano é sempre muito difícil.

Os falangeiros dos Orixás trabalham diretamente com os elementais na cura perispiritual, na regeneração de locais no Astral e nas limpezas energéticas nos planos físico e astral, entre outros.

(Norberto Peixoto, Apometria – Os Orixás e as Linhas de Umbanda, Editora Besourobox, Porto Alegre/RS – 2015, p. 56)


Paracelso era o pseudônimo de Theophrastus Bombastus, químico e médico nascido na Suíça em 1493, que desencarnou em 1541, criou a denominação classificatória dos elementais:

• Elementais da TERRA: Gnomos.

• Elementais da ÁGUA: Ondinas.

• Elementais do AR: Silfos/Sílfides.

• Elementais do FOGO: Salamandras.

E da Índia, China e Egito, complementam a lista com:

• Elementais da TERRA: Duendes.

• Elementais da ÁGUA: Sereias.

• Elementais do AR: Fadas/Hamadríades.

Terminada a tarefa que lhes confiamos, cumpre liberá-los imediatamente, agradecendo a colaboração e pedindo a Jesus que os abençoe e os leve de volta às suas origens, sob pena de, junto de nós, tornarem-se grandes consumidores das nossas energias vitais.

(Sergio Alberto Cunha Vencio, Manual Prático de Apometria, Educandário Social Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro/RJ, p. 162/163)


Segundo o espírito VOVÓ MARIA CONGA, por meio do médium Norberto Peixoto:

Energias elementais são as ligadas aos sítios vibracionais relacionados aos quatro elementos: ar, terra, fogo e água.

Nessas energias, numa mesma faixa de frequência, estagiam os espíritos da natureza: silfos, duendes, salamandras e ondinas, erroneamente confundidos com as próprias energias elementais.

As formas-pensamentos elementares estão à volta dos homens, densas e pegajosas, enfermiças, em decorrência dos pensamentos continuamente emitidos e da baixa condição moral.

Essas concentrações fluídicas que vagueiam, pesadas, em volta dos filhos, são transmutadas pelos espíritos da natureza sob o nosso comando mental, retornando aos recantos da natureza que lhes são próprios por intermédio do aparelho mediúnico, que, com seus fluidos animalizados, funcionam como eficaz exaustor.

(Norberto Peixoto/Ramatis, Evolução no Planeta Azul, 2ª edição, Editora do Conhecimento, Limeira/SP – 2005, p. 112)


Segundo o espírito MAHAIDANA, por meio do médium J. S. Godinho:

Se o espírito não passasse pela escala do elemental a transformação de seu equipamento de manifestação seria muito mais lenta para só então poder encarnar no reino hominal.

Por isso, a divindade normalmente submete a maioria dos espíritos à passagem pelo reino elemental.

Os que passam “por cima” dessa fase e vão encarnar direto no reino hominal são submetidos a várias cirurgias de transformação, lentas e difíceis. Se passassem pelo reino dos elementais teriam essas transformações mais visíveis a si mesmos. São espíritos que mais tarde, no reino humano, terão muito cedo consciência do que são, de onde vêm e para onde deverão retornar.

(J. S. Godinho/Mahaidana, Mediunidade e Apometria, Holus Editora, Lages/SC – 2012, p. 123)


ELEMENTAIS E O PODER DAS ERVAS

(…) Recomendamos que, para dedicar-se ao contato mais estreito com as forças da natureza, o aspirante seja preparado por quem realmente conhece o assunto. Que entre em sintonia fina com os elementais, respeitosamente e despido de fantasias.

Sem o conhecimento e a experiência no trato com os elementais, somente se extrairá a parte química das ervas, e jamais os recursos sutis de sua fisiologia oculta; sem os elementais, não há como obter o energismo do mundo vegetal ou manipular seus recursos fluídicos.

Não há como despertar a força magnética ou o bioplasma de determinada erva que, digamos, já esteja seca, sem que os elementais façam sua parte. De nada adianta pronunciar palavras incompreensíveis, seguir fórmulas ou cantar músicas exóticas que falam da natureza se não houver uma sintonia fina com os elementais.

As ervas secas poderão ser utilizadas na fitoterapia convencional para diversas finalidades, como chás, extratos e infusões. No entanto, para explorar o aspecto energético ou o magnetismo primário da natureza, o ideal é que as ervas estejam ao natural; na pior das hipóteses, que ao menos se desperte sua vitalidade com os agentes elementais.

Ao extrair e buscar os elementos benéficos, é aconselhável pedir genuinamente a esse ser que mobilize e aumente o potencial curativo das plantas a serem colhidas e manipuladas; eis uma atitude sábia e que contribui para fortalecer o elo entre os diferentes reinos.  Agindo assim, e obedecendo às prescrições técnicas necessárias, garante-se que a erva coletada apresentará maior quantidade de fluidos, de energismo elemental, concorrendo para  melhores resultados.

(Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Magos Negros, 1ª edição, 8ª reimpressão, Casa dos Espíritos, Contagem/MG – 2016, p. 118/125).


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. (Allan Kardec)
Chico 01
 Editado em 22.05.2018

 

 

5 comentários sobre “SERES ELEMENTAIS

  1. ANGELO AUGUSTO CAMPASSI

    Eu li o livro Aruanda de Robson Pinheiro ditado pelo espírito Angelo Inácio e foi a única vez em minhas leituras de livros espíritas que tive contato com esse assunto “Elementais”.
    Confesso que não sabia da existências dos Elementais.
    Aqui eu tive maiores esclarecimentos a respeito das atividades exercidas pelos Elementais, porque, no livro dito, ele só dá uma pequena ideia dos seres elementais.
    Gostei, muito boa leitura, bem explicativa.
    Angelo Augusto Campassi.

    Curtido por 1 pessoa

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